segunda-feira, 19 de julho de 2010



Capitulo 3

Que Novo Sentimento é Esse?

Meu corpo estava totalmente preso ao chão – paralisada completamente – eu não sabia se ele tinha sugado o sangue daquela pobre garota, ou iria começar naquele instante, os dentes dele brilhavam de uma maneira surreal, e seus olhos estavam rubis como os do homem do sonho. Eu não sabia se corria daquele lugar e deixava-o matar a menina ou se tentava fazer algo para impedi-lo – se isso fosse possível -, nessa minha indecisão foi aqui que ele percebeu a presença de alguém porque sem querer meu cadarço ficou preso numa poltrona de couro e o barulho surgiu –leve mais ele percebeu – e com isso eu ouvi um rugido saindo de seu peito e ele começou a procurar o causador – ou no caso – a causadora do barulho, e me viu, seus olhos ficaram penetrantes aos meus, como um poder de eu não conseguir tira-los de seu alcance, não sentia mais nada a não se o medo e o frio que vinha de dentro de mim.
Ele não esperava que alguém o visse fazendo isso pela cara de espanto que ele estava, mas eu estava lá, lentamente sem tirar os olhos de mim, soltou a menina no chão e começou a descer degrau por degrau ao meu encontro, nessa hora tentei correr e ir direto para a porta pedir socorro mas, antes de chegar lá, ele tinha fechado a porta em menos de dois segundos e estava frente a frente comigo, o meu grito não saia – e olha que eu tentava – eu sabia que um dia eu iria morrer não desse jeito, por um vampiro adolescente – o único movimento que ele fez foi colocar a mão na minha boca – como se fosse um modo de eu não gritar – mas ai , para o meu espanto ele se queimou tocando em mim – e isso fez ele se afastar alguns passos.
O rosto dele era de fúria, muita fúria, por eu ter o queimado – mais como eu tinha queimado ele? – essa era a minha pergunta, mas, parecia que Ele o Isack tinha a resposta .

-Você.... É você .... – dizia ele com uma voz baixa mais bem assustadora que fez com que eu tremesse mais ainda
-Eu? O que? – falava entre sussurros pois o medo era grande de mais
-A criatura que eu procuro que tenho que matar – falou cada palavra com uma tonelada de ódio em cada uma delas, como se “eu fosse o monstro”
- Você é um vampiro... – ele não me deixava escapar pois estava presos aos seus olhos – E você matou a menina – aquilo para mim parecia uma historia de terror, e infelizmente eu era a protagonista
-Claro que sou – disse isso e logo deu um sorriso e mostrou os dentes para mim – E estou com fome, muita fome, pena que você não me deixou saborear meu jantar – olhando para a menina que deveria estar desmaiada
-Me deixa ir embora – eu pedia
-Minha mao vai ficar cicatrizada por causa de Você – Olhando a queimadura que parecia de 3º grau
-Eu não posso ter feito isso Isack, me desculpa se eu fiz – num sei como – mas não me mata! – eu adorava minha vida, e não queria morrer assim, sendo janta de alguém
- Já não bastava ter um motivo pra ti matar, agora tenho dois! – seus olhos rubis estavam soltando fogo para cima de mim, eu iria morrer, e por ter visto coisa de mais.
-Você não tem o direito de tirar a vida de pessoas sabia!? – eu estava com medo mas estava revoltada por ele ter matado uma pessoa.
-É a lei da sobrevivência Manuela – aproximando-se para me morder e sugar meu sangue , ficamos frente a frente os seus dentes já estavam prestes a chegar ao meu pescoço...
-Porque ontem você não me matou então? – Perguntei de olhos fechados , minha ultima pergunta antes de morrer, percebi que logo que fiz esta pergunta ele se afastou e me encarou sem me tocar novamente.
-Eu... – fechando os olhos, e tentando manter o controle pra me responde imaginei – Estava sobre controle ontem, alimentado – disse dando um meio sorriso – mas hoje estou fraco precisando de energia.
-Mais as pessoas não têm culpa disso... Quer dizer, tem que ter outro jeito de você se alimentar – eu estava conversando com um vampiro, meu Deus, nunca me imaginei nesta situação
-Não, não tem – disse abrindo os olhos e me fitando
-VocÊ não é do mal, eu sei, eu vi isso ontem, tirando o jeito que você quase me matou - dando um riso, não sei como mas, me senti bem aquela hora
-Eu to muito fraco, eu preciso de sangue – saindo de perto de mim, indo em direção ao palco, ficando de costas para mim – vai embora – disse gritando – antes que... – a frase foi cortando com muita dificuldade
-Eu quero te ajudar – era loucura, mas estava com pena daquele garoto, ele me encantava de uma forma diferente de todas, e eu precisava fazer alguma coisa por ele, mesmo ele sendo um vampiro
-Você me ajuda... Saindo de perto de mim, eu já vou estar muito encrencado de não ter feito isso na primeira oportunidade que eu tive... Então, Vai embora Manuela! – eu sentia a força que ele lutava pra fazer aquilo, e sai


Sai correndo pelo corredor, sem para até chegar ao pátio central e fui me acalmando aos poucos, e senti a minha pele ficar mais quente com o passar do tempo e a respiração ficar regular novamente.
Não eu só poderia esta sonhando, ou melhor, tendo um pessadelo, um vampiro na minha escola, e ainda por cima querendo me matar – ele iria vim atrás de mim, pois eu tinha visto tudo aquilo, a cena, tudo – mas porque ele desistiu de me matar? Bom era um lugar perfeito sem testemunhas, mas, ele tinha me dado a “liberdade” de ir embora. E ficar fraco sem forças, mas e a menina – ela deveria estar no 1º ano – ele tinha a matado de verdade ou era só um desmaio?
Aquele Isack era diferente daquele do Parque, o educado, sorridente, esse não, era frio, irracional um animal humano atrás de suas presas – me arrepiava só de pensar – mas parecia que eu conhecia ele de algum lugar, que não era a primeira vez que eu tinha visto ele, e aquele sentimento estranho que parecia que a dor dele era minha dor? Eu não conseguia abandona-lo, tive que processar rápido se não estaria morta agora.
Era estranho eu amava o Luca mais era uma coisa diferente do que eu sentia pelo Luca, eu estava muito confusa com tantas descobertas num dia só – e olha que era só o primeiro dia de aula.

-Quer alguma coisa Sta. Manuela? – disse uma moça educada da cantina que me via só na mesa
-Não obrigada, eu estou bem – sendo educada com ela, mesmo não se desconectando dos meus pensamentos
-Então, já vou, com licença. – retirando-se
-Espera! – eu não ia fazer isso, mas tinha que fazer – Quantos minutos faltam pra a troca de aula?
-Bom uns 10 minutos – olhando em seu relógio
-Obrigada – sai correndo, e eu não me entendia, eu estava maluco só podia, porque minhas pernas estavam me levando de volta para a sala de projeção, e eu podia morrer, mas, não queria saber disso só queria ver se o Isack estava lá ainda, não sei porque mas isso me preocupava. A porta estava fechada, pensei muito antes de abri-la pois eu poderia morrer naquele exato momento – uma vez era sorte duas era muita sorte, e realmente eu não iria ter isso, vindo de um vampiro.
Então a abri, a sala estava sem nada, sem ninguém dentro dela vazia, a menina também não se encontrava lá, parecia que nada tinha acontecido naquele lugar, ou melhor que eu sonhei com tudo aquilo, eu chamei “Isack” Isack” mas nada, eu queria ajuda-lo eu queria tentar fazer algo por ele mesmo ele querendo me matar, o motivo era desconhecido mas o que me intrigava era o que um vampiro que mora na Ásia veio procurar em São Paulo.
Logo o sinal tocou e eu voltei para o pátio, assim que eu comecei a ver pessoas circulando pelo pátio, avistei o Luca, - pela cara que ele fez parecia preocupado-, e a Clara e a Bi estavam juntos fora os outros amigos do Luca o Miguel e o Plínio que era da mesma sala que a gente, assim que ele me viu, seu rosto ficou puro sorriso e lindo de novo como sempre, e corri para abraça-lo

-Que foi Meu amor? – quis saber ele, com o gesto inesperado
- Me abraça! Me abraça forte – era tão bom senti o calor dele, era com se ele me passasse a segurança que as vezes me faltava
-Manu esta tudo bem? – quis saber a Clara, vendo aquela minha atitude
-Sim – me recompondo depois de um minuto – Só estava com saudade do Luca – dando um beijo nele
-Hum... Então quero que você sinta saudade sempre heim amor – me beijando carinhosamente na testa
-O amor é lindo – a Bianca fazia graça com a frase
- Ô Manu porque você saiu correndo da sala? – o Plínio perguntou
-Eu... Tava passando mal, e quis vomitar, só isso – explicando
-Cuidado que depois de nove meses você vê o resultado heim – a Bianca disse tirando onda
-Hahaha Bianca, não tem nada a ver com isso, só estava meio indisposta
-Iai Bi vai aceitar meu convite?- Quis saber o Miguel, enquanto caminhávamos para a próxima aula.
-Que convite? Eu fiquei curiosa – eu disse com muita curiosidade será que esse ano o Miguel iria conseguir algo
-Vai Bianca faz um tempão que eu estou te convidando para sair comigo – a carinha dele era de cão pidão
-Se eu for você para de me encher? – disse a Bi de má vontade
-Isso é um encontro? – zuou o Luca
-Uma saída e só Miguel – disse a Bianca entrando e sentando na sua carteira
-O amor é lindo – eu disse passando por ela, pagando com a mesma moeda, ou melhor com a mesma piada.

O resto do dia passou assim com todos os meus amigos, matando a saudade das férias, todos dizendo o que fizeram e tal, mas as vezes eu ficava perdida no meu subconsciente, alguém tinha que me chamar a atenção, tivemos ainda algumas aulas mas bem mais curtas por era o primeiro dia então nada de muito importante.
Mais um nome sempre me fazia tremer, quando os professores chamavam o nome Isack, eu sentia meio que um aperto dentro de mim, que as vezes o Luca notava, e me perguntava se eu estava com algum problema e eu dizia que não, mas sim, eu tinha que vê-lo novamente, será que ele tinha desistido da escola, ou melhor do seu objetivo aqui depois de tudo o que eu vi. Eu queria perguntar muitas coisas para ele – mesmo sabendo que isso era muito arriscado, mas eu sentia que ele tinha muito a me falar.
Na saída da escola, umas pessoas entregavam uns panfletos que dizia:

Primeiro Baile de Boas Vindas aos Alunos

Tema : Mascaras
Será no dia 15 de fevereiro de 2010,

Próximo sábado
Traje Social
PS: Não esqueça a mascara, pois ela será fundamental



-Um “baile”? Que palavrinha mais velha – disse Bianca ao pegar o panfleto
-É realmente não se usa mais essas palavras... Mas eu gosto da palavra Baile acho meio “realeza” – retrucou Clara
-Tua cara Clara, brega e sem sal – Bianca disse pra Clara
-Olha Bianca... Se você é tão moderninha assim....
-Gente vamos parar, tá bem? – eu disse, eu não queria uma briga logo hoje, que tinha sido um dia tão conturbado, assim as duas se ignoravam por um tempo mas logo elas se entendiam novamente
-Vocês vão? – disse o Miguel olhando para a Bianca, a pergunta era para todas mas ele queria a resposta da Bi.
-Bom, eu realmente não sei ainda, porque tenho que ver se vou treinar até tarde, mas, vou fazer o possível – disse o Luca que me abraçava e olhava bem o panfleto
- Eu nunca fui numa festa assim de mascaras, acho que vai ser muito legal, se todos forem eu vou! – disse a Clara animadíssima
-A eu também vou sim – o Plínio também estava dentro
-E você vai Manu? -quis saber a Clara
-Bom, eu ainda não sei – nem sabia se estaria viva depois de hoje muito menos no sábado a noite da semana que vem
-Manu, vamos fazer um esforcinho ok? - disse o Luca me abraçando quando eu estava preste a entrar no carro para ir para casa
-Sim, então vamos –eu disse e o beijei, um beijo de despedida

Eu adorava o beijo do Luca, era muito bom, notei que as meninas já haviam entrado no carro, e os meninos também já tinha ido esperar o Luca mais para frente, “ Eu Te Amo” foi a única coisa que ele me disse antes de me soltar – ele era tão carinhoso que as vezes me sentia muito gelada.

-Eu também Ti... – logo a minha frase foi interrompida por um susto, O Isack estava perto de uma moto, prata e muito bonita, importada pelo visto, de óculos escuros e com outra roupa, e me fitava, e parecia que estava ali havia um tempo, pois, mesmo com óculos escuros não tirava os olhos de mim. Eu comecei a tremer, e fiquei feliz em ele não ter sumido ao mesmo tempo eram dois sentimentos: medo e felicidade
-O que foi Manu? – quis saber o Luca seguindo meu olhar, e vendo o Isack , a cara que o Luca fazia não era de muitos amigos
-O que aquele cara ta ti olhando Manuela, você o conhece? – disse o Luca bravo
-Sim, o conheço, é da nossa sala se chama Isack
-Mas eu não vi hoje – é mesmo ele num tinha entrado hoje, ai eu e minha boca
-É amor mais eu o conheci no parque Ibirapuera, e ai ele disse que iria estudar aqui também – eu estava toda complicada, e o Luca o encarava, mas o Isack ria, parecia que ele nos ouvia até, coisa que não duvidava depois de hoje.
-Tá rindo do que meu irmão? – quis saber o Luca indo pra cima do Isack
-Não encosta em mim – disse o Isack com a fisionomia totalmente diferente de um sorriso para uma cara nervosa – Não deixa ele se aproximar Manuela
-Pelo amor de Deus Luca, vamos! – ai meu Deus o Luca iria morrer, eu o puxava mais ele não estava me dando atenção e vi que todos pararam para ver o briga
-Você acho que eu tenho medo desse fracote ai? – fazendo pouco caso d o Isack
-Você não sabe o que esta dizendo playboy – ria ele agora da piadinha do Luca, que para ele soava assim pelo visto
-O que você estava olhando para minha namorada? – quis saber ele, e eu o segurava
- Bom, o que todos olham a beleza dela, que é evidente – disse ele encostado na moto, e me olhando rindo, e eu sem graça e vermelha
- Olha, você não tem medo de morrer não? – disse o Luca muito nervoso, porque ele nunca usa um tipo de expressão deste modo, mas realmente eu temia pela vida dele e não do Isack
-Vamos Luca! – puxando ele, finalmente ele me ouviu e foi embora, eu o olhei até ele se encontrar com o Miguel e o Plínio, mas seus olhos não saíram dos do Isack até ele entrar no caro dele.

Bom, pelo menos ele tinha ido embora com os meninos, se o Isack não estivesse controlado iria ter um massacre aqui na porta do colégio, - todos estavam voltando a fazer suas coisas, já que a briga estava acabada – e eu estava indo em direção ao meu carro quando ouvi :
-Tchau Manuela, até amanha – disse o Isack a uns dez metros de mim, com um sorriso no rosto, e sem os óculos escuro – seus olhos estavam que nem os meus, e o rubi havia desaparecido
-Tchau – foi tudo o que consegui dizer, diante daquele gesto inesperado.

Pela primeira vez na minha vida, não sabia o que me esperava o amanhã.

Um comentário: