terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quem era Ele?

Capitulo 20

Quem era Ele?

-Isack... – era se como aquele nome me resgatasse de um poço fundo, e ao mesmo tempo me levava para o mesmo abismo que cai uma outra vez no passado.
-Eu não tenho todo o tempo do mundo hoje Manuela... -disse quase caindo, só não caiu porque se apoiava em um tronco.
-Eu não sei se posso confiar em você – minha voz era um sussurro de dor, que saia sem eu sequer controlar
-Tem um minuto – eu sentia sua fraqueza queria o ajudar, mas, aquela decisão mudaria tudo

Depois de uns instantes pensando... Vi que não tinha alternativa... O perigo não poderia se quer chegar perto da minha família mais uma vez

-Para onde? – perguntei seria, o frio não me incomodava mais, a raiva de Edgard tomava conta de mim
-Por aqui... – disse Isack, mas quando deu o primeiro passo, caiu no chão, ele estava bem diferente do Isack de agora pouco, frágil e fraco...
-Eu te ajudo – disse o olhando caído no chão, ele só me olhou e virou o rosto – Hei eu to com luvas, não vou te machucar – usava luvas vermelhas, igual ao toca, eu disse com uma voz suave para não levar em consideração a sua má educação

Ele se apoiou na arvore e se levantou por si só, olhei aquilo indignada, pois ele estava muito diferente de antes...

-Vem – disse a mim, fui mais perto dele e ele olhou para o chão ao falar comigo – Não pense em nada, fique com a cabeça vazia e feche os olhos
-Porque? – perguntei a ele
-Obedeça – disse entre dentes, eu não o xinguei, pois estava muito nervosa com tudo aquilo e obedeci


Senti uma tontura muito forte por uns instantes e quando abri os olhos estava em uma casa de madeira, muito pequena, parecia ser bem antiga, onde estava agora, havia uma cama bem simples,diferente da minha e uma cômoda com uma gaveta quebrada, no fundo havia uma janela que nem uma criança passava... olhei assustada para aquele lugar sinistro e quando dei por mim... Isack me olhava também.

- Pode dormir nesta cama - disse rapidamente desviando o olhar de mim e retirando umas roupas que se encontravam jogadas nela
- Eu não estou com sono – disse rispidamente
- Esse tele-transporte cansa, logo se sentira cansada – continuava a tirar a roupa da cama, e nem me dava atenção


Não o olhei mais e sai com raiva para o outro cômodo que havia no casebre, tinha um sofá velho, vermelho e desbotado, e uma tv de 12 polegadas em cima de uma mesinha velha de madeira, também tinha outra porta devia ser o banheiro do lugar, a luz era de velas e o fogo era dominante no lugar.

-Esta com fome? – perguntou ele atrás de mim como um fantasma, e aquela voz me fez tremer novamente
-Não – disse de costas para ele
-Porque você não faz do jeito mais fácil, me dizendo a verdade, porque eu não consigo ler sua mente, deve estar a bloqueando de mim, então... Não sou adivinho – as ultimas palavras soaram com uma acides muito forte, e ouvindo aquilo do Isack da pessoa que mais amei em toda vida... era estranho
-A onde eu estou? – perguntei com muita raiva a ele virando e o encarando
-Galati, no interior de Galati – disse ele com indiferença.
-E meus pais? Eles estão bem? O Daniel... Meu Deus, aquele Edgard vai... – entrei em pânico lembrando daquele psicopata vampiro, que me quer de todo o jeito... Isso teria fim?
-Calma, ele ainda pensa que irá para a Universidade em Bucareste... então... – meus olhos estavam cheios de lagrimas, e muito preocupados também imagino, pois pela primeira vez vi ele com pena de mim... Mas logo virou o rosto
-Liga para seus pais – disse ele dando um pequeno celular preto para mim, esse esta seguro, -mas Não diz onde você esta, por favor
-Tudo bem – respondi limpando o rosto e ligando no celular da minha mãe, se passaram uns segundo e logo ela atendeu sua voz estava muito nervosa, coitada
-Mãe, sou eu...Só liguei para avisar que esta tudo bem... Corro perigo novamente mãe, Edgard iria me pegar... – falava tão rápido que um humano não entenderia
-Filha me diz onde esta! Manuela! – ela estava gritando
-Manuela esta bem? – meu pai falava agora
-Pai acalma a mamãe, eu to bem, vai ficar tudo bem... – disse mais não tinha certeza
-Meu amor, você esta bem? Aquele desgraçado a machucou, porque se machucou... – eu não sabia o que era mais visível em Daniel, a preocupação ou a raiva...
-Calma! Eu to bem sim Daniel – disse feliz por estar falando com ele
-Manuela, tem que desligar – disse Isack me olhando
-Esse infeliz, eu vou matá-lo – gritou Daniel, e Isack ria.
-Eu tenho que desligar – disse a ele com os olhos fixos na figura que dava gargalhada na minha frente
-Manu... Manu... – e fechei o aparelho celular, ainda o olhando fixamente, joguei o celular longe, com a força que o joguei, um aparelho comum tinha espatifado, mas esse parecia blindado.
- Se quebrar, ficaremos sem contato aqui – disse se segurando para não rir da minha cara de raiva.
- A minha vontade era de quebrar Você e não o celular – disse como se uma chama de fúria queimasse meus olhos – Você não é o mesmo... – apesar da aparência continuar idêntica, ele...Não era Ele.
- Só porque pedi para desligar o aparelho celular? – perguntou o cínico
- Porque esta me ajudando, se odeia a minha família pelo o que fizeram com seu pai e odeia o Daniel? – perguntei com muitas duvidas nos olhos, pois será que era um plano dele para me entregar a Edgard
- Sua família foi a causadora da morte do meu pai, e isso me revolta muito – disse fechando os punhos – Daniel é um verme – ele tremia de tanto ódio e isso estava começando a me assustar – Eu queria muito poder se vingar de todos destruindo o que eles mais tem de precioso... – olhou bem para mim com seus olhos mel
- Então... Você me trouxe aqui para se vingar da minha família? – eu não podia acreditar que Isack era esse monstro que ele demonstrava ser... mas era infelizmente,a raiva tomou conta de mim e me segou completamente – Você não tinha esse direito!! – disse já batendo nele, eu batia com toda minha força estava descontrolada, mas parecia que ele não sentia nada – Você é um monstro!! Como me arrependo de ter me apaixonado por você... – depois dessa ultima frase ele segurou meus dois braços bem firme e fixou seus olhos nos meus, finalmente.
- Manuela, eu não te trouxe aqui para vingar a minha raiva, mas para salva a Sua vida! – dizia ele frio e serio a mim
-Porque? – foi tudo o que consegui falar, pois estava ofegante
-Não é justo.. Edgard a pegar, você já perdeu muito por ele – falou agora desviando os olhos de mim
-Porque não me olha? – perguntei tocando seu rosto
-Não há necessidade – disse de olhos fechados e tirando minha mão dele, e logo me soltou
-Você esta muito diferente – em fim falei
-Digo o mesmo de você ... – ele sentara no chão encostado na parede – Sinto seus poderes daqui, esta muito forte, bem poderosa – ele parecia muito cansado
-Pensei que iria matar o Daniel... nunca te vi daquele jeito... tão poderoso – disse lembrando da sena
-Faltou pouco – disse com um sorriso torto – Mais mesmo querendo, não pude – confessou, tive o cuidado para fazer movimentos bem leves mesmo ele estando de olhos fechados para ele perceber minha aproximação ate que agachar e fica frente a frente com ele
-Porque? – minha voz fez ele despertar por esta bem próxima dele, nada ele respondeu eu o prendi nos meus olhos e ele não conseguia sair de nenhum jeito nem eu, ai me dei conta de que se o mundo acabasse naquele instante era assim que queria morrer olhando para ele com toda intensidade do mundo.
-Eu... Eu... Vou comprar algumas coisas para você comer – ele disse se esquivando de mim
-Não estou com fome – disse no chão, mas meu estomago me denunciou
-Diz isso para seu estomago, não saia daqui, já volto – disse pegando a carteira e saindo na nevasca que caia.

Ali no chão continuei sentada, por algum tempo... Eu não entendia o porque da mudança do Isack, afinal eu sabia que dois anos as coisas poderiam mudar e muito... mas, ele parecia um rocha oca que não tinha mais nada dentro de si mesmo... Aquilo me fazia tremer, e muito, ele tinha destruído o Isack que eu amei e colocado um... um... ser completamente diferente.
Depois de um tempo resolvi ligar aquela tv velha que tinha na minúscula sala, até que cai no sono...
Logo quando acordei, senti um cheirinho de comida, e isso fez meu estomago vibrar de felicidade. Mas Ele deve ter me levado para o quarto, pois estava na cama e não no sofá, e então levantei e fui para o outro cômodo.

-Hei vem comer, não agüento mais ouvir o som do seu estomago – disse ele tirando acho que um prato de macarrão de uma sacola.
-Obrigada – disse educadamente
-Come – foi sua resposta educadíssima, vi que seus olhos estavam rubis e sabia que ele também estava com muita fome
-E você não vai c... – ele nem deixou eu acabar de falar
-Depois – respondeu
-Quer saber? Eu não preciso da sua ajuda! – disse se levantando do sofá e seguindo para a porta, mas antes ele estava lá, no meio da passagem.
-Sai daí, não quero te machucar – o alertei!
-É verdade você agora esta poderosa – disse zombando de mim, a raiva foi tanta naquela hora que só com minha mente o joguei a vários metros para fora do casebre, e ele caiu na neve
-Ualll, mais isso já sabia que conseguia fazer... – disse ele a mim, como se nada tivesse acontecido – Me mostra o que aprendeu nesse tempo, quero ver se o Daniel – disse o nome dele fazendo cara de nojo – te ensinou mesmo. No mesmo tempo fiquei invisível, e ele começou me procurando surpreso com meu novo poder, mas logo o levitei uns 30 metros de altura e vi que ele não conseguia se soltar
-E agora, cadê o machão? – perguntei aos risos
-Esta bem Manuela, chega! Me desce! – disse ele com raiva
-Não estou a fim – agra a brincadeira estava ficando boa...
-Manuela! – gritava ele
-Tudo bem – disse nem tendo o cuidado de descê-lo de vagar e ele caiu com tudo

O barulho foi gigantesco, e ele caiu como uma rocha, mais antes de começar a me culpar, ele se reergueu tirando a neve que havia na sua roupa, a preocupação fora embora , vi que ele estava bem então comecei a andar sem direção

-Onde vai heim Manuela? – ouvi ele perguntei mas nem dei atenção – Você esta sobe minha responsabilidade, se acontecer algo com você... Ai sim vão me matar, pára Manuela – dizia tentando me alcançar
-Eu disse para você parar – infelizmente ele corria mais que eu...
-Você não é meu pai nem nada meu, e eu não preciso da sua ajuda – disse o empurrando para o lado
-Você não sabe de nada mesmo... – disse me segurando por um braço – Edgard não é brincadeira... ele já matou vários divididos, e ele a quer
-EU VOU TE JOGAR NA LUA SE NÂO ME SOLTAR – disse furiosa
- Tenta – disse ele aos risos, ele não ia me fazer de boba assim... Eu ia joga-lo...
-Porque não consigo me mexer? – perguntei aflita, era como se todo meu corpo parasse de funcionar
- Eu estou a paralisado – disse ele com um sorriso nos lábios vermelhos
- Me solta! AGORA – gritava para ele, mas isso o divertia bem mais
-Chega de drama, vamos entrar se não você congela – disse me carregando no colo, enquanto gritava... Mas no momento em que seus olhos encontraram os meus me senti feliz de algum modo pela primeira vez depois de muito tempo me senti completa... Mesmo naquela situação

4 comentários:

  1. Amei, mais uma vez ficou maravilhoso parabéns flor...

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  2. aaaaaaaihn ta maravilhoso, muuito lindo
    ameei Nay, parabens mais uma vez
    vc ta sendo otimaa
    beijos, te adorooo

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  3. Naaay cade vc
    to anciosa por novops post amiiga *o*
    beeijo enorme

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