segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O pacto


Capitulo 11
Pacto


O cheiro do álcool entrou pelas minhas narinas como se me queimasse por dentro, isso me fez despertar de um sono com nuvens pretas em minha volta, quando abri os olhos eu o vi na minha frente, mais estava tudo embaçado na minha visão, só consegui reconhecê-lo por sua pele fria que pegava minha mão.

-Onde eu estou? – eu perguntei ainda meio tonta sentindo o cheiro de álcool
-Na enfermaria – Isack respondeu carinhosamente
-O que aconteceu? – eu perguntei, mas logo as lembranças de quase ter o sufocado e causado algo na Laura vieram à tona – Eu sou um mostro – falei mais minha voz parecia presa ao lembrar daquilo
- Manu... – ele tentava por sua expressão me mostrar que não, mas sim, eu fui um mostro fazendo aquilo
-E a moçinha está bem? – disse à enfermeira que trazia um copo com um medicamento
-Sim – respondi mais nem olhava para ela e muito menos para ele depois daquilo tudo
-Você não se alimentou muito bem hoje, seu namorado me disse, deve ser por isso que desmaiou – comentou a enfermeira enquanto pingava algumas gotas em um copo para mim
-É – eu disse sem muita expressão
-Aqui beba – disse a enfermeira simpática, mas eu não queria, não foi isso que causou o meu desmaio e eu sabia e o Isack também, mais ele sempre me safando de encrencas
-Bebi Manu – eu disse com um tom mais serio, e eu obedeci sem olhá-lo
-E a Laura? – eu perguntei para o Isack, sem tirar meus olhos do copo de plástico tentando esconder minha cara de remorso
-Esta bem, só foi uma paralisia momentânea a enfermeira disse – ele falou em pé me encarando, eu percebia
-Falta de esportes - ela disse pegando o copo da minha mão já que estava vazio – Bom esta liberada, a escola não achou necessidade de avisar sua família já que só foi um desmaio sem muita importância – a escola odiava se passar por irresponsável
-Obrigado – disse o Isack educadamente a enfermeira que deu um sorriso enorme para ele, mas ele não tirava os olhos de mim
-Cadê a Laura? – perguntei no corredor para o Isack olhando para o chão de madeira
-Foi embora, depois que você desmaiou – ele disse olhando para mim, mas eu nada em resposta

Quando cheguei à sala de aula, todos me perguntaram se eu estava bem, se eu havia batido a cabeça ou algo – bem que eu queria para poder esquecer aquilo – mas não, eu me lembrava de tudo, a Clara veio me abraçar e mal consegui abraçá-la, porque ainda estava em choque.
Não quis ir embora, assisti às aulas e o Isack me acompanhou a todo lugar que eu ia mesmo eu nem falando com ele – menos no banheiro que ele me esperava ao lado de fora – ele queria que eu comece algo mais eu rejeitava tudo, nada entrava e também nada saia – aquela sensação de poder ainda estava forte, mais tentei controlar esse meu outro eu que eu não conhecia, para não fazer mais nada a ninguém não por hoje.
Aquilo deixava o Isack inquieto eu via a preocupação dele por mim e não poder fazer nada para tirar aquela culpa de mim ele dizia “ Você não tem culpa” a toda hora para mim... Mas sim eu tinha culpa, pois deixei a raiva me dominar por uma coisa idiota por uma menina que não merecia uma cena daquelas – mesmo não gostando da Laura ela não merecia aquilo, não ela não merecia, mesmo sendo quem era, e muito menos Ele, ele nunca quis me matar, depois do primeiro dia, agora que era do bem, e eu quase fiz isso e logo a quem eu mais amava. Primeiro o Luca, depois a Laura agora o Isack... Eu realmente era um monstro.


As outras aulas nem sei do que foi, pois a única coisa que me vinha na cabeça era “ Eu sou um mostro”, assim que o sinal tocou da ultima aula eu disse tchau para o Isack e fui para o carro com as meninas – ele me levou até o carro e me disse “ Eu Te Amo”, foi um eu te amo tão profundo mas não consegui retribuir aquelas palavras que era muito verdadeira para mim, mas não dignas de mim agora.

Em casa pedi para as meninas não comentarem nada, não queria preocupar minha família por um diagnostico falso a meu ver, fome era algo que eu não sentia, então resolvi colocar uma roupa mais Sport e correr pelo parque Ibirapuera, aproveitar o dia, tentar fugir daquela situação mais era impossível. Corri. Corri. Corri. Até não agüentar mais e parar perto do lago, mas quando dei por mim as lagrimas rolavam, como águas de uma cachoeira sem cessar. Quem era eu realmente? Porque aquela semana era a mais maravilhosa e ao mesmo tempo a mais horrível de toda minha vida? O que tinha de errado comigo? – eram perguntas que eu queria e dava qualquer coisa por respostas... Até meu sangue... Samira! Isso eu iria procurá-la e diria que se ela me desse às respostas eu daria meu sangue para ela... Mesmo correndo o risco de morrer... Eu não iria agüentar ferir alguém que eu amava de novo...

Limpei as lagrimas do meu rosto e corri para casa , decidida do que eu iria fazer aquela noite, mesmo correndo o risco de ficar em Ele ... Sem meus amigos ...Sem minha família, mas certa das minhas origens. Assim que abri a porta da sala a Pepa tentou me avisar algo mais eu estava com tanta presa que nem a escutei até que...

- Vai apagar algum incêndio? - quis saber Ele, que sentava- se no sofá
-Isack... Você aqui... - eu disse meio perdida da escada porque não esperava por essa
-Vim ti ver – disse ele se levantando
-Porque você não faz a Manu comer alguma coisa, porque eu e a dona Glaucia cansamos de insistir – disse a Pepa me dedando
-Você ainda não comeu nada Manuela? – perguntou ele com raiva daquilo
-Eu to bem – e realmente eu não estava com fome, aquilo estava me enjoando
-Bom conto com você Isack – disse a Pepa para ele – Com Licença vou deixar vocês a sós – se retirando
-Chega Manuela – disse ele me buscando na escada – Agora a gente vai conversar - me disse seguro do que iria me falar.

Eu só afirmei com a cabeça – se era isso que ele queria tudo bem então – Continuei nas escadas e fui em direção para meu quarto e ele me seguiu, claro – poderíamos conversar em qualquer lugar, mais aquela conversa era melhor ser uma conversa sigilosa, pois sabia que o assunto não iria ser muito “normal”.

-Pronto – disse indo pra sacada, ainda estava me sentindo um lixo pelo que fiz
-Olha pra mim Manuela – ele disse com uma voz meio nervosa
-Eu não posso ti olhar depois de tudo o que fiz com você hoje... – eu disse com os nós já se formando na minha garganta
-Manuela, você não percebe? – ele disse em segundos bem na minha frente – Eu odeio te ver assim, se sentindo culpa por uma coisa que você não tem controle ainda – eu sentia a dor em sua voz
-Eu sou um monstro – eu dizia com a cabeça ainda baixa – Eu quase ti matei! – nessa hora as lagrimas vieram à tona como se elas falassem por mim
-Meu amor – ele simplesmente me abraçou, com tanto carinho que me sentia protegida de todas as coisas ruim até de mim mesma - Nós vampiros não moremos assim Manu, então sem sangue, sem morte – ele dizia sorrindo para mim, e eu molhando toda sua camisa azul com lagrimas
-Jura? – disse soluçando e o olhando finalmente, entre as lagrimas
-Clara, meu amor – disse beijando minha testa – Nós vampiros, morremos com estacas de pratas e não sufocado, eu só fiquei um pouco fraco só isso – contou-me
-Esse negocio de estaca é de verdade? – disse limpando as lagrimas
-Sim, temos nosso ponto fraco como todos – lembrou -me ele enquanto alisava meus cabelos
-No coração? – quis saber, mas com medo da resposta
-Exatamente, mesmo sendo vampiros, a raça do meu clã, todos temos sangue mas ele evapora e por isso precisamos de sangue dos humanos para sobrevivermos, mas o seu poder é algo fantástico e fiquei deslumbrado com tanto poder, a ultima pessoa que vi ser assim tão forte, foi.... – ele não terminou a frase e algo o arrepiou
-Você ta bem? – eu disse mais calma, mais assustada com aquele forte arrepio
-Sim – ele disse tocando em meus lábios com seus dedos
-Edgard – eu supus
-O que tem o Edgard? – ele queria saber, confuso
-Ele era quem você estava se referindo? – perguntei, mas sabia que era ele sim
-Você é boa nisso – disse Isack
-Eu queria conhece- lo – realmente tinha curiosidade de ver Edgard, para ver o porque que todos o obedecia tanto
-Nunca Manuela, nunca! – ele disse parecendo apavorado – Por mim Edgard nunca ira vê-la – Ele dizia como se fosse uma promessa e se enrrigecia todo
-Calma Isack, foi só uma curiosidade – eu dizia tentando acalma-lo
-OK – dizia ele respirando fundo de olhos fechados, quando abriu eles, ele estava mais calmo – Desculpa! Por essa reação – dizia Isack acariciando meu rosto
-Ta bem – eu dizia ainda intrigada por aquilo
-Mas moçinha eu não vim aqui para falarmos dessas coisas – ele disse ao me pegar no colo
-Isack! Eu vou cair! – eu dizia, alegre por ele ter ido na minha casa
-Nunca! – dizia ele todo convencido
-Convencido – eu disse o zuando
-Convencido? – disse ele ao me jogar na minha cama – Vai ver o convencido agora – disse ele mostrando os dentes pra mim e depois me beijando
-Isack! Isack! – eu dizia feliz da vida rindo daquele momento, que estava tão bom
-Bom, vou te falar o que quero de você Manuela – ele dizia a centímetros de meus lábios em cima de mim – Hoje você esta intimada a ir no meu prédio as 21:00 – Isack falava com se fosse uma intimação de verdade
- E se eu não for? – eu perguntei brincando
-Eu... te... seqüestro – ele dizia me dando mordidinha em meus lábios
- Então... Eu vou, porque se não minha mãe chama o FBI pra me procurar. Vai ser um encontro? – quis saber o derrubando para o outro lado
- Depende... Se você vai voltar... – disse ele me olhando – Se não te seqüestrar ...
- Então sim, vai ser um encontro – disse eu ao me olhar no espelho e vê-lo atras de mim em frações de segundos
-Posso ti esperar? – ele falou me olhando pelo espelho
-Deve – eu disse virando para ele
- Ótimo – ele dizia ao sair pela varanda
-Vem pela porta! – tentei falar mais ele nem ligou
-Não, isso é pra eu não perder o hábito, a e antes que me esqueça... coma! – ele sorriu me deu um ultimo beijo e foi embora


Era engraçado como Ele me fazia tão bem, em algumas hora já estava me sentido bem outra vez, apesar daquela sensação de ser invisível me deixasse meio boba por dentro, mais não iria usar aquilo para o mal, porque eu era do bem e machucar as pessoas que eu amava não era o que me fazia feliz, com certeza não. Um encontro! Com o Isack! Era tudo o que eu queria, só nos dois – lá eu iria poder fazer algumas perguntas que estavam entaladas na minha garganta e ele teria que responder a elas, seria uma noite muito linda, e o melhor eu estaria com Ele.

Logo comi alguma coisa pra a Pepa não pegar no meu pé, e disse a minha mãe que eu tinha um encontro – ela gostou muito da nova noticia, mas antes queria que eu visse meu vestido, mas com estava quase atrasada disse que amanha pela manhã viria, ela não gostou muita da idéia mais aceitou. Corri para meu quarto, e joguei umas cem peças de roupas na cama, porque a pergunta era “Com que roupa ir?”, porque realmente era difícil escolher, Vestido? Saia? Jeans? Ou outros? – fechei os olhos e apontei para um deles, o escolhido foi o Jeans, e blusa coloquei uma bege de renda e sapatos... decidi por uma sandália aberta, cabelos soltos com um leve detalhe, maquiagem – pronta! Eu estava pronta para ir ver o Isack, peguei minha bolsa e desci.

-Onde vai toda produzida filha? – disse meu pai que estava assistindo TV com minha mãe
-No cinema com o Isack - menti, não poderia dizer que era na casa dele se não meu pai ia ter um troço
-Bom. Bom cinema – disse ele se virando para a TV
-Valeu! – disse saindo correndo e ouvindo o tchau da minha mãe

Não quis ir de carro, preferi um taxai – ninguém iria me ver isso era bom – desci no prédio do Isack que não era longe de casa – o porteiro já pediu para que eu entrasse que ele me aguardava, subi o elevador até o 5º andar e havia um bilhete na porta assim:

“ Me encontre na cobertura do prédio, lá ira ter uma porta de emergência e entre”

Isack

Obedeci as instruções, e fui como estava pedindo no bilhete, o corredorzinho estava muito escuro só enxerguei a palavra “ saída” porque tinha uma luzinha vermelha piscado, caminhei – meu coração estava ansioso, com um pouco de nervoso mas não de medo, mas mesmo assim parecia um primeiro encontro. Assim logo abri a porta e entrei
Sabe quando agente vê aqueles encontros românticos em filmes e novelas – com luzes de velas, músicos, flores, tudo de romântico que existe? – era assim que estava lá, ele todo lindo me esperando com uma rosa cor de rosa na mão – ele não estava formal, estava lindo de jeans, mais que eu é claro.

-Pra você – disse ele vindo em direção ao um tapete vermelho que tinha para me dar a rosa
-Isack – eu estava sem palavras para tudo aquilo
-Gostou? – ele só me perguntou isso
-Ta lindo – disse com os olhos cheios d’agua de emoção
-Não – disse limpando meus olhos – Hoje a noite e para alegrias e não tristezas
- As lagrimas são de felicidade – expliquei
-Mesmo assim, eu não quero vê-la chorar nunca mais – disse ele me dando um beijo
-Prometo – disse logo depois do beijo
-Vem – disse ele me puxando para a nossa única mesa – Gosta? – perguntou ele
-Comida japonesa é minha favorita – eu disse sorrindo
- Que bom que acertei – eu disse me sentando

A musica, o jantar estava tudo perfeito , o clima – até ele comeu para me acompanhar – eu não acreditava no que eu via mas sim e comeu como uma pessoa comum, esta com ele era tão simples ser feliz, não precisava de nada ele dele, mesmo se eu fosse pobre e tivesse ele como marido, eu não me importaria com nada, ali percebi que o dinheiro não traz a felicidade e que a felicidade não é algo que compramos mais sim que acontece, como a nossa historia.

Logo ficou um pouco mais tarde os músicos foram embora, tiraram a mesa e ficamos nós dois naquele lindo cenário – nunca pensei que a cidade era tão linda a noite vista de 18 andares – eu olhava tudo aquilo deslumbrada e a lua linda com sempre.

-Gostou? – ele me perguntou me abrando por trás
-Sim, perfeito, tudo, assim como você – eu disse olhando para a cidade
-Linda a vista não é? – ele me perguntou
-Perfeita – eu disse
-Então jantar com um vampiro é algo agradável, quando não se é a presa? – perguntou ele beijando meu pescoço
-Sim, são os melhores anfitriões – eu respondi me arrepiando toda
-O que você queria me falar hoje cedo, antes da professora te interromper? – ele estava curioso
-Nada – eu não iria falar da proposta da Samira, eu não podia
-Olha Manu, eu entendo que você não queira me falar tudo mais... Confie em mim!- Pediu ele
-Eu confio é só que... – eu só não queria falar da Samira, ela me dava medo, mas tinha outras coisa que eu queria saber... – Quantas namoradas você já teve? – soltei
-Era isso que você queria saber? – ele me perguntou me virando para ele
-Sim – era verdade, mais não só isso
-Bom, antes de ser vampiro, eu tinha uma namorada que se chamava Zorar, antes da epidemia tomar contar de todos da minha cidade e só alguns sobreviverem, eu por sorte ou por azar sobrevivi e Edgard pegou os sobreviventes para fazer seu novo mundo – disse ele lembrando –Ela era a filha de uma amiga da minha mãe na época, era bailarina, e todos a adoravam, eu sempre gostei dela mais nunca tive coragem de falar, até que um dia ela disse que me amava e ficamos três meses juntos logo ela foi infectada pelo vírus muito forte e morreu como a maioria – ele dizia como se voltasse a cena – Eu fiquei inconformado com aquilo, tentei salva-la mas não consegui... e ela faleceu em meus braços, eu já até tinha comprado a aliança de casamento, que naquele época era muito diferente de hoje, ai jurei que nunca mais amaria ninguém, parecia que eu havia morrido com a Zorar, porque ela era minha vida e sem ela... Nada tinha sentido, até que Edgard me fez aquela proposta “ Ou morre ou Aceita” aceite e gostei daquilo da sensação de poder, matei muita gente inocente por sede de sangue por centenas de anos, e via os humanos como um simples alimento até conhecer vocÊ, e aquele sentimento que eu havia enterrado com a Zorar renascesse como uma Fênix, e ama-la tanto ou até mais que amei um dia Zorar – disse ele voltando ao nosso mundo saindo de seus pensamentos

-Eu... realmente não sabia ... – a Samira não tinha falado aquilo para mim
-Quase ninguém sabe, eu sou bem antigo – disse ele voltando com seu bom humor de sempre
-Essa Zorar se parecia comigo? – eu quis saber
-Não – disse ele rindo da pergunta – Ela era loirinha e você é morena – falou sentindo o cheiro do meu cabelo – mas o seu cheiro é parecido com o que ela tinha
-Foi por isso que você gostou de mim por lembrar ela em alguma coisa? – eu não estava com ciúme de uma morta só estava querendo saber algumas coisas
-Claro que não Manu, eu nunca te comparei com ela em nada, você e ela são muito diferentes, e hoje é você que eu Amo! – ele disse com toda paciência com minhas cismas mortais
-Fora ela? Nem uma vampirinha? – eu disse com um pouquinho de ciúme agora
-Manuela – disse ele balançado a cabeça
-Heim, fala – eu disse segurando seu lindo rosto com minha mão
-Sim , mais nunca chega a seus pés, posso dizer que foram fontes que me levaram até você – ele era bom de papo – E você foi só o boyzinho? – ele se referia ao Luca
-Sim, dês dos 14 anos namoro com ele com idas e vindas ... – eu disse m e lembrando das coisas com o Luca
-Vocês já... – eu sábio o que ele queria saber... e isso me deixou vermelha
-Não, pode parecer estranho mais eu via o Luca mais na escola porque ele nunca tinha muito tempo para mim nos fins de semana então... Até que um dia quase aconteceu... mas depois eu desisti... – eu disse vermelha - mais você ? – perguntei
-Sim – mais só com vampiras, nunca com a Zorar
-Posso ti fazer uma pergunta? – eu tinha que ouvir isso dele
-Eu vou envelhecer... e você não.. então ...- eu não sabia como fazer aquela pergunta não parecer medo
-Nunca! Nunca eu vou te abandonar nem você com 100 anos, pra mim vai continuar com toda essa sua beleza e esse carisma que você tem, eu te amo por você e não por seu corpo – essa frase foi tudo o que eu queria ouvir da boca dele, tudo!
-Obrigada – disse dando um beijo com toda a intensidade possível, eu não queria parar de beijá-lo,queria sentir seu corpo... sua pele, ele por completo e percebia que ele também queria me sentir por completo, era algo que nunca havia acontecido ...
Isack - eu dizia tentando parar de beija-lo
-O que? – ele dizia ofegante
-Não hoje! – eu pedia e me afastava de sua boca
-Porque? – ele queria saber, ele estava pronto eu sabia mas eu talvez não
-Eu também quero, mas não hoje, não acho que hoje seja o dia certo – eu falava toda vermelha de vergonha algumas meninas se matariam para esta aqui com ele e eu não quis...
-Tudo bem – ele disse me dando um abraço
- Vamos fazer um pacto? -Perguntou ele
Assim que eu perceber que eu estou preparada para ficar com você 100% , a gente faz amor, vai ser a primeira vez, que eu tento com alguém e quero que seja com você, porque eu te amo, eu sei que pareço uma boba... – eu estava com vergonha daquela atitude
-Você não é boba meu amor! Pode ter certeza, eu também tenho que ver se não vou te machucar... – ele dizia pensando na minha segurança fazendo amor com um vampiro
-Você não vai me machucar! – eu tinha certeza
-Eu aceito o pacto – disse ele me dando um beijo e me abraçando vendo o lindo sol nascer como se estivéssemos dentro de um livro de contos
-Hoje já é sábado – eu disse
-Hoje é o Baile de Mascaras – ele dizia mordendo minha orelha suavemente
-Não sei porque, mas sinto que hoje será um dia muito importante para mim, alguma coisa me diz – aquela sensação voltava e forte naquela hora, e vi que aquele sábado não iria ser um outro qualquer

5 comentários: