Yin e Yang – Manuela
Sabe quando você esta vivendo um conto de fadas, e do nada alguém mata todos seus sonhos?
Era isso que acontecia comigo... Estavam me matando, mas, não me importava, contanto que Ele permanecesse vivo.
Quando abri meu olhos, não vi minha casa, a linda casa que construímos eu e Isack, nesses últimos meses, via um lugar escuro com muitas teias de arranhas e alguns ratos mexendo em caixas – procurando comigo, acredito eu – não tinha medo deles pois sentia que coisa pior me aguardava
Meus braços estavam presos a duas correntes enferrujadas fortes o bastante para me manter ali, em pé, esticada como uma cruz, me sentia fraca, não havia comido nada, e a fraqueza me dominava, estava sem forças e o pior sem poderes – algo me bloqueava – mas não conseguia saber o que.
Senti uma vertigem e logo não vi mais nada...
- Isack
A droga do avião era tão lento que um camelo chegaria a Romênia mais cedo, o bom de ser um vampiro era os “favores” que os humanos me faziam – como eram fracos – pensei, mas o importante era eu chegar no castelo antes de ser tarde de mais...
De uns tempos para cá ficava difícil imaginar a vida sem Manuela, ela era meu sol, a luz que me iluminou das trevas... não sei o que faria sem ela, ou melhor só tinha uma palavra : MORTE
Nunca liguei muito para regras de “sociedade” não senti culpa alguma em rouba uma moto Falcon 400 tunada vermelha, eram mais de meia noite e nem o guarda notou minha presença na concessionária, só acordou quando arranquei e voei com a moto a mais de 200 km por hora.
Em menos de 10 minutos já estava nos limites do castelo dos pais da Manuela, que ironia, a alguns meses vim seqüestrá-la e hoje... Vim pedir ajuda da única pessoa que sei que assim teria 1% de chance...
- Daniel! – gritei com toda a força, e senti sua presença se aproximando...
Passaram-se menos de 10 segundo e estava cercado por um exercito de vampiros a mando do rei – a primeira vez que vinha em missão de paz, eles procuravam guerra – logo avistei Ele, como dizia Manuela, “um anjo” mas seus lhos eram puro ódio.
-Não deveria ter vindo aqui seu inseto – disse ele me jogando a metros com a força do pensamento
-Daniel... – tentei dizer algo depois, mas sua mão estava em meu pescoço quase me sufocando... Mais pela primeira vez não queria mata-lo
-Pare Daniel! – gritou a rainha Anelisse ao se deparar com a cena, com muita dificuldade Daniel cedeu
-Cade minha filha Isack? Eu estou sentindo que aconteceu algo... – disse Anelisse, como ela era parecida com Manuela, os mesmos olhos quando havia tristeza em Manuela era iguais ao da mãe.
-Eu vim em paz – disse meio afônico, olhando para Daniel, tentando me controlar – Edgard...
-Não! – gritou Anelisse antes de eu falar mais alguma coisa – Ele... – ela já imaginara o que havia acontecido...
-Ele quer matar ela – eu disse tentado desfazer os nós em minha garganta – Vim aqui pedir ajuda... Porque eu só não tenho nenhuma chance
- Meus Deus! Logo hoje, que meu marido foi resolver algumas pendências fora do pais! – a rainha estava em desespero, eu sentia – Eu vou com você! Nem que eu morra para salvar minha Manuela – era como se uma gatinha virasse uma tigreza.
-Não, acho melhor a senhora permanecer aqui, pois a senhora esta muito nervosa, e temos que agir ... – era difícil pedir isso para uma mãe ...
-Eu vim pedir a ajuda Dele...- apontando para Daniel – Sei que você ama a Manuela tanto quanto eu, e ela precisa de nós dois juntos, adquiri muito poder nessa ultima década, mas, não é o suficiente, e você sendo um dividido... Teríamos uma chance, talvez...
A única coisa que ouvi depois de dizer essas palavras foi um coruja...
Os olhos de Daniel estavam sem vida, e cabia ele a decisão...
-Manuela
Uma porta se abriu fazendo com que eu acordasse novamente, e uma linda mulher loira descia as escadas, com um ar totalmente nobre.
Era difícil ficar com os olhos abertos mas tentava.
-Ora, ora, ora, como a vida é engraçada, não é? – perguntou a si mesma, enquanto andava em círculos, pela voz reconheci a linda mulher
-Elizabeth... – sussurrei
-Ainda esta viva querida? – perguntou ela chegando perto de mim... – Com a sangue que sugamos de você, pensei que havia morrido...
- Não ainda estou viva, e sei que na me mataria agora... – disse confiante
-Porque? Se eu quiser eu a mato! Com essa pequena e macia mão que tenho – dizia olhando para a sua mão – Esfarelo sua cabeça em migalhas.
-Porque tanto ódio? – perguntei com dificuldade de respirar
-Você merece a morte, me roubou Ele... – quando dei por mim ela segurava uma foto do Isack – Ele ME amava antes de você aparecer, e agora ... me deixou por uma humana sem graça... – ela falava furiosa –Eu que deveria ser uma princesa, olha para mim – ela estava com um vestido vermelho sangue, moldando seu corpo e nele caia seus cabelos dourados – e olha para você – de jeans e regata e allstar e toda suada e ferida - Isso não é uma princesa – e deu uma gargalhada que ecoou na minha mente
- Eu nunca pedi para ser uma princesa... Nunca quis, isso você pode ter certeza, mas Ele, é a minha vida, e ele sim, eu sempre sonhei, e desejei toda a vida, mas você nunca saberá o que é amar alguém Elizabeth, porque tem um coração de pedra e só pensa em você! – tentei falar isso o mais audível que pude – e senti sua raiva de longe
-Cala a boca sua estúpida! – disse ela depois de me dar um tapa no meu rosto – Com você morta Ele voltara para mim, e seremos felizes
-Amor, é algo que nem todos sabem o que é, e você nunca saberá – disse sorrindo para ela
-Cale-se! - Disse me dando outro bofetão e segurando meu cabelo com as mãos, fazendo eu a olhar nos olhos – Amanha, não existira mais a Manuela ou melhor a princesa Stela, só seu cadáver... – ao dizer isso, deixou meu pescoço cair e fechou a porta e fiquei em companhia dos roedores novamente.
-Isack
Faltava duas horas para o avião chegar na Valaquia, duas horas pareciam dois dias, principalmente quando seu companheiro de poltrona era um inimigo...
- Eu acho que estou vendo onde a Manu esta... – disse Daniel, concentrado de olhos fechados...
-Onde? – disse apreensivo
- Em um porão... ou Sótão eu acho... e tem uma mulher de vermelho... loira, alta... – disse ainda ele
-Elizabeth – ela devia esta por traz disso com certeza, ela odiava a Manu
-Ela esta... – seus pulsos se fecharam – Batendo na Manuela
-Eu vou matá-la – disse em fúria, as pessoas olharam para nós
- Tenta não chamar atenção! – disse ele abrindo os olhos verdes e me olhando, era difícil, porque querendo ou não éramos muito bonitos, isso era um dos poderes de vampiros
-Eu senti seu ódio daqui – se referindo a Elizabeth
- Se ela machucar a Manu... – dizia tentando me conter
- Suas ultimas namoradas sempre foram assim? – perguntou ele tentando descontrair
-Ela odeia a Manu, por eu a amá-la de verdade, ela era só uma coisa carnal, mas a Manu é amor, era obvio que ela estava com Edgard nessa – como fui burro pensei
- Infelizmente a Manu escolheu você... – disse Daniel – Mas agora o importante é salvá-la, e nunca pensei que iria dizer isso mas... juntos temos uma chance...
-Obrigada – disse a ele sinceramente
-Não tem que agradecer, faço isso por ela, eu a amo, e o amor feito de sacrifícios – disse ele fechando os olhos
-Já decidiram, o dia de matá-la – notei um tremor em sua voz ao pronunciar a ultima palavra
-Quando? – perguntei aflito
-Manha – respondeu – Ou melhor hoje pelo dia
logo ouvimos:
“Senhoras e senhores, bem vindos a Valaquia, em segundos pousaremos no aeroporto internacional”
aihnn nay
ResponderExcluirque perfeitu ta lindo lindoo
*--*
e isso aki vicia muuuito
beijo e avisa quando tiver novos post
by: sua fã ;*