Yin e Yang – Manuela
Sabe quando você esta vivendo um conto de fadas, e do nada alguém mata todos seus sonhos?
Era isso que acontecia comigo... Estavam me matando, mas, não me importava, contanto que Ele permanecesse vivo.
Quando abri meu olhos, não vi minha casa, a linda casa que construímos eu e Isack, nesses últimos meses, via um lugar escuro com muitas teias de arranhas e alguns ratos mexendo em caixas – procurando comigo, acredito eu – não tinha medo deles pois sentia que coisa pior me aguardava
Meus braços estavam presos a duas correntes enferrujadas fortes o bastante para me manter ali, em pé, esticada como uma cruz, me sentia fraca, não havia comido nada, e a fraqueza me dominava, estava sem forças e o pior sem poderes – algo me bloqueava – mas não conseguia saber o que.
Senti uma vertigem e logo não vi mais nada...
- Isack
A droga do avião era tão lento que um camelo chegaria a Romênia mais cedo, o bom de ser um vampiro era os “favores” que os humanos me faziam – como eram fracos – pensei, mas o importante era eu chegar no castelo antes de ser tarde de mais...
De uns tempos para cá ficava difícil imaginar a vida sem Manuela, ela era meu sol, a luz que me iluminou das trevas... não sei o que faria sem ela, ou melhor só tinha uma palavra : MORTE
Nunca liguei muito para regras de “sociedade” não senti culpa alguma em rouba uma moto Falcon 400 tunada vermelha, eram mais de meia noite e nem o guarda notou minha presença na concessionária, só acordou quando arranquei e voei com a moto a mais de 200 km por hora.
Em menos de 10 minutos já estava nos limites do castelo dos pais da Manuela, que ironia, a alguns meses vim seqüestrá-la e hoje... Vim pedir ajuda da única pessoa que sei que assim teria 1% de chance...
- Daniel! – gritei com toda a força, e senti sua presença se aproximando...
Passaram-se menos de 10 segundo e estava cercado por um exercito de vampiros a mando do rei – a primeira vez que vinha em missão de paz, eles procuravam guerra – logo avistei Ele, como dizia Manuela, “um anjo” mas seus lhos eram puro ódio.
-Não deveria ter vindo aqui seu inseto – disse ele me jogando a metros com a força do pensamento
-Daniel... – tentei dizer algo depois, mas sua mão estava em meu pescoço quase me sufocando... Mais pela primeira vez não queria mata-lo
-Pare Daniel! – gritou a rainha Anelisse ao se deparar com a cena, com muita dificuldade Daniel cedeu
-Cade minha filha Isack? Eu estou sentindo que aconteceu algo... – disse Anelisse, como ela era parecida com Manuela, os mesmos olhos quando havia tristeza em Manuela era iguais ao da mãe.
-Eu vim em paz – disse meio afônico, olhando para Daniel, tentando me controlar – Edgard...
-Não! – gritou Anelisse antes de eu falar mais alguma coisa – Ele... – ela já imaginara o que havia acontecido...
-Ele quer matar ela – eu disse tentado desfazer os nós em minha garganta – Vim aqui pedir ajuda... Porque eu só não tenho nenhuma chance
- Meus Deus! Logo hoje, que meu marido foi resolver algumas pendências fora do pais! – a rainha estava em desespero, eu sentia – Eu vou com você! Nem que eu morra para salvar minha Manuela – era como se uma gatinha virasse uma tigreza.
-Não, acho melhor a senhora permanecer aqui, pois a senhora esta muito nervosa, e temos que agir ... – era difícil pedir isso para uma mãe ...
-Eu vim pedir a ajuda Dele...- apontando para Daniel – Sei que você ama a Manuela tanto quanto eu, e ela precisa de nós dois juntos, adquiri muito poder nessa ultima década, mas, não é o suficiente, e você sendo um dividido... Teríamos uma chance, talvez...
A única coisa que ouvi depois de dizer essas palavras foi um coruja...
Os olhos de Daniel estavam sem vida, e cabia ele a decisão...
-Manuela
Uma porta se abriu fazendo com que eu acordasse novamente, e uma linda mulher loira descia as escadas, com um ar totalmente nobre.
Era difícil ficar com os olhos abertos mas tentava.
-Ora, ora, ora, como a vida é engraçada, não é? – perguntou a si mesma, enquanto andava em círculos, pela voz reconheci a linda mulher
-Elizabeth... – sussurrei
-Ainda esta viva querida? – perguntou ela chegando perto de mim... – Com a sangue que sugamos de você, pensei que havia morrido...
- Não ainda estou viva, e sei que na me mataria agora... – disse confiante
-Porque? Se eu quiser eu a mato! Com essa pequena e macia mão que tenho – dizia olhando para a sua mão – Esfarelo sua cabeça em migalhas.
-Porque tanto ódio? – perguntei com dificuldade de respirar
-Você merece a morte, me roubou Ele... – quando dei por mim ela segurava uma foto do Isack – Ele ME amava antes de você aparecer, e agora ... me deixou por uma humana sem graça... – ela falava furiosa –Eu que deveria ser uma princesa, olha para mim – ela estava com um vestido vermelho sangue, moldando seu corpo e nele caia seus cabelos dourados – e olha para você – de jeans e regata e allstar e toda suada e ferida - Isso não é uma princesa – e deu uma gargalhada que ecoou na minha mente
- Eu nunca pedi para ser uma princesa... Nunca quis, isso você pode ter certeza, mas Ele, é a minha vida, e ele sim, eu sempre sonhei, e desejei toda a vida, mas você nunca saberá o que é amar alguém Elizabeth, porque tem um coração de pedra e só pensa em você! – tentei falar isso o mais audível que pude – e senti sua raiva de longe
-Cala a boca sua estúpida! – disse ela depois de me dar um tapa no meu rosto – Com você morta Ele voltara para mim, e seremos felizes
-Amor, é algo que nem todos sabem o que é, e você nunca saberá – disse sorrindo para ela
-Cale-se! - Disse me dando outro bofetão e segurando meu cabelo com as mãos, fazendo eu a olhar nos olhos – Amanha, não existira mais a Manuela ou melhor a princesa Stela, só seu cadáver... – ao dizer isso, deixou meu pescoço cair e fechou a porta e fiquei em companhia dos roedores novamente.
-Isack
Faltava duas horas para o avião chegar na Valaquia, duas horas pareciam dois dias, principalmente quando seu companheiro de poltrona era um inimigo...
- Eu acho que estou vendo onde a Manu esta... – disse Daniel, concentrado de olhos fechados...
-Onde? – disse apreensivo
- Em um porão... ou Sótão eu acho... e tem uma mulher de vermelho... loira, alta... – disse ainda ele
-Elizabeth – ela devia esta por traz disso com certeza, ela odiava a Manu
-Ela esta... – seus pulsos se fecharam – Batendo na Manuela
-Eu vou matá-la – disse em fúria, as pessoas olharam para nós
- Tenta não chamar atenção! – disse ele abrindo os olhos verdes e me olhando, era difícil, porque querendo ou não éramos muito bonitos, isso era um dos poderes de vampiros
-Eu senti seu ódio daqui – se referindo a Elizabeth
- Se ela machucar a Manu... – dizia tentando me conter
- Suas ultimas namoradas sempre foram assim? – perguntou ele tentando descontrair
-Ela odeia a Manu, por eu a amá-la de verdade, ela era só uma coisa carnal, mas a Manu é amor, era obvio que ela estava com Edgard nessa – como fui burro pensei
- Infelizmente a Manu escolheu você... – disse Daniel – Mas agora o importante é salvá-la, e nunca pensei que iria dizer isso mas... juntos temos uma chance...
-Obrigada – disse a ele sinceramente
-Não tem que agradecer, faço isso por ela, eu a amo, e o amor feito de sacrifícios – disse ele fechando os olhos
-Já decidiram, o dia de matá-la – notei um tremor em sua voz ao pronunciar a ultima palavra
-Quando? – perguntei aflito
-Manha – respondeu – Ou melhor hoje pelo dia
logo ouvimos:
“Senhoras e senhores, bem vindos a Valaquia, em segundos pousaremos no aeroporto internacional”
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Somos um só
Capitulo 22 – Isack
Somos um só
Manuela parecia uma sereia, linda, perfeita, nunca imaginei que seu corpo era tão bem desenhado, e aquela lingerie rosa claro, caia bem com a cor de sua pele, com seus longos cabelos castanhos meio encaracolados jogados pelo ombro, seus olhos ficaram maiores do que eram, como duas nozes lindas, e a vermelhidão tomou conta de seu rosto enquanto a observava... Ela era uma Deusa a minha Deusa...
-Isack – disse ela sem graça, se cobrindo com a toalha
-Desculpa, eu não sabia – disse envergonhado por vê-la assim, e fui para o outro cômodo
Manuela, era a pessoa que mais eu amava na minha vida, eu morreria por ela, faria qualquer coisa por ela, mais não sabia se estava preparado, para.. algo tão intenso – eu sabia que Ela queria, tanto quanto eu – mas ela não via as conseqüências, nunca havia tentado isso, com ninguém da minha espécie, quanto mais uma meia vampira...
O amor não era o bastante neste caso...
-Um beijo pelos seus pensamentos... – disse ao me ver no sofá velho
-O único que tenho durante esses dois anos você – disse a ela
-Acho que mesmo antes de ti conhecer eu te amava, porque nunca me senti assim tão feliz – disse se aninhando em meu colo
- Desculpa, por entrar e ver você... – logo lembrei disso
-Eu sou sua Isack, e queria ser sua por intei.. – era difícil, ouvi-la falar assim
-Manu, não agora, a gente não sabe as conseqüências disso tudo, temos que conversar com alguém com mais experiências entre nossa espécie – eu tentava explicar mais Manuela era jovem, só tinha 19 anos, e não varias séculos igual a mim
-Esta com medo de eu machucar você, igual quando eu o conheci que o feria sem querer – disse se afastando, Manu, era uma mulher, mas doce como uma menina, e o medo dela era a coisa que menos me preocupava
-Você não me fere mais – disse a puxando de volta – Isso nunca foi um problema meu amor...Me de um tempo, é a única coisa que peço
-É o mínimo que posso fazer por você – disse sorrindo com uma rainha
- Até quanto tempo ficaremos aqui? – perguntou ela
-Quer ir embora? – perguntei surpreso
-Não! – disse rapidamente – Eu até estou gostando desse lugar agora – disse me beijando
-Então... Para sempre – eu disse a minha amada
-Sempre – repetiu ela com intensidade
-Engraçado... Antes de você aparecer no castelo, eu queria te esquecer por completo, mais acho que nunca conseguia mesmo com toda a ajuda do mundo – refletia ela bem longe
-Como assim? – perguntei
-Isack – disse ela desviando o olhar – Eu iria procurar o vampiro Kadri, para me ajudar a te esquecer, sei o quanto ele é poderoso, mesmo que isso custasse todo meu sangue, eu não agüentava mais viver assim,tinha que arrumar um jeito e ele com certeza me ajudaria, e não me importava o preço... Sei que tinha uma poção de esquecimento, e usaria isso... – ela dizia com muito cuidado, mas eu estava paralisado no sofá
-Kadri? – perguntei em choque
-Sei, que estou errada mas... – Falava de pressa e olhava diretamente m meus olhos – Isack, por favor! Fala alguma coisa – dizia Manuela desesperada
-Manuela, você ia procurar o vampiro mais perigoso que existe, só para me tirar da cabeça, correndo o perigo de morrer? – perguntei alterado
-Sim... – disse minha Manu
-Você estaria loca – disse eu me levantado e virando para porta para poder respirar um pouco – Você... – quando me virei para ela, vi que caia lagrimas de seus olhos mel, e isso me matava por dentro, eu era vulnerável a ela...
- Eu tinha que fazer isso – disse limpando algumas lagrimas – Eu não podia magoar o Daniel, ele me ama e eu gosto dele, mas, pensava em você, e você sumindo da minha mente, eu poderia dar talvez o amor que ele tanto pedia... – disse ela, se sentindo culpada pela Maldito Daniel – Ele foi um amigo e tanto, nunca senti o mesmo que sinto por você, quando estava com ele, mais ... Ele me faz bem, e tinha que ser ao menos digna deste amor... Mas mesmo que esse vampiro ai me ajudasse, eu nunca iria tirar você daqui – pousou suas duas mãos brancas e delicadas sobre seu coração – porque aqui, você tem o domínio de mim – as lagrimas não caiam mais de seu rosto, mas a dor pairava sobre sua áurea
- Desculpa, meu amor – me ajoelhei e continuei – Você se sacrificaria assim?
-Por você eu morreria Isack – disse ela como uma felina – Morreria, esse sentimento tem poder total sobre mim, é como se fossemos um só... E essa Manuela aqui – disse tentando dar um sorriso – Nunca corresponderia o amor de outra pessoa mesmo enquanto você estivesse em mim
Manuela, sempre foi uma pessoa totalmente corajosa, nunca teve medo dos da nossa raça, sempre foi uma verdadeira guerreira, mas com a doçura de uma princesa e com sua beleza incontestável, eu a amava, mais nunca pensei que Ela se sacrificaria assim por uma pessoa – principalmente por Daniel – via que não media esforços para proteger quem amava, e mesmo não gostando dele, senti uma certa inveja...
- Eu te amo – disse a olhando e a resposta dela foi um beijo, com todo o amor que existia entre nós.
Os dias foram se passando, Manuela e eu estamos vivendo como em um “conto de fadas” – que sarcasmo – mas era isso, me sentia o mocinho ao invés do vilão, ela avisara seus pais que estava bem, que nós estávamos bem, - eles não gostaram de saber que ela estava comigo, principalmente o rei, mais Anelisse, nunca ia contra sua filha – a primavera já estava próxima, e aquele casebre fora construído uma linda casa de madeira – onde morávamos, não tinha gente, era o Nosso lugar – e a vida estava perfeita.
Cada dia me apaixonava mais por ela, com seu encanto e sua beleza, ela me deixava cada vez mais apaixonado, mais ainda não tínhamos tido algo mais profundo, tinha muito medo de machucá-la. Antes ela insistia mais, mas de uns tempos para cá era outra coisa que a incomodava, e o pior eu não podia fazer nada contra, ele – Daniel – ele nunca falava com ela por telefone, e nem queria dar noticias para ela, isso a matava, eu sentia sua tristeza, sabia que ela me amava, mais Daniel era alguém especial, que ela sentia muita dor por não vê-lo mais...
-Amor, não fica assim por ele, aquele “dividido” não te merece sua tristeza – disse eu a ela
-Ele deve estar com ódio de mim e também sou uma “dividida” – dizia ela vaga menos a ultima coisa
-Manu, ele tem que entender – eu disse
-Tomara que entenda um dia... – disse ela ainda triste
-Vou ter que cassar... – eu não queria deixá-la só não assim
-Eu to bem, você sabe que toda vez que falo com meus pais... fico assim, mais não posso voltar pelo bem de todos – disse ela certa disso mas não escondia tristeza em suas palavras
-As vezes tenho vontade de me entregar... sabe Isack, de encontrar Edgard, e ele me matar e deixar as pessoas que amo em paz – disse ela desesperada
-Nunca, Manu – eu disse temendo isso algum dia,estava forte, mas não quanto ele
-Eu sei... Isso não adiantaria nada – disse ela
-Nada, só a infelicidade de todos – disse eu
-Eu sei, bom mais vai lá, quero você aqui antes do crepúsculo – disse sorrindo novamente
-Gosto de vê-la assim, sorrindo – disse a beijando
-Eu já estou melhor,vou preparar algo para comer também, - disse indo para a cozinha –Vá logo, antes que não o deixe partir – disse sorrindo
-Logo estarei aqui – disse a ela
-E eu o esperando como sempre – falou por fim ela
Haviam ótimos lugares para cassar ali naquele lugar, muitos animais, me alimentei bem, para poder não ter que sair de perto da Manuela tão cedo novamente, voltei antes do crepúsculo como prometido, o sol se punha no leste
-Manu – disse entrando na nossa casa, mas nada ouvi
-Meu amor, cadê você? – gritei, mas nada novamente
Em segundo procurei em todos os cômodos, nos quartos, nas salas, na cozinha, em seu ateliê, no jardim que ela tanto ficava.. e nada.
A dor me seguia e o desespero também, sentia que algo estava errada, mas... Onde estava ela?
Até ver uma folha em cima da cama com uma letra dizendo:
“Isack,
Ora ora Ora, quanto tempo meu querido,
Foi uma pena encontrar a doce dividida sozinha em casa....
Que descuidado você Isack,
Mas ela esta em segurança por enquanto
Até... Matá-la ......... "
Edgard
O papel virara pó em minhas mãos, meus caninos estavam mais afiados que tudo, uma raiva vinha dentro de mim, meus olhos aderem como chamas de uma fênix, eu o mataria, sem dó ou piedade, não tinha mais tempo...
Iria a o tão esperado encontro, o de Edgard...
Um rugido saiu do meu peito espantado todos os bichos daquele lugar...
Somos um só
Manuela parecia uma sereia, linda, perfeita, nunca imaginei que seu corpo era tão bem desenhado, e aquela lingerie rosa claro, caia bem com a cor de sua pele, com seus longos cabelos castanhos meio encaracolados jogados pelo ombro, seus olhos ficaram maiores do que eram, como duas nozes lindas, e a vermelhidão tomou conta de seu rosto enquanto a observava... Ela era uma Deusa a minha Deusa...
-Isack – disse ela sem graça, se cobrindo com a toalha
-Desculpa, eu não sabia – disse envergonhado por vê-la assim, e fui para o outro cômodo
Manuela, era a pessoa que mais eu amava na minha vida, eu morreria por ela, faria qualquer coisa por ela, mais não sabia se estava preparado, para.. algo tão intenso – eu sabia que Ela queria, tanto quanto eu – mas ela não via as conseqüências, nunca havia tentado isso, com ninguém da minha espécie, quanto mais uma meia vampira...
O amor não era o bastante neste caso...
-Um beijo pelos seus pensamentos... – disse ao me ver no sofá velho
-O único que tenho durante esses dois anos você – disse a ela
-Acho que mesmo antes de ti conhecer eu te amava, porque nunca me senti assim tão feliz – disse se aninhando em meu colo
- Desculpa, por entrar e ver você... – logo lembrei disso
-Eu sou sua Isack, e queria ser sua por intei.. – era difícil, ouvi-la falar assim
-Manu, não agora, a gente não sabe as conseqüências disso tudo, temos que conversar com alguém com mais experiências entre nossa espécie – eu tentava explicar mais Manuela era jovem, só tinha 19 anos, e não varias séculos igual a mim
-Esta com medo de eu machucar você, igual quando eu o conheci que o feria sem querer – disse se afastando, Manu, era uma mulher, mas doce como uma menina, e o medo dela era a coisa que menos me preocupava
-Você não me fere mais – disse a puxando de volta – Isso nunca foi um problema meu amor...Me de um tempo, é a única coisa que peço
-É o mínimo que posso fazer por você – disse sorrindo com uma rainha
- Até quanto tempo ficaremos aqui? – perguntou ela
-Quer ir embora? – perguntei surpreso
-Não! – disse rapidamente – Eu até estou gostando desse lugar agora – disse me beijando
-Então... Para sempre – eu disse a minha amada
-Sempre – repetiu ela com intensidade
-Engraçado... Antes de você aparecer no castelo, eu queria te esquecer por completo, mais acho que nunca conseguia mesmo com toda a ajuda do mundo – refletia ela bem longe
-Como assim? – perguntei
-Isack – disse ela desviando o olhar – Eu iria procurar o vampiro Kadri, para me ajudar a te esquecer, sei o quanto ele é poderoso, mesmo que isso custasse todo meu sangue, eu não agüentava mais viver assim,tinha que arrumar um jeito e ele com certeza me ajudaria, e não me importava o preço... Sei que tinha uma poção de esquecimento, e usaria isso... – ela dizia com muito cuidado, mas eu estava paralisado no sofá
-Kadri? – perguntei em choque
-Sei, que estou errada mas... – Falava de pressa e olhava diretamente m meus olhos – Isack, por favor! Fala alguma coisa – dizia Manuela desesperada
-Manuela, você ia procurar o vampiro mais perigoso que existe, só para me tirar da cabeça, correndo o perigo de morrer? – perguntei alterado
-Sim... – disse minha Manu
-Você estaria loca – disse eu me levantado e virando para porta para poder respirar um pouco – Você... – quando me virei para ela, vi que caia lagrimas de seus olhos mel, e isso me matava por dentro, eu era vulnerável a ela...
- Eu tinha que fazer isso – disse limpando algumas lagrimas – Eu não podia magoar o Daniel, ele me ama e eu gosto dele, mas, pensava em você, e você sumindo da minha mente, eu poderia dar talvez o amor que ele tanto pedia... – disse ela, se sentindo culpada pela Maldito Daniel – Ele foi um amigo e tanto, nunca senti o mesmo que sinto por você, quando estava com ele, mais ... Ele me faz bem, e tinha que ser ao menos digna deste amor... Mas mesmo que esse vampiro ai me ajudasse, eu nunca iria tirar você daqui – pousou suas duas mãos brancas e delicadas sobre seu coração – porque aqui, você tem o domínio de mim – as lagrimas não caiam mais de seu rosto, mas a dor pairava sobre sua áurea
- Desculpa, meu amor – me ajoelhei e continuei – Você se sacrificaria assim?
-Por você eu morreria Isack – disse ela como uma felina – Morreria, esse sentimento tem poder total sobre mim, é como se fossemos um só... E essa Manuela aqui – disse tentando dar um sorriso – Nunca corresponderia o amor de outra pessoa mesmo enquanto você estivesse em mim
Manuela, sempre foi uma pessoa totalmente corajosa, nunca teve medo dos da nossa raça, sempre foi uma verdadeira guerreira, mas com a doçura de uma princesa e com sua beleza incontestável, eu a amava, mais nunca pensei que Ela se sacrificaria assim por uma pessoa – principalmente por Daniel – via que não media esforços para proteger quem amava, e mesmo não gostando dele, senti uma certa inveja...
- Eu te amo – disse a olhando e a resposta dela foi um beijo, com todo o amor que existia entre nós.
Os dias foram se passando, Manuela e eu estamos vivendo como em um “conto de fadas” – que sarcasmo – mas era isso, me sentia o mocinho ao invés do vilão, ela avisara seus pais que estava bem, que nós estávamos bem, - eles não gostaram de saber que ela estava comigo, principalmente o rei, mais Anelisse, nunca ia contra sua filha – a primavera já estava próxima, e aquele casebre fora construído uma linda casa de madeira – onde morávamos, não tinha gente, era o Nosso lugar – e a vida estava perfeita.
Cada dia me apaixonava mais por ela, com seu encanto e sua beleza, ela me deixava cada vez mais apaixonado, mais ainda não tínhamos tido algo mais profundo, tinha muito medo de machucá-la. Antes ela insistia mais, mas de uns tempos para cá era outra coisa que a incomodava, e o pior eu não podia fazer nada contra, ele – Daniel – ele nunca falava com ela por telefone, e nem queria dar noticias para ela, isso a matava, eu sentia sua tristeza, sabia que ela me amava, mais Daniel era alguém especial, que ela sentia muita dor por não vê-lo mais...
-Amor, não fica assim por ele, aquele “dividido” não te merece sua tristeza – disse eu a ela
-Ele deve estar com ódio de mim e também sou uma “dividida” – dizia ela vaga menos a ultima coisa
-Manu, ele tem que entender – eu disse
-Tomara que entenda um dia... – disse ela ainda triste
-Vou ter que cassar... – eu não queria deixá-la só não assim
-Eu to bem, você sabe que toda vez que falo com meus pais... fico assim, mais não posso voltar pelo bem de todos – disse ela certa disso mas não escondia tristeza em suas palavras
-As vezes tenho vontade de me entregar... sabe Isack, de encontrar Edgard, e ele me matar e deixar as pessoas que amo em paz – disse ela desesperada
-Nunca, Manu – eu disse temendo isso algum dia,estava forte, mas não quanto ele
-Eu sei... Isso não adiantaria nada – disse ela
-Nada, só a infelicidade de todos – disse eu
-Eu sei, bom mais vai lá, quero você aqui antes do crepúsculo – disse sorrindo novamente
-Gosto de vê-la assim, sorrindo – disse a beijando
-Eu já estou melhor,vou preparar algo para comer também, - disse indo para a cozinha –Vá logo, antes que não o deixe partir – disse sorrindo
-Logo estarei aqui – disse a ela
-E eu o esperando como sempre – falou por fim ela
Haviam ótimos lugares para cassar ali naquele lugar, muitos animais, me alimentei bem, para poder não ter que sair de perto da Manuela tão cedo novamente, voltei antes do crepúsculo como prometido, o sol se punha no leste
-Manu – disse entrando na nossa casa, mas nada ouvi
-Meu amor, cadê você? – gritei, mas nada novamente
Em segundo procurei em todos os cômodos, nos quartos, nas salas, na cozinha, em seu ateliê, no jardim que ela tanto ficava.. e nada.
A dor me seguia e o desespero também, sentia que algo estava errada, mas... Onde estava ela?
Até ver uma folha em cima da cama com uma letra dizendo:
“Isack,
Ora ora Ora, quanto tempo meu querido,
Foi uma pena encontrar a doce dividida sozinha em casa....
Que descuidado você Isack,
Mas ela esta em segurança por enquanto
Até... Matá-la ......... "
Edgard
O papel virara pó em minhas mãos, meus caninos estavam mais afiados que tudo, uma raiva vinha dentro de mim, meus olhos aderem como chamas de uma fênix, eu o mataria, sem dó ou piedade, não tinha mais tempo...
Iria a o tão esperado encontro, o de Edgard...
Um rugido saiu do meu peito espantado todos os bichos daquele lugar...
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