sábado, 18 de dezembro de 2010

Yin e Yang

Yin e Yang – Manuela

Sabe quando você esta vivendo um conto de fadas, e do nada alguém mata todos seus sonhos?
Era isso que acontecia comigo... Estavam me matando, mas, não me importava, contanto que Ele permanecesse vivo.

Quando abri meu olhos, não vi minha casa, a linda casa que construímos eu e Isack, nesses últimos meses, via um lugar escuro com muitas teias de arranhas e alguns ratos mexendo em caixas – procurando comigo, acredito eu – não tinha medo deles pois sentia que coisa pior me aguardava
Meus braços estavam presos a duas correntes enferrujadas fortes o bastante para me manter ali, em pé, esticada como uma cruz, me sentia fraca, não havia comido nada, e a fraqueza me dominava, estava sem forças e o pior sem poderes – algo me bloqueava – mas não conseguia saber o que.
Senti uma vertigem e logo não vi mais nada...



- Isack


A droga do avião era tão lento que um camelo chegaria a Romênia mais cedo, o bom de ser um vampiro era os “favores” que os humanos me faziam – como eram fracos – pensei, mas o importante era eu chegar no castelo antes de ser tarde de mais...
De uns tempos para cá ficava difícil imaginar a vida sem Manuela, ela era meu sol, a luz que me iluminou das trevas... não sei o que faria sem ela, ou melhor só tinha uma palavra : MORTE
Nunca liguei muito para regras de “sociedade” não senti culpa alguma em rouba uma moto Falcon 400 tunada vermelha, eram mais de meia noite e nem o guarda notou minha presença na concessionária, só acordou quando arranquei e voei com a moto a mais de 200 km por hora.
Em menos de 10 minutos já estava nos limites do castelo dos pais da Manuela, que ironia, a alguns meses vim seqüestrá-la e hoje... Vim pedir ajuda da única pessoa que sei que assim teria 1% de chance...


- Daniel! – gritei com toda a força, e senti sua presença se aproximando...

Passaram-se menos de 10 segundo e estava cercado por um exercito de vampiros a mando do rei – a primeira vez que vinha em missão de paz, eles procuravam guerra – logo avistei Ele, como dizia Manuela, “um anjo” mas seus lhos eram puro ódio.

-Não deveria ter vindo aqui seu inseto – disse ele me jogando a metros com a força do pensamento
-Daniel... – tentei dizer algo depois, mas sua mão estava em meu pescoço quase me sufocando... Mais pela primeira vez não queria mata-lo
-Pare Daniel! – gritou a rainha Anelisse ao se deparar com a cena, com muita dificuldade Daniel cedeu
-Cade minha filha Isack? Eu estou sentindo que aconteceu algo... – disse Anelisse, como ela era parecida com Manuela, os mesmos olhos quando havia tristeza em Manuela era iguais ao da mãe.
-Eu vim em paz – disse meio afônico, olhando para Daniel, tentando me controlar – Edgard...
-Não! – gritou Anelisse antes de eu falar mais alguma coisa – Ele... – ela já imaginara o que havia acontecido...
-Ele quer matar ela – eu disse tentado desfazer os nós em minha garganta – Vim aqui pedir ajuda... Porque eu só não tenho nenhuma chance
- Meus Deus! Logo hoje, que meu marido foi resolver algumas pendências fora do pais! – a rainha estava em desespero, eu sentia – Eu vou com você! Nem que eu morra para salvar minha Manuela – era como se uma gatinha virasse uma tigreza.
-Não, acho melhor a senhora permanecer aqui, pois a senhora esta muito nervosa, e temos que agir ... – era difícil pedir isso para uma mãe ...
-Eu vim pedir a ajuda Dele...- apontando para Daniel – Sei que você ama a Manuela tanto quanto eu, e ela precisa de nós dois juntos, adquiri muito poder nessa ultima década, mas, não é o suficiente, e você sendo um dividido... Teríamos uma chance, talvez...

A única coisa que ouvi depois de dizer essas palavras foi um coruja...

Os olhos de Daniel estavam sem vida, e cabia ele a decisão...


-Manuela

Uma porta se abriu fazendo com que eu acordasse novamente, e uma linda mulher loira descia as escadas, com um ar totalmente nobre.
Era difícil ficar com os olhos abertos mas tentava.

-Ora, ora, ora, como a vida é engraçada, não é? – perguntou a si mesma, enquanto andava em círculos, pela voz reconheci a linda mulher
-Elizabeth... – sussurrei
-Ainda esta viva querida? – perguntou ela chegando perto de mim... – Com a sangue que sugamos de você, pensei que havia morrido...
- Não ainda estou viva, e sei que na me mataria agora... – disse confiante
-Porque? Se eu quiser eu a mato! Com essa pequena e macia mão que tenho – dizia olhando para a sua mão – Esfarelo sua cabeça em migalhas.
-Porque tanto ódio? – perguntei com dificuldade de respirar
-Você merece a morte, me roubou Ele... – quando dei por mim ela segurava uma foto do Isack – Ele ME amava antes de você aparecer, e agora ... me deixou por uma humana sem graça... – ela falava furiosa –Eu que deveria ser uma princesa, olha para mim – ela estava com um vestido vermelho sangue, moldando seu corpo e nele caia seus cabelos dourados – e olha para você – de jeans e regata e allstar e toda suada e ferida - Isso não é uma princesa – e deu uma gargalhada que ecoou na minha mente
- Eu nunca pedi para ser uma princesa... Nunca quis, isso você pode ter certeza, mas Ele, é a minha vida, e ele sim, eu sempre sonhei, e desejei toda a vida, mas você nunca saberá o que é amar alguém Elizabeth, porque tem um coração de pedra e só pensa em você! – tentei falar isso o mais audível que pude – e senti sua raiva de longe
-Cala a boca sua estúpida! – disse ela depois de me dar um tapa no meu rosto – Com você morta Ele voltara para mim, e seremos felizes
-Amor, é algo que nem todos sabem o que é, e você nunca saberá – disse sorrindo para ela
-Cale-se! - Disse me dando outro bofetão e segurando meu cabelo com as mãos, fazendo eu a olhar nos olhos – Amanha, não existira mais a Manuela ou melhor a princesa Stela, só seu cadáver... – ao dizer isso, deixou meu pescoço cair e fechou a porta e fiquei em companhia dos roedores novamente.




-Isack

Faltava duas horas para o avião chegar na Valaquia, duas horas pareciam dois dias, principalmente quando seu companheiro de poltrona era um inimigo...

- Eu acho que estou vendo onde a Manu esta... – disse Daniel, concentrado de olhos fechados...
-Onde? – disse apreensivo
- Em um porão... ou Sótão eu acho... e tem uma mulher de vermelho... loira, alta... – disse ainda ele
-Elizabeth – ela devia esta por traz disso com certeza, ela odiava a Manu
-Ela esta... – seus pulsos se fecharam – Batendo na Manuela
-Eu vou matá-la – disse em fúria, as pessoas olharam para nós
- Tenta não chamar atenção! – disse ele abrindo os olhos verdes e me olhando, era difícil, porque querendo ou não éramos muito bonitos, isso era um dos poderes de vampiros
-Eu senti seu ódio daqui – se referindo a Elizabeth
- Se ela machucar a Manu... – dizia tentando me conter
- Suas ultimas namoradas sempre foram assim? – perguntou ele tentando descontrair
-Ela odeia a Manu, por eu a amá-la de verdade, ela era só uma coisa carnal, mas a Manu é amor, era obvio que ela estava com Edgard nessa – como fui burro pensei
- Infelizmente a Manu escolheu você... – disse Daniel – Mas agora o importante é salvá-la, e nunca pensei que iria dizer isso mas... juntos temos uma chance...
-Obrigada – disse a ele sinceramente
-Não tem que agradecer, faço isso por ela, eu a amo, e o amor feito de sacrifícios – disse ele fechando os olhos
-Já decidiram, o dia de matá-la – notei um tremor em sua voz ao pronunciar a ultima palavra
-Quando? – perguntei aflito
-Manha – respondeu – Ou melhor hoje pelo dia

logo ouvimos:

“Senhoras e senhores, bem vindos a Valaquia, em segundos pousaremos no aeroporto internacional”





sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Somos um só

Capitulo 22 – Isack

Somos um só

Manuela parecia uma sereia, linda, perfeita, nunca imaginei que seu corpo era tão bem desenhado, e aquela lingerie rosa claro, caia bem com a cor de sua pele, com seus longos cabelos castanhos meio encaracolados jogados pelo ombro, seus olhos ficaram maiores do que eram, como duas nozes lindas, e a vermelhidão tomou conta de seu rosto enquanto a observava... Ela era uma Deusa a minha Deusa...


-Isack – disse ela sem graça, se cobrindo com a toalha
-Desculpa, eu não sabia – disse envergonhado por vê-la assim, e fui para o outro cômodo


Manuela, era a pessoa que mais eu amava na minha vida, eu morreria por ela, faria qualquer coisa por ela, mais não sabia se estava preparado, para.. algo tão intenso – eu sabia que Ela queria, tanto quanto eu – mas ela não via as conseqüências, nunca havia tentado isso, com ninguém da minha espécie, quanto mais uma meia vampira...
O amor não era o bastante neste caso...

-Um beijo pelos seus pensamentos... – disse ao me ver no sofá velho
-O único que tenho durante esses dois anos você – disse a ela
-Acho que mesmo antes de ti conhecer eu te amava, porque nunca me senti assim tão feliz – disse se aninhando em meu colo
- Desculpa, por entrar e ver você... – logo lembrei disso
-Eu sou sua Isack, e queria ser sua por intei.. – era difícil, ouvi-la falar assim
-Manu, não agora, a gente não sabe as conseqüências disso tudo, temos que conversar com alguém com mais experiências entre nossa espécie – eu tentava explicar mais Manuela era jovem, só tinha 19 anos, e não varias séculos igual a mim
-Esta com medo de eu machucar você, igual quando eu o conheci que o feria sem querer – disse se afastando, Manu, era uma mulher, mas doce como uma menina, e o medo dela era a coisa que menos me preocupava
-Você não me fere mais – disse a puxando de volta – Isso nunca foi um problema meu amor...Me de um tempo, é a única coisa que peço
-É o mínimo que posso fazer por você – disse sorrindo com uma rainha
- Até quanto tempo ficaremos aqui? – perguntou ela
-Quer ir embora? – perguntei surpreso
-Não! – disse rapidamente – Eu até estou gostando desse lugar agora – disse me beijando
-Então... Para sempre – eu disse a minha amada
-Sempre – repetiu ela com intensidade
-Engraçado... Antes de você aparecer no castelo, eu queria te esquecer por completo, mais acho que nunca conseguia mesmo com toda a ajuda do mundo – refletia ela bem longe
-Como assim? – perguntei
-Isack – disse ela desviando o olhar – Eu iria procurar o vampiro Kadri, para me ajudar a te esquecer, sei o quanto ele é poderoso, mesmo que isso custasse todo meu sangue, eu não agüentava mais viver assim,tinha que arrumar um jeito e ele com certeza me ajudaria, e não me importava o preço... Sei que tinha uma poção de esquecimento, e usaria isso... – ela dizia com muito cuidado, mas eu estava paralisado no sofá
-Kadri? – perguntei em choque
-Sei, que estou errada mas... – Falava de pressa e olhava diretamente m meus olhos – Isack, por favor! Fala alguma coisa – dizia Manuela desesperada
-Manuela, você ia procurar o vampiro mais perigoso que existe, só para me tirar da cabeça, correndo o perigo de morrer? – perguntei alterado
-Sim... – disse minha Manu
-Você estaria loca – disse eu me levantado e virando para porta para poder respirar um pouco – Você... – quando me virei para ela, vi que caia lagrimas de seus olhos mel, e isso me matava por dentro, eu era vulnerável a ela...
- Eu tinha que fazer isso – disse limpando algumas lagrimas – Eu não podia magoar o Daniel, ele me ama e eu gosto dele, mas, pensava em você, e você sumindo da minha mente, eu poderia dar talvez o amor que ele tanto pedia... – disse ela, se sentindo culpada pela Maldito Daniel – Ele foi um amigo e tanto, nunca senti o mesmo que sinto por você, quando estava com ele, mais ... Ele me faz bem, e tinha que ser ao menos digna deste amor... Mas mesmo que esse vampiro ai me ajudasse, eu nunca iria tirar você daqui – pousou suas duas mãos brancas e delicadas sobre seu coração – porque aqui, você tem o domínio de mim – as lagrimas não caiam mais de seu rosto, mas a dor pairava sobre sua áurea
- Desculpa, meu amor – me ajoelhei e continuei – Você se sacrificaria assim?
-Por você eu morreria Isack – disse ela como uma felina – Morreria, esse sentimento tem poder total sobre mim, é como se fossemos um só... E essa Manuela aqui – disse tentando dar um sorriso – Nunca corresponderia o amor de outra pessoa mesmo enquanto você estivesse em mim

Manuela, sempre foi uma pessoa totalmente corajosa, nunca teve medo dos da nossa raça, sempre foi uma verdadeira guerreira, mas com a doçura de uma princesa e com sua beleza incontestável, eu a amava, mais nunca pensei que Ela se sacrificaria assim por uma pessoa – principalmente por Daniel – via que não media esforços para proteger quem amava, e mesmo não gostando dele, senti uma certa inveja...

- Eu te amo – disse a olhando e a resposta dela foi um beijo, com todo o amor que existia entre nós.



Os dias foram se passando, Manuela e eu estamos vivendo como em um “conto de fadas” – que sarcasmo – mas era isso, me sentia o mocinho ao invés do vilão, ela avisara seus pais que estava bem, que nós estávamos bem, - eles não gostaram de saber que ela estava comigo, principalmente o rei, mais Anelisse, nunca ia contra sua filha – a primavera já estava próxima, e aquele casebre fora construído uma linda casa de madeira – onde morávamos, não tinha gente, era o Nosso lugar – e a vida estava perfeita.

Cada dia me apaixonava mais por ela, com seu encanto e sua beleza, ela me deixava cada vez mais apaixonado, mais ainda não tínhamos tido algo mais profundo, tinha muito medo de machucá-la. Antes ela insistia mais, mas de uns tempos para cá era outra coisa que a incomodava, e o pior eu não podia fazer nada contra, ele – Daniel – ele nunca falava com ela por telefone, e nem queria dar noticias para ela, isso a matava, eu sentia sua tristeza, sabia que ela me amava, mais Daniel era alguém especial, que ela sentia muita dor por não vê-lo mais...

-Amor, não fica assim por ele, aquele “dividido” não te merece sua tristeza – disse eu a ela
-Ele deve estar com ódio de mim e também sou uma “dividida” – dizia ela vaga menos a ultima coisa
-Manu, ele tem que entender – eu disse
-Tomara que entenda um dia... – disse ela ainda triste
-Vou ter que cassar... – eu não queria deixá-la só não assim
-Eu to bem, você sabe que toda vez que falo com meus pais... fico assim, mais não posso voltar pelo bem de todos – disse ela certa disso mas não escondia tristeza em suas palavras
-As vezes tenho vontade de me entregar... sabe Isack, de encontrar Edgard, e ele me matar e deixar as pessoas que amo em paz – disse ela desesperada
-Nunca, Manu – eu disse temendo isso algum dia,estava forte, mas não quanto ele
-Eu sei... Isso não adiantaria nada – disse ela
-Nada, só a infelicidade de todos – disse eu
-Eu sei, bom mais vai lá, quero você aqui antes do crepúsculo – disse sorrindo novamente
-Gosto de vê-la assim, sorrindo – disse a beijando
-Eu já estou melhor,vou preparar algo para comer também, - disse indo para a cozinha –Vá logo, antes que não o deixe partir – disse sorrindo
-Logo estarei aqui – disse a ela
-E eu o esperando como sempre – falou por fim ela


Haviam ótimos lugares para cassar ali naquele lugar, muitos animais, me alimentei bem, para poder não ter que sair de perto da Manuela tão cedo novamente, voltei antes do crepúsculo como prometido, o sol se punha no leste

-Manu – disse entrando na nossa casa, mas nada ouvi
-Meu amor, cadê você? – gritei, mas nada novamente

Em segundo procurei em todos os cômodos, nos quartos, nas salas, na cozinha, em seu ateliê, no jardim que ela tanto ficava.. e nada.
A dor me seguia e o desespero também, sentia que algo estava errada, mas... Onde estava ela?

Até ver uma folha em cima da cama com uma letra dizendo:

“Isack,

Ora ora Ora, quanto tempo meu querido,
Foi uma pena encontrar a doce dividida sozinha em casa....
Que descuidado você Isack,
Mas ela esta em segurança por enquanto
Até... Matá-la ......... "

Edgard


O papel virara pó em minhas mãos, meus caninos estavam mais afiados que tudo, uma raiva vinha dentro de mim, meus olhos aderem como chamas de uma fênix, eu o mataria, sem dó ou piedade, não tinha mais tempo...

Iria a o tão esperado encontro, o de Edgard...
Um rugido saiu do meu peito espantado todos os bichos daquele lugar...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O doce veneno do escorpião

Capitulo 21

O doce veneno do escorpião


-Você não tinha esse direito! – disse rebatendo igual uma menina mimada quando ele me colocou no chão
- Jura? – perguntou ele indignado – Preferia congelar mesmo?
- Isso não é da sua conta! - disse sentando no sofá emburrada
- Você esta agindo como uma menina de 6 anos – disse ele baixo mais audível
-Haaaaaa e você como se não tivesse coração – rebati
-Eu não tenho coração Manuela, esqueceu? – disse ele com um novo sorriso no rosto
-Chega! Quer saber, prefiro ficar naquele cubículo do que aqui com você! – disse indo em direção a porto do quarto e o deixando para trás.

Ai que droga! Aquele Isack... Era um... um... idiota! Como ele podia tratar alguém tão friamente assim? Ele mudara muito, dois anos fisicamente... mas seu jeito, aquele Isack me dava muito Ódio!

-Ai! – gritei ao sentar na cama – Minha perna , socorro! – eu gritava desesperada, pois ela ardia muito, em segundos Isack estava ao meu lado
-O que houve Manu? – dizia desesperado
-Esta doendo! – chorava gritava ao mesmo tempo, essa altura já estava no chão paralisada de dor
-Mais o que houve, o que a machucou... – seus olhos miravam para a cama em quanto eu gemia de dor – Um escorpião – disse ele com muita raiva – Maldito! – da onde eu estava não vi muito bem o que aconteceu mas, ouvi um estralo muito forte, parecia que ele tinha destruído o bicho com as mãos
-Ai! Ai! Ai! Ta doendo muito! – gritava sem parar, pois a dor era a pior que senti até então
-Calma – disse ele aflito a mim – Você vai ficar bem, confie em mim – eu tinha esquecido de como seus olhos eram lindos, e ele parecia muito preocupado – Eu vou te pegar e colocar na cama, tudo bem?
- Eu não consigo.... Ta doendo muito! – gritava
-Manu, calma confie em mim – disse passando a mão em meu rosto suado, agora tremia muito também
Ai!- gritei quando ele me pegou no colo e me colocou na cama – Eu quero dormir... – dizia já sonolenta
-Não! Por favor, você não pode dormir, se não... – parecia que minha dor era a dele – Você é forte, eu sei Manuela.
-Eu to com frio... – dizia meio zonza lutando com a areia que havia nos meus olhos
-Maldito escorpião! – ouvi ele dizendo mais já entrando em estado de transe
-Manu, por favor, olha para mim – disse ele levantando minha cabeça, mais eu não sentia nada, estava paralisada de dor
- Você vai estar livre de mim, agora... – disse de olhos fechados com muita dificuldade – Não precisa mais me suportar ...
-Como você é boba Manuela – eu sentia a emoção em sua voz – Eu deveria ter ... Isso é culpa minha... – dizia ele tomado pela culpa
-Não... – sussurrei – Acontece... – eu sentia que estava perto da morte, mais morrer ao lado dele, era uma dádiva para mim
- Eu não entendo... Como um bichinho desses... – dizia tremendo
-Você tem uma parte humana, e é vulnerável a doenças ... e a bichos venenosos, acredito... – ele passava a mão no meu rosto como se eu fosse a coisa mais delicada do mundo
- Eu senti tanta sua falta... – lutava para falar, mais a dor aumentara a cada minuto e tinha que falar – Sempre te amei... mesmo depois de você.... você – sentia uma dor horrível, mais e a melhora antes da morte onde ficava?
-Shiiii não fala, não se esforce – dizia ele, se ele chorasse eu tinha certeza que estaria pois sua voz estava cheio de nós
-Eu gosto do Daniel, mais... Nunca o amei do mesmo modo que amei você – lutei e abri os olhos e vi os deles em chamas olhando os meus
-Eu te amo, e prefiro morrer ao ti ver assim, eu Vou te salvar meu amor... – disse ela me dando um beijo na testa, mas logo apaguei de vez e não vi mais nada


A morte não tem nada a ver com que eu pensava... Ela era simples, parecia a vida, mais sem dor e sem angustia... sem nada que me machucasse.
Lembrei-me de quando eu era pequena tinha um ramister e ele tinha morrido, chorei muito e minha mãe Gláucia, me disse que a morte era uma coisa boa, em algum sentido, e que era o começo de uma novo vida, ai fiquei feliz porque de algum modo ele ainda estava vivo, mas... isso também servia para meia vampira?
Logo uma luz veio em mim, e uma mão gélida, acariciou meu rosto – não era de Deus – pensei, mas me senti confortável naquele momento... “Manu” era um som distante que vinha em mina cabeça, era difícil acordar de um mundo de paz e voltar... “Abra os olhos meu amor” a voz dizia, e eu obedeci

-Bem vinda de volta – disse Ele a mim, era como se ele fosse o paraíso para mim, com ele não existia dor, nem nada disso, só eu e ele
- Como... – tentei me levantar mais fiquei tonta e ele me segurou
-Calma – o sorriso dele era encantador – Agora vai ficar bem – disse me ajudando a me sentar
-E o veneno? Era para eu estar mor...- ele tampou minha boca com um de seus dedos gélidos
-Nunca, nunca te deixaria morrer, eu suguei o veneno... – disse ele de mau agrado
-Você o que? – perguntei de boca aberta, pois ele nunca havia feito isso, pensei que não pudesse ...
- Foi a única opção – disse ele de olhos baixos
-Obrigada, por me salva mais uma vez – disse a ele erguendo seu queixo
-Eu não queria... – disse ele com um ar de tristeza
-Eu daria todo meu sangue por você – disse sem pensar
-Eu daria a minha vida por você, meu amor – ouvir a palavra amor da boca de Isack era como se eu renascesse novamente
- Amor? – disse emocionada
- Claro, você sempre foi e sempre será meu ÚNICO e verdadeiro amor Manuela – eu sentia cada palavra fazer um eco em minha cabeça
- Eu também te amo – disse sorrindo, e pensei – E a Elizabeth?
-Manuela, eu não tenho nada com ela, estes dois anos eu mal a vi, ela tem um poder hipnótico foi por isso que fiquei a mercê dela,depois daquela historia no Brasil, eu sai do clã de Edgard, fiquei uma época em São Paulo. E depois voltei, mas... vivo sozinho desde então – confessou ele
-Naquele dia – comecei a relembrar – pensei que ia morrer, que não ia suportar tudo aquilo, tentei me matar – disse e vi um medo em seus olhos – Mas... o Daniel me salvou, e depois... você sabe...
-Você tentou se... – ele não conseguia nem ao menos acabar a frase
-Mais eu estou bem – disse tentando arrumar a situação
-Eu não acredito que tenho que agradecer aquele lá por ter te salvado – disse ele
- EU não acredito que estou aqui com você de novo – disse fascinada por seu lindo rosto

Em seguida ele me beijou, como se nunca tivesse deixado de estar comigo, aquele beijo era único, sem medo, sem nada, só existia o amor de mim e dele presente.

-Pensei que não me amava mais... – disse logo em seguida assim que nossos lábios se soltaram
-Claro que não! Só não queria te fazer sofrer de novo, meu amor... – disse me abraçando e eu deitei em seu colo
-Você me fez sofrer muito Isack – disse relembrando... – Mas passou, tudo passa na vida... – disse olhando para ele –Você esta com fome não é? – percebi que estava fraco
-Não – disse ele
-Esta sim, eu sei... Ainda não comeu nada, e nessa tempestade, só resta... – antes de falar ele já havia dado seu veredicto
-Não! Nunca Manuela, nem pense isso – disse se levantando
-Isack, eu confio em você! – levantei meio zonza e ele me pegou
-Você mal consegue se levantar, e vou sugar seu sangue? – disse indignado
-Você esta fraco, é essa a questão – disse me sentando novamente
- EU confio em VOCÊ – disse soltando a gola do suéter rosa bebe que estava, deixando meu pescoço a vista
-Manuela – dizia ela ao ver meu pescoço, tentando não olhar
-Vem Isack – disse eu tirando meus longos cabelos para facilitar
-Não... Manu – disse se virando
-Isack, eu te amo e quem ama confia – disse chegando perto dele, ele me olhava tão docemente, que não via perigo nisso, de repente ele se rendeu a mim e senti seus dentes cravarem lentamente em meu pescoço.

No começo, a dor for forte como se injetasse um veneno no meu pescoço, mas logo aquilo ficou prazeroso, e a sensação melhorava, e não sentia mais nada – parecia que eu e ele estávamos em sintonia total – eu já estava um pouco fraca e percebi que estava quase caindo até que ele parou e me segurou em seu colo

-Viu? Como foi uma péssima idéia... disse me deitando na cama – mas me mexi com medo de outro escorpião
-Calma, já matei ele – disse ele me acalmando – Até agora não sei como ele entrou aqui
-Não importa – disse ainda fraca – O importante é que você me salvou
-E quase a matei agora – disse com remorso
-Não, você só se alimentou – disse sorrindo ao meu amor
-Se alimentando de você.... – falou baixo
-EU Te AMO e daria todo meu sangue por você, até minha vida...- ele colocou o dedo sobre meus lábios e disse
-Eu prefiro a morte ao te perder mais uma vez Manu – a seriedade o tomara agora – E vou lutar contra todos por esse amor, principalmente com Daniel
-Daniel – disse pensando alto, como reagiria com tudo isso, mas não ia pensar nisso, não agora – Obrigada pela rosa que me deixou
-Acho que isso seja a minha marca registrada para você – disse com um sorriso perfeito
-Sim, mas onde as consegue? – perguntei intrigada
-Hum... um dia te levo lá, um dia no futuro presente – falou beijando minha testa
-Acho que desde o começo, eu sabia que te amava sabe, até quando você tentou me matar na escola –relembrei desse dia, um dia que mudou a minha vida – Sua beleza me fascinou e esse mistério que tanto o roda...
-Quando te vi, me deparei com uma gata medrosa, mas depois vi que era uma leoa feroz e fugaz, e dona de uma beleza extraordinária – ele mexia em meus cabelos em quanto falava
-Um dia me conta sobre você, sei tudo e ao mesmo tempo nada de você – disse pensativa
-E não esta bom? – disse brincando com minhas mechas
-Não, quero saber tudo, absolutamente tudo – disse o beijando


Nossos beijos estavam cada vez mais intensos, eu estava deitada sobre ele, a sensação era maravilhosa, eu não era mais aquela menina que ele conhecera a tempos, já era uma mulher – mais com cara da mesma menina – e ele era Ele, Isack, o amor de toda minha vida, e isso bastava.
Tentei tirar seu suéter marfim, mas sua mão me conteve – ele segurou minha mão me beijando, logo tentei com a outra, mas nada, ele prendeu minhas duas mãos, e viu minha respiração ofegante do mesmo modo da dele e disse

-Isso não são modos de uma princesa – com um sorriso lindo
-Eu sou só a Manuela – disse o beijando novamente, era impossível ser apaixonada por ele, ele tinha total domínio de mim
- A princesa dos vampiros – disse a mim
-Não, a mulher que te ama – dizia dando mordidinhas em sua boba
-Eu te amo, também Manu, mas... não estamos em condições ... Não sei se podemos... – ele queria mais o medo era mais dominante
-Eu sei que podemos – disse tentado tirar seu suéter
-Não adianta mocinha... estou muito sedento de sede pelo seu sangue, uma vez que tomei Manu, tenho necessidade por ele, e olhando seu corpo cheio de veias... Não sei se tenho controle – explicou-me
-Hum – fiz uma careta – Vou tomar um banho – disse me virando e ouvi seu risinho leve, me observando


Água quente, era tudo o que necessitava agora – já que o que eu queria não ia acontecer – eu nunca quis isso com Daniel, ele era um homem sem defeitos a beleza era igual a de Isack, mas... Isack me dominava como ninguém, e sentia o mesmo dele, sabia que ele faria qualquer coisa por mim, sempre... Menos.... Amor.

Quando desliguei o chuveiro, vi que Isack não estava, devia ter ido caçar – ele não queria meu sangue, o porque ainda ele teria que me explicar, sei que um pouco não ia me prejudicar... até gostava – mas preferia bichos. Sai de toalha para o quartinho e lá havia uma mochila, ainda bem que ela estava comigo na hora que ele veio e me “seqüestrou”, não tinha muita roupa ali, apenas um conjunto de moletom cinza, uma lingerie, e produtos para higiene – tinha que comprar algumas roupas, não sabia o quanto de tempo íamos ficar ali – comecei a colocar a lingerie que tinha, e logo ouvi algo cair no chão, levei um susto e... era Isack na porta, totalmente imóvel com a cena.



Capitulo 22 – Isack


Manuela parecia uma sereia, linda, perfeita, nunca imaginei que seu corpo era tão bem desenhado, e aquela lingerie rosa claro, caia bem com a cor de sua pele, com seus longos cabelos castanhos meio encaracolados jogados pelo ombro, seus olhos ficaram maiores do que eram, como duas nozes lindas, e a vermelhidão tomou conta de seu rosto enquanto a observava... Ela era uma Deusa a minha Deusa...





Peço desculpa a tds pela demora é porque ultimamente tinha.. vestibular e prova do teatro... espero que gostem e mais uma vez desculpa
Essa semana ainda sai a cont. do cap
22

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quem era Ele?

Capitulo 20

Quem era Ele?

-Isack... – era se como aquele nome me resgatasse de um poço fundo, e ao mesmo tempo me levava para o mesmo abismo que cai uma outra vez no passado.
-Eu não tenho todo o tempo do mundo hoje Manuela... -disse quase caindo, só não caiu porque se apoiava em um tronco.
-Eu não sei se posso confiar em você – minha voz era um sussurro de dor, que saia sem eu sequer controlar
-Tem um minuto – eu sentia sua fraqueza queria o ajudar, mas, aquela decisão mudaria tudo

Depois de uns instantes pensando... Vi que não tinha alternativa... O perigo não poderia se quer chegar perto da minha família mais uma vez

-Para onde? – perguntei seria, o frio não me incomodava mais, a raiva de Edgard tomava conta de mim
-Por aqui... – disse Isack, mas quando deu o primeiro passo, caiu no chão, ele estava bem diferente do Isack de agora pouco, frágil e fraco...
-Eu te ajudo – disse o olhando caído no chão, ele só me olhou e virou o rosto – Hei eu to com luvas, não vou te machucar – usava luvas vermelhas, igual ao toca, eu disse com uma voz suave para não levar em consideração a sua má educação

Ele se apoiou na arvore e se levantou por si só, olhei aquilo indignada, pois ele estava muito diferente de antes...

-Vem – disse a mim, fui mais perto dele e ele olhou para o chão ao falar comigo – Não pense em nada, fique com a cabeça vazia e feche os olhos
-Porque? – perguntei a ele
-Obedeça – disse entre dentes, eu não o xinguei, pois estava muito nervosa com tudo aquilo e obedeci


Senti uma tontura muito forte por uns instantes e quando abri os olhos estava em uma casa de madeira, muito pequena, parecia ser bem antiga, onde estava agora, havia uma cama bem simples,diferente da minha e uma cômoda com uma gaveta quebrada, no fundo havia uma janela que nem uma criança passava... olhei assustada para aquele lugar sinistro e quando dei por mim... Isack me olhava também.

- Pode dormir nesta cama - disse rapidamente desviando o olhar de mim e retirando umas roupas que se encontravam jogadas nela
- Eu não estou com sono – disse rispidamente
- Esse tele-transporte cansa, logo se sentira cansada – continuava a tirar a roupa da cama, e nem me dava atenção


Não o olhei mais e sai com raiva para o outro cômodo que havia no casebre, tinha um sofá velho, vermelho e desbotado, e uma tv de 12 polegadas em cima de uma mesinha velha de madeira, também tinha outra porta devia ser o banheiro do lugar, a luz era de velas e o fogo era dominante no lugar.

-Esta com fome? – perguntou ele atrás de mim como um fantasma, e aquela voz me fez tremer novamente
-Não – disse de costas para ele
-Porque você não faz do jeito mais fácil, me dizendo a verdade, porque eu não consigo ler sua mente, deve estar a bloqueando de mim, então... Não sou adivinho – as ultimas palavras soaram com uma acides muito forte, e ouvindo aquilo do Isack da pessoa que mais amei em toda vida... era estranho
-A onde eu estou? – perguntei com muita raiva a ele virando e o encarando
-Galati, no interior de Galati – disse ele com indiferença.
-E meus pais? Eles estão bem? O Daniel... Meu Deus, aquele Edgard vai... – entrei em pânico lembrando daquele psicopata vampiro, que me quer de todo o jeito... Isso teria fim?
-Calma, ele ainda pensa que irá para a Universidade em Bucareste... então... – meus olhos estavam cheios de lagrimas, e muito preocupados também imagino, pois pela primeira vez vi ele com pena de mim... Mas logo virou o rosto
-Liga para seus pais – disse ele dando um pequeno celular preto para mim, esse esta seguro, -mas Não diz onde você esta, por favor
-Tudo bem – respondi limpando o rosto e ligando no celular da minha mãe, se passaram uns segundo e logo ela atendeu sua voz estava muito nervosa, coitada
-Mãe, sou eu...Só liguei para avisar que esta tudo bem... Corro perigo novamente mãe, Edgard iria me pegar... – falava tão rápido que um humano não entenderia
-Filha me diz onde esta! Manuela! – ela estava gritando
-Manuela esta bem? – meu pai falava agora
-Pai acalma a mamãe, eu to bem, vai ficar tudo bem... – disse mais não tinha certeza
-Meu amor, você esta bem? Aquele desgraçado a machucou, porque se machucou... – eu não sabia o que era mais visível em Daniel, a preocupação ou a raiva...
-Calma! Eu to bem sim Daniel – disse feliz por estar falando com ele
-Manuela, tem que desligar – disse Isack me olhando
-Esse infeliz, eu vou matá-lo – gritou Daniel, e Isack ria.
-Eu tenho que desligar – disse a ele com os olhos fixos na figura que dava gargalhada na minha frente
-Manu... Manu... – e fechei o aparelho celular, ainda o olhando fixamente, joguei o celular longe, com a força que o joguei, um aparelho comum tinha espatifado, mas esse parecia blindado.
- Se quebrar, ficaremos sem contato aqui – disse se segurando para não rir da minha cara de raiva.
- A minha vontade era de quebrar Você e não o celular – disse como se uma chama de fúria queimasse meus olhos – Você não é o mesmo... – apesar da aparência continuar idêntica, ele...Não era Ele.
- Só porque pedi para desligar o aparelho celular? – perguntou o cínico
- Porque esta me ajudando, se odeia a minha família pelo o que fizeram com seu pai e odeia o Daniel? – perguntei com muitas duvidas nos olhos, pois será que era um plano dele para me entregar a Edgard
- Sua família foi a causadora da morte do meu pai, e isso me revolta muito – disse fechando os punhos – Daniel é um verme – ele tremia de tanto ódio e isso estava começando a me assustar – Eu queria muito poder se vingar de todos destruindo o que eles mais tem de precioso... – olhou bem para mim com seus olhos mel
- Então... Você me trouxe aqui para se vingar da minha família? – eu não podia acreditar que Isack era esse monstro que ele demonstrava ser... mas era infelizmente,a raiva tomou conta de mim e me segou completamente – Você não tinha esse direito!! – disse já batendo nele, eu batia com toda minha força estava descontrolada, mas parecia que ele não sentia nada – Você é um monstro!! Como me arrependo de ter me apaixonado por você... – depois dessa ultima frase ele segurou meus dois braços bem firme e fixou seus olhos nos meus, finalmente.
- Manuela, eu não te trouxe aqui para vingar a minha raiva, mas para salva a Sua vida! – dizia ele frio e serio a mim
-Porque? – foi tudo o que consegui falar, pois estava ofegante
-Não é justo.. Edgard a pegar, você já perdeu muito por ele – falou agora desviando os olhos de mim
-Porque não me olha? – perguntei tocando seu rosto
-Não há necessidade – disse de olhos fechados e tirando minha mão dele, e logo me soltou
-Você esta muito diferente – em fim falei
-Digo o mesmo de você ... – ele sentara no chão encostado na parede – Sinto seus poderes daqui, esta muito forte, bem poderosa – ele parecia muito cansado
-Pensei que iria matar o Daniel... nunca te vi daquele jeito... tão poderoso – disse lembrando da sena
-Faltou pouco – disse com um sorriso torto – Mais mesmo querendo, não pude – confessou, tive o cuidado para fazer movimentos bem leves mesmo ele estando de olhos fechados para ele perceber minha aproximação ate que agachar e fica frente a frente com ele
-Porque? – minha voz fez ele despertar por esta bem próxima dele, nada ele respondeu eu o prendi nos meus olhos e ele não conseguia sair de nenhum jeito nem eu, ai me dei conta de que se o mundo acabasse naquele instante era assim que queria morrer olhando para ele com toda intensidade do mundo.
-Eu... Eu... Vou comprar algumas coisas para você comer – ele disse se esquivando de mim
-Não estou com fome – disse no chão, mas meu estomago me denunciou
-Diz isso para seu estomago, não saia daqui, já volto – disse pegando a carteira e saindo na nevasca que caia.

Ali no chão continuei sentada, por algum tempo... Eu não entendia o porque da mudança do Isack, afinal eu sabia que dois anos as coisas poderiam mudar e muito... mas, ele parecia um rocha oca que não tinha mais nada dentro de si mesmo... Aquilo me fazia tremer, e muito, ele tinha destruído o Isack que eu amei e colocado um... um... ser completamente diferente.
Depois de um tempo resolvi ligar aquela tv velha que tinha na minúscula sala, até que cai no sono...
Logo quando acordei, senti um cheirinho de comida, e isso fez meu estomago vibrar de felicidade. Mas Ele deve ter me levado para o quarto, pois estava na cama e não no sofá, e então levantei e fui para o outro cômodo.

-Hei vem comer, não agüento mais ouvir o som do seu estomago – disse ele tirando acho que um prato de macarrão de uma sacola.
-Obrigada – disse educadamente
-Come – foi sua resposta educadíssima, vi que seus olhos estavam rubis e sabia que ele também estava com muita fome
-E você não vai c... – ele nem deixou eu acabar de falar
-Depois – respondeu
-Quer saber? Eu não preciso da sua ajuda! – disse se levantando do sofá e seguindo para a porta, mas antes ele estava lá, no meio da passagem.
-Sai daí, não quero te machucar – o alertei!
-É verdade você agora esta poderosa – disse zombando de mim, a raiva foi tanta naquela hora que só com minha mente o joguei a vários metros para fora do casebre, e ele caiu na neve
-Ualll, mais isso já sabia que conseguia fazer... – disse ele a mim, como se nada tivesse acontecido – Me mostra o que aprendeu nesse tempo, quero ver se o Daniel – disse o nome dele fazendo cara de nojo – te ensinou mesmo. No mesmo tempo fiquei invisível, e ele começou me procurando surpreso com meu novo poder, mas logo o levitei uns 30 metros de altura e vi que ele não conseguia se soltar
-E agora, cadê o machão? – perguntei aos risos
-Esta bem Manuela, chega! Me desce! – disse ele com raiva
-Não estou a fim – agra a brincadeira estava ficando boa...
-Manuela! – gritava ele
-Tudo bem – disse nem tendo o cuidado de descê-lo de vagar e ele caiu com tudo

O barulho foi gigantesco, e ele caiu como uma rocha, mais antes de começar a me culpar, ele se reergueu tirando a neve que havia na sua roupa, a preocupação fora embora , vi que ele estava bem então comecei a andar sem direção

-Onde vai heim Manuela? – ouvi ele perguntei mas nem dei atenção – Você esta sobe minha responsabilidade, se acontecer algo com você... Ai sim vão me matar, pára Manuela – dizia tentando me alcançar
-Eu disse para você parar – infelizmente ele corria mais que eu...
-Você não é meu pai nem nada meu, e eu não preciso da sua ajuda – disse o empurrando para o lado
-Você não sabe de nada mesmo... – disse me segurando por um braço – Edgard não é brincadeira... ele já matou vários divididos, e ele a quer
-EU VOU TE JOGAR NA LUA SE NÂO ME SOLTAR – disse furiosa
- Tenta – disse ele aos risos, ele não ia me fazer de boba assim... Eu ia joga-lo...
-Porque não consigo me mexer? – perguntei aflita, era como se todo meu corpo parasse de funcionar
- Eu estou a paralisado – disse ele com um sorriso nos lábios vermelhos
- Me solta! AGORA – gritava para ele, mas isso o divertia bem mais
-Chega de drama, vamos entrar se não você congela – disse me carregando no colo, enquanto gritava... Mas no momento em que seus olhos encontraram os meus me senti feliz de algum modo pela primeira vez depois de muito tempo me senti completa... Mesmo naquela situação

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ele

Capitulo 19

Ele

A noite foi muito tensa, pois ficava imaginando: “como logo Ele me mataria?” Eu não conseguia ver isso em seus olhos... Nunca! Mesmo com tudo o que aconteceu, os meus sonhos foram horripilantes, pois Isack vinha em direção de meu pescoço e sugava todo meu sangue, eu gritava, gritava, mas nada, ele apenas se comportava como um predador, acordei inúmeras vezes na madrugada, sempre assustada e suando frio, até conseguir dormir de vez.
O inverno pairava em todo pais, as malas tinham muitos casacos, luvas e toucas, pois o frio era igual em Bucareste, meus olhos haviam olheiras enormes, mas tentei disfarçar com o pó compacto. Eu iria para a nova cidade ao crepúsculo, mas mesmo assim tinha muito a fazer...

-Dormiu bem filha? – meu pai perguntou, quando me viu debruçada a uma janela no meu corredor
-Sim-menti – Porque?
-Pois me parece cansada ... – disse ele me olhando nos olhos, que eram idênticos aos deles
-Deve ser impressão sua pai – falei disfarçando
- Mais me conta, animada com a Universidade? – perguntou ele
-Sim, estou sim, só não estou 100% por causa do Daniel... – confessei a meu pai
-Sabe Manu, faço gosto deste seu casamento com Daniel, ele é um verdadeiro filho para mim –meu pai amava Daniel, e isso era muito bom
- Eu gosto dele pai – disse também
-Sabe o que sua mãe fala, que “gostar estar longe de amar” – ele imitou-a identicamente.
- Eu consigo – disse
-Será que aquele Isack já saiu da sua mente? – perguntou ele, com um tom nada agradável
-Cadê a mamãe, logo irei embora e ela irá reclamar se não ficar um pouco com ela? – uma pergunta quebra outra assim dizia a minha mãe Gláucia
-Hei mocinha – disse ele quando ia descer as escadas – De uma chance para você

Nada respondi a meu pai, só dei um sorriso sem graça e desci, lá em baixo minha mãe estava triste seu sorriso não era sincero, falava que era só na semana, mas nada adiantava, com Daniel não era diferente, cada beijo que dávamos sentia a preocupação neles, logo ele viu minhas olheiras e disse:

-Não deveria ter lhe contado Manuela – afirmou ele
-Isso não é por causa daquela historia com Isack, só estou ansiosa – e realmente estava, mas aquilo mexeu muito comigo
- Eu sei... – disse ele, Odiava quando esquecia de bloquear minha mente!
-Eu não irei vê-lo nunca mais Daniel – prometi mais uma vez
- Nunca tive essas visões podem ser mentira, mas ... – ele nem quis acabar a frase
-Verdade – completei – Mas não preocupe-se, porque o destino se forma pelas decisões que tomamos e a minha foi você – falei a ele – Só estou preocupada com uma coisa...
-O que? – ele disse intrigado
-Com o sangue, apesar de comer comida, me sinto atraída por sangue, e tantos humanos juntos... – tinha medo disso
-Sera um passo a mais para poder ir para o Brasil, não acha? – perguntou
-É, mas se for... Você ira comigo? – falei seria
-Até o inferno – respondeu ele e depois me beijou...

Esta tarde, foi uma das melhores que tive com Daniel, deitei em seu colo e ficamos muito tempo calados vendo os flocos de neve caírem do céu, enquanto ele mexia em meus cabelos, eu o adorava, e por isso doía muito deixá-lo mas a decisão havia sido tomada, queria viver! Queria ver pessoas e essa era a melhor maneira, a Nina era só alegria, me pediu vários casacos emprestados, dizia que “queria fazer inveja nas outras meninas” usando marcas francesas, eu nem ligava para isso o ruim seria falar a língua deles o dia todo, por isso optamos para o inglês, aulas para estrangeiros, não era o português melhor do que nada, pelo menos eu aperfeiçoava a língua.


O Crepúsculo logo estava se formando, meus pais estavam já prontos para se despedirem menos ele...

-Cadê o Daniel? – perguntei a eles
-Não sei faz meia hora que não o vejo – disse meu pai
-Que estranho, ele não teria coragem para fazer isso não é mãe? – perguntei com os olhos cheios d’água
-Claro que não amor –disse ela tentado me acalmar
-Manu não é querendo ser chata, mas esta na hora... – disse Nina, ela não ia com a cara do Dani, mas estava com pena de mim
- Esta bem... Vamos... – disse andando
-Manuela! – gritou uma mulher que era arrumadeira
-Sim? – disse me virando
-Encontrei essa flor perto de sua janela – disse ela me dando uma rosa

Era uma rosa cor-de-rosa a minha preferida, mas não era a do jardim de minha mãe, era diferente, era mais rosa, mas delicada, igual, aquelas que ganhei no Brasil, naquele jantar com... Não! Estava ficando maluca agora, só podia, ele não viria no castelo me procurar, se não o matariam ... Deveria ter sido o Daniel, vasculhando minha mente viu que eram minhas preferias e deixou lá.

-Que linda – disse minha mãe
-São minhas preferidas – disse tocando delicadamente a rosa
-Daniel, é muito romântico – disse minha mãe deslumbrada com aquele gesto
-Verdade, mas vamos Manu? – falou Nina da porta
-Claro- disse seguindo para o carro
- A minha princesa não vai se despedir de mim? – perguntou uma voz distante, uma voz que fez um eco muito grande na minha cabeça, mas que quase para o meu coração.

Todos olhavam, procurando aquela voz, que para eles era estranha, mas para mim, ela era igual a mesma voz de antes... Até que avistamos em um galho muito alto de uma arvore, agachado que nem um felino, um rapaz branco vestido com jeans e um casaco preto, cabelo bagunçado com o vento, mas lindo, seus olhos estavam vermelhos como o sangue que corria dentro de minhas veias e seus lábios brancos, como a neve.


- Como entrou aqui? – perguntou meu pai nervoso já em modo de ataque contra ele, e minha mãe me colocou atrás dela, mas meus olhos estavam presos aos dele
-Vocês tem que me escutar ... – disse ele parecia cansado e muito fraco
-Eu não quero o machucar, mas se continuar vou acabar com você seu vampiro ordinário! – gritou meu pai, nunca o vi tão nervoso assim, era a primeira vez que via ele querer atacar alguém
-Saia daqui vai ser melhor para você – disse minha mãe com os caninos a mostra
-Eu... não quero machucar ninguém.. – ouve uma pausa longa pois ele estava esgotado ao que parecia – Ela – apontando para mim – precisa vim comigo – disse me olhando ainda
-Ela não vai a nenhum lugar! – disse meu pai com os olhos em chamas

Antes de meu pai avançar sobre ele, algo o pego por trás e o jogou no chão, o estrondo foi forte, vi que Daniel, e ele brigavam feio, pelo que lembrava Daniel era mais forte... Mas algo era diferente, aos olhos humanos era muito difícil de vê-los se movimentares com tanta rapidez, mas eu via e meu coração quase parou quando vi Ele quase arrancando a cabeça de Daniel

-Daniel – meu grito foi muito alto, nele saiu toda a voz acumulada.

O que fez Ele me olhar com pena, num simples gesto, ele jogou Daniel no chão, e vi que estava desacordado, meu pai foi para cima dele, mas antes, todos congelaram e só eu se movimentava.

-O que fez com eles? – perguntei desesperada vendo todos parados e com os olhos vazios
-Nada, só estão mortos temporariamente... – falou ríspido comigo
-Desfaz isso agora! – disse com muita raiva vendo todos caídos
-Isso só vai durar cinco minutos... Eu to fraco... – dizia ele para mim, com um ar de desprezo, abaixei perto de Daniel, e vi que seu coração não batia.
-Ele vai morrer assim! – disse preocupada
-Ele não vai morrer Manuela, não se preocupe, com seu namoradinho – parecia que eu tinha o xingado de algo, pois seus dentes rangiam em cada palavra – Eu tenho que tirá-la daqui... Infelizmente você não esta segura... Edgard acompanha todos seus passos e sabe que vai morar longe daqui... Logo o efeito terá passado com todos... os guardas, seu pai ... Daniel me mataram, pois estou muito fraco – ele se apoiava em uma arvore, e respirava funda – Não temos muito tempo... Eu não posso obrigá-la a nada... Você vai confiar em mim ou não? – perguntou ele, meu coração estava muito acelerado, mas minha mente dizia “ não” “não”, realmente estava entre a cruz e a espada, um momento de silencio foi dado a nós só ouvia o vente e logo comecei...


-Isack... – era se como aquele nome me resgatasse de um poço fundo, e ao mesmo tempo me levava para o mesmo abismo que cai uma outra vez no passado

Oi meninas!! espero q estejam gostando a nova postagem estara até segunda feira!! ou antes até eu aviso!^^ Nay




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

É só coisa da cabeça dele

Capitulo 18

É só coisa da cabeça dele!





-Por que não disse que ELE estava ouvindo tudo? – perguntei muito nervosa para a Nina que deveria ter me avisado
-Eu não o vi Manu, juro – aquelas palavra agora não importava mais, pois estava feito
-Tanto por nada – disse ela calmamente – Só por causa de uma faculdade?
-Para o Daniel é difícil, entender ... Neste tempo que passei longe do “mundo” percebi que o que ele quer é a minha proteção...
-Mas porque ele disse “ Eu o Mato?” Nunca o vi tão nervoso assim – comentou Nina
-Coisas passada Nina, coisas que não existem mais – finalizei
-Ai me conta Manu! – implorou ela para mim, mas remoer aquilo era como se o precipício se abrisse novamente para mim...
- Eu vou procurá-lo! – disse pegando uma capa de chuva e correndo com uma rapidez bem mais voraz do que conhecia antes

Meus pais não me impediram pois sabiam que Daniel só voltaria comigo, pois Eu era a causadora daquilo tudo, então nada mais justo do que isso... Ma porque ele meteu Isack naquela conversa? Bucareste não era tão perto da Valaquia assim...
A tanto tempo ele não tocava no nome de Isack, mesmo eu estando pensando nele em alguns instantes... A minha face já se apagara de sua mente com certeza, ele não se lembrava mais de mim... Mas porque EU não esquecia dele, às vezes me dava um vontade de chorar, e me isolava em qualquer lugar, nem Daniel me fazia sair de lá até essa angustia sair completamente. Uma vez ouvi dizer que quando amamos verdadeiramente uma pessoa sentimos o que ela sente... Bom, é melhor esquecer disso, pois estava chegando a floresta, e Daniel não estava longe, eu sentia seu cheiro.
A chuva caia fina, parecia que as gotas caiam uma a uma, como aquela noite... No Brasil, - não! – não queria lembrar daquela noite horrível – procurar Daniel era o melhor a se fazer.
Eu corria muito rápido, gritava, gritava, gritava, mas nada respondia, só ouvia as corujas, até que sentei perto de um tronco molhado e disse:

-Daniel, sei que esta escutando... Não queria magoá-lo, mas não entendi o porque daquela atitude de sair daquele jeito, eu só irei ficar fora alguns dias, mas no fim de semana, eu volto, vem comigo! Se não quer que fique sozinha, eu não me importo, até ficaria feliz, por ter você ao meu lado, com aquele seu sorriso que eu tanto amo... EU VOU CASAR COM VOCÊ, DANIEL – gritei – mas não se afaste de mim, por um motivo que nem sei o qual – estava chorando sem ao mesmo perceber... acho que ele escutou meus soluços e saiu entre as sobras vindo em minha direção.

- Chorar é golpe baixo – disse ele estendendo um lenço
- Porque foi tão grosso comigo? – perguntei a ele ainda chorando
-Desculpa, é que fiquei sabendo de algo... logo depois que você ia me deixar, que bobo fui em pedi-la em casamento... – disse logo voltando ao seu mal humor
- Quer desistir? Ainda esta em tempo! –falei com raiva também
-Se te contar o “porque” – falou ele ironicamente - Vai sair daqui correndo
-Como assim Daniel? – nunca o vi daquele jeito, grosso, frio, como um monstro!

Este pensamento fez com que ele ficasse com vergonha daquele comportamento diante de mim...

- Fiz tudo errado não é? – perguntou ele me vendo espantada com aquelas atitudes
-Sim, fez – disse limpando as lagrimas que restavam – Vou embora - Virei e comecei a correr, o deixei para traz depois de tudo aquilo, ele era um estúpido!
-Eu sei – disse ele, me pegando pela braço e me dando um beijo, eu sinceramente até lutei para me soltar mas... Acabei me rendendo a ele.
- Você não deveria ter me beijado – disse o empurrando e começando a caminhar
- Fui muito estúpido não é? – perguntou ele atrás de mim
-Em uma escala de 0 a 10 foi 10000 – disse
-Ei! Manu – disse em instantes e estava na minha frente tentado me segurar
-Me solta! – disse com raiva, ficando invisível
- Pode usar os poderes que quiser, mas vai me ouvir – disse ele arrependido

Fiquei invisível perto de uma arvore atrás dele, era como se falasse sozinho

- Eu não tenho nada contra de você ir para a faculdade Manu, até ir com aquela insuportável da Nina pode ir... Não ligo, - disse ele fazendo beicinho – Mas agora que sei que Isack não ocupada à mesma quantidade que ocupava em seu coração, fiquei feliz, em poder tentar te fazer completa novamente... Foi tão difícil tiver pensando Nele, durante todo esse tempo, saber que você sempre foi e ainda é apaixonada por Ele, e gora que vejo que seu coração esta quase cicatrizado... Aceita meu pedido. Mas Ele ainda esta muito presente entre nós Manuela, foi por isso que eu não tentei me impor a você, só me via como um amigo, e ainda vê tenho certeza, mas não desperdiçarei essa oportunidade – disse Daniel, com uma voz rouca.

Aos poucos voltava a ficar visível, eu sentia uma dor vindo dele, que me fez tremer, as poucos fui me aproximando dele, sem dizer nada o abracei e ele retribuiu como se aquilo fosse o que mais desejava, seus olhos haviam lagrimas, duas únicas gotas, que eu limpei com meus dedos, molhados da chuva.
Como fazia Daniel sofrer, não sabia que eu significava tanto para ele, eu o amava? – talvez – eu conseguiria amá-lo, todos adoravam Daniel, e eu principalmente.

- Me ajuda? – pedi a ele a centímetros de seus lábios – Me ajuda a esquecer ele? – eu falava baixo, só se ouvia sussurros, mas para mim e ele, era uma voz em um tom bem claro
- Você vai deixar? – perguntou ele a mim, seus olhos eram os mais puros e sinceros que vi em uma vida
-Eu juro diante de você que Isack nunca mais vai ser esse fantasma que assombra nossas vidas – era como se jurasse pela minha vida, como se cada palavra soasse como uma promessa eterna.
-Eu te amo, minha Manuela – disse Daniel, depois que deu um beijo em minha mão
- Logo, eu falarei isso, para você pode ter certeza – afirmei com toda franqueza para ele
-Eu sei – disse ele me beijando nos lábios.


Pela manhã, acordei um pouco mais tarde, pois chegamos o sol estava já nascendo ao oeste do castelo – mas essa noite tive um sonho muito estranho, lembrei-me escovado os dentes – que Isack estava precisando de mim, mais do que nunca, ele tinha matado uma pessoa e vinha ensangüentado em minha direção pedindo “socorro” “ajude-me” eu tentava mas Daniel, não o deixava chegar perto de mim, nem um minuto, mal ouvia sua voz, mas aquela era sua presença – A pia transbordava de água, quando fechei a torneira, eu iria esqueço,e isso seria feito por bem ou por mal. Eu não o conheci a mais de uma semana, e isso era para ser uma coisa sem importância, mas não era, eu sentia, e isso era o pior, nem o tempo tinha esse poder em meu coração.
Daniel, havia saído com meu pai, Nina estava na cidade ainda, viria só mais tarde, resolvi fazer companhia a minha mãe.

-Bom dia mãe – disse a ela no jardim, ela adorava flores com eu
-Bom dia meu amor, quer ajudar-me? – perguntou ela segurando um regador
-Claro – peguei outro e comecei a molhar as plantas, mas uma pergunta veio em minha cabeça – Mãe... Existe mais algum dividido aqui? – minha mãe demorou a me responder e fitava o chão
-Porque a pergunta? – virou e me fez uma pergunta por cima
-Por nada quero saber, só isso – disse a verdade
-Sim, mas ele é uma pessoa muito vazia, vive sozinho e não gosta de companhia, dizem que ele mata todos os que o procura – disse minha mãe pensativa
-O nome dele e qual? – perguntei curiosa, pois isso não me assustava como Anelisse
-Kadri, esse é o nome dele – respondeu ela
-Quais são seus dons? – perguntei inquieta ainda, não tinha sugado muitas informações
- Ele faz pessoas agonizarem, até morrer... criar ilusões como se visse seu maior pesadelo e... esquecerem de coisas
- Nossa... coitado dele, mas não deveria usar seus dons para o mal – comentei, pensativa
-Sim, mas porque as perguntas? – quis saber mamãe
- Curiosidade – logo mudei de assuntou não queria a deixar preocupada

A tarde passou-se muito rápido, e nada do Daniel, aparecer, mas logo ouvi uma voz me gritar

-Manu! Cadê você? – chamava Nina por todo o castelo
-Aqui, sentada – estava olhando o crepúsculo se formar, sentia chamas surgindo em meus olhos...
-Que cara é essa? – perguntou ela me vendo olhando fixo para o horizonte
-Você vai me ajudar em algo – a informei
-EM que? – disse arregalando seus olhos grandes de cor cacau
-Vamos falar com o velho Kadri – disse bem baixo, pois a audição vampiristica era ótima
-O que? – gritou ela
-Shiiiiih, fala baixo – disse olhando para ver se tinha alguém por perto, mas ainda bem que não.
-O que vai fazer lá? – perguntou ela branco como neve
- Ele vai me ajudar – disse certo disso
-Só se a ajuda for morrer, ai sim com certeza – disse ela ironicamente
-Ai Nina não faz drama – não tinha medo de nada tirando do meu sentimento por Isack – Pensei em tudo, vamos para Bucareste no domingo não é? Então, na segunda vou para a faculdade normalmente, assino presença, mas na terça dou um “jeitinho” de sairmos da faculdade – disse com um sorriso malicioso, era Ótimo me sentir ativa de novo
-Vai usar seus poderes com o diretor? – perguntou ela entendendo tudo
-Claro é muito chato usar só com vocês – disse sorrindo
-Se alguém soube... – ela balançava a cabeça em reprovação
-Ninguém vai saber, pois Daniel é imune a você, e eu sei controlar minha mente – afirmei a ela
-Te ajudo com uma condição... – disse ela se sentando perto de mim
-Qual?
-Me conte quem Daniel iria matar – disse ela com os olhos brilhando de pura curiosidade
-Nina... Melhor não – disse se virando para outro lado
-Ai Manu, fala – ela não era vampira, mas sabia convencer pessoas
-Bom, uma coisa leva a outra – firmei
-Então? – implorou ela, mas ela tinha direito de saber o porque de se arriscar por mim
-Ok – disse de mal agrado

As lembranças me assombravam, mas logo elas teriam fim, com certeza, iria ser livre pra amar outra pessoa

- No Brasil... Apaixonei-me por um ... um... vampiro – disse mais ela não se assustou como previa – Ele se chamava Isack, é do clã de Edgard... Freqüentou minha escola por uma semana, mas logo descobri seu segredo, e ele quase me matou, bom e infelizmente... me apaixonei perdidamente por ele, e Ele dizia o mesmo por mim, mas ele guardava um outro segredo sobre algo, o porque de sair daqui para ir para o Brasil, disse que na hora certa eu saberia, mas nunca chegava, até que no dia que ele me pediu em casamento ... – lembrava disso e a tristeza pairava no meu rosto – descobri que ele queria me matar para roubar-me todos meus poderes que nem sabia da existência ainda... Descobri que era do mal, e não do bem como pensei, e que Ele não me amava e sim uma tal de Elizabeth – disse esse nome com um ar de desdém – Quis me matar, era tanta mentira que me cérebro não raciocinava mais, então... Um anjo me salvou, chamado Daniel – lembrei-me do rosto dele na chuva olhando para mim, era lindo e cheio de angustia – E me trouxe para cá para me proteger e minha família do Brasil... E o resto você sabe - conclui

-Então, você ama esse Isack, por isso quer ir ao Kadri? – perguntou ela interessadíssima por o assunto
-Sim, ele pode me ajudar... – afirmei
-Mas ele irá querer algo em troca – disse ela
-Não me importo – afirmei
-Posso te fazer uma ultima pergunta? – cutucou ela ainda mais a ferida
-Faz – disse
- Como ele é?... Esse Isack - ela tinha uma curiosidade fora do comum
-Bom... Cabelos castanhos, meio bagunçado, corpo mais exigiu que o de Daniel, do mesmo tamanho que ele, olhos mel, como os meus e... com um sorriso diferente, o olhar dele é diferente ele em si é diferente... – conclui com a vaga lembrança que restava dele
-Seus olhos brilham como estrelas quando fala dele – afirmou ela
-Por isso que vou ao velho Kadri, pois estou disposta a pagar o preço que for para tirá-lo da minha vida – senti a presença de Daniel vindo para onde nós estávamos e mudamos de assunto

Tudo estava decidido, eu esqueceria Isack mesmo, tento que pagar um preço alto, talvez o preço do amor que sentia por ele.
A semana passou-se com muita que exatidão e logo estava chegando fim de semana, minhas malas estavam feitas, eu enchi varia malas mais mesmo assim deixei muita roupa para trás.
Hoje houve um jantar aqui, de “despedida”, Daniel, só falava o necessário comigo, estava muito distante de mim, mesmo depois da longa conversa que tivemos na floresta, era como se Ele soubesse de algo e não queria me dizer... Nem implicar com a Nina ele implicara, já que ela iria dormir em casa hoje...
Quando todos subiram para os quartos, pedi para ele ficar, pois queria saber o que tanto o incomodava

-Queria falar com você, posso? – perguntei antes que ele fosse dormir também
-Sim, claro – disse ele me abraçando e isso me dava paz
-Esta com raiva de mim ainda? – perguntei olhando para ele
-Não, Manu, eu entendo que você quer ter a sua vida – respondeu ele meio automático
-Eu te conheço, me diga, por favor – disse segurando seu rosto com minhas pequenas mãos
-Esta com medo de eu me apaixonar por outro na Universidade? – perguntei, pois era a única opção
-Antes fosse – disse ele rindo daquela idéia que parecia maluca ao seu ver
-Convencido! – dei um beliscão em sua barriga
-Au!- disse ele rindo, mas logo ficou serio – Eu confio em você
-Então? – perguntei impaciente
- Eu tive uma visão ou premonição sei lá – e nesta hora seu corpo se enrijeceu
-Como assim? – ele tinha outro dom e não sabia
-Não sei, mas, foi com você ... – disse querendo esquecer o tinha visto pela sua cara...
-E qual foi? – perguntei tentando não demonstrar medo, apesar de estar, ele me abraçou e sua voz quase não saiu
-Você esta... estava... morrendo, havia sangue para todo lado e... Isack a matava – a ultima frase quase não saiu. Entrei em choque com aquelas palavras, morrer e pelas mãos de Isack?
-Cada vez fica mais claro na minha mente, no começo, só ouvia sua voz, depois vi seu rosto e o dele... – afirmou ele com fúria pairando no olhar
-Pode ser coisa da sua cabeça – eu disse tentando acreditar naquela hipótese
-Deve ser... É por isso que não a quero fora de meus olhos, entende Manuela? – disse ele com os olhos sofridos de tanta agonia
-Ele não vai interferir nunca mais em novos vidas, eu prometi não foi? – disse tentando o acalmar – E o que Ele faria em uma Universidade? – perguntei
-Ainda não vi bem o local, dessa visão... – disse ele
-Então, calma deve ser coisa da sua cabeça, ele nem deve se lembrar de nós – disse o beijando, era impressionante como isso nos acalmava.
-Vá dormir minha linda, tenha sonhos perfeitos, pois Eu estarei aqui para a proteger de todo o mal – ele se referia ao mal como Isack – Amanha começara uma nova etapa na sua vida.
-Obrigada, por estar comigo sempre – o abracei e subimos

domingo, 10 de outubro de 2010

Um pedido muito especial

Capitulo 17
Um pedido muito especial


Em meu segundo dia na Transilvânia, acordei cedo para meu treinamento com Daniel, hoje ele me ensinou há controlar um pouco o meu poder de elevação com o pensamento, as vezes ele me deixava brava para poder jogá-lo a metros de distancia, - eu odiava machucar as pessoas, mais em vez disso ele ria de mim, e ficava com raiva e o jogava bem longe – mas não o machucava, pois sua pele era indestrutível.
Daniel, ele sim parecia um príncipe, ele muito elegante e educado, fala o português muito bem apesar de não ser a língua do seu povo, mas aprenderam por causa de Anelisse, tinha algo que trazia paz para quem estava perto dele, alem de ser um excelente montador de cavalos, até cozinhar ele cozinhava, eu ate tentei aprender algo com ele na cozinha mais foi uma negação, só nos melamos e a Anelisse brigou com a gente, quando estava triste ele era o primeiro a descobrir, pois lia meus pensamentos às vezes isso me incomodava, mas ele não tinha controle disso, Daniel, era muito querido pelos meus pais e pela população que vivia naquela cidade entre humanos. A diferença era enorme entre ele e Isack, porque Isack era mais sombrio, mais fechado, enquanto Daniel era mais transparente, lembro-me que uma vez comparei os olhos de Isack com os de Daniel, vi que os de Isack eram mais sombrios, apesar de serem iguais os meus, mas com um tempo isso foi saindo... Os de Daniel são como duas esmeraldas que brilham principalmente quando ele sorri, Ele era muito empenhado, principalmente quando ele me ensinava coisas novas.
O tempo voava aqui, quando me dei conta havia se passado quase dois anos desde quando eu cheguei à Transilvânia, eu acabei me acostumando com aquele lugar – apesar da saudade apertar muito de toda a minha família, mas diariamente Ariadne me mandava um relatório por e-mail de tudo, meus pais estavam viajando em lua de mel (novamente), Tales estava namorando uma menina que fazia direito – ai que saudade dele! – Diogo, tinha perdido todos os dentes, até fotos a Ariadne me mandava, minhas amigas estavam namorando – Bianca estava com o Miguel, eu sabia que ela iria acabar ficando com ele, agora o que me surpreendeu foi Clara estar com Luca, realmente eu não esperava mais estava feliz por isso. – Parecia que as vezes isso ficava pior, pois eu queria estar lá vivendo estes momentos mais não podia, por dois motivos: 1º Apesar de nunca mais saber nenhuma noticia de ninguém do clã da Valaquia, nem Edgard, nem Isack, eu ainda tinha muito medo pela minha família e a falsa Manuela, tinha poderes para defende-los coisa que estava me adaptando, 2º as vezes me dava uma vontade enorme de sugar sangue humano – lembro-me que uma vez quase matei Daniel, pois tínhamos cochilado em um dos morros perto de casa e seu pescoço me atraiu, mas antes ele acordou e me ajudou a me controlar, fiquei com muita vergonha mais ele estava preparado para tudo como dizia – mais sozinha com minha família do Brasil eu não sei se conseguiria me controlar com tanto sangue.
Passavam-se dia após dia, semana após semana mais uma coisa que não saia da minha cabeça era Ele, Isack – no começo achei que o tempo curava tudo, mas depois percebi que esse ditado não serviria para mim, toda noite eu sonhava com Isack, os dias eu sempre pensava nele,mesmo ele estando com Elizabeth, até às vezes, quando estava com Daniel, o que deixava-o triste, mais eu não poderia controlar meu coração como conseguia controlar meus poderes? A imagem dele não era mais tão clara como antigamente, agora só sua voz estava em minha mente, mas aquele retrato que guardei em uma caixinha me mostrava como era seus traços, tudo, até seu sorriso, mais tentava não ver esse retrato, para ver se isso me ajudava mais nada, acho que estava precisando era sair um pouco daquele ambiente, eu tinha acabo ensino médio em casa com professores particulares – o que foi bem chato – e estava apta com meus poderes, descobri-los pouco a pouco, o primeiro foi o de usar minha mente que tinha descoberto no Brasil, depois foi a agilidade, hoje consigo correr até mais rápido do que o Daniel – ele diz que me deixa ganhar mais não sei não – depois o de controlar a mente das pessoas, fazendo o que digam o que Eu quero, e por ultimo descobri que fica invisível quando queria, era muito legal, vê as pessoas e elas não poderem ver você – quando descobri esse, lembro-me que estava dormindo e levantei para ir no banheiro, mas assim que não vi meu rosto quase morri deu um grito tão alto que as todos vieram me ver, como não dormiam chegaram em instantes, esse foi o ultimo ainda bem, tem seis meses que não surgiu mais nenhum, o quanto mais queria ser normal sou anormal, mas pelos menos sei controlá-los agora.
Agora a parte mais difícil, convencer meus pais a me deixar estudar paisagismo na capital da Romênia, pois na Transilvânia não tinha o meu curso, em Bucareste.
Eu tinha pesquisado muito, sobre a cidade, pois o meu limite era Transilvânia sempre, Bucareste era parecia com Nova York, em parte e população mais com lindas paisagens sul-americanas. Eu estava decidida e ninguém iria me impedir, nem Daniel que era com que mais me preocupava essa atitude.

- Ei Manu, o que faz ai no escritório sozinha? – perguntou Nina

Nina era minha melhor amiga aqui agora, ela era humana, mas sempre estudou sobre criaturas como vampiros, até que um dia quase foi mordida por um do clã de Edgard, mas Daniel estava por perto e a salvou de ser uma vampira – que para ele, era um carma, dependendo – depois disso, Nina não contou o segredo para ninguém, pois se ela contasse... Bom, ela seria morta... Nossa essa era uma regra que servia para todos os vampiros até os bons, como minha família, mas que não me agradava em nada, mas parecia que a anormal era Nina que adora essa vida, e não eu. As vezes era difícil ficar perto dela com tanto sangue que circulava em seu corpo, mas estava aprendendo a me controlar.

-Pensando – disse se levantando da cadeira de meu pai
-Não pense... Haja! – brincou ela com um sotaque engraçado português
-Iai decidiu se vai comigo para Bucareste? – perguntou ela me olhando com seus olhos castanhos claros
-Sim, vou, acho que preciso sair um pouco daqui, mesmo que não seja prisioneira me sinto um pouco as vezes... tendo limites – confessei a ela
-Ai amiga! Você vai amar! A cidade é maravilhosa, tem vários gatos lindo lá, e lá podemos alugar alguma casa ou apartamento – dizia ela animada
- Mas e seus pais? – perguntei, porque sabia a reação dos meus...
-Aaaaa eles não ligam, relaxa – toda vez tocava no assunto da sua família ela desviava
-Mas os meus – disse me jogando em um sofá branco que havia lá
- As aulas estão marcadas para começar daqui uma semana, e já estamos inscritas no curso – lembrou-me ela, foi muito difícil esconder esse pensamento de Daniel
-Tem razão – era uma coisa que queria fazer, se bem que antes eu amava assistência social, mas plantas, era a minha paixão – O Daniel...
-Esquece o Daniel Manu! - disse ela com raiva, não sei por que ela não gostava de Daniel, e Daniel, não conseguia de jeito nenhum ler sua mente.
-Não é assim tão fácil. Como você pensa Nina! - o Daniel era muito especial para mim...
- Bom acho melhor você ir falar com seus pais antes que o Daniel chegue – disse ela torcendo o nariz
- Tem razão, prefiro falar com eles primeiro.


Era muito estranho ver que o tempo não tinha controle da sua aparência quando você era uma dividida ,ou uma vampira, eu não mudei nada desde dos meus 17, parece que o tempo parou, enquanto isso, a única coisa que mudou, foi meu cabelo castanho estar um pouco mais claro nas pontas por causa do sol, do ultimo verão, mas meu rosto esta como se estivesse ainda na Escola Albert Aisten, e não como quase 20 anos, eu estava com certa mais madura, mas... os defeitos e as qualidade são muito difíceis de mudar em um vampiro.
Meus pais, então estavam como se tivesse seus vinte e pouco anos, e não com décadas e décadas de vida, agora estava mais fácil chamá-los assim, me apeguei muito com eles, mas nunca esquecendo a Glaucia e o João. Meu pai estava em uma reunião com alguns membros do parlamento – e Daniel como sempre estava com ele – Entrei e perguntei se meu pai tinha uns minutinhos para conversar comigo, Daniel me olhou com dois pontos de interrogações em seus olhos, e pensei : “ Depois converso com você”, meu pai na hora me acompanhou, pois nunca tinha interrompido nada, e viu que era urgente, minha mãe já me esperava em meu quarto, já tinha comentado algo ontem com ela, e ela sabia que queria falar com eles.

-Desculpa interromper você pai – disse assim que cheguei em meu quarto
-Clara que não! Não se preocupe – disse ele com se Eu fosse o mais importante
-Mas o que é tão importante filha? – quis saber minha mãe
-Olha, eu me sinto muito feliz aqui com vocês, neste castelo, com tudo, mas sinto muita saudade da minha família no Brasil, mas entendo que hoje... agora eu to quase podendo vê-los, só preciso de um tempinho... Mas enquanto isso, eu queria ser um pouco mais mortal.
-Mortal como assim? – perguntou minha mãe
- Quero ir para a Universidade em Bucareste. – disse sem fazer rodeios, pois não adiantava nada, ficar enrolando
-Não tem necessidade, filha, contratamos o professor de paisagismo que você quer, e terá as aulas aqui – disse minha mãe que não queria me ver longe dela
-Eu sei, mas sinto falta de ver gente, apressada, normal, correndo, estudando, fazer amigos... – era essa minha necessidade – EU sei que vocês querem meu melhor, mas tenho 19 e sei que querem o meu melhor, mas acho que sei me defender. Vou para Bucareste, fazer faculdade de paisagismo lá. – conclui
- Filha... – minha mãe estava desesperadas, pois tinha muito médio de alguém descobrir algo sobre minha verdadeira origem, ou Edgard...
-Calma meu amor – disse meu pai, a abraçando, eu adiava ver Anelisse assim, ela era tão sentimental ... – Temos que respeitar a vontade da Manu, se ela quer ir, tem direito – meu pai era mais concordante comigo e nem usava meus poderes com ele – Ela é uma mulher e já sabe o que quer... Só acho que devo mandar alguém que fiquei perto de você para caso alguém de Edgard descubra.
-Mãe, eu aprendi muito com esse tempo que tive aqui, não tenho mais medo de Edgard e ninguém de seu clã, sei Me defender, mas se quiserem mandar alguém, tudo bem, mas que fique bem despercebido, pois não sou filha de presidente nem nada - tentei brincar mais minha mãe estava triste – Venho todo fim de semana – prometi a ela
-Se você e seu pai acham seguro... – disse minha mãe se rendendo a minha vontade
-Otimo! – disse sorridente
-Vai você e a Nina? – perguntou meu pai
-Sim, ela vai comigo – há Nina esta muito empolgada por isso
- E o Daniel, já sabe disso? – perguntou a minha mãe
-Não – disse, pensando como dizer isso para ele
-Ele vai ficar acabado... – comentou minha mãe
- Eu sei mãe, mas ele é meu melhor amigo e tem que entender – disse
-Manu, ele te ama! – afirmou minha mãe – Ele é louco por você, e com um tempo para cá, pensei que vocês estavam até juntos...
-Não – era complicado falar disso, pois sentia vontade de ficar com ele quando estávamos perto, mas... depois uma dor vinha e a imagem Dele aparecia das sombras...
- Acho melhor você falar com ele o mais rápido possível querida – disse meu pai – Bom,vou voltar para a reunião e dizer a Daniel que quer falar com ele, pode ser?
-Pode – meu pai, gostava de resolver tudo na hora, coisa que eu era bem enrolada... E logo ele saiu e me deixou com minha mãe
- Ai mãe, ele vai me odiar agora! – disse a abraçando PIS sabia que Daniel iria se chatear muito comigo, pois lembro que uma vez disseque iria ir estudar fora, e ele disse que eu estava o abandonando... E ver Daniel triste me cortava o coração, era pior que ver minha mãe triste ele era muito importante para mim
-Calma, Manu, ele vai te entender, ele tem que entender, se ele a amar vai te entender – tentou minha mãe me consolar

Não deu cinco minutos e ele chegou, o sorriso dele iluminada meu quarto e meu coração toda vez que o via. E isso era fantástico.

-Oi – disse ele ao me ver ler e sorriu
-Bom, acho que eu vou ver como andam as coisas com Nina, licença – falou minha mãe, mas os olhos dele eram tão penetrantes que não me soltavam...
-Então o que era de “tão importante” – brincou ele – que você queria falar ?
-A... – desviando os meus olhos de seus olhos esmeralda - É que eu te adoro – disse desistindo de falar a verdade, eu adora ele, e não conseguia o fazê-lo sofrer.Nunca.
- Certeza? – perguntou ele pegando minha mão – já que aprendeu a não deixar eu ler sua mente quando quer – disse fazendo biquinho
-Ai Daniel seu bobo – disse o abraçando – Era só que eu queria saber se vamos ir naquele lugar que você não me leva a meses hoje? – perguntei, pois ele tinha prometido que me levaria em um lugar lindo que só ele sabia onde ficava, pois tinha que me contar algo importante
-Clara, sim senhora! – disse ele me olhando profundamente – Mas acho que posso fazer isso agora mesmo, disse mando eu fechar os meus olhos
-O que seu maluco? O que você vai fazer? – perguntei de olhos fechando rindo dessa cena
-Shiiiiiii não fala nada só ouve e abre os olhos quando pedi, ok? – disse ele checando se meus olhos estavam tampados mesmo.
-Tudo bem Daniel – disse curiosa, senti ele pegando minha mão e a beijando depois só ouvi - “ Casa comigo?” – abri os olhos imediatamente e vi um anel indo em sua mãe a ponto de entrar em meu dedo
-O que? – perguntei sem reação
-Eu te amo, desde o primeiro dia que a vi, acho que você foi me ganhando as pouco nestes dois anos, eu sei que você ainda gosta Dele – disse ele torcendo seu nariz – mas Eu sei que irei te conquistar assim como você me conquistou Manu, eu sei que já gosta de mim e pro amor é um pulo, não é? – brincou ele e continuou – Casa comigo, eu te farei a mulher mais feliz do mundo

Eu queria responder algo mais minha voz não saia de jeito nenhum, ele tinha me pegada de surpresa, se bem que de um tempo para eu estava bem mais próxima dele, e ele de mim, mas nunca pensei que ele queria algo assim comigo sabendo que eu ... Ainda gostava... Não! Não! Estava na hora de virar a pagina de uma vez por todas! Isso!

- Aceito – disse sorrindo para ele, ele era meu melhor amigo, amar ele iria ser fácil, claro!
- Vou fazer de tudo para te fazer a mulher mais feliz desde mundo – disse ele me beijando, foi a primeira vez que o beijei em todo este tempo, até tive oportunidade mas nunca deixei, estava muito isolada, com meu coração, mas seu beijo era leve, suava, e com muito carinho era bem diferente de todos os outros... Parecia que o carinho reinava em seus lábios que se movimentavam de acordo com os meus.
-Ualll – disse ele depois de nosso lábios selarem esse compromisso
-Então não beijo mal? – perguntei
-Claro que não, muito melhor do que eu sonhava – dizia ele passando a mão em meus cabelos – Como você me fez o homem mais feliz do mundo agora ...
-Que bom que eu o faço feliz – disse encantada por sua felicidade
-Mas nem tudo que é bom dura muito..., vou ter que ir agora, teve um problema que só eu posso resolver – disse ele com raiva mais antes me deu um outro beijo, que me levou nas nuvens
-Tchau – disse ele sem querer me soltar
-Tchau – disse sorrindo para ele

É engraçado que em questão de segundos, sua vida muda novamente, eu era “noiva” agora, como essa palavra pesava ainda, mas eu estava feliz por isso, ele me amava e eu iria amá-lo, eu sei, que não amaria o Daniel? Era impossível! Nossa, eu estava boba olhando aquele anel de noivado no meu dedo, era lindo, perfeito e as esmeraldas que haviam me lembrava seus olhos... Eu fiquei o observando durante horas e horas, acho que todos sabiam da noticia, ao anoitecer ouvi a Nina gritando na minha porta mais ainda estava em transe.

-Espera, já vou abrir- disse me levantando
-Noiva? Como noiva? – disse ele com muita raiva
-Simples, ele me pediu em casamento e eu aceitei – disse como tinha acontecido – Mas o porque dessa raiva?
-E agora como vamos para Bucareste? – falou ela
-Eu vou, eu prometi mas tenho que ver um jeito de falar isso para o Daniel ... – disse tentando pensar em algo
-Acho que não precisa.... – disse Nina ao olhar para a porta
-Daniel - ele tinha ouvido tudo
-Eu te pedindo em casamento enquanto você querendo ir embora daqui... – disse ele parecendo se arrepender daquilo
-Eu aceitei – eu dizia a ele
-Mas vai embora – dizia ela com raiva
-Só é durante a semana – falava, explicava mas nada
-Bucareste, fica bem perto da Valaquia sabia? Se aquele desgraçado chegar perto de você – tudo no meu quarto tremia por causa da raiva de Daniel, eu o Mato! Eu o Mato! Manuela

Disse ele saindo pela chuva da noite, indo para bem longe do castelo, e agora? O que eu faria? Ou melhor o que ele iria fazer?

Desculpe-me a demora, logo postarei o 18 esta semanaque vira!!

sábado, 2 de outubro de 2010

A luz no fim do túnel

Capitulo 16

A luz no fim do túnel



Acho que não demorei muito para dormir, pois em minutos não ouvi mais nada, para mim tinham-se passado meia hora, mas, assim que acordei pelo meu estomago – que roncava – vi que dormi muito pois o sol já nascia ao leste do meu quarto, quando abri os olhos vi que tudo era verdade, e que aquela historia maluca era real. Mais o que adiantava me desespera naquele instante? Não adiantaria nada, a não ser pedir para aquela vampira ser o mais parecido comigo.
Tomei um belo de um banho – quando fui pegar uma roupa fiquei perdida com tantas cores, roupas para todas as situações... Se eu pudesse trocar tudo aquilo pela a minha paz eu daria tudo sem duvida – escolhi um short jeans e uma blusa florida com tênis – esta roupa não era uma roupa de uma princesa, mais era o jeito Manuela de me vestir... e sempre iria ser eu mesma.
Aquela escada me lembrara filmes antigos, com bailes e moças muito finas descendo segurando o corrimão – o contrario de mim – assim que coloquei o pé no ultimo degrau da escada, Anelisse surgiu com muita rapidez e me assustei muito.

-Ai desculpa filha! – disse ela ao ver meus olhos arregalados com o susto
-Tudo bem, eu que tenho que me acostumar – disse me recuperando do susto
-Posso garantir que será muita mais rápida que eu – disse ela me abraçando com sua pele fria, eu notei que isso não a machucava como machucava o Isack
-Eu não te machuco? – perguntei enquanto ela me levava para outro canto da casa
-Não, claro que não, porque machucaria? – perguntou ela a mim
-Bom... Porque eu machucava... – porque eu falava daquele mentiroso se ele nem se lembrava de mim
-Isack? – perguntou quase afirmando delicadamente como ela era
-É... – senti minha pele muito quente
-Bom filha, digamos que ele é um vampiro muito diferente dos outros... – disse ela com meias palavras
- Como assim? – quis saber curiosa porque realmente ele se queimava
-Isack é um vampiro “ carnívoro” e isso o torna mais vulnerável a divididos , bom mais depois te explico isso esta bem, porque sei que esta morta de fome – disse rindo quando chegamos a sala de jantar.
-Você vai comer? – perguntei impressionada
-Não, eu não como comida de humano – disse ela fazendo careta
-Então? – quem iria tomar café comigo?
-Eu – disse uma voz que eu ouvira algumas vezes – Bom dia Manuela
-Oi Daniel, bom dia – disse o olhando, era impressionante como ele era culto e doce
-Dormiu bem? – perguntou para mim
-Sim, demorei um pouco mais logo peguei no sono – comentei se sentando a mesa
-Bom, espero que tenha gostado do seu quarto – disse Anelisse que nos observava
-Claro que sim – disse sorrindo para ela
-Ótimo mais tarde nos encontramos meu amor, porque as manhas vão ser suas aulas com Daniel, e a tarde conversaremos, pois quero saber tanta coisa de você – disse ela muito emocionada ao falar aquilo, como deve ter sido difícil para ela viver 17 anos sem a filha...
-Tem razão, hoje a rainha esbanja alegria por toda a região, antes só era tristeza – disse Daniel que tomava uma xícara de café – Quer que te sirva?
-Não, pode deixar – disse me servindo
- Então vai ser meu professor? – perguntei meio debochando
-Sim – disse ele muito educado – Não gostou da idéia, porque se não, podemos arrumar outro...
-Não! Eu só achei estranho um garoto com cara de 20 anos me dar aulas, só isso – disse rindo
- Mais não tenho 20, tenho 500 anos sabia? – disse ele como se fosse a coisa mais normal para mim
-Quantos?... Você não envelhece? – perguntei com a voz alta
-Não – disse ele que se divertia as minhas custas
-Eu também... – eu não acreditava...
-Sim, vai ter a aparecia de 17 anos por toda a sua vida – disse ao ler meus pensamentos e eu suspirei – Desculpa Manuela, é que eu leio a mente das pessoas sem querer ... É mais forte... – ele disse sem graça
-Eu também vou poder ler mentes? – quis saber
-Ainda é cedo para falar – disse ele sem graça
-Não fica sem graça é meio estranho.... Mais sei que não faz de propósito – disse tentando não o deixar sem graça – E alias eu não me importo de você ler minha mente, porque não tenho nada a esconder – disse colocando uma colher de sala de frutas na boca
-Você é muito engraçada – disse ele rindo – A maioria das pessoas não gosta, mas você não se importa...
-Não – realmente não me importava em ele saber de algumas coisas
-Bom vamos comer logo, e irmos para as aulas – disse a ele, que ficou contente com minha “ordem”
-Só nos comemos aqui? – perguntei baixinho, mas ouvi uns rizinhos vindo do outro cômodo
-Sim – disse ele abrindo o seu sorriso de anjo – os outros se alimentam de sangue animal
-Ainda bem que eu amo comer – disse acabando com a minha salada de frutas
- Você é muito especial Manuela, tem um coração puro – disse ele me observando
-Obrigada- disse sem graça – Vamos? – me levantei e ele me guiou para um dos campos que havia em torno do lugar


O ar daquele lugar, era tão limpo que meus pulmões doíam, e isso me deixava bem mais forte eu sentia isso quando inspirava...

-Diferente da sua selva de pedra não é? – perguntou ele atrás de mim
-Sim... muito – disse observando a bela paisagem que me rodeava
- Eu sei o quanto é difícil para você estar aqui sem seus pais humanos, mas pense que isso a fará muito mais forte para enfrentar a tudo – disse ele a mim olhando o horizonte
- Tem razão, vou tentar – disse com algumas lagrimas nos olhos , mas logo limpei – Vamos começar!

Nossa, parecia que eu iria virar maratonista, pois corri muito, parecia que minhas pernas iriam quebrar, enquanto eu quase morria o Daniel ria e mim, ele era um ótimo amigo, - com certeza – ele até foi legal indo no meu ritmo, depois ele começou a me ensinar alguns golpes, que aprendi com facilidade, - não sabia que para eu descobrir meus dons eu teria que fazer meio que uma academia – mesmo sem eu dizer nada, ele ria dos meus pensamentos insanos no seu ponto de vista.
Até que cai com tudo na grama – morta de cansaço – mais ele continuava igual a de manhã sem uma gota de suor

-Já cansou? – perguntou ele que se sentou ao meu lado
-Claro né Daniel – disse muito cansada
-Não é loucura, só seu corpo estará se acostumando com estas novas condições e logo começara a evoluir – explicou-me
-Eu não tenho que correr tudo isso todo dia não é? – perguntei assustada
-Não, um sim outro não – disse ele olhando para minha cara em resposta
-Fala serio, Duvido que sofreu tanto assim – disse a ele
-Não, pois sempre soube, mas você não,descobriu agora e tem que se alto ajudar – disse-me
-Duvido que meus pais daqui sofreram tanto – disse
-Você não sabe ainda a historia da Anelisse e do Felipe? – me perguntou
-Não – disse como se fosse normal, porque os conheci ontem
-Verdade... Mas quer saber o resumo? – perguntou ele, parecia que aquele assunto o agradava muito pela expressão de seus olhos verdes
-Claro – disse
-Bom tudo começou quando Anelisse veio do Brasil para estudar arte aqui na Transilvânia, Felipe era vampiro, nasceu assim com estes gêneses, mas Anelisse não... – disse ele e sabia que eu queria pergunta-lhe algo
-O que pode perguntar – disse a mim com toda paciência do mundo
-Então Ela não era vampira? – disse fascinada
-Não era humana, 100% humana diria – disse ele rindo da minha cara, mas logo continuou assim que consenti - Anelisse veio e ficou na cidade aqui perto, onde Felipe sempre ia, pois muitas poucas pessoas sabem que ele é rei, Felipe gosta muito da cidade e uma vez estava andando pela cidade quando sem querer esbarrou em Anelisse pela cidade e seus livros caíram de sua mão, cavalheiro como é, a ajudou e no momento que seus olhos se cruzaram os dois se apaixonaram, no começo ela achava estranho, ele não comer, não beber água nem nada normal, até que um dia ele disse a verdade antes de a pedir em casamento, disse que era vampiro, ela não acreditou ate ver seus dentes, no começo ela saiu correndo do local, mas estava apaixonada por ele e ele por ela então o amor falou muito mais alto e os dois se casaram, apesar dele sempre ter medo de a machucar ela o amava e isso era muito bonito, eles sempre formaram um belo casal, na Época Juan era o melhor amigo de Felipe, que acabou se apaixonando por Anelisse, por sua meiguice e beleza, mais ele era uma pessoa muito ruim e ninguém o aturava a não ser Felipe, uma vez Felipe pegou Anelisse gritando e viu Juan tentando a matar já que ela não o quis, assim que Felipe viu esta sena o expulsou como um cão sarnento do castelo, Anelisse e Felipe ficaram muito abalados pois Juan prometeu-lhe vingança, não sabíamos que dentro do castelo havia um comparsa de Juan, Edgard que dava-lhe todos os passos de Anelisse, até descobri que estava grávida de um filho de Felipe, e contou a Juan, a gravidez de Anelisse durou uma semana pois era dois gêneses diferentes que juntavam-se então iria nascer a segunda dividida da historia, você, Anelisse quase morreu no parto o que obrigou Felipe a transformá-la em vampira coisa que ela não achou ruim pois amava seu bebe e queria vê-lo crescer, então nasceu uma linda menina, muito delicada, e sorridente, ela linda como a mãe e esperta como o pai, os seguidores de Felipe estavam em festa por sua herdeira, e Anelisse nem se falava pois você era o fruto do amor deles, até que houve um surto na cidade de ataques de vampiros a humanos, coisa que jamais aconteceu, todos queriam defender o nosso território e aproveitaram a deixa e a roubaram do castelo, lembro-me que a rainha quase morreu por não beber uma gota de sangue por meses, e sua tristeza era muito evidente, mas quando Felipe descobriu que Edgard e Juan estavam juntos nessa mandou matá-los mas seu exercito do mal estava formado, houve muitas mortes, até que Juan morreu e nunca revelaria o que tinha acontecido com a única herdeira de Felipe se matando logo depois e deixando tudo e o segredo nas mãos de Edgard – concluiu ele
-Coitada da Anelisse e do Felipe – disse pensando como eles sentiram – Ai foi criado o lado do bem e do mal entre os vampiros da Transilvânia não e?
-Exatamente – disse ele a mim
-Você então me viu nascer, não foi? – perguntei e vi que ele desviou os olhos de mim por um estante
-Sim, e me sinto culpado por você ter sido seqüestrada, eu ainda estava aprendendo usar os meus poderes... mais era para Eu te proteger – disse ele com remorso se levantando
-Ei! – disse o seguindo – Você não teve culpa nenhuma Daniel, você estava aprendendo, não tem que se sentir culpado, tenho certeza que Anelisse e Felipe não o condenaram – disse tentando tirar um sorriso dele
-Eu fiquei muito mal por isso... – dizia ele enquanto jogava pedrinhas no lago
-Não fica – disse o fazendo me olhar – Eu quero ser sua amiga, tudo bem? – perguntei sorrindo
- Você é uma pessoa muito especial Manuela – disse ele me olhando com aquela doçura que ele tinha
- Você também, sabia – disse a ele
- Antes que me esqueça, tenho uma coisa que a pertence – disse a mim retirando uma bolsa dourada do bolso – É sua não é?
-Sim – disse com uma voz meio fraca, tudo o que me lembrava aquele baile eu queria esquecer, tirar da minha mente para sempre, mas a bolsa era uma prova vida que aquilo não poderia ser real – Obrigada
-Preferiria que eu queimasse? – perguntou ele
-Não – disse abrindo a bolsa e vendo o que tinha ali, um batom, um espelho, dinheiro, e ... e... aquele desenho que fiz do Isack, - só tem lixo
-Se soubesse que iria te fazer ficar tão mal, eu nem... – disse ele arrependido
-Não, não se preocupe Daniel, só é um papel – disse eu amassando e jogando dentro da bolsa novamente
-Deve ser ruim não é? – perguntou ele, mas eu não entendi
-O que?
-Amar, um vampiro como o Isack, que não sabe o que é isso – disse ele muito delicado com as palavras, mas me feriram profundamente
- Desculpa te machuquei, não é? – perguntou ele depois que leu minha mente
-Eu consigo esquecê-lo, só preciso de um tempo, é algo que é muito mais forte que eu, eu me sinto muito mal por ele, pensando como ele esta agora, se Edgard o matou, se ele esta bem – disse confessando tudo a Daniel
-Não se preocupa Isack não deve ter morrido, pois ele é ótimo aliado de Edgard – disse ele de mal agrado
-Porque você e ele se odeiam tanto, sei que são de clã diferentes mas, tem algo a mais? – perguntei a ele intrigada
-Isack sempre teve um ar de melhor que os outros vampiros, uma altivez enorme e sempre entravamos em confronto aqui no castelo, quando morava aqui – disse Daniel se lembrando do ex colega – Me espanta eu Isack se apaixonar por alguém, porque sempre quis poder, poder, e mais poder! – dizia ironicamente – Mais até os piores tem um sentimento não é? – me perguntou
-Daniel pára! – disse com uma dor enorme no coração – Isso me machuca – disse me segurando para não chorar – Parece que você esta Me ofendendo e não a ele, então não fala assim, eu não o conheci uma eternidade igual a você, ele me machucou como se eu fosse um lixo, e Elizabeth o ajudou muito, mas não fala assim, não entendo o porquê mas não fala ta bem? – sai correndo dali, mas logo ele me alcançou e vi uma mão quente tocar no meu braço e parei
-Desculpa! – disse ele muito preocupado comigo – Não quero te machucar Manuela, jamais
-Então não fala dele – disse limpando algumas lagrimas que escorriam
-Tudo bem, mas você me perdoa? – perguntou Daniel muito aflito
-Claro – como não poderia perdoar uma pessoa como Daniel?
-Obrigado – disse ele, e eu o abracei por um impulso muito grande, senti que ele não esperava por aquilo – Sua mãe deve estar a esperando para vocês conversarem - e eu o soltei sem graça
-Obrigada pelo abraço – disse ele a mim
-Obrigada por me escutar – disse também


Depois do almoço com Daniel, me encontrei com Anelisse em um jardim lindo do castelo, onde ela me esperava sentada em uma cadeira

-Oi – disse sem graça, ainda mesmo sendo minha mãe
-Ola, sente-se meu amor – disse ela sorridente , eu a olhei bem, nossa parecia que eu era uma plebéia e não uma princesa, ela se vestia muito bem, elegante mais simples
-O que foi? – quis saber a “jovem que me olhava”
- Você é tão bonita – disse a ela ao se sentar
-Obrigada, você também minha filha, acho que se parece muito comigo – disse-me ela
-A para ser tão linda como você, tenho que fazer muitas cirurgias – brinquei
-Quando me transformei, fiquei fascinada com “essa beleza” – disse ela meio zuando – mas depois que vi você meu amor, vi que era a coisinha mais linda do mundo todo – disse ela tirando uma foto de uma bolsa – Olha você pequenininha
-Nossa – eu era bem gordinha, e com lábios bem rosados como os dela e meu cabelo era igual a do Felipe – Tenho certeza que você sempre foi muito cantada no colégio – disse ela querendo saber
-Há, tive alguns namorados – disse sem graça – Até minhas amigas diziam que eu era para ser modelo, ou atriz – brinquei – Agora sei de onde veio essa herança
-No Brasil como se chamava sés pais? – perguntou ela curiosa, querendo saber de tudo sobre mim – Bom, minha mãe de lá chama-se Glaucia, ela é uma figura, é estilista, mas nunca fui muito ligada a moda – confessei – meu pai chama João, meus irmãos chamam-se Tales o mais velho que sempre me enche o saco, e o Diogo é o menor a caçula, também tem a Pepa que é como uma mãe pra mim, e minhas amigas Bianca e Clara que são da família – contei tudo sobre mim, do que mais gostava de fazer, das comidas que gostava, dos meus sonhos, da minha infância, tudo, e ela não se cansava de ouvir.
-Hoje ouvi sua historia com o Felipe – disse a ela assim quando acabamos o jantar
-Daniel a contou? – afirmou ela
-Sim, é muito bonita, tirando a parte de eu quase a matar e me seqüestrarem... – disse meio chateada
-Ei, filha isso tinha que acontecer, e não me arrependo disso, enquanto a parte de você ser ... – isso ainda a magoava muito – bom em fim, o importante é que esta aqui.
-O que achou do Daniel? – quis saber ela
-Vamos ser muito bons amigos – disse subindo as escadas
- Recebi noticias do Brasil, hoje... ninguém percebeu que você não é você, Ariadne disse que esta até de castigo – ria a rainha
- Eu fico feliz que eles estejam seguros – disse aliviada
-Não se preocupe vamos protegê-los eu prometo e seu pai também – disse ela me deixando na porta do meu quarto
-Espero que seu dia tenha sido maravilhoso, eu adorei – disse ela – Amanha vamos a cidade eu você e seu pai, logo gostará daqui vai ver – acrescentou ela
-Eu sei – disse meio longe
-E isso – falou ela colocando a mão no meu coração – O melhor remédio é o tempo, boa noite – deu- me um beijo na testa e saiu.