Capitulo 18
É só coisa da cabeça dele!
-Por que não disse que ELE estava ouvindo tudo? – perguntei muito nervosa para a Nina que deveria ter me avisado
-Eu não o vi Manu, juro – aquelas palavra agora não importava mais, pois estava feito
-Tanto por nada – disse ela calmamente – Só por causa de uma faculdade?
-Para o Daniel é difícil, entender ... Neste tempo que passei longe do “mundo” percebi que o que ele quer é a minha proteção...
-Mas porque ele disse “ Eu o Mato?” Nunca o vi tão nervoso assim – comentou Nina
-Coisas passada Nina, coisas que não existem mais – finalizei
-Ai me conta Manu! – implorou ela para mim, mas remoer aquilo era como se o precipício se abrisse novamente para mim...
- Eu vou procurá-lo! – disse pegando uma capa de chuva e correndo com uma rapidez bem mais voraz do que conhecia antes
Meus pais não me impediram pois sabiam que Daniel só voltaria comigo, pois Eu era a causadora daquilo tudo, então nada mais justo do que isso... Ma porque ele meteu Isack naquela conversa? Bucareste não era tão perto da Valaquia assim...
A tanto tempo ele não tocava no nome de Isack, mesmo eu estando pensando nele em alguns instantes... A minha face já se apagara de sua mente com certeza, ele não se lembrava mais de mim... Mas porque EU não esquecia dele, às vezes me dava um vontade de chorar, e me isolava em qualquer lugar, nem Daniel me fazia sair de lá até essa angustia sair completamente. Uma vez ouvi dizer que quando amamos verdadeiramente uma pessoa sentimos o que ela sente... Bom, é melhor esquecer disso, pois estava chegando a floresta, e Daniel não estava longe, eu sentia seu cheiro.
A chuva caia fina, parecia que as gotas caiam uma a uma, como aquela noite... No Brasil, - não! – não queria lembrar daquela noite horrível – procurar Daniel era o melhor a se fazer.
Eu corria muito rápido, gritava, gritava, gritava, mas nada respondia, só ouvia as corujas, até que sentei perto de um tronco molhado e disse:
-Daniel, sei que esta escutando... Não queria magoá-lo, mas não entendi o porque daquela atitude de sair daquele jeito, eu só irei ficar fora alguns dias, mas no fim de semana, eu volto, vem comigo! Se não quer que fique sozinha, eu não me importo, até ficaria feliz, por ter você ao meu lado, com aquele seu sorriso que eu tanto amo... EU VOU CASAR COM VOCÊ, DANIEL – gritei – mas não se afaste de mim, por um motivo que nem sei o qual – estava chorando sem ao mesmo perceber... acho que ele escutou meus soluços e saiu entre as sobras vindo em minha direção.
- Chorar é golpe baixo – disse ele estendendo um lenço
- Porque foi tão grosso comigo? – perguntei a ele ainda chorando
-Desculpa, é que fiquei sabendo de algo... logo depois que você ia me deixar, que bobo fui em pedi-la em casamento... – disse logo voltando ao seu mal humor
- Quer desistir? Ainda esta em tempo! –falei com raiva também
-Se te contar o “porque” – falou ele ironicamente - Vai sair daqui correndo
-Como assim Daniel? – nunca o vi daquele jeito, grosso, frio, como um monstro!
Este pensamento fez com que ele ficasse com vergonha daquele comportamento diante de mim...
- Fiz tudo errado não é? – perguntou ele me vendo espantada com aquelas atitudes
-Sim, fez – disse limpando as lagrimas que restavam – Vou embora - Virei e comecei a correr, o deixei para traz depois de tudo aquilo, ele era um estúpido!
-Eu sei – disse ele, me pegando pela braço e me dando um beijo, eu sinceramente até lutei para me soltar mas... Acabei me rendendo a ele.
- Você não deveria ter me beijado – disse o empurrando e começando a caminhar
- Fui muito estúpido não é? – perguntou ele atrás de mim
-Em uma escala de 0 a 10 foi 10000 – disse
-Ei! Manu – disse em instantes e estava na minha frente tentado me segurar
-Me solta! – disse com raiva, ficando invisível
- Pode usar os poderes que quiser, mas vai me ouvir – disse ele arrependido
Fiquei invisível perto de uma arvore atrás dele, era como se falasse sozinho
- Eu não tenho nada contra de você ir para a faculdade Manu, até ir com aquela insuportável da Nina pode ir... Não ligo, - disse ele fazendo beicinho – Mas agora que sei que Isack não ocupada à mesma quantidade que ocupava em seu coração, fiquei feliz, em poder tentar te fazer completa novamente... Foi tão difícil tiver pensando Nele, durante todo esse tempo, saber que você sempre foi e ainda é apaixonada por Ele, e gora que vejo que seu coração esta quase cicatrizado... Aceita meu pedido. Mas Ele ainda esta muito presente entre nós Manuela, foi por isso que eu não tentei me impor a você, só me via como um amigo, e ainda vê tenho certeza, mas não desperdiçarei essa oportunidade – disse Daniel, com uma voz rouca.
Aos poucos voltava a ficar visível, eu sentia uma dor vindo dele, que me fez tremer, as poucos fui me aproximando dele, sem dizer nada o abracei e ele retribuiu como se aquilo fosse o que mais desejava, seus olhos haviam lagrimas, duas únicas gotas, que eu limpei com meus dedos, molhados da chuva.
Como fazia Daniel sofrer, não sabia que eu significava tanto para ele, eu o amava? – talvez – eu conseguiria amá-lo, todos adoravam Daniel, e eu principalmente.
- Me ajuda? – pedi a ele a centímetros de seus lábios – Me ajuda a esquecer ele? – eu falava baixo, só se ouvia sussurros, mas para mim e ele, era uma voz em um tom bem claro
- Você vai deixar? – perguntou ele a mim, seus olhos eram os mais puros e sinceros que vi em uma vida
-Eu juro diante de você que Isack nunca mais vai ser esse fantasma que assombra nossas vidas – era como se jurasse pela minha vida, como se cada palavra soasse como uma promessa eterna.
-Eu te amo, minha Manuela – disse Daniel, depois que deu um beijo em minha mão
- Logo, eu falarei isso, para você pode ter certeza – afirmei com toda franqueza para ele
-Eu sei – disse ele me beijando nos lábios.
Pela manhã, acordei um pouco mais tarde, pois chegamos o sol estava já nascendo ao oeste do castelo – mas essa noite tive um sonho muito estranho, lembrei-me escovado os dentes – que Isack estava precisando de mim, mais do que nunca, ele tinha matado uma pessoa e vinha ensangüentado em minha direção pedindo “socorro” “ajude-me” eu tentava mas Daniel, não o deixava chegar perto de mim, nem um minuto, mal ouvia sua voz, mas aquela era sua presença – A pia transbordava de água, quando fechei a torneira, eu iria esqueço,e isso seria feito por bem ou por mal. Eu não o conheci a mais de uma semana, e isso era para ser uma coisa sem importância, mas não era, eu sentia, e isso era o pior, nem o tempo tinha esse poder em meu coração.
Daniel, havia saído com meu pai, Nina estava na cidade ainda, viria só mais tarde, resolvi fazer companhia a minha mãe.
-Bom dia mãe – disse a ela no jardim, ela adorava flores com eu
-Bom dia meu amor, quer ajudar-me? – perguntou ela segurando um regador
-Claro – peguei outro e comecei a molhar as plantas, mas uma pergunta veio em minha cabeça – Mãe... Existe mais algum dividido aqui? – minha mãe demorou a me responder e fitava o chão
-Porque a pergunta? – virou e me fez uma pergunta por cima
-Por nada quero saber, só isso – disse a verdade
-Sim, mas ele é uma pessoa muito vazia, vive sozinho e não gosta de companhia, dizem que ele mata todos os que o procura – disse minha mãe pensativa
-O nome dele e qual? – perguntei curiosa, pois isso não me assustava como Anelisse
-Kadri, esse é o nome dele – respondeu ela
-Quais são seus dons? – perguntei inquieta ainda, não tinha sugado muitas informações
- Ele faz pessoas agonizarem, até morrer... criar ilusões como se visse seu maior pesadelo e... esquecerem de coisas
- Nossa... coitado dele, mas não deveria usar seus dons para o mal – comentei, pensativa
-Sim, mas porque as perguntas? – quis saber mamãe
- Curiosidade – logo mudei de assuntou não queria a deixar preocupada
A tarde passou-se muito rápido, e nada do Daniel, aparecer, mas logo ouvi uma voz me gritar
-Manu! Cadê você? – chamava Nina por todo o castelo
-Aqui, sentada – estava olhando o crepúsculo se formar, sentia chamas surgindo em meus olhos...
-Que cara é essa? – perguntou ela me vendo olhando fixo para o horizonte
-Você vai me ajudar em algo – a informei
-EM que? – disse arregalando seus olhos grandes de cor cacau
-Vamos falar com o velho Kadri – disse bem baixo, pois a audição vampiristica era ótima
-O que? – gritou ela
-Shiiiiih, fala baixo – disse olhando para ver se tinha alguém por perto, mas ainda bem que não.
-O que vai fazer lá? – perguntou ela branco como neve
- Ele vai me ajudar – disse certo disso
-Só se a ajuda for morrer, ai sim com certeza – disse ela ironicamente
-Ai Nina não faz drama – não tinha medo de nada tirando do meu sentimento por Isack – Pensei em tudo, vamos para Bucareste no domingo não é? Então, na segunda vou para a faculdade normalmente, assino presença, mas na terça dou um “jeitinho” de sairmos da faculdade – disse com um sorriso malicioso, era Ótimo me sentir ativa de novo
-Vai usar seus poderes com o diretor? – perguntou ela entendendo tudo
-Claro é muito chato usar só com vocês – disse sorrindo
-Se alguém soube... – ela balançava a cabeça em reprovação
-Ninguém vai saber, pois Daniel é imune a você, e eu sei controlar minha mente – afirmei a ela
-Te ajudo com uma condição... – disse ela se sentando perto de mim
-Qual?
-Me conte quem Daniel iria matar – disse ela com os olhos brilhando de pura curiosidade
-Nina... Melhor não – disse se virando para outro lado
-Ai Manu, fala – ela não era vampira, mas sabia convencer pessoas
-Bom, uma coisa leva a outra – firmei
-Então? – implorou ela, mas ela tinha direito de saber o porque de se arriscar por mim
-Ok – disse de mal agrado
As lembranças me assombravam, mas logo elas teriam fim, com certeza, iria ser livre pra amar outra pessoa
- No Brasil... Apaixonei-me por um ... um... vampiro – disse mais ela não se assustou como previa – Ele se chamava Isack, é do clã de Edgard... Freqüentou minha escola por uma semana, mas logo descobri seu segredo, e ele quase me matou, bom e infelizmente... me apaixonei perdidamente por ele, e Ele dizia o mesmo por mim, mas ele guardava um outro segredo sobre algo, o porque de sair daqui para ir para o Brasil, disse que na hora certa eu saberia, mas nunca chegava, até que no dia que ele me pediu em casamento ... – lembrava disso e a tristeza pairava no meu rosto – descobri que ele queria me matar para roubar-me todos meus poderes que nem sabia da existência ainda... Descobri que era do mal, e não do bem como pensei, e que Ele não me amava e sim uma tal de Elizabeth – disse esse nome com um ar de desdém – Quis me matar, era tanta mentira que me cérebro não raciocinava mais, então... Um anjo me salvou, chamado Daniel – lembrei-me do rosto dele na chuva olhando para mim, era lindo e cheio de angustia – E me trouxe para cá para me proteger e minha família do Brasil... E o resto você sabe - conclui
-Então, você ama esse Isack, por isso quer ir ao Kadri? – perguntou ela interessadíssima por o assunto
-Sim, ele pode me ajudar... – afirmei
-Mas ele irá querer algo em troca – disse ela
-Não me importo – afirmei
-Posso te fazer uma ultima pergunta? – cutucou ela ainda mais a ferida
-Faz – disse
- Como ele é?... Esse Isack - ela tinha uma curiosidade fora do comum
-Bom... Cabelos castanhos, meio bagunçado, corpo mais exigiu que o de Daniel, do mesmo tamanho que ele, olhos mel, como os meus e... com um sorriso diferente, o olhar dele é diferente ele em si é diferente... – conclui com a vaga lembrança que restava dele
-Seus olhos brilham como estrelas quando fala dele – afirmou ela
-Por isso que vou ao velho Kadri, pois estou disposta a pagar o preço que for para tirá-lo da minha vida – senti a presença de Daniel vindo para onde nós estávamos e mudamos de assunto
Tudo estava decidido, eu esqueceria Isack mesmo, tento que pagar um preço alto, talvez o preço do amor que sentia por ele.
A semana passou-se com muita que exatidão e logo estava chegando fim de semana, minhas malas estavam feitas, eu enchi varia malas mais mesmo assim deixei muita roupa para trás.
Hoje houve um jantar aqui, de “despedida”, Daniel, só falava o necessário comigo, estava muito distante de mim, mesmo depois da longa conversa que tivemos na floresta, era como se Ele soubesse de algo e não queria me dizer... Nem implicar com a Nina ele implicara, já que ela iria dormir em casa hoje...
Quando todos subiram para os quartos, pedi para ele ficar, pois queria saber o que tanto o incomodava
-Queria falar com você, posso? – perguntei antes que ele fosse dormir também
-Sim, claro – disse ele me abraçando e isso me dava paz
-Esta com raiva de mim ainda? – perguntei olhando para ele
-Não, Manu, eu entendo que você quer ter a sua vida – respondeu ele meio automático
-Eu te conheço, me diga, por favor – disse segurando seu rosto com minhas pequenas mãos
-Esta com medo de eu me apaixonar por outro na Universidade? – perguntei, pois era a única opção
-Antes fosse – disse ele rindo daquela idéia que parecia maluca ao seu ver
-Convencido! – dei um beliscão em sua barriga
-Au!- disse ele rindo, mas logo ficou serio – Eu confio em você
-Então? – perguntei impaciente
- Eu tive uma visão ou premonição sei lá – e nesta hora seu corpo se enrijeceu
-Como assim? – ele tinha outro dom e não sabia
-Não sei, mas, foi com você ... – disse querendo esquecer o tinha visto pela sua cara...
-E qual foi? – perguntei tentando não demonstrar medo, apesar de estar, ele me abraçou e sua voz quase não saiu
-Você esta... estava... morrendo, havia sangue para todo lado e... Isack a matava – a ultima frase quase não saiu. Entrei em choque com aquelas palavras, morrer e pelas mãos de Isack?
-Cada vez fica mais claro na minha mente, no começo, só ouvia sua voz, depois vi seu rosto e o dele... – afirmou ele com fúria pairando no olhar
-Pode ser coisa da sua cabeça – eu disse tentando acreditar naquela hipótese
-Deve ser... É por isso que não a quero fora de meus olhos, entende Manuela? – disse ele com os olhos sofridos de tanta agonia
-Ele não vai interferir nunca mais em novos vidas, eu prometi não foi? – disse tentando o acalmar – E o que Ele faria em uma Universidade? – perguntei
-Ainda não vi bem o local, dessa visão... – disse ele
-Então, calma deve ser coisa da sua cabeça, ele nem deve se lembrar de nós – disse o beijando, era impressionante como isso nos acalmava.
-Vá dormir minha linda, tenha sonhos perfeitos, pois Eu estarei aqui para a proteger de todo o mal – ele se referia ao mal como Isack – Amanha começara uma nova etapa na sua vida.
-Obrigada, por estar comigo sempre – o abracei e subimos
Desculpa a demora!!
ResponderExcluirlindooooooooooo!!!!
ResponderExcluiraii nay ta perfeita a historia,
ResponderExcluirta cada vez mais emocionante,
naum consigi mais parar de ler, ta viciante
heheh,
parabens
to anciosa ppo mais hihih
Lindo!!!!!!!!!!!!!!!!
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