Capitulo 2
Uma Descoberta
Cada passo que dava a neblina ficava maior... e maior... eu queria sair correndo mais não conseguia minhas pernas elas estavam paralisadas – pareciam que estavam presas sobre a terra daquele lugar estranho que eu estava, eu realmente não conhecia aquele lugar, não era familiar, mas desta vez eu ouvia um choro bem forte um choro de uma criança – ela chorava tão alto que o choro tomou posse do lugar inteiro-, e eu andava e andava mais ninguém aparecia até que... Eu vi o bebe, era lindo bem branquinho e com os olhos bem grandes e a boca bem rosada – mesmo chorando era o bebe mais lindo que eu já tinha visto até hoje – mas ele parecia estar desesperado porque o homem que o estava segurando não era o mesmo da outra vez com a mulher, parecia mais um guarda medieval pela roupa, e o pegava com umas luvas estranhas – parecia que não queria tocar na pele do bebe não sei por que, mas ele estava com um sorriso maligno nos lábios olhando para o pobre bebe, o homem andava bem rápido mais eu conseguia acompanhá-lo porem toda vez que eu o tocava era como se eu fosse invisível aos olhos dele, porque eu tentava pegar o bebe mas nada funcionava, eu estava desesperada com aquele situação, parecia que o bebe sabia o que iria acontecer com ele, porque haviam tantas lagrimas que eu chorava também. Até que a coisa mais impressionante aconteceu, o homem parou e o bebe o bebe começou a chorar mais e mais, - o que aquele monstro iria fazer com o pobre bebe? - dois dentes daquele homem começou a crescer, igual a de um vampiro e seus olhos estavam vermelhos como rubi e eu não via mais a alma daquele pessoa só o desejo pelo bebe, pela aquele simples criaturinha indefesa que estava em seus braços até que ele ia morder o pescoço do bebe...
-Pára Pará, pelo amor de Deus pára! – eu gritava alto, sem poder fazer nada
-Manuela? Manuela olha para mim Manuela – eu ouvia alguém me chaqualhando
-É sou um bebe!- continuava gritando, eu conseguia sentir cada lagrima saindo dos meus olhos e o desespero da cada uma delas
-Que bebe? – a pessoa me dizia agoniada com minha situação
-Salva ele... Eu tenho que salva-lo – não poderia deixar aquele mostro machucar o bebe
-Manuela – a pessoa gritava- Abra os olhos!
-Salva ele! – eu não conseguia voltar para o meu corpo real, e o homem aproximava-se mais e mais do pescocinho do neném...
-NÂO! – gritei abrindo os olhos com tanta rapidez que minha visão ficou embasada por um bom tempo
-Manu? Manu? –a voz era da Pepa e ela estava muito preocupada comigo, pela cara que ela fazia. – O que aconteceu? Que bebe era esse?
-Eu... – estava perdida, notei que meu corpo estava bem gelado, e suada, muito suada, mais meus olhos estavam inchados de tantas lagrimas que haviam se escorrido. – Não sei... – as lagrimas elas voltaram a encher meus olhos e não conseguia parar de chorar
-Manuela calma, pelo amor de Deus acalme-se – pudia ver o desespero no rosto dela e não conseguia voltar no meu estado normal. E ela me abraçou. –Passou, passou Manu, era só um pesadelo – beijando meus cabelos.
-Um sonho... – falava entre os soluços – Só um sonho... Mas a criança era tão real – a olhando nos olhos - e ela ia morrer , por um ....
-Um o que? – querendo me compreender, mas as palavras saiam sem sentido para ela
-Nada – era muita doidera falar de vampiros, era só um sonho bobo, parecia real mas era só um sonho.
-Vai pra escola ainda? – acho que ela estava muito preocupada com minha fisionomia porque pela voz dela não era uma boa idéia
-Sim, Claro, tenho que ir... – levantando para ir direto para o banheiro
-Tem certeza que esta melhor? – preocupada com tudo o que tinha visto
-Sim – mostrando um sorriso forçado - Um sonho... Pesadelo mais nada
-Qualquer coisa me chama ta?
-Claro e Obrigada Pepa.
-De nada meu amor – me dando aquele abraço que só ela sabia
Logo que entrei no banheiro, aquela imagem não saia da minha cabeça, o bebe chorando e o homem querendo morde-lo com os dentes de vampiro, meus olhos estavam mel, porque eu estava muito nervosa até tremendo ainda, no espelho via meu rosto destroçado de preocupação – Mas por quê? – era só um sonho repetia a mim mesma, a água estava bem quentinha, mas meu corpo estava gelado – deveria ser pelo susto – tentei relaxar o Maximo no banho e assim que sair fui colocar o uniforme da escola que nunca mudava – com aquele saia pregada azul marinho e blusa social branca com tirar na saia para colocar nos braços, e o tênis branco e no blazer azul marinho o lindo nome da escola “Albert Aisten”- isso era Como se nós fossemos os bonequinhos daquele escola, e parecia até comercia de margarina, todos lindinho, e muito fúteis, por mim eu estudaria em uma escola publica mas isso era doidera para minha mãe , então... Depois do banho meus olhos desincharam, e o meu rosto voltou ao normal, mas minha mente ainda estava muito perturbada, logo que acabei de me arrumar fui tomar café.
Desta vez sentei-me à mesa sem dizer nada, a minha família não estava toda reunida, só havia eu e meus irmãos pois meus pais já tinham ido para o trabalho.
-Bom dia Piralha - disse o Tales tentando me tirar do serio como sempre
-Bom dia – minha cabeça vagava... e eu nem liguei para ele
-Você esta bem? – arregalando os olhos para mim, com aquela atitude inesperada que tive
-Sim, só estou cansada... -mexendo nos meus cereais
-Graças a Deus que não preciso mais colocar esse uniforme horrível – olhando para mim e o Diogo
-Tomara que você não desista do curso no meio do semestre sempre começa e nunca termina nada – tentando se animar de alguma forma mas nada, as palavras saiam automaticamente
-Ô Manuela eu sei o que quero ouviu... – eu nem ligava para aquele idiota - Seus olhos hoje estão claros de novo? – tentando enxergá-los
-É – baixando a cabeça
– Isso é muito estranho garota, toda vez que você fica nervosa isso acontece... Já passou num oftalmologista?
-Já .. ele disse que não é nada... Que é do meu organismo...
-Por que os gritos de hoje? Sonhou que o Luca estava te traindo? – tirando onda com minha cara
-Não, e isso não o interessa. –levantado da mesa, pegando minha mochila e o deixando lá na mesa, com o Diogo que iria depois pra escola em outro horário
Sai da minha casa bem rápido não estava a fim de aturar nada vindo do Tales hoje, então... sentei no batente que tinha na porta, esperando a Clara acabar de se arrumar porque ainda era cedo.
“Nossa ontem caio o maior pé d’água, tomara que hoje não aconteça novamente...”
Essa frase veia na minha cabeça – mas não era uma frase formulada por mim, parecia que meu cérebro tinha captado isso em algum lugar, até que vi o motorista olhando para o ceu meio cinzento.
-Você disse algo? – quis saber
-Não senhorita Manuela – me respondendo formalmente
-Não, eu ouvi – eu não estava ficando loca, agora
-Juro que não
-Você disse sobre chuva mais tarde não foi? - eu ouvi
-Não ... Só se pensei alto mas...
-Ontem... choveu não é? – a pergunta era idiota, mas eu tinha lembrado do menino, do Isack, ele tinha dito que iria chover
-É ... Sim – achando minha pergunta meio idiota
-Mas não deu nada na TV, pelo que me lembro, disse que o tempo iria ficar, nebuloso o resto do dia – como ele sabia se nem os meteorologistas sabiam?
-Acho que São Pedro decidiu desafiá-los ontem... – fazendo uma piada com a situação
-É ... tem razão... – era só conciedencia, como aquele cara maluco saberia que ia chover? Sem ver o jornal do tempo?
Abaixei novamente minha cabeça, e tentei se acalmar mais, porque ainda tremia, e os meus olhos ainda estavam mel, mas da onde havia surgido aquela frase ? – eu devo estar ficando maluca não é possível... E aquele cara maluco como ele sabia que iria chover? – ele não tinha muita cara de assistir TV, estava deitado no meio da mata... Só se ele sentiu o cheiro pela mata... E o sonho ? – nunca havia chorando por um sonho que nem eu chorei, como se eu estivesse na sena, como se eu fosse parte daquele cenário...
-Bom dia Manu!
-Bom dia – disse a Clara que estava já arrumada para irmos para o sacrifício
-Que cara é essa? – quis saber, vendo meu rosto meio diferente
-Nada, só estou triste por ter que voltar a estudar – disse entrando no carro
-O dia vai ser ótimo você vai ver – disse ela sorridente
-Tomara – nada animada
Chegamos ainda cedo no colégio, só havia umas quinze pessoas no pátio central, a Bianca ainda não tinha cegado e logo a Clara correu para a biblioteca – o lugar mais maravilhoso do colégio – ela dizia, eu não quis ir, até gostava de ler, mas, não iria me concentrar.
Todos os rostos eram normais para mim, menos um o do menino sentado na sombra de uma arvore, apesar de todos usarem o mesmo uniforme naquela escola ele era o mais bonito, - olhava as pessoas como se todos fossem estranhos,- bom acho que as escolas da Valaquia eram diferentes, haviam varias pessoas que me conheciam no colégio, - todas me bajulavam, em algumas horas, por ser quem eu era – mas, naquele instante não queria que estes “ amigos” conversassem comigo, então resolvi ir até ele ao encontro do Isack.
-Oi – disse meio sem jeito, por ter caído de para quedas
-Oi? – disse ele tirando o MP3 dos ouvidos
-Lembra de mim?
-Sim – dando um sorriso e me olhando fixamente – A maluca que quase matei ontem – tendo um pouco de sarcasmo na frase
-Bom... Maluco foi você que quase tirou meus pulsos do lugar – eu estava começando a recuperar o meu humor conversando com ele, apesar dele quase ter me matado eu me sentia bem ao seu lado, era com se eu já o tivesse conhecido
-Machucou muito? – ele me pareceu espantado de preocupação – Desculpa é que as vezes não sei o quanto tenho de força
-Tudo bem, sem sangue sem morte – disse rindo para ele, que não me pareceu gostar da brincadeirinha – Falei algo que você não tenha gostado?
-Não – se retirando de seus pensamentos e voltando a tona
-Posso ver?
-Ver o que? – disse confusa
-Seus pulsos... Deve ter ficado uma marca muito fei... – ele não concluiu a frase, quando levantei os pulsos e mostrei. – Impossível! Deveria estar roxo seu braço, no mínimo quebrado, com a força que os segurei ontem – desacreditando no que via
-Não – abaixando os braços – Eu sou muito difícil de me ferir, quando eu era pequena eu caia e me machucava só que no outro dia o ferimento já estava cicatrizado – lembrando – Então não
- Manuela – ele ainda lembrava meu nome – Quantos anos você tem? – perguntando serio, meio que não com a intenção de saber a minha idade mais com um Q a mais
-17 anos – respondi sem entender
-Em que ano você estuda – balançando a cabeça, como se tudo aquilo fosse muita coincidência
-No 3º ano, por que? – já desconfiada das perguntas
-Nada – me olhou no olhos e perguntou , e ficou mais branco do que era – Seus olhos... –disse espantado - São mel... – logo que disse isso saiu correndo pela multidão que se formava no colégio, me deixando sozinha.
-Isack! – virando para tentar vê-lo mais já era tarde ele tinha sumido
Eu não entendia o motivo daquelas perguntas sem sentido, porque ele tinha dado um de “pesquisador “ agora? Eu sabia que meus olhos eram diferentes mais... Não ao ponto de fazer uma pessoa sair correndo, como se isso fosse a pior coisa do mundo – as pessoas adoravam quando os meus olhos ficavam assim, diziam que ficava mais bonita, e não um monstro como o que pareceu para ele – Eu mal o conhecia, mas senti algo forte que doeu no meu peito – tive que sentar – para conseguir respirar novamente – nunca tinha sentido aquela dor , mas era uma angustia muito grande, que me deu muita vontade de chorar.
-Amor! Amor o que houve? – disse o Luca vindo se encontrar comigo, perto da arvore
-Não sei – disse chorando no seu peito
-Manuela, alguém brigou com você? Alguém te machucou? – tentando entender
-Não – chorando mais forte, que choro era aquele que tinha começado do nada? – Me abraça! Só me abraça!
-Eu to aqui com você – beijando meus cabelos
-O sinal da primeira aula vai tocar - tentando me recompor, limpando os olhos
-Se você não se sentir bem, a gente fica aqui a primeira aula
-Não – já melhor, a sensação já havia passado – Vamos
Logo o Luca me abraçou – ele era muito carinhoso, o namorado mais perfeito que existia, ele sempre estava comigo em todos os momentos – e fomos para a sala de aula, chegando lá não havia muitas pessoas novas – já que a mensalidade era tão cara, que uma sala de 3º bastava – por onde eu ia me diziam “Oi Manu, oi Luca” , o Luca até respondia mais eu nem atenção dei, estava me sentindo mal por dentro por um motivo que era desconhecido.
-O que esta acontecendo com você Manuela? – quis saber o Luca assim que chegamos na minha carteira
-Eu to... meio ... triste, deve ser TPM – tentando anima-lo mais sabia que não era isso
-Bom então logo logo passa né? – passando suas mãos no meu rosto
-É – afirmando, mas mentindo
-Mel de novo?
Você também? – olhando para baixo, só faltava ele sair correndo
-Por que eu também?
-Hoje varias pessoas me perguntaram isso – nervosa – Até parece que tenho culpa! – virando e pegando meus cadernos
-Calma Manuela! – pegando meu queixo e fazendo eu o olha-lo – Eu adoro seus olhos assim, você fica mil vezes mais linda do que é, e me encanta
-Ai desculpa – o abraçando – Nem perguntei como foi o Jogo
-Otimo, estou quase sendo titula – vi seus olhos brilharem com aquilo
-Fico muito feliz amor! – feliz de verdade por ele, eu era quem mais queria que tudo desse certo para ele
-Eu sei – me dando um Celinho
-Aqui não é pracinha para namoros senhores – disse a professora que estava na nossa frente
-Desculpa – disse o Luca, vermelho
-Volte para o seu lugar Luca a aula é de Português e não de “Como se deve beijar” – voltando para sua mesa e o Luca saindo a remedando,só assim eu ri.
A aula passou muito lenta, como sempre acontecia, o pior era que era o começo do ano letivo, e havia uns 300 dias de aula ainda, eu nem prestava atenção na aula, meus pensamentos iam além, daquela sala de aula como se tudo aquilo fosse diferente para mim, como se aquilo não me pertencesse mais, a sensação era horrivel, tive que sair da sala de aula, - dizendo que estava com vontade de vomitar – só assim a professora deixou eu sair, o Luca estava preocupado pela cara que ele fez quando pedi, mas, nem ele fez com que eu conseguisse ficar um segundo a mais naquele ambiente com tanta gente.
Fui da uma volta pelo colégio, - a escola era grande e antiga, dizia-se que tinha até passagem secretas lá mas nunca tinha visto uma – fui no refeitório tomei um suco de laranja, depois fui na quadra, até que parei na sala projeção, e vi que não estava sozinha, que havia mais duas pessoas comigo – era de dia, mas a sala estava bem escura por causa das cortinas – e ali estava ele, o Isack com uma menina no canto da parede, -pra mim ele estava beijando ela – mas quando fui ver direito a boca dele estava em seu pescoço e ela desmaiada meio entorpecida, meu coração quase saiu pela boca quando me deparei com aquela sena, - o pior ou o melhor – era que ele não tinha me visto, e logo veio a cena do meu sonho na minha mente e vi que aquilo era realidade que vampiros existiam e que Ele era um deles.
Uma Descoberta
Cada passo que dava a neblina ficava maior... e maior... eu queria sair correndo mais não conseguia minhas pernas elas estavam paralisadas – pareciam que estavam presas sobre a terra daquele lugar estranho que eu estava, eu realmente não conhecia aquele lugar, não era familiar, mas desta vez eu ouvia um choro bem forte um choro de uma criança – ela chorava tão alto que o choro tomou posse do lugar inteiro-, e eu andava e andava mais ninguém aparecia até que... Eu vi o bebe, era lindo bem branquinho e com os olhos bem grandes e a boca bem rosada – mesmo chorando era o bebe mais lindo que eu já tinha visto até hoje – mas ele parecia estar desesperado porque o homem que o estava segurando não era o mesmo da outra vez com a mulher, parecia mais um guarda medieval pela roupa, e o pegava com umas luvas estranhas – parecia que não queria tocar na pele do bebe não sei por que, mas ele estava com um sorriso maligno nos lábios olhando para o pobre bebe, o homem andava bem rápido mais eu conseguia acompanhá-lo porem toda vez que eu o tocava era como se eu fosse invisível aos olhos dele, porque eu tentava pegar o bebe mas nada funcionava, eu estava desesperada com aquele situação, parecia que o bebe sabia o que iria acontecer com ele, porque haviam tantas lagrimas que eu chorava também. Até que a coisa mais impressionante aconteceu, o homem parou e o bebe o bebe começou a chorar mais e mais, - o que aquele monstro iria fazer com o pobre bebe? - dois dentes daquele homem começou a crescer, igual a de um vampiro e seus olhos estavam vermelhos como rubi e eu não via mais a alma daquele pessoa só o desejo pelo bebe, pela aquele simples criaturinha indefesa que estava em seus braços até que ele ia morder o pescoço do bebe...
-Pára Pará, pelo amor de Deus pára! – eu gritava alto, sem poder fazer nada
-Manuela? Manuela olha para mim Manuela – eu ouvia alguém me chaqualhando
-É sou um bebe!- continuava gritando, eu conseguia sentir cada lagrima saindo dos meus olhos e o desespero da cada uma delas
-Que bebe? – a pessoa me dizia agoniada com minha situação
-Salva ele... Eu tenho que salva-lo – não poderia deixar aquele mostro machucar o bebe
-Manuela – a pessoa gritava- Abra os olhos!
-Salva ele! – eu não conseguia voltar para o meu corpo real, e o homem aproximava-se mais e mais do pescocinho do neném...
-NÂO! – gritei abrindo os olhos com tanta rapidez que minha visão ficou embasada por um bom tempo
-Manu? Manu? –a voz era da Pepa e ela estava muito preocupada comigo, pela cara que ela fazia. – O que aconteceu? Que bebe era esse?
-Eu... – estava perdida, notei que meu corpo estava bem gelado, e suada, muito suada, mais meus olhos estavam inchados de tantas lagrimas que haviam se escorrido. – Não sei... – as lagrimas elas voltaram a encher meus olhos e não conseguia parar de chorar
-Manuela calma, pelo amor de Deus acalme-se – pudia ver o desespero no rosto dela e não conseguia voltar no meu estado normal. E ela me abraçou. –Passou, passou Manu, era só um pesadelo – beijando meus cabelos.
-Um sonho... – falava entre os soluços – Só um sonho... Mas a criança era tão real – a olhando nos olhos - e ela ia morrer , por um ....
-Um o que? – querendo me compreender, mas as palavras saiam sem sentido para ela
-Nada – era muita doidera falar de vampiros, era só um sonho bobo, parecia real mas era só um sonho.
-Vai pra escola ainda? – acho que ela estava muito preocupada com minha fisionomia porque pela voz dela não era uma boa idéia
-Sim, Claro, tenho que ir... – levantando para ir direto para o banheiro
-Tem certeza que esta melhor? – preocupada com tudo o que tinha visto
-Sim – mostrando um sorriso forçado - Um sonho... Pesadelo mais nada
-Qualquer coisa me chama ta?
-Claro e Obrigada Pepa.
-De nada meu amor – me dando aquele abraço que só ela sabia
Logo que entrei no banheiro, aquela imagem não saia da minha cabeça, o bebe chorando e o homem querendo morde-lo com os dentes de vampiro, meus olhos estavam mel, porque eu estava muito nervosa até tremendo ainda, no espelho via meu rosto destroçado de preocupação – Mas por quê? – era só um sonho repetia a mim mesma, a água estava bem quentinha, mas meu corpo estava gelado – deveria ser pelo susto – tentei relaxar o Maximo no banho e assim que sair fui colocar o uniforme da escola que nunca mudava – com aquele saia pregada azul marinho e blusa social branca com tirar na saia para colocar nos braços, e o tênis branco e no blazer azul marinho o lindo nome da escola “Albert Aisten”- isso era Como se nós fossemos os bonequinhos daquele escola, e parecia até comercia de margarina, todos lindinho, e muito fúteis, por mim eu estudaria em uma escola publica mas isso era doidera para minha mãe , então... Depois do banho meus olhos desincharam, e o meu rosto voltou ao normal, mas minha mente ainda estava muito perturbada, logo que acabei de me arrumar fui tomar café.
Desta vez sentei-me à mesa sem dizer nada, a minha família não estava toda reunida, só havia eu e meus irmãos pois meus pais já tinham ido para o trabalho.
-Bom dia Piralha - disse o Tales tentando me tirar do serio como sempre
-Bom dia – minha cabeça vagava... e eu nem liguei para ele
-Você esta bem? – arregalando os olhos para mim, com aquela atitude inesperada que tive
-Sim, só estou cansada... -mexendo nos meus cereais
-Graças a Deus que não preciso mais colocar esse uniforme horrível – olhando para mim e o Diogo
-Tomara que você não desista do curso no meio do semestre sempre começa e nunca termina nada – tentando se animar de alguma forma mas nada, as palavras saiam automaticamente
-Ô Manuela eu sei o que quero ouviu... – eu nem ligava para aquele idiota - Seus olhos hoje estão claros de novo? – tentando enxergá-los
-É – baixando a cabeça
– Isso é muito estranho garota, toda vez que você fica nervosa isso acontece... Já passou num oftalmologista?
-Já .. ele disse que não é nada... Que é do meu organismo...
-Por que os gritos de hoje? Sonhou que o Luca estava te traindo? – tirando onda com minha cara
-Não, e isso não o interessa. –levantado da mesa, pegando minha mochila e o deixando lá na mesa, com o Diogo que iria depois pra escola em outro horário
Sai da minha casa bem rápido não estava a fim de aturar nada vindo do Tales hoje, então... sentei no batente que tinha na porta, esperando a Clara acabar de se arrumar porque ainda era cedo.
“Nossa ontem caio o maior pé d’água, tomara que hoje não aconteça novamente...”
Essa frase veia na minha cabeça – mas não era uma frase formulada por mim, parecia que meu cérebro tinha captado isso em algum lugar, até que vi o motorista olhando para o ceu meio cinzento.
-Você disse algo? – quis saber
-Não senhorita Manuela – me respondendo formalmente
-Não, eu ouvi – eu não estava ficando loca, agora
-Juro que não
-Você disse sobre chuva mais tarde não foi? - eu ouvi
-Não ... Só se pensei alto mas...
-Ontem... choveu não é? – a pergunta era idiota, mas eu tinha lembrado do menino, do Isack, ele tinha dito que iria chover
-É ... Sim – achando minha pergunta meio idiota
-Mas não deu nada na TV, pelo que me lembro, disse que o tempo iria ficar, nebuloso o resto do dia – como ele sabia se nem os meteorologistas sabiam?
-Acho que São Pedro decidiu desafiá-los ontem... – fazendo uma piada com a situação
-É ... tem razão... – era só conciedencia, como aquele cara maluco saberia que ia chover? Sem ver o jornal do tempo?
Abaixei novamente minha cabeça, e tentei se acalmar mais, porque ainda tremia, e os meus olhos ainda estavam mel, mas da onde havia surgido aquela frase ? – eu devo estar ficando maluca não é possível... E aquele cara maluco como ele sabia que iria chover? – ele não tinha muita cara de assistir TV, estava deitado no meio da mata... Só se ele sentiu o cheiro pela mata... E o sonho ? – nunca havia chorando por um sonho que nem eu chorei, como se eu estivesse na sena, como se eu fosse parte daquele cenário...
-Bom dia Manu!
-Bom dia – disse a Clara que estava já arrumada para irmos para o sacrifício
-Que cara é essa? – quis saber, vendo meu rosto meio diferente
-Nada, só estou triste por ter que voltar a estudar – disse entrando no carro
-O dia vai ser ótimo você vai ver – disse ela sorridente
-Tomara – nada animada
Chegamos ainda cedo no colégio, só havia umas quinze pessoas no pátio central, a Bianca ainda não tinha cegado e logo a Clara correu para a biblioteca – o lugar mais maravilhoso do colégio – ela dizia, eu não quis ir, até gostava de ler, mas, não iria me concentrar.
Todos os rostos eram normais para mim, menos um o do menino sentado na sombra de uma arvore, apesar de todos usarem o mesmo uniforme naquela escola ele era o mais bonito, - olhava as pessoas como se todos fossem estranhos,- bom acho que as escolas da Valaquia eram diferentes, haviam varias pessoas que me conheciam no colégio, - todas me bajulavam, em algumas horas, por ser quem eu era – mas, naquele instante não queria que estes “ amigos” conversassem comigo, então resolvi ir até ele ao encontro do Isack.
-Oi – disse meio sem jeito, por ter caído de para quedas
-Oi? – disse ele tirando o MP3 dos ouvidos
-Lembra de mim?
-Sim – dando um sorriso e me olhando fixamente – A maluca que quase matei ontem – tendo um pouco de sarcasmo na frase
-Bom... Maluco foi você que quase tirou meus pulsos do lugar – eu estava começando a recuperar o meu humor conversando com ele, apesar dele quase ter me matado eu me sentia bem ao seu lado, era com se eu já o tivesse conhecido
-Machucou muito? – ele me pareceu espantado de preocupação – Desculpa é que as vezes não sei o quanto tenho de força
-Tudo bem, sem sangue sem morte – disse rindo para ele, que não me pareceu gostar da brincadeirinha – Falei algo que você não tenha gostado?
-Não – se retirando de seus pensamentos e voltando a tona
-Posso ver?
-Ver o que? – disse confusa
-Seus pulsos... Deve ter ficado uma marca muito fei... – ele não concluiu a frase, quando levantei os pulsos e mostrei. – Impossível! Deveria estar roxo seu braço, no mínimo quebrado, com a força que os segurei ontem – desacreditando no que via
-Não – abaixando os braços – Eu sou muito difícil de me ferir, quando eu era pequena eu caia e me machucava só que no outro dia o ferimento já estava cicatrizado – lembrando – Então não
- Manuela – ele ainda lembrava meu nome – Quantos anos você tem? – perguntando serio, meio que não com a intenção de saber a minha idade mais com um Q a mais
-17 anos – respondi sem entender
-Em que ano você estuda – balançando a cabeça, como se tudo aquilo fosse muita coincidência
-No 3º ano, por que? – já desconfiada das perguntas
-Nada – me olhou no olhos e perguntou , e ficou mais branco do que era – Seus olhos... –disse espantado - São mel... – logo que disse isso saiu correndo pela multidão que se formava no colégio, me deixando sozinha.
-Isack! – virando para tentar vê-lo mais já era tarde ele tinha sumido
Eu não entendia o motivo daquelas perguntas sem sentido, porque ele tinha dado um de “pesquisador “ agora? Eu sabia que meus olhos eram diferentes mais... Não ao ponto de fazer uma pessoa sair correndo, como se isso fosse a pior coisa do mundo – as pessoas adoravam quando os meus olhos ficavam assim, diziam que ficava mais bonita, e não um monstro como o que pareceu para ele – Eu mal o conhecia, mas senti algo forte que doeu no meu peito – tive que sentar – para conseguir respirar novamente – nunca tinha sentido aquela dor , mas era uma angustia muito grande, que me deu muita vontade de chorar.
-Amor! Amor o que houve? – disse o Luca vindo se encontrar comigo, perto da arvore
-Não sei – disse chorando no seu peito
-Manuela, alguém brigou com você? Alguém te machucou? – tentando entender
-Não – chorando mais forte, que choro era aquele que tinha começado do nada? – Me abraça! Só me abraça!
-Eu to aqui com você – beijando meus cabelos
-O sinal da primeira aula vai tocar - tentando me recompor, limpando os olhos
-Se você não se sentir bem, a gente fica aqui a primeira aula
-Não – já melhor, a sensação já havia passado – Vamos
Logo o Luca me abraçou – ele era muito carinhoso, o namorado mais perfeito que existia, ele sempre estava comigo em todos os momentos – e fomos para a sala de aula, chegando lá não havia muitas pessoas novas – já que a mensalidade era tão cara, que uma sala de 3º bastava – por onde eu ia me diziam “Oi Manu, oi Luca” , o Luca até respondia mais eu nem atenção dei, estava me sentindo mal por dentro por um motivo que era desconhecido.
-O que esta acontecendo com você Manuela? – quis saber o Luca assim que chegamos na minha carteira
-Eu to... meio ... triste, deve ser TPM – tentando anima-lo mais sabia que não era isso
-Bom então logo logo passa né? – passando suas mãos no meu rosto
-É – afirmando, mas mentindo
-Mel de novo?
Você também? – olhando para baixo, só faltava ele sair correndo
-Por que eu também?
-Hoje varias pessoas me perguntaram isso – nervosa – Até parece que tenho culpa! – virando e pegando meus cadernos
-Calma Manuela! – pegando meu queixo e fazendo eu o olha-lo – Eu adoro seus olhos assim, você fica mil vezes mais linda do que é, e me encanta
-Ai desculpa – o abraçando – Nem perguntei como foi o Jogo
-Otimo, estou quase sendo titula – vi seus olhos brilharem com aquilo
-Fico muito feliz amor! – feliz de verdade por ele, eu era quem mais queria que tudo desse certo para ele
-Eu sei – me dando um Celinho
-Aqui não é pracinha para namoros senhores – disse a professora que estava na nossa frente
-Desculpa – disse o Luca, vermelho
-Volte para o seu lugar Luca a aula é de Português e não de “Como se deve beijar” – voltando para sua mesa e o Luca saindo a remedando,só assim eu ri.
A aula passou muito lenta, como sempre acontecia, o pior era que era o começo do ano letivo, e havia uns 300 dias de aula ainda, eu nem prestava atenção na aula, meus pensamentos iam além, daquela sala de aula como se tudo aquilo fosse diferente para mim, como se aquilo não me pertencesse mais, a sensação era horrivel, tive que sair da sala de aula, - dizendo que estava com vontade de vomitar – só assim a professora deixou eu sair, o Luca estava preocupado pela cara que ele fez quando pedi, mas, nem ele fez com que eu conseguisse ficar um segundo a mais naquele ambiente com tanta gente.
Fui da uma volta pelo colégio, - a escola era grande e antiga, dizia-se que tinha até passagem secretas lá mas nunca tinha visto uma – fui no refeitório tomei um suco de laranja, depois fui na quadra, até que parei na sala projeção, e vi que não estava sozinha, que havia mais duas pessoas comigo – era de dia, mas a sala estava bem escura por causa das cortinas – e ali estava ele, o Isack com uma menina no canto da parede, -pra mim ele estava beijando ela – mas quando fui ver direito a boca dele estava em seu pescoço e ela desmaiada meio entorpecida, meu coração quase saiu pela boca quando me deparei com aquela sena, - o pior ou o melhor – era que ele não tinha me visto, e logo veio a cena do meu sonho na minha mente e vi que aquilo era realidade que vampiros existiam e que Ele era um deles.
nossa ta maravilhosa a historia
ResponderExcluirposta mais queridaaaaa
to louca pa saber o restoo
beijinhu
;**