sexta-feira, 30 de julho de 2010

Capitulo 5 primeira parte

Capitulo 5

Perdita e Florizel


As outras aulas passaram muito lentas, não sei se era porque o Isack estava distante de mim, mesmo estando perto, ou porque eu não gostava mesmo de escola, mas acredito que era a primeira opção. Todos os meus outros amigos ficavam sempre me olhando, pois eu estava muito bem conversando com o Isack e nem me lembrava direito do Luca – eu gostava dele mais eu não sei o que acontecia quando o Isack cruzava meu caminho, era como se eu morasse em uma praia calma e viesse um tsunami com toda força e eu não sabia o quanto ela iria prejudicar a minha praia – eu sei que é uma estranha comparação mais é assim que me sentia.
No intervalo havia cartazes em todas as partes do Baile de Sábado e ainda estávamos na terça-feira, às meninas não paravam de falar de vestidos e mascaras, e os meninos em chamar as garotas que eles tinham vontade de chegar, mas faltavam pretextos, eu só ouvia a palavra “Baile de Mascaras” o dia inteiro porque até no banheiro tinha, e no refeitório então...
-Ai gente vocês estão vendo só falam no baile de sábado! – disse Clara ao sentar-se à mesa do refeitório toda animada
- Aff que palhaçada esses cartazes bregas espalhados que nem campanha eleitoral – comentou Bianca e os meninos só balançavam a cabeça
- Vai ser divertido eu ti prometo Bih – disse Miguel que estava super feliz por levar Bianca no baile depois de tantos foras
-Tomara se não eu volta para a minha casa no mesmo instante – disse Bianca já de mal humor
- Confie em mim – disse Miguel ao beijar sua mão
- Ai Miguel, que coisa mais cafona!- Bianca disse puxando sua mão
-E você Clara tem com quem ir? – quis saber Plínio, todo tímido
-Não – disse a Clara toda vermelha com os olhos baixos
-Que-quer ir comigo? – disse Plínio perguntando a ela
-Claro, muito obrigada por me convidar – Clara falou toda sem graça e vermelha, com todos olhando
-Ualll! Olha a CDF da Clara com o bonitão do Plínio , vão juntinhos – zuou a Bianca, os dois fazia mesmo um casal muito bonito, Plínio era muito inteligente também apesar de ser um dos caras mais populares do colégio ele era muito tímido em relação às mulheres e Clara era muito bonita e sua simplicidade encantava a todos
-Bianca! – todos disseram menos eu..., e todos viam que minha atenção estava voltada para outro lugar
-Manu, o que você tanto olha para aquela árvo... – vendo que a arvore era o que menos me chamava a atenção – Entendi – olhando o Isack sentado encostado no tronco da arvore com óculos escuros e com um livro nas mãos parecendo concentrado
-O Isack é um gato mesmo heim Manu, me passa um pouco desce doce seu – brincou Bianca comigo
-Só somos amigos Bianca só isso! Eu tenho namorado – é tinha mais estava ficando cada vez menos presente em minha mente
-Ele não gosta de você converse com o Isack, você sabe Manu – disse Plínio o braço esquerdo e direito do Luca
-Ele não é meu pai, e sim meu namorado, eu posso falar com quem eu quero Plínio – eu disse meio rude para Plínio
-Calma Manu, só estou falando, porque ele pediu para eu cuidar de você.. Só isso – retrucou ele para mim
-Eu sou bem grandinha para ter baba, assim que ele chegar vou ter uma conversa com ele – ele pensava que eu tinha quantos anos? 5? – Me desculpa pela grosseira Plínio – pegando na mão dele, ele não tinha culpa
-Ai que lindo! Que sena tocante –zuou Bianca – Mas iai você vai no Baile de Mascaras não é Manu? – quis saber Bianca
-Não sei... Pela minha mãe, eu já estava vestida rsrs, mas eu não estou muito animada – confessei ainda olhando pelo canto do olho o Isack que parecia concentrado no livro
- O meu vestido estava pensando em pedir pra sua mãe fazer.. o que acha? – perguntou Bianca
-Claro!- disse eu levantando da mesa – É... Gente eu já volto eu não demoro, acho que eu esqueci o meu livro de... –quando a gente quer mentir parece que todas as palavras somem – Geografia com o Isack – me virando para ir até ele, assim que eu virei em direção a ele ouvi cochichos atrás de mim, mas nem liguei e assim que olhei em direção a ele, ele olhou para mim no exato momento sorrindo e balançando a cabeça , mesmo com tantas pessoas no intervalo ele olhava fixamente para mim, como eu para ele.

-Livro de Geografia? – perguntou ele assim que eu sentei ao seu lado
-Foi o melhor que consegui – confessei meia sem graça olhando para o chão
-Péssima atriz você em Manuela – voltando seus olhos para o seu livro e rindo
-O que esta lendo? – quis saber tentando enxergar o titulo
-Chama-se “ Conto de Inverno”, me lembra muito minha vida, ou minha existência como preferir chamar – disse ele ao olhar para a capa que parecia ser antiga
-Willian Shakespeare, um verdadeiro poeta, eu adoro esse livro também, eu o li quando eu tinha 15 anos – me lembrei de ter ganhado do meu pai
-Conhece a historia? – olhou-me admirado com seus olhos mel iguais aos meus.
-Sim, Com ciúmes do amigo Polixeno, o rei Leonte mandou prender sua esposa, Hermíone. Na cadeia, ela teve uma filha que o rei abandonou. A menina, chamada Perdita, salvou-se e Hermíone morreu na prisão. Anos depois, o filho de Polixeno se apaixonou por Perdita, mas Polixeno foi contra o relacionamento com uma plebéia. Os jovens se refugiaram na corte de Leonte que reconheceu a filha perdida. Leonte arrependeu-se do passado e implorou perdão, revelando seu remorso pela morte de Hermíone. Hermíone reapareceu, revelando que ainda vivia. Perdita e Hermíone se reconciliaram com Leonte. Polixeno permitiu o casamento dos jovens e também se reconciliou com o velho amigo. – relembrei a historia que eu amava quando mais nova – É um lindo romance – disse eu olhando para o nada, mas percebia que ele me olhava – Só não entendi o porquê que parece com sua vida? – quis saber curiosa porque era um bom romance, será que ele já gostava de alguém...
- Eu prometo que te conto, mas não hoje... Mais antes de ir embora eu ti conto – disse ele me olhando docemente
-Embora? – eu disse sem conseguir esconder minha tristeza evidente
-Sim – disse ele para mim com a mesma tristeza só que nas palavras – Eu não posso ficar aqui, eu não posso fazer o que me pediram Manuela, então, eu tenho que ir embora e agüentar as conseqüências – disse batendo a cabeça na arvore de leve
-Eu vou te ajudar a fazer aquilo que você tem que fazer, eu não sei o que, mas, eu vou te ajudar - disse a ele com os olhos cheios de lagrimas, ele não podia ir embora, eu já sentia meu coração menor só com aquele idéia
-Você está... Chorando? – perguntou ele parecendo emocionado vendo uma lagrima cair dos meus olhos
-Eu sou uma boba não é? – disse eu limpando a lagrima
-Você esta chorando por mim? – ele quis procurando meu olhar que desviava do dele
- Isack... – eu disse sem jeito, com aquela sena que eu tinha acabo de fazer, nem pelo o Luca eu fiquei assim em 3 anos de namoro e agora por um vampiro eu ficava ... – O livro! – disse eu olhando em suas mãos – Quem você se caracteriza no livro? Você não me disse – mudando de assunto, limpando as lagrimas que ele ainda olhava fascinado
-Eu falo, se você não chorar, faz tempo que eu não vejo ninguém chorar, então é uma nova coisa pra mim, me desculpa – disse ele sem graça
-Eu que ti peço desculpa por ser tão manteiga derretida – disse sem graça – mas me fala com quem você se caracteriza?
-Bom se isso vai fazer você parar de chorar eu falo – disse ele rindo para mim – Com o filho de Polixeno, Florizel
-Florizel? – pelo o que eu me lembro ele tinha se apaixonado por Perdita, mas seu pai era contra por ela ser pobre até que descobri que era uma princesa e tudo. – Posso ti perguntar o por quê?
-Um dia te explico, alias você vai saber antes deu partir, eu prometo, não vai ser justo eu ir sem te falar – disse ele folheando o livro, com uma cara sem expressão, o pior era que toda vez que ele falava que ia embora me dava uma louca vontade de chorar com se fosse perder alguém especial
- Eu gosto da Perdita, ela é bem valente, não sei se teria toda a coragem dela, mas a admiro mais que a Julieta, pois apesar de não ser tão dramático que nem Romeu e Julieta eu gosto de “Conto de Inverno” – disse sem emoção olhando o livro igual a ele
-Eu não sabia que minha partida mexeria tanto com você... – disse ele entrando em outro assunto que me machucava como punhais
- Eu também não ... – disse eu levantando para ir embora já que era o ultimo horário
-Eu fico feliz e triste com isso sabia – disse ele se levantando primeiro que eu pegando meu fichário para mim do chão.
-Por que? – disse eu já com os olhos cheios de lagrimas novamente
- Triste porque eu me sinto muito mal te vendo triste assim, parece que eu sinto uma dor no coração mesmo o meu tendo parado de bater a séculos, e feliz porque você gosta de mim, um pouco, mesmo depois de tudo...
- Eu... – eu não sabia o que dizer eu queria o abraçar, eu poderia nunca mais vê-lo daqui uns dias ou até hoje mesmo, tocá-lo acariciá-lo... E via o mesmo em seus belos olhos tristes como os meus
-Manu vamos! – ouvi alguém me gritando
-Tchau – eu disse de cabeça baixa e me virando para as escadas que davam até o portão central

Eu nem vi se ele estava parado lá no mesmo lugar ou tinha ido embora, só sabia que eu não estava bem, parecia que uma parte de mim estava destruída, mas o pior o dia ainda não tinha acabado havia o ulustrissimo jantar do meu pai.



Gente o cap 5 ainda não acabou mais só poderei postar Quarta Feira! Desculpem !! Mas vai ser 10 vezes melhor prometo!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma Dor

Capitulo 4

Uma Dor


No carro ainda ouvi falatórios do tipo “ Ta Podendo heim” ou “ Nossa que gato é aquele ?” da Bianca, já a Clara não disse nada, ela tinha ficado assustada com o comportamento do Luca – até eu nunca tinha visto ele daquele jeito - eu sabia que ele tinha ciúme de mim, mas, não a ponto de sair numa briga com um vampiro por mim, -só que ele não sabia que era um vampiro, mais eu sabia o risco que ele havia corrido.
Deixamos a Bianca na casa dela, e depois fomos para casa – já que a Clara morava nos fundos da minha casa – eu estava meio aérea depois daquilo, pois em uma hora o Isack estava sanguinário e outra tirando saro da cara do meu namorado... Eu realmente não entendia, quem era ele de verdade...

- Você hoje esta longe néh? – disse Clara ela me conhecia muito bem.
-Sim... Um pouco ta tão claro? – quis saber sem graça
-Um pouco nem brigou com a Bianca pelas piadas nem nada haha – relembrou ela
-É... verdade – eu estava muito longe, nem nela estava prestando atenção
-Aquele cara o tal Isack você conhece da onde? – quis saber ela intrigada e esperando uma boa resposta
-Bom... Ele eu conheci... Bem no Ibirapuera – isso era verdade, eu não estava mentindo
-Mais parecia que ele tinha uma “certa intimidade” com você pelo jeito que ele falou... Não? – a Clara era muito esperta, e eu tinha que dobrar ela, não podia colocar a vida dela em risco
-A Clara, deve ser no dia do Ibirapuera, bom, a gente se conheceu e depois ficamos amigos, e só, agora com a briga do Luca eu também estou surpresa – disse eu olhando pela janela
-Manu, não sei porque mais eu acho ele meio estranho, sei lá ..., ele é realmente muito bonito mas,estranho ... – ficou pensando ela, mas graças ao bom Deus já´havia chegado em casa.

Assim que chegamos em casa, a Clara foi para a sua e eu entrei na minha, fui direto para o quarto e resolvi dormir, eu estava exausta, nem tirei o uniforme dormir de uniforme e tudo, o dia estava meio nublado e a tarde caia com um friozinho que era ótimo para dormir, do jeito que eu gostava.
Quando me dei por mim, eu estava em uma sena, era uma sena familiar, que havia um homem o do sonho, e a mulher do bebe, mas agora esse bebe estava no colo da mulher – os dois era muito bonitos e o bebe também, formavam a familia perfeita – a mulher ria alto toda vez que o bebe sorria também e o homem as observava, muito paciente, no sonho eu ouvia a mulher falar “ Stela eu te amo minha filha”, e a criança parecia entender cada palavra, ela era muito linda, e sempre estava feliz – pelo o que percebia – maiseu não parecia estar em São Paulo porque a cena era meio medieval e aquilo não parecia nada com o Brasil, estava mais para um lugar mais europeu...

-Europa! –acordei assustada dizendo isso convicta de alguma coisa

Quando olhei no relógio já eram 19h30min da noite, e eu estava faminta – nem havia almoçado – o cheirinho da comida da Pepa estava cheirando no meu quarto e olha que era longe – resolvi tomar um banho, porque estava quase na hora do jantar.
No chuveiro fiquei pensando sobre a nova sena da minha mente maluca, pois aquela sena só poderia ser antes de alguém roubar a bebe, - porque agora sabia que era uma menina – mas porque Eu estava lembrando disso? Eu não tinha nada a ver com aquilo tudo, mas, será que o Isack tinha a ver com aquele sonho?
Eu realmente estava com muita fome, e não conseguia raciocinar sem comer e fui jantar.

-Olha quem acordou a Bela Adormecida! – disse o Tales assim que eu coloquei os pés na sala de jantar
-Boa noite para vocÊ também Tales – disse eu sarcastica como sempre
- E como foi o primeiro dia de aula filha? – quis saber minha mãe.
-Bem... diferente – com certeza, pois em nenhum dos outros alguém tentou me matar , tentei mudar de assunto – vai ter um baile de mascaras no colégio
-Jura? – os olhos da minha mãe brilharam que nem dois faróis
-É mãe – minha mãe amava quando tinha estes tipos de festas, ELA que escolhia meus vestidos eu só optava
-Eu tenho um vestido perfeito para você no meu Ateliê, você vai ser a garota mais linda do baile – disse ela alegre aprecia uma criança – Mas temos que ver a mascara é claro!
-Mãe só não exagera, porque da ultima vez o meu vestido parecia para uma premiação e não para uma festa – relembrando do ultimo vestido
-Confie em mim Manu sou uma ótima estilista – disse minha ame empolgadíssima
-Fiquei sabendo que dois caras brigaram por ela hoje mãe – disse o Tales o estraga prazeres
-Como você sabe disso? – meu irmão era um fofoqueiro de mão cheia mesmo
-Verdade filha? – quis saber minha mãe, meio com medo
-É, mais ou menos mãe, o fofoqueiro do Tales, não estuda mais no Ainsten, mas sabe de tudo pelo jeito, mas foi uma briga – o fuzilando com os olhos – só um desentendimento
-Mas ninguém se machucou não é? – quis saber meu pai
-Não pai, eles nem chegaram a brigar de verdade
-Ok – disse meu pai, mas longe disso pelo visto – Sabe, hoje uma mulher fechou um negocio muito importante na empresa, ela quer comprar um helicóptero – meu pai adorava fechar negócios assim, pois eram os melhores – e convidei ela e seu filho para virem aqui jantar conosco.
-Precisava convida-los para jantar aqui em casa? – quis saber minha mãe com ciúme, e eu e o Tales rindo da situação – O que vocês estão rindo
-A Mamãe esta com ciúmes – disse eu rindo disso
-Não é ciúmes só queria saber quem vai vir aqui na Minha casa – disse mamãe, com um tom de ciúmes
-Não se preocupe meu amor – disse meu pai beijando a mão de minha mãe – Você é muito mais linda
-Mais pai, ela só tem um filho? – quis saber o Tales
-É Tales da idade da Manu - disse meu pai com uma voz bem alegre
-Pai eu já tenho namorado lembra? – eu disse brava com aquela historia
-Eu sei filha, só estou dizendo que ele é um bom rapaz, pelo o que conheci, não que o Luca seja mal – falou meu pai, mas, ele nunca falou assim de cara nenhum, nem do Luca
-O jantar vai ser amanha que horas? – quis saber minha mãe nada feliz
-Bom amor, marquei as 21:00 – disse meu pai indiferente
-Bom, tudo bem, mau educada eu não vou ser – retrucou minha mãe ainda enciumada

O clima do jantar foi até engraçado, com o ciúme da mamãe, mas, meu pai era raro convidar alguém assim para jantar em casa, mas, convidou, quem será esta mulher que comprou um helicopeto dele ? – era a pergunta que todos queriam saber – minha famila era bem engraçada, nestas partes, eu adorava quando minha mãe ficava com ciúme, pois significava que ela ainda amava o meu pai.
Assim que fui dormir novamente, meu celular tinha uma mensagem do Luca que dizia:

Manu, meu amor
Amanhã não vou para o colégio, pq eu recebi
Um teste para fazer no Rio
Mais não se preocupe volto amanha a noite e te ligo
Um beijo
Luca
PS: Te Amo

Ótimo agora meu namorado vai morar em outro estado se passar no teste,só me faltava isso para completar o dia – ele não iria me deixar iria? – claro que não, mesmo passando ele faria ponte aérea por mim, eu sei que sim, mas, se ele passasse eu ficaria feliz por ele é o sonho dele, afinal eu não poderia prende-lo aqui para sempre. Eu o amava, mas algo estava errado comigo... Eu tinha certeza.

Logo pela manhã o sol pairava no céu – lindo – um perfeito dia, a noite passada eu não tive sonhos e isso foi muito bom porque eles sempre me assustavam muito,fui tomar meu café da manhã só pois os meus irmãos tinham saído mais cedo, mais a Clara me fez companhia na mesa.

-Você não quer tomar café da manhã mesmo? – perguntei a ela, estava muito bom
-Não já tomei na cozinha – disse ela tímida como sempre
-Você e a Pepa são da família sabia? – meus pais as amavam e eu também
-Eu sei mas sei me por no meu lugar – disse ela seria
-Ai Clara você e muito boba – disse eu com uma colher de sucrilhos na boca
-E o baile, já esta vendo o vestido? -Quis saber ela
-Não, eu nem me preocupo minha mãe faz isso por mim – eu brinquei com ela – eu não estou com muita vontade de ir ... –realmente não estava
-Vamos vai ser divertido! – ela era a mais animada – Mais vamos falando disso no carro porque estamos muito atrasadas.

Realmente estávamos atrasadas, chegamos na escola 10 minutos atrasadas, o porteiro estava já fechando o portão e entramos correndo, a nossa sorte que não era aula de Português e sim Historia no primeiro horário.
Assim que entramos a professora não gostou muito, mas, nos deixou entrar, todos olharam para nós a Clara ficou toda sem graça, mas eu não – sempre entrava atrasada com o Luca – então era acostumada, mas algo me chamou a atenção na sexta fileira na ultima cadeira havia uma pessoa que fez meu coração disparar sem eu saber o motivo e assim que ele me viu soltou um sorriso lindo para mim, era ele o Isack , me olhando –parecia que os seus olhos falavam mas havia alegria e dor ao mesmo tempo – mais o meu coração batia a mil por hora e isso era muito diferente.

-Estávamos fazendo um trabalho em dupla, antes das “atrazadinhas” chegarem, querem se juntar a nós? – perguntou a profª, muito educada por sinal – Clara fará com a Catarina – era uma aluna que era péssima em Historia, bom nota ela tinha agora
-Sim senhora – disse Clara que foi se sentar ao lado da sortuda da Catarina
-Você Manuela, já que seu parceiro de sempre faltou, pode fazer com o Isack - apontando para ele com o dedo
-Claro – será que por que toda vez que eu chegava perto dele meu cérebro falava perigo,mas meu coração dizia tudo bem

Logo fui eu para seu lado, as meninas todas me olhavam me fuzilando, pois ele era realmente lindo e eu faria trabalho com ele, parecia que aquela cara de bebe era inofensiva e não feroz como ontem.

Oi – disse eu tirando o meu livro da bolsa
-Rosas com lavanda – disse ele colocando os nomes no cabeçalho
-O que? – eu quis saber, não entendendo
-Seu perfume é rosa com lavanda – disse ele olhando nos meus olhos com um sorriso nos lábios – suave, mas com um doce aroma inspirador.
-Nossa seu faro é muito bom – opa – quer dizer seu olfato – disse eu sem graça
-Sorte ou azar? – me perguntou ele
-Como assim? – ele estava falando coisas que eram sem nexo para mim
-Fazer um trabalho com um cara que quase te matou ontem?
-Bom... Digamos que meu namorado faltou... – disse eu começando a ler o texto
-Há... Falta de escolha – brincou ele com a caneta
-Eu diria destino – olhei fixamente para ele, e ele desviou o olhar e ficou serio
- Destino – debochando da palavra – Então quer dizer que você está no meu destino? – virando para mim e brincando com isso novamente
- Sim, não, talvez..., eu nem sem quem é você, só sei que não é igual a nós – disse eu olhando para a folha de respostas
- E você é? – perguntou-me ele puxando a folha das minhas mãos
-Por que você me pergunta isso? – quis saber
- Por nada – disse ele começando a responder as questões
- O que você veio procurar aqui no Brasil? – eu quis saber, porque um vampiro viria para cá?
-Eu não posso explicar Manuela, eu queria, ou melhor, não queria ter que fazer isso mais eu tenho QUE fazer isso – falou olhando fixamente para um lápis e o quebrando em pedaços com um simples toque
- Sempre temos dois caminhos, e eu não sei bem o que você disse, mas, bom... temos escolhas – disse tocando em sua camisa branca, eu estava com pena dele, por estar tão revoltado por ter que fazer o que não queria
- As vezes não Manuela – disse olhando para minha mão – Você é tão delicada, olha a sua mão na minha camisa – olhando fixamente para minha mão – mas se você encostá-la na minha pele... Pode ter certeza que vou ficar com uma cicatriz para toda a eternidade, como esta aqui – me mostrando uma pequena cicatriz que eu havia deixando nele
- Ai desculpa – retirando minha mão de sua camisa – Eu não queria... – eu realmente não queria o machucar
- Eu sei, eu pensei que você saberia de tudo, mas não... – olhando novamente para a folha e respondendo as ultimas questões
-Tudo o que? – ele falava em enigmas que eu não entendia, e isso me deixava com raiva
-Calma, a hora esta próxima, de você saber ... – nunca vi tanta tristeza em seu olhar como vi nestas palavras ditas por ele
- Você esta me deixando preocupada – eu realmente estava começando a ficar preocupada.
-Como eu queria te tocar – disse ele olhando para meu rosto
-Todos os - disse baixinho – Humanos te queimam? – quis saber, porque em todas as lendas nunca ouvi essa parte
-Só as especiais – disse ele rindo novamente para mim
-Posso ti falar uma coisa? – eu estava com medo do Isack ficar com raiva de mim por este comentário
-Claro – disse ele rindo da minha cara de desconfiada
- Hoje você não parece um vampiro, ta mais pra humano – cochichei
- Serio – disse ele dando uma gargalhada que fez todos nos olharem
-Espero que vocês dois já tenham acabado o trabalho, com tantas gargalhadas assim não é senhor Isack? – disse a professora nada feliz
-Claro acabamos faz um tempo, se a senhora quiser corrigir – ele se levantou e foi até a mesa da professora deixar o trabalho, até no andado era perfeito com se estivesse desfilando e as meninas até as que tinham namorados suspiravam
-É... – disse a professora com uma cara de “como pode estar tudo certo?” – podem sair então para não atrapalhar os outros

Arrumei minhas coisas da mesa e peguei meu fichário e minha mochila e sai da sala, quando sai o Isack já tinha saído na frente, eu me sentia tão bem com ele, mas, algo dentro de mim dizia pra mim ficar longe dele – deveria ser os meus instintos humanos
Só poderia ser – ele não estava no pátio, mas eu tinha uma idéia de onde ele poderia estar

-A sala de projeção não é um bom esconderijo depois que alguém o acha – disse eu, entrando lá e acendendo a luz, e olhando para ele sentado na beira do palco
- Você me seguiu por quê? – perguntou ele para mim, com um tom serio, mas, com um sorriso nos lábios
- Eu não podia? – disse eu sentando ao seu lado
- Meus instintos ficam muito menos aguçados com um ambiente cheio... Manuela, quando estou eu e minha “presa” ... – disse olhando para meus olhos castanhos grandes – fica mais difícil
- Não era para ser diferente, ou melhor, ao contrario? – eu quis saber por que pelas historia que eu vi eram assim
-Sim, mas quando a presa está escolhida por os instintos de um vampiro, ele só foca nela, e com muitas outras pessoas o sangue se misturas com vários outros cheiros, mas quando fica só eu e você... – disse ele fechando os olhos para se concentrar imaginei
-Quer que eu vá? – me levantei sentindo a porta
-Fica Manuela, eu estou alimentado – disse ele com um sorriso
-Foi... Foi aquela... Menina? – eu falei branca de pavor
-Não, ela só estava inconsciente e depois que acordou não se lembrou de mais nada. – disse ele olhando para meu rosto que agora se reconstruía – Eu sou perigoso Manuela, e você sabe, quase te matei ontem... Mas porque você insisti em ficar perto de mim? – se levantando e ficando rosto a rosto com o meu
-Eu não sei – eu disse meio constrangida
-Pelo menos o Playboy não quis te matar – disse ele, a centímetros de mim
-Eu também não sei o que acontece, quando estou perto de você... É estranho – minha respiração estava ofegante naquele momento
-Você não sabe o quanto é difícil para mim... – disse ele se aproximando do meu pescoço, e eu paralisada – Não – disse ele se recompondo – Viu?
-O que? – eu disse
-Quase se ataquei de novo Manuela, eu sou um... – parecia que ele se odiava que ele se abominava por ser vampiro
-Você é bom, eu sei! – eu disse chegando mais perto
-Sou bom para tirar a vida das outras pessoas – afastando – se de mim
-EU não entendo mais eu preciso de você - disse eu baixinho olhando para o palco
- O sinal – neste exato momento o sinal tocou – Eu tenho que ir
- Mas você vai estar na próxima aula não é? – eu quis saber antes dele partir
- Sim, se bem que tudo o que eu faço aqui eu aprendi a 500 anos – brincou ele partindo
- Até mais tarde Manuela – disse ele da porta
-Até então a próxima aula – eu disse
-Também – disse ele baixinho mais minha audição era perfeita
-Como assim mais tarde? – perguntei, mas ele já estava longe dali

Eu sentia uma dor muito grande dentro do meu peito, parecia que a dor dele era minha dor, e que eu queria tocá-lo e sentir como era sua pele, como ele era. Ele não era um monstro eu sabia, e eu iria ajudá-lo a acabar como aquele problema que o deixava tão mal, mesmo que para isso eu cometesse algumas coisas que eu nunca faria.

segunda-feira, 19 de julho de 2010



Capitulo 3

Que Novo Sentimento é Esse?

Meu corpo estava totalmente preso ao chão – paralisada completamente – eu não sabia se ele tinha sugado o sangue daquela pobre garota, ou iria começar naquele instante, os dentes dele brilhavam de uma maneira surreal, e seus olhos estavam rubis como os do homem do sonho. Eu não sabia se corria daquele lugar e deixava-o matar a menina ou se tentava fazer algo para impedi-lo – se isso fosse possível -, nessa minha indecisão foi aqui que ele percebeu a presença de alguém porque sem querer meu cadarço ficou preso numa poltrona de couro e o barulho surgiu –leve mais ele percebeu – e com isso eu ouvi um rugido saindo de seu peito e ele começou a procurar o causador – ou no caso – a causadora do barulho, e me viu, seus olhos ficaram penetrantes aos meus, como um poder de eu não conseguir tira-los de seu alcance, não sentia mais nada a não se o medo e o frio que vinha de dentro de mim.
Ele não esperava que alguém o visse fazendo isso pela cara de espanto que ele estava, mas eu estava lá, lentamente sem tirar os olhos de mim, soltou a menina no chão e começou a descer degrau por degrau ao meu encontro, nessa hora tentei correr e ir direto para a porta pedir socorro mas, antes de chegar lá, ele tinha fechado a porta em menos de dois segundos e estava frente a frente comigo, o meu grito não saia – e olha que eu tentava – eu sabia que um dia eu iria morrer não desse jeito, por um vampiro adolescente – o único movimento que ele fez foi colocar a mão na minha boca – como se fosse um modo de eu não gritar – mas ai , para o meu espanto ele se queimou tocando em mim – e isso fez ele se afastar alguns passos.
O rosto dele era de fúria, muita fúria, por eu ter o queimado – mais como eu tinha queimado ele? – essa era a minha pergunta, mas, parecia que Ele o Isack tinha a resposta .

-Você.... É você .... – dizia ele com uma voz baixa mais bem assustadora que fez com que eu tremesse mais ainda
-Eu? O que? – falava entre sussurros pois o medo era grande de mais
-A criatura que eu procuro que tenho que matar – falou cada palavra com uma tonelada de ódio em cada uma delas, como se “eu fosse o monstro”
- Você é um vampiro... – ele não me deixava escapar pois estava presos aos seus olhos – E você matou a menina – aquilo para mim parecia uma historia de terror, e infelizmente eu era a protagonista
-Claro que sou – disse isso e logo deu um sorriso e mostrou os dentes para mim – E estou com fome, muita fome, pena que você não me deixou saborear meu jantar – olhando para a menina que deveria estar desmaiada
-Me deixa ir embora – eu pedia
-Minha mao vai ficar cicatrizada por causa de Você – Olhando a queimadura que parecia de 3º grau
-Eu não posso ter feito isso Isack, me desculpa se eu fiz – num sei como – mas não me mata! – eu adorava minha vida, e não queria morrer assim, sendo janta de alguém
- Já não bastava ter um motivo pra ti matar, agora tenho dois! – seus olhos rubis estavam soltando fogo para cima de mim, eu iria morrer, e por ter visto coisa de mais.
-Você não tem o direito de tirar a vida de pessoas sabia!? – eu estava com medo mas estava revoltada por ele ter matado uma pessoa.
-É a lei da sobrevivência Manuela – aproximando-se para me morder e sugar meu sangue , ficamos frente a frente os seus dentes já estavam prestes a chegar ao meu pescoço...
-Porque ontem você não me matou então? – Perguntei de olhos fechados , minha ultima pergunta antes de morrer, percebi que logo que fiz esta pergunta ele se afastou e me encarou sem me tocar novamente.
-Eu... – fechando os olhos, e tentando manter o controle pra me responde imaginei – Estava sobre controle ontem, alimentado – disse dando um meio sorriso – mas hoje estou fraco precisando de energia.
-Mais as pessoas não têm culpa disso... Quer dizer, tem que ter outro jeito de você se alimentar – eu estava conversando com um vampiro, meu Deus, nunca me imaginei nesta situação
-Não, não tem – disse abrindo os olhos e me fitando
-VocÊ não é do mal, eu sei, eu vi isso ontem, tirando o jeito que você quase me matou - dando um riso, não sei como mas, me senti bem aquela hora
-Eu to muito fraco, eu preciso de sangue – saindo de perto de mim, indo em direção ao palco, ficando de costas para mim – vai embora – disse gritando – antes que... – a frase foi cortando com muita dificuldade
-Eu quero te ajudar – era loucura, mas estava com pena daquele garoto, ele me encantava de uma forma diferente de todas, e eu precisava fazer alguma coisa por ele, mesmo ele sendo um vampiro
-Você me ajuda... Saindo de perto de mim, eu já vou estar muito encrencado de não ter feito isso na primeira oportunidade que eu tive... Então, Vai embora Manuela! – eu sentia a força que ele lutava pra fazer aquilo, e sai


Sai correndo pelo corredor, sem para até chegar ao pátio central e fui me acalmando aos poucos, e senti a minha pele ficar mais quente com o passar do tempo e a respiração ficar regular novamente.
Não eu só poderia esta sonhando, ou melhor, tendo um pessadelo, um vampiro na minha escola, e ainda por cima querendo me matar – ele iria vim atrás de mim, pois eu tinha visto tudo aquilo, a cena, tudo – mas porque ele desistiu de me matar? Bom era um lugar perfeito sem testemunhas, mas, ele tinha me dado a “liberdade” de ir embora. E ficar fraco sem forças, mas e a menina – ela deveria estar no 1º ano – ele tinha a matado de verdade ou era só um desmaio?
Aquele Isack era diferente daquele do Parque, o educado, sorridente, esse não, era frio, irracional um animal humano atrás de suas presas – me arrepiava só de pensar – mas parecia que eu conhecia ele de algum lugar, que não era a primeira vez que eu tinha visto ele, e aquele sentimento estranho que parecia que a dor dele era minha dor? Eu não conseguia abandona-lo, tive que processar rápido se não estaria morta agora.
Era estranho eu amava o Luca mais era uma coisa diferente do que eu sentia pelo Luca, eu estava muito confusa com tantas descobertas num dia só – e olha que era só o primeiro dia de aula.

-Quer alguma coisa Sta. Manuela? – disse uma moça educada da cantina que me via só na mesa
-Não obrigada, eu estou bem – sendo educada com ela, mesmo não se desconectando dos meus pensamentos
-Então, já vou, com licença. – retirando-se
-Espera! – eu não ia fazer isso, mas tinha que fazer – Quantos minutos faltam pra a troca de aula?
-Bom uns 10 minutos – olhando em seu relógio
-Obrigada – sai correndo, e eu não me entendia, eu estava maluco só podