domingo, 10 de outubro de 2010

Um pedido muito especial

Capitulo 17
Um pedido muito especial


Em meu segundo dia na Transilvânia, acordei cedo para meu treinamento com Daniel, hoje ele me ensinou há controlar um pouco o meu poder de elevação com o pensamento, as vezes ele me deixava brava para poder jogá-lo a metros de distancia, - eu odiava machucar as pessoas, mais em vez disso ele ria de mim, e ficava com raiva e o jogava bem longe – mas não o machucava, pois sua pele era indestrutível.
Daniel, ele sim parecia um príncipe, ele muito elegante e educado, fala o português muito bem apesar de não ser a língua do seu povo, mas aprenderam por causa de Anelisse, tinha algo que trazia paz para quem estava perto dele, alem de ser um excelente montador de cavalos, até cozinhar ele cozinhava, eu ate tentei aprender algo com ele na cozinha mais foi uma negação, só nos melamos e a Anelisse brigou com a gente, quando estava triste ele era o primeiro a descobrir, pois lia meus pensamentos às vezes isso me incomodava, mas ele não tinha controle disso, Daniel, era muito querido pelos meus pais e pela população que vivia naquela cidade entre humanos. A diferença era enorme entre ele e Isack, porque Isack era mais sombrio, mais fechado, enquanto Daniel era mais transparente, lembro-me que uma vez comparei os olhos de Isack com os de Daniel, vi que os de Isack eram mais sombrios, apesar de serem iguais os meus, mas com um tempo isso foi saindo... Os de Daniel são como duas esmeraldas que brilham principalmente quando ele sorri, Ele era muito empenhado, principalmente quando ele me ensinava coisas novas.
O tempo voava aqui, quando me dei conta havia se passado quase dois anos desde quando eu cheguei à Transilvânia, eu acabei me acostumando com aquele lugar – apesar da saudade apertar muito de toda a minha família, mas diariamente Ariadne me mandava um relatório por e-mail de tudo, meus pais estavam viajando em lua de mel (novamente), Tales estava namorando uma menina que fazia direito – ai que saudade dele! – Diogo, tinha perdido todos os dentes, até fotos a Ariadne me mandava, minhas amigas estavam namorando – Bianca estava com o Miguel, eu sabia que ela iria acabar ficando com ele, agora o que me surpreendeu foi Clara estar com Luca, realmente eu não esperava mais estava feliz por isso. – Parecia que as vezes isso ficava pior, pois eu queria estar lá vivendo estes momentos mais não podia, por dois motivos: 1º Apesar de nunca mais saber nenhuma noticia de ninguém do clã da Valaquia, nem Edgard, nem Isack, eu ainda tinha muito medo pela minha família e a falsa Manuela, tinha poderes para defende-los coisa que estava me adaptando, 2º as vezes me dava uma vontade enorme de sugar sangue humano – lembro-me que uma vez quase matei Daniel, pois tínhamos cochilado em um dos morros perto de casa e seu pescoço me atraiu, mas antes ele acordou e me ajudou a me controlar, fiquei com muita vergonha mais ele estava preparado para tudo como dizia – mais sozinha com minha família do Brasil eu não sei se conseguiria me controlar com tanto sangue.
Passavam-se dia após dia, semana após semana mais uma coisa que não saia da minha cabeça era Ele, Isack – no começo achei que o tempo curava tudo, mas depois percebi que esse ditado não serviria para mim, toda noite eu sonhava com Isack, os dias eu sempre pensava nele,mesmo ele estando com Elizabeth, até às vezes, quando estava com Daniel, o que deixava-o triste, mais eu não poderia controlar meu coração como conseguia controlar meus poderes? A imagem dele não era mais tão clara como antigamente, agora só sua voz estava em minha mente, mas aquele retrato que guardei em uma caixinha me mostrava como era seus traços, tudo, até seu sorriso, mais tentava não ver esse retrato, para ver se isso me ajudava mais nada, acho que estava precisando era sair um pouco daquele ambiente, eu tinha acabo ensino médio em casa com professores particulares – o que foi bem chato – e estava apta com meus poderes, descobri-los pouco a pouco, o primeiro foi o de usar minha mente que tinha descoberto no Brasil, depois foi a agilidade, hoje consigo correr até mais rápido do que o Daniel – ele diz que me deixa ganhar mais não sei não – depois o de controlar a mente das pessoas, fazendo o que digam o que Eu quero, e por ultimo descobri que fica invisível quando queria, era muito legal, vê as pessoas e elas não poderem ver você – quando descobri esse, lembro-me que estava dormindo e levantei para ir no banheiro, mas assim que não vi meu rosto quase morri deu um grito tão alto que as todos vieram me ver, como não dormiam chegaram em instantes, esse foi o ultimo ainda bem, tem seis meses que não surgiu mais nenhum, o quanto mais queria ser normal sou anormal, mas pelos menos sei controlá-los agora.
Agora a parte mais difícil, convencer meus pais a me deixar estudar paisagismo na capital da Romênia, pois na Transilvânia não tinha o meu curso, em Bucareste.
Eu tinha pesquisado muito, sobre a cidade, pois o meu limite era Transilvânia sempre, Bucareste era parecia com Nova York, em parte e população mais com lindas paisagens sul-americanas. Eu estava decidida e ninguém iria me impedir, nem Daniel que era com que mais me preocupava essa atitude.

