sexta-feira, 30 de julho de 2010

Capitulo 5 primeira parte

Capitulo 5

Perdita e Florizel


As outras aulas passaram muito lentas, não sei se era porque o Isack estava distante de mim, mesmo estando perto, ou porque eu não gostava mesmo de escola, mas acredito que era a primeira opção. Todos os meus outros amigos ficavam sempre me olhando, pois eu estava muito bem conversando com o Isack e nem me lembrava direito do Luca – eu gostava dele mais eu não sei o que acontecia quando o Isack cruzava meu caminho, era como se eu morasse em uma praia calma e viesse um tsunami com toda força e eu não sabia o quanto ela iria prejudicar a minha praia – eu sei que é uma estranha comparação mais é assim que me sentia.
No intervalo havia cartazes em todas as partes do Baile de Sábado e ainda estávamos na terça-feira, às meninas não paravam de falar de vestidos e mascaras, e os meninos em chamar as garotas que eles tinham vontade de chegar, mas faltavam pretextos, eu só ouvia a palavra “Baile de Mascaras” o dia inteiro porque até no banheiro tinha, e no refeitório então...
-Ai gente vocês estão vendo só falam no baile de sábado! – disse Clara ao sentar-se à mesa do refeitório toda animada
- Aff que palhaçada esses cartazes bregas espalhados que nem campanha eleitoral – comentou Bianca e os meninos só balançavam a cabeça
- Vai ser divertido eu ti prometo Bih – disse Miguel que estava super feliz por levar Bianca no baile depois de tantos foras
-Tomara se não eu volta para a minha casa no mesmo instante – disse Bianca já de mal humor
- Confie em mim – disse Miguel ao beijar sua mão
- Ai Miguel, que coisa mais cafona!- Bianca disse puxando sua mão
-E você Clara tem com quem ir? – quis saber Plínio, todo tímido
-Não – disse a Clara toda vermelha com os olhos baixos
-Que-quer ir comigo? – disse Plínio perguntando a ela
-Claro, muito obrigada por me convidar – Clara falou toda sem graça e vermelha, com todos olhando
-Ualll! Olha a CDF da Clara com o bonitão do Plínio , vão juntinhos – zuou a Bianca, os dois fazia mesmo um casal muito bonito, Plínio era muito inteligente também apesar de ser um dos caras mais populares do colégio ele era muito tímido em relação às mulheres e Clara era muito bonita e sua simplicidade encantava a todos
-Bianca! – todos disseram menos eu..., e todos viam que minha atenção estava voltada para outro lugar
-Manu, o que você tanto olha para aquela árvo... – vendo que a arvore era o que menos me chamava a atenção – Entendi – olhando o Isack sentado encostado no tronco da arvore com óculos escuros e com um livro nas mãos parecendo concentrado
-O Isack é um gato mesmo heim Manu, me passa um pouco desce doce seu – brincou Bianca comigo
-Só somos amigos Bianca só isso! Eu tenho namorado – é tinha mais estava ficando cada vez menos presente em minha mente
-Ele não gosta de você converse com o Isack, você sabe Manu – disse Plínio o braço esquerdo e direito do Luca
-Ele não é meu pai, e sim meu namorado, eu posso falar com quem eu quero Plínio – eu disse meio rude para Plínio
-Calma Manu, só estou falando, porque ele pediu para eu cuidar de você.. Só isso – retrucou ele para mim
-Eu sou bem grandinha para ter baba, assim que ele chegar vou ter uma conversa com ele – ele pensava que eu tinha quantos anos? 5? – Me desculpa pela grosseira Plínio – pegando na mão dele, ele não tinha culpa
-Ai que lindo! Que sena tocante –zuou Bianca – Mas iai você vai no Baile de Mascaras não é Manu? – quis saber Bianca
-Não sei... Pela minha mãe, eu já estava vestida rsrs, mas eu não estou muito animada – confessei ainda olhando pelo canto do olho o Isack que parecia concentrado no livro
- O meu vestido estava pensando em pedir pra sua mãe fazer.. o que acha? – perguntou Bianca
-Claro!- disse eu levantando da mesa – É... Gente eu já volto eu não demoro, acho que eu esqueci o meu livro de... –quando a gente quer mentir parece que todas as palavras somem – Geografia com o Isack – me virando para ir até ele, assim que eu virei em direção a ele ouvi cochichos atrás de mim, mas nem liguei e assim que olhei em direção a ele, ele olhou para mim no exato momento sorrindo e balançando a cabeça , mesmo com tantas pessoas no intervalo ele olhava fixamente para mim, como eu para ele.

-Livro de Geografia? – perguntou ele assim que eu sentei ao seu lado
-Foi o melhor que consegui – confessei meia sem graça olhando para o chão
-Péssima atriz você em Manuela – voltando seus olhos para o seu livro e rindo
-O que esta lendo? – quis saber tentando enxergar o titulo
-Chama-se “ Conto de Inverno”, me lembra muito minha vida, ou minha existência como preferir chamar – disse ele ao olhar para a capa que parecia ser antiga
-Willian Shakespeare, um verdadeiro poeta, eu adoro esse livro também, eu o li quando eu tinha 15 anos – me lembrei de ter ganhado do meu pai
-Conhece a historia? – olhou-me admirado com seus olhos mel iguais aos meus.
-Sim, Com ciúmes do amigo Polixeno, o rei Leonte mandou prender sua esposa, Hermíone. Na cadeia, ela teve uma filha que o rei abandonou. A menina, chamada Perdita, salvou-se e Hermíone morreu na prisão. Anos depois, o filho de Polixeno se apaixonou por Perdita, mas Polixeno foi contra o relacionamento com uma plebéia. Os jovens se refugiaram na corte de Leonte que reconheceu a filha perdida. Leonte arrependeu-se do passado e implorou perdão, revelando seu remorso pela morte de Hermíone. Hermíone reapareceu, revelando que ainda vivia. Perdita e Hermíone se reconciliaram com Leonte. Polixeno permitiu o casamento dos jovens e também se reconciliou com o velho amigo. – relembrei a historia que eu amava quando mais nova – É um lindo romance – disse eu olhando para o nada, mas percebia que ele me olhava – Só não entendi o porquê que parece com sua vida? – quis saber curiosa porque era um bom romance, será que ele já gostava de alguém...
- Eu prometo que te conto, mas não hoje... Mais antes de ir embora eu ti conto – disse ele me olhando docemente
-Embora? – eu disse sem conseguir esconder minha tristeza evidente
-Sim – disse ele para mim com a mesma tristeza só que nas palavras – Eu não posso ficar aqui, eu não posso fazer o que me pediram Manuela, então, eu tenho que ir embora e agüentar as conseqüências – disse batendo a cabeça na arvore de leve
-Eu vou te ajudar a fazer aquilo que você tem que fazer, eu não sei o que, mas, eu vou te ajudar - disse a ele com os olhos cheios de lagrimas, ele não podia ir embora, eu já sentia meu coração menor só com aquele idéia
-Você está... Chorando? – perguntou ele parecendo emocionado vendo uma lagrima cair dos meus olhos
-Eu sou uma boba não é? – disse eu limpando a lagrima
-Você esta chorando por mim? – ele quis procurando meu olhar que desviava do dele
- Isack... – eu disse sem jeito, com aquela sena que eu tinha acabo de fazer, nem pelo o Luca eu fiquei assim em 3 anos de namoro e agora por um vampiro eu ficava ... – O livro! – disse eu olhando em suas mãos – Quem você se caracteriza no livro? Você não me disse – mudando de assunto, limpando as lagrimas que ele ainda olhava fascinado
-Eu falo, se você não chorar, faz tempo que eu não vejo ninguém chorar, então é uma nova coisa pra mim, me desculpa – disse ele sem graça
-Eu que ti peço desculpa por ser tão manteiga derretida – disse sem graça – mas me fala com quem você se caracteriza?
-Bom se isso vai fazer você parar de chorar eu falo – disse ele rindo para mim – Com o filho de Polixeno, Florizel
-Florizel? – pelo o que eu me lembro ele tinha se apaixonado por Perdita, mas seu pai era contra por ela ser pobre até que descobri que era uma princesa e tudo. – Posso ti perguntar o por quê?
-Um dia te explico, alias você vai saber antes deu partir, eu prometo, não vai ser justo eu ir sem te falar – disse ele folheando o livro, com uma cara sem expressão, o pior era que toda vez que ele falava que ia embora me dava uma louca vontade de chorar com se fosse perder alguém especial
- Eu gosto da Perdita, ela é bem valente, não sei se teria toda a coragem dela, mas a admiro mais que a Julieta, pois apesar de não ser tão dramático que nem Romeu e Julieta eu gosto de “Conto de Inverno” – disse sem emoção olhando o livro igual a ele
-Eu não sabia que minha partida mexeria tanto com você... – disse ele entrando em outro assunto que me machucava como punhais
- Eu também não ... – disse eu levantando para ir embora já que era o ultimo horário
-Eu fico feliz e triste com isso sabia – disse ele se levantando primeiro que eu pegando meu fichário para mim do chão.
-Por que? – disse eu já com os olhos cheios de lagrimas novamente
- Triste porque eu me sinto muito mal te vendo triste assim, parece que eu sinto uma dor no coração mesmo o meu tendo parado de bater a séculos, e feliz porque você gosta de mim, um pouco, mesmo depois de tudo...
- Eu... – eu não sabia o que dizer eu queria o abraçar, eu poderia nunca mais vê-lo daqui uns dias ou até hoje mesmo, tocá-lo acariciá-lo... E via o mesmo em seus belos olhos tristes como os meus
-Manu vamos! – ouvi alguém me gritando
-Tchau – eu disse de cabeça baixa e me virando para as escadas que davam até o portão central

Eu nem vi se ele estava parado lá no mesmo lugar ou tinha ido embora, só sabia que eu não estava bem, parecia que uma parte de mim estava destruída, mas o pior o dia ainda não tinha acabado havia o ulustrissimo jantar do meu pai.



Gente o cap 5 ainda não acabou mais só poderei postar Quarta Feira! Desculpem !! Mas vai ser 10 vezes melhor prometo!!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. ' Amoor quando vôs vaii postar o restoo ??
    Vos disse que ia poostar quartaa a noiite e não postou !

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