sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Somos um só

Capitulo 22 – Isack

Somos um só

Manuela parecia uma sereia, linda, perfeita, nunca imaginei que seu corpo era tão bem desenhado, e aquela lingerie rosa claro, caia bem com a cor de sua pele, com seus longos cabelos castanhos meio encaracolados jogados pelo ombro, seus olhos ficaram maiores do que eram, como duas nozes lindas, e a vermelhidão tomou conta de seu rosto enquanto a observava... Ela era uma Deusa a minha Deusa...


-Isack – disse ela sem graça, se cobrindo com a toalha
-Desculpa, eu não sabia – disse envergonhado por vê-la assim, e fui para o outro cômodo


Manuela, era a pessoa que mais eu amava na minha vida, eu morreria por ela, faria qualquer coisa por ela, mais não sabia se estava preparado, para.. algo tão intenso – eu sabia que Ela queria, tanto quanto eu – mas ela não via as conseqüências, nunca havia tentado isso, com ninguém da minha espécie, quanto mais uma meia vampira...
O amor não era o bastante neste caso...

-Um beijo pelos seus pensamentos... – disse ao me ver no sofá velho
-O único que tenho durante esses dois anos você – disse a ela
-Acho que mesmo antes de ti conhecer eu te amava, porque nunca me senti assim tão feliz – disse se aninhando em meu colo
- Desculpa, por entrar e ver você... – logo lembrei disso
-Eu sou sua Isack, e queria ser sua por intei.. – era difícil, ouvi-la falar assim
-Manu, não agora, a gente não sabe as conseqüências disso tudo, temos que conversar com alguém com mais experiências entre nossa espécie – eu tentava explicar mais Manuela era jovem, só tinha 19 anos, e não varias séculos igual a mim
-Esta com medo de eu machucar você, igual quando eu o conheci que o feria sem querer – disse se afastando, Manu, era uma mulher, mas doce como uma menina, e o medo dela era a coisa que menos me preocupava
-Você não me fere mais – disse a puxando de volta – Isso nunca foi um problema meu amor...Me de um tempo, é a única coisa que peço
-É o mínimo que posso fazer por você – disse sorrindo com uma rainha
- Até quanto tempo ficaremos aqui? – perguntou ela
-Quer ir embora? – perguntei surpreso
-Não! – disse rapidamente – Eu até estou gostando desse lugar agora – disse me beijando
-Então... Para sempre – eu disse a minha amada
-Sempre – repetiu ela com intensidade
-Engraçado... Antes de você aparecer no castelo, eu queria te esquecer por completo, mais acho que nunca conseguia mesmo com toda a ajuda do mundo – refletia ela bem longe
-Como assim? – perguntei
-Isack – disse ela desviando o olhar – Eu iria procurar o vampiro Kadri, para me ajudar a te esquecer, sei o quanto ele é poderoso, mesmo que isso custasse todo meu sangue, eu não agüentava mais viver assim,tinha que arrumar um jeito e ele com certeza me ajudaria, e não me importava o preço... Sei que tinha uma poção de esquecimento, e usaria isso... – ela dizia com muito cuidado, mas eu estava paralisado no sofá
-Kadri? – perguntei em choque
-Sei, que estou errada mas... – Falava de pressa e olhava diretamente m meus olhos – Isack, por favor! Fala alguma coisa – dizia Manuela desesperada
-Manuela, você ia procurar o vampiro mais perigoso que existe, só para me tirar da cabeça, correndo o perigo de morrer? – perguntei alterado
-Sim... – disse minha Manu
-Você estaria loca – disse eu me levantado e virando para porta para poder respirar um pouco – Você... – quando me virei para ela, vi que caia lagrimas de seus olhos mel, e isso me matava por dentro, eu era vulnerável a ela...
- Eu tinha que fazer isso – disse limpando algumas lagrimas – Eu não podia magoar o Daniel, ele me ama e eu gosto dele, mas, pensava em você, e você sumindo da minha mente, eu poderia dar talvez o amor que ele tanto pedia... – disse ela, se sentindo culpada pela Maldito Daniel – Ele foi um amigo e tanto, nunca senti o mesmo que sinto por você, quando estava com ele, mais ... Ele me faz bem, e tinha que ser ao menos digna deste amor... Mas mesmo que esse vampiro ai me ajudasse, eu nunca iria tirar você daqui – pousou suas duas mãos brancas e delicadas sobre seu coração – porque aqui, você tem o domínio de mim – as lagrimas não caiam mais de seu rosto, mas a dor pairava sobre sua áurea
- Desculpa, meu amor – me ajoelhei e continuei – Você se sacrificaria assim?
-Por você eu morreria Isack – disse ela como uma felina – Morreria, esse sentimento tem poder total sobre mim, é como se fossemos um só... E essa Manuela aqui – disse tentando dar um sorriso – Nunca corresponderia o amor de outra pessoa mesmo enquanto você estivesse em mim

Manuela, sempre foi uma pessoa totalmente corajosa, nunca teve medo dos da nossa raça, sempre foi uma verdadeira guerreira, mas com a doçura de uma princesa e com sua beleza incontestável, eu a amava, mais nunca pensei que Ela se sacrificaria assim por uma pessoa – principalmente por Daniel – via que não media esforços para proteger quem amava, e mesmo não gostando dele, senti uma certa inveja...

- Eu te amo – disse a olhando e a resposta dela foi um beijo, com todo o amor que existia entre nós.



Os dias foram se passando, Manuela e eu estamos vivendo como em um “conto de fadas” – que sarcasmo – mas era isso, me sentia o mocinho ao invés do vilão, ela avisara seus pais que estava bem, que nós estávamos bem, - eles não gostaram de saber que ela estava comigo, principalmente o rei, mais Anelisse, nunca ia contra sua filha – a primavera já estava próxima, e aquele casebre fora construído uma linda casa de madeira – onde morávamos, não tinha gente, era o Nosso lugar – e a vida estava perfeita.

Cada dia me apaixonava mais por ela, com seu encanto e sua beleza, ela me deixava cada vez mais apaixonado, mais ainda não tínhamos tido algo mais profundo, tinha muito medo de machucá-la. Antes ela insistia mais, mas de uns tempos para cá era outra coisa que a incomodava, e o pior eu não podia fazer nada contra, ele – Daniel – ele nunca falava com ela por telefone, e nem queria dar noticias para ela, isso a matava, eu sentia sua tristeza, sabia que ela me amava, mais Daniel era alguém especial, que ela sentia muita dor por não vê-lo mais...

-Amor, não fica assim por ele, aquele “dividido” não te merece sua tristeza – disse eu a ela
-Ele deve estar com ódio de mim e também sou uma “dividida” – dizia ela vaga menos a ultima coisa
-Manu, ele tem que entender – eu disse
-Tomara que entenda um dia... – disse ela ainda triste
-Vou ter que cassar... – eu não queria deixá-la só não assim
-Eu to bem, você sabe que toda vez que falo com meus pais... fico assim, mais não posso voltar pelo bem de todos – disse ela certa disso mas não escondia tristeza em suas palavras
-As vezes tenho vontade de me entregar... sabe Isack, de encontrar Edgard, e ele me matar e deixar as pessoas que amo em paz – disse ela desesperada
-Nunca, Manu – eu disse temendo isso algum dia,estava forte, mas não quanto ele
-Eu sei... Isso não adiantaria nada – disse ela
-Nada, só a infelicidade de todos – disse eu
-Eu sei, bom mais vai lá, quero você aqui antes do crepúsculo – disse sorrindo novamente
-Gosto de vê-la assim, sorrindo – disse a beijando
-Eu já estou melhor,vou preparar algo para comer também, - disse indo para a cozinha –Vá logo, antes que não o deixe partir – disse sorrindo
-Logo estarei aqui – disse a ela
-E eu o esperando como sempre – falou por fim ela


Haviam ótimos lugares para cassar ali naquele lugar, muitos animais, me alimentei bem, para poder não ter que sair de perto da Manuela tão cedo novamente, voltei antes do crepúsculo como prometido, o sol se punha no leste

-Manu – disse entrando na nossa casa, mas nada ouvi
-Meu amor, cadê você? – gritei, mas nada novamente

Em segundo procurei em todos os cômodos, nos quartos, nas salas, na cozinha, em seu ateliê, no jardim que ela tanto ficava.. e nada.
A dor me seguia e o desespero também, sentia que algo estava errada, mas... Onde estava ela?

Até ver uma folha em cima da cama com uma letra dizendo:

“Isack,

Ora ora Ora, quanto tempo meu querido,
Foi uma pena encontrar a doce dividida sozinha em casa....
Que descuidado você Isack,
Mas ela esta em segurança por enquanto
Até... Matá-la ......... "

Edgard


O papel virara pó em minhas mãos, meus caninos estavam mais afiados que tudo, uma raiva vinha dentro de mim, meus olhos aderem como chamas de uma fênix, eu o mataria, sem dó ou piedade, não tinha mais tempo...

Iria a o tão esperado encontro, o de Edgard...
Um rugido saiu do meu peito espantado todos os bichos daquele lugar...

Um comentário:

  1. nossa que liindo *-*
    me delss
    agora fiquei megaa preoocupada e curiiooosa *o*
    aihnn tomara que o isack consiga pegar a manu de volta e matar edgard

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