terça-feira, 17 de agosto de 2010

A tristeza

Capitulo 8

A Tristeza


Quando vi o que tinha acontecido com o Luca no vestiário, não consegui mais raciocinar direito – eu não tinha encostado a mão nele... Mas a força que ele foi jogado para aquela parede não era possível ser feita por um humano... Assim que o avistei caído no chão eu fiquei perdida e com medo, de que isso tinha provocado a morte do meu ex namorado.
Quando olhei parta o Luca, ele me olhava com uma cara de espanto – mais não só de espanto, porque parecia que aquilo que eu tinha feito, tinha o fascinado – parecia que ele estava na frente de uma “feiticeira” e ele era o aluno. Mas eu não quis saber o porque daquela reação mais sim se o Luca estava vivo, -mesmo ele tendo provocado isso de algum jeito – eu nunca me imaginei matando alguém, principalmente sendo uma pessoa tão próxima de mim. Assim que me ajoelhei perto dele, - senti seu corpo quente e seu coração ainda batia – graças a Deus ele estava vivo.

- Luca, Luca!!! –disse o sacudindo - Abre os olhos pelo amor de tudo que é mais sagrado!!! – meu desespero era evidente e nesta hora nem reparei que o Isack já havia chamado alguém para ajudar – Me responde por favor!!!
-Mocinha pode nos dar licença – disse a enfermeira que ajudou um senhor o colocar em uma maca
-Manu, deixa eles ajudarem, vem – disse ele abrindo os braços para mim – Aii – vi ele reclamando baixinho
-Desculpa, eu não queria... – disse eu ao sentir suas queimaduras
-Não se preocupa – ele falou ao beijar meu cabelo – o mais importante agora é saber como ele esta – disse ele enquanto eu olhava o Luca naquela maca saindo pelo corredor

Todos da escola saíram da sala para ver o que estava acontecendo, porque não era normal uma ambulância sair da escola assim...

-Calma calma pessoal só foi um pequeno acidente – disse a diretora que acalmava todos, vi os olhos dos amigos do Luca que estavam preocupados como eu, enquanto eu acompanhava a maca até a ambulância
-Eu vo com ele – disse a diretora, que via a minha angustia
-Claro ele é seu namorado, é normal que você queira ir – disse ela me deixando subir na ambulância
-Eu também quero ir diretora – disse o Isack que me abraçava tentando me acalmar
-Não acho necessário senhor Isack – disse ela
-Por favor! Olha como a Manuela esta – disse ele que parecia que a angustia que eu sentia era a mesma que ele sentia – Me deixa ir
-Tudo bem – disse ela que parecia estar enfeitiçada por aqueles olhos

Na ambulância eu nem reparava o que ou quem estava na minha volta, só olhava para o Luca, - com aquela cara de dar pena, parecia que a dor ainda estava nele e isso me deixava muito mal – os enfermeiros diziam que ele iria fica bom, que não era de grave, mas mesmo assim eu me sentia péssima por ter sido a causadora daquilo tudo, mesmo não sabendo direito como e porque.

Assim que chegamos no hospital, não me deixaram entrar na sala de atendimento com ele, tive que ficar sentada na sal de espera, e essa era a pior hora, a de esperar o diagnostico – e se ele nunca mais acordar... e se ele ficar paraplégico por minha causa... e se ele morrer... – sentei em uma das cadeiras que lá havia e abaixei começando a chorar.

-Ei – disse o Luca que estava tão mal quanto eu, tentando levantar meu rosto – Ele vai ficar bem
- Você não precisava ter vindo comigo.. sei que o Luca não gosta de você e nem você dele... – falei ainda com as mãos tampando meu rosto
-Mas eu e ele gostamos de algo em comum... – disse ele ao colocar meu rosto em seu peitoral – Você, e pode ter certeza que a dor que você sente eu consigo sentir também
-Serio? – disse eu o encarando pela primeira vez depois do incidente com os olhos cheios de água
-Serio – disse ele dando um meio sorriso e limpando as lagrimas que caiam sem cessar - Quando os vampiros encontram a sua alma gêmea, eles conseguem sentir a felicidade, a tristeza e até a angustia que o outro senti, e é tão ruim vendo você sofrer e não poder fazer nada para que isso pare
-Ele vai ficar bem? – quis saber, mesmo ele não sendo medico
-Claro que vai o impulso que ele vou atirado não foi o bastante para matá-lo, mas iria ser se ele não a soltasse, Eu o jogaria – disse ele rosnando
-Como eu fiz aquilo? – porque será que eu sentia que o Isack tinha aquela resposta
- Acho que você não esta com toda essa moral não heim Manu – disse ele tentado me fazer rir
-Isack é serio! Você não foi... E quando eu disse para ele me soltar, ele voou longe... – disse me lembrando daquele sena horrível – Eu senti meu corpo gélido e um fogo ao mesmo tempo me dominava, parecia que eu poderia fazer tudo o que eu quisesse com aquela força...
-Uma mulher maravilha brasileira – disse ele tentando me deixar menos tensa
-Eu não to brincando – disse seria para ele mesmo estando quase sem voz por tanto chorar - Me fala!
-Manuela é que ... – ele ia dizer, eu tinha certeza, mas o doutor no mesmo instante chegou com o diagnóstico
-Vocês são amigos do Luca? - quis saber o medico
-Sim – eu disse dando um pulo da cadeira
-E os pais do jovem? – o medico perguntou
-Estão vindo, a diretora ficou de avisar a eles – pelo menos era isso que me pareceu
-Ok, bom o amigo de vocês, vai ficar bem – disse ele sorrindo – mas terá que engessar o um braço
-Ele ta bem então doutor? – disse eu me aliviando da angústia
-Claro que sim moçinha, querem vê-lo? – disse o medico para nos dois
-Claro, ele já acordou? – perguntei
-Sim, havia desmaiado, mas já sim, bom com licença – disse o medico que saiu para atender outros pacientes
-Vamos! – disse ao Isack quando puxei sua mão e ele não se mechei um centímetro – O que foi? – quis saber
-Manu, eu não vou com você, no quarto dele, ele pode se sentir mal com minha presença, mas se ele perguntar o que aconteceu diga que ele escorregou e caiu, não diga o que aconteceu de verdade tudo bem? – disse ele serio
-Porque? – eu queria saber, porque mesmo se dissesse ninguém iria acreditar
-Pode ter espiões aqui – ele disse num tom muito baixo
-Espiões? Como assim? – agora tinha ficado preocupada, vampiros espiões ...
-Domingo, lembra? Eu te prometi de ti contar tudo, mas só domingo ta bom? – ele não iria me responder nada ali, não sei o que era tão adiável assim para ser só domingo, e cada vez eu ficava bem mais curiosa
-Domingo, então – disse e me virei para ir ao quarto do Luca

Bom, vivo ele estava, mas e agora como iria fazer para encará-lo depois de quase matá-lo, será que ele iria se lembrar daquilo tudo? – mesmo sendo legitima defesa, eu não poderia ter feito aquilo com ele, eu estava na porta do quarto – mas sem mas coragem de abrir a porta – e a raiva dele será que tinha passado? Bom de duas uma ou eu ia embora ou entrava... Resolvi entrar mesmo sem ter muita certeza

Luca? – chamei e vi que ele estava de olhos fechados
-Manu- disse ele abrindo os olhos na mesma hora
-Você esta bem? – perguntei mais eu via que seu braço esquerdo estava engessado e sua cabeça estava com uma faixa, aquela sena me deixou péssima porque era eu a causadora
-Pára de me olhar assim... – disse sorrindo – Eu to bem num to, isso é o importante – vi a sinceridade saindo de seus olhos azuis
-É, tem razão – disse eu me sentando em uma cadeira do seu lado
-Nossa não me lembro de nada cara! – ele parecia confuso – Só que peguei você de um jeito que deve ter te machucado, me perdoa Manu? – disse ele segurando minha mão
-Claro – disse sem graça porque a errada era eu e não ele
-O que aconteceu você sabe? – me perguntou sem entender nada
-Você escorregou o chão estava molhado... Então.... – como o Isack saberia que ele não se lembrava de nada
-Ele esta ai com você? – quis sabe o Luca
-O Isack? Esta sim... – eu disse mais com medo de o que ele iria falar depois
-Hum – disse ele de mal humor – Manu me responde uma coisa... Como você pode gostar tanto de uma pessoa que você não conhece nem um mês? Enquanto eu você namorava a três anos?
-Eu não sei explicar isso Luca... – eu disse sendo sincera
-Você o ama tanto assim? – ele perguntou mas eu via que ele não queria ouvir a resposta mais necessitava dela
-Sim, eu o amo Luca, ele é como se fosse a outra metade de mim sabe... Como se fosse como este coração – apontei para minha gargantilha que o Isack havia me dado – sem a metade dele não existe nada, mesmo sendo tão diferente de mim – disse isso sendo leal a ele
-Hum... – foi só isso que ele me respondeu
-Mais você... – eu disse olhando bem em seus olhos – Foi um namorado perfeito que eu amei muito, e que ainda amo... Mas de outro jeito hoje, e sempre ouça bem... Sempre eu vou te querer bem, porque eu te adoro muito!
-Mas não ama – disse ele soltando da minha mão
-EU fiz algo de errado? –eu vi seus olhos se encherem d’água
-Não não que isso, claro que não, você foi perfeito mas hoje... Eu sei que eu não posso ti oferecer tudo o que você merece, é isso – eu disse
-Eu te amo Manuela e sempre vou estar aqui te esperando – ele disse mais antes de eu responder algo à enfermeira veio dizendo que os pais do Luca haviam chegado e eu teria que sair...

A mãe do Luca estava muito aflita quando eu sai, me cumprimento e foi direto vê-lo com o seu marido, eu até fiquei olhando uns instantes pela porta a cena bonita que lá estava, porque como eu o Luca era muito sortudo por ter pais que o amavam tanto... Quando cheguei na sala de espera o Isack não estava lá mais e havia deixava um recado para mim:

Manu,
Fui ao colégio explicar para a diretora o que ocorreu no vestiário, disse que você não estava muito bem e foi para a casa – espero que vá mesmo – então esta liberada das aulas hoje rs
Ps: Não sei se vou hoje a noite na sua casa, porque tenho que cassar ...
Te Amo ...
Isack



Logo peguei um taxi, e fui direto para casa, eu queria passar em algum lugar para espairecer e tudo – mais resolvi ir direto para casa, com o Isack havia pedido, porque ainda estava nervosa e triste.
Eu amava o Isack, mais não gostava de machucar o Luca assim, mesmo sendo sincera com ele...

Assim que coloquei o pé dentro de casa, minha mãe, meu pai, tudo mundo quis saber o que tinha acontecido com o Luca, se eu me machuquei, se o Isack também tinha sofrido algum acidente – respondi todas as perguntas, tudo, mais eu estava com muita fome, almocei com minha família e depois minha mãe me fez experimentar o esboço do vestido que ficaria pronto a 2 dias – não tinha clima pra festa depois disso, mas minha mãe via clima, depois desse dia tão tulmutuado. Até pensei que a Bianca não iria mais nem a Clara, mas mesmo preocupadas, elas não desistiram do Baile de sábado, a Bianca perguntou o que tinha acontecido no ateliê da minha mãe e eu disse a mesma coisa “ que ele tinha escorregado no banheiro” mas a Clara não se convenceu muito não.

Cansada, era a palavra que me resumia naquela hora do dia, pois era tarde da noite e subi para meu quarto quando chegamos do ateliê, fiz um lanchinho e subi para comer no meu quarto – o Isack não viria hoje mesmo me ver, então iria dormir cedo e recuperar o sono da noite passada.

Logo que entrei no meu quarto, e fechei a porta, fiquei paralisada – não sei se era de medo, de pavor, de raiva – mais a vi sentada como uma perfeita boneca de porcelana, com seus cabelos negros e enrolados soltos que se mexiam no mesmo movimento do vento e um sorriso no rosto ao me olhar

- Olá Manuela, tudo bem com você? – disse Samira que me olhava fixamente

Meninas desculpem não postar ontém é quesai o dia tdo!! Mas esta aki!! e até sexta posto o 9



4 comentários:

  1. aaaa que lindoo
    ameeei
    vo ta esperando anciosa por novos posts
    pena que sexta feira e fim de semana eu naum vo ta em casa, entao vou poder ler so domingo a noite...
    ooo que tortura, auhuhsuasuaushauh
    beeeijao bem grande

    ResponderExcluir
  2. Own *-*
    Ameiiiii
    Beiijos

    ResponderExcluir