- Ei Manu, o que faz ai no escritório sozinha? – perguntou Nina

Nina era minha melhor amiga aqui agora, ela era humana, mas sempre estudou sobre criaturas como vampiros, até que um dia quase foi mordida por um do clã de Edgard, mas Daniel estava por perto e a salvou de ser uma vampira – que para ele, era um carma, dependendo – depois disso, Nina não contou o segredo para ninguém, pois se ela contasse... Bom, ela seria morta... Nossa essa era uma regra que servia para todos os vampiros até os bons, como minha família, mas que não me agradava em nada, mas parecia que a anormal era Nina que adora essa vida, e não eu. As vezes era difícil ficar perto dela com tanto sangue que circulava em seu corpo, mas estava aprendendo a me controlar.

-Pensando – disse se levantando da cadeira de meu pai
-Não pense... Haja! – brincou ela com um sotaque engraçado português
-Iai decidiu se vai comigo para Bucareste? – perguntou ela me olhando com seus olhos castanhos claros
-Sim, vou, acho que preciso sair um pouco daqui, mesmo que não seja prisioneira me sinto um pouco as vezes... tendo limites – confessei a ela
-Ai amiga! Você vai amar! A cidade é maravilhosa, tem vários gatos lindo lá, e lá podemos alugar alguma casa ou apartamento – dizia ela animada
- Mas e seus pais? – perguntei, porque sabia a reação dos meus...
-Aaaaa eles não ligam, relaxa – toda vez tocava no assunto da sua família ela desviava
-Mas os meus – disse me jogando em um sofá branco que havia lá
- As aulas estão marcadas para começar daqui uma semana, e já estamos inscritas no curso – lembrou-me ela, foi muito difícil esconder esse pensamento de Daniel
-Tem razão – era uma coisa que queria fazer, se bem que antes eu amava assistência social, mas plantas, era a minha paixão – O Daniel...
-Esquece o Daniel Manu! - disse ela com raiva, não sei por que ela não gostava de Daniel, e Daniel, não conseguia de jeito nenhum ler sua mente.
-Não é assim tão fácil. Como você pensa Nina! - o Daniel era muito especial para mim...
- Bom acho melhor você ir falar com seus pais antes que o Daniel chegue – disse ela torcendo o nariz
- Tem razão, prefiro falar com eles primeiro.


Era muito estranho ver que o tempo não tinha controle da sua aparência quando você era uma dividida ,ou uma vampira, eu não mudei nada desde dos meus 17, parece que o tempo parou, enquanto isso, a única coisa que mudou, foi meu cabelo castanho estar um pouco mais claro nas pontas por causa do sol, do ultimo verão, mas meu rosto esta como se estivesse ainda na Escola Albert Aisten, e não como quase 20 anos, eu estava com certa mais madura, mas... os defeitos e as qualidade são muito difíceis de mudar em um vampiro.
Meus pais, então estavam como se tivesse seus vinte e pouco anos, e não com décadas e décadas de vida, agora estava mais fácil chamá-los assim, me apeguei muito com eles, mas nunca esquecendo a Glaucia e o João. Meu pai estava em uma reunião com alguns membros do parlamento – e Daniel como sempre estava com ele – Entrei e perguntei se meu pai tinha uns minutinhos para conversar comigo, Daniel me olhou com dois pontos de interrogações em seus olhos, e pensei : “ Depois converso com você”, meu pai na hora me acompanhou, pois nunca tinha interrompido nada, e viu que era urgente, minha mãe já me esperava em meu quarto, já tinha comentado algo ontem com ela, e ela sabia que queria falar com eles.

-Desculpa interromper você pai – disse assim que cheguei em meu quarto
-Clara que não! Não se preocupe – disse ele com se Eu fosse o mais importante
-Mas o que é tão importante filha? – quis saber minha mãe
-Olha, eu me sinto muito feliz aqui com vocês, neste castelo, com tudo, mas sinto muita saudade da minha família no Brasil, mas entendo que hoje... agora eu to quase podendo vê-los, só preciso de um tempinho... Mas enquanto isso, eu queria ser um pouco mais mortal.
-Mortal como assim? – perguntou minha mãe
- Quero ir para a Universidade em Bucareste. – disse sem fazer rodeios, pois não adiantava nada, ficar enrolando
-Não tem necessidade, filha, contratamos o professor de paisagismo que você quer, e terá as aulas aqui – disse minha mãe que não queria me ver longe dela
-Eu sei, mas sinto falta de ver gente, apressada, normal, correndo, estudando, fazer amigos... – era essa minha necessidade – EU sei que vocês querem meu melhor, mas tenho 19 e sei que querem o meu melhor, mas acho que sei me defender. Vou para Bucareste, fazer faculdade de paisagismo lá. – conclui
- Filha... – minha mãe estava desesperadas, pois tinha muito médio de alguém descobrir algo sobre minha verdadeira origem, ou Edgard...
-Calma meu amor – disse meu pai, a abraçando, eu adiava ver Anelisse assim, ela era tão sentimental ... – Temos que respeitar a vontade da Manu, se ela quer ir, tem direito – meu pai era mais concordante comigo e nem usava meus poderes com ele – Ela é uma mulher e já sabe o que quer... Só acho que devo mandar alguém que fiquei perto de você para caso alguém de Edgard descubra.
-Mãe, eu aprendi muito com esse tempo que tive aqui, não tenho mais medo de Edgard e ninguém de seu clã, sei Me defender, mas se quiserem mandar alguém, tudo bem, mas que fique bem despercebido, pois não sou filha de presidente nem nada - tentei brincar mais minha mãe estava triste – Venho todo fim de semana – prometi a ela
-Se você e seu pai acham seguro... – disse minha mãe se rendendo a minha vontade
-Otimo! – disse sorridente
-Vai você e a Nina? – perguntou meu pai
-Sim, ela vai comigo – há Nina esta muito empolgada por isso
- E o Daniel, já sabe disso? – perguntou a minha mãe
-Não – disse, pensando como dizer isso para ele
-Ele vai ficar acabado... – comentou minha mãe
- Eu sei mãe, mas ele é meu melhor amigo e tem que entender – disse
-Manu, ele te ama! – afirmou minha mãe – Ele é louco por você, e com um tempo para cá, pensei que vocês estavam até juntos...
-Não – era complicado falar disso, pois sentia vontade de ficar com ele quando estávamos perto, mas... depois uma dor vinha e a imagem Dele aparecia das sombras...
- Acho melhor você falar com ele o mais rápido possível querida – disse meu pai – Bom,vou voltar para a reunião e dizer a Daniel que quer falar com ele, pode ser?
-Pode – meu pai, gostava de resolver tudo na hora, coisa que eu era bem enrolada... E logo ele saiu e me deixou com minha mãe
- Ai mãe, ele vai me odiar agora! – disse a abraçando PIS sabia que Daniel iria se chatear muito comigo, pois lembro que uma vez disseque iria ir estudar fora, e ele disse que eu estava o abandonando... E ver Daniel triste me cortava o coração, era pior que ver minha mãe triste ele era muito importante para mim
-Calma, Manu, ele vai te entender, ele tem que entender, se ele a amar vai te entender – tentou minha mãe me consolar

Não deu cinco minutos e ele chegou, o sorriso dele iluminada meu quarto e meu coração toda vez que o via. E isso era fantástico.

-Oi – disse ele ao me ver ler e sorriu
-Bom, acho que eu vou ver como andam as coisas com Nina, licença – falou minha mãe, mas os olhos dele eram tão penetrantes que não me soltavam...
-Então o que era de “tão importante” – brincou ele – que você queria falar ?
-A... – desviando os meus olhos de seus olhos esmeralda - É que eu te adoro – disse desistindo de falar a verdade, eu adora ele, e não conseguia o fazê-lo sofrer.Nunca.
- Certeza? – perguntou ele pegando minha mão – já que aprendeu a não deixar eu ler sua mente quando quer – disse fazendo biquinho
-Ai Daniel seu bobo – disse o abraçando – Era só que eu queria saber se vamos ir naquele lugar que você não me leva a meses hoje? – perguntei, pois ele tinha prometido que me levaria em um lugar lindo que só ele sabia onde ficava, pois tinha que me contar algo importante
-Clara, sim senhora! – disse ele me olhando profundamente – Mas acho que posso fazer isso agora mesmo, disse mando eu fechar os meus olhos
-O que seu maluco? O que você vai fazer? – perguntei de olhos fechando rindo dessa cena
-Shiiiiiii não fala nada só ouve e abre os olhos quando pedi, ok? – disse ele checando se meus olhos estavam tampados mesmo.
-Tudo bem Daniel – disse curiosa, senti ele pegando minha mão e a beijando depois só ouvi - “ Casa comigo?” – abri os olhos imediatamente e vi um anel indo em sua mãe a ponto de entrar em meu dedo
-O que? – perguntei sem reação
-Eu te amo, desde o primeiro dia que a vi, acho que você foi me ganhando as pouco nestes dois anos, eu sei que você ainda gosta Dele – disse ele torcendo seu nariz – mas Eu sei que irei te conquistar assim como você me conquistou Manu, eu sei que já gosta de mim e pro amor é um pulo, não é? – brincou ele e continuou – Casa comigo, eu te farei a mulher mais feliz do mundo

Eu queria responder algo mais minha voz não saia de jeito nenhum, ele tinha me pegada de surpresa, se bem que de um tempo para eu estava bem mais próxima dele, e ele de mim, mas nunca pensei que ele queria algo assim comigo sabendo que eu ... Ainda gostava... Não! Não! Estava na hora de virar a pagina de uma vez por todas! Isso!

- Aceito – disse sorrindo para ele, ele era meu melhor amigo, amar ele iria ser fácil, claro!
- Vou fazer de tudo para te fazer a mulher mais feliz desde mundo – disse ele me beijando, foi a primeira vez que o beijei em todo este tempo, até tive oportunidade mas nunca deixei, estava muito isolada, com meu coração, mas seu beijo era leve, suava, e com muito carinho era bem diferente de todos os outros... Parecia que o carinho reinava em seus lábios que se movimentavam de acordo com os meus.
-Ualll – disse ele depois de nosso lábios selarem esse compromisso
-Então não beijo mal? – perguntei
-Claro que não, muito melhor do que eu sonhava – dizia ele passando a mão em meus cabelos – Como você me fez o homem mais feliz do mundo agora ...
-Que bom que eu o faço feliz – disse encantada por sua felicidade
-Mas nem tudo que é bom dura muito..., vou ter que ir agora, teve um problema que só eu posso resolver – disse ele com raiva mais antes me deu um outro beijo, que me levou nas nuvens
-Tchau – disse ele sem querer me soltar
-Tchau – disse sorrindo para ele

É engraçado que em questão de segundos, sua vida muda novamente, eu era “noiva” agora, como essa palavra pesava ainda, mas eu estava feliz por isso, ele me amava e eu iria amá-lo, eu sei, que não amaria o Daniel? Era impossível! Nossa, eu estava boba olhando aquele anel de noivado no meu dedo, era lindo, perfeito e as esmeraldas que haviam me lembrava seus olhos... Eu fiquei o observando durante horas e horas, acho que todos sabiam da noticia, ao anoitecer ouvi a Nina gritando na minha porta mais ainda estava em transe.

-Espera, já vou abrir- disse me levantando
-Noiva? Como noiva? – disse ele com muita raiva
-Simples, ele me pediu em casamento e eu aceitei – disse como tinha acontecido – Mas o porque dessa raiva?
-E agora como vamos para Bucareste? – falou ela
-Eu vou, eu prometi mas tenho que ver um jeito de falar isso para o Daniel ... – disse tentando pensar em algo
-Acho que não precisa.... – disse Nina ao olhar para a porta
-Daniel - ele tinha ouvido tudo
-Eu te pedindo em casamento enquanto você querendo ir embora daqui... – disse ele parecendo se arrepender daquilo
-Eu aceitei – eu dizia a ele
-Mas vai embora – dizia ela com raiva
-Só é durante a semana – falava, explicava mas nada
-Bucareste, fica bem perto da Valaquia sabia? Se aquele desgraçado chegar perto de você – tudo no meu quarto tremia por causa da raiva de Daniel, eu o Mato! Eu o Mato! Manuela

Disse ele saindo pela chuva da noite, indo para bem longe do castelo, e agora? O que eu faria? Ou melhor o que ele iria fazer?

Desculpe-me a demora, logo postarei o 18 esta semanaque vira!!

3 comentários:

  1. Meeu chapeu
    ta super hiper mega ultra perfeito isso aki
    to boba de tao linda que ta essa historia, ate que capitulo que vai a historia nay?
    parebens é impossivel naum se apaixonar por essa historia to amando

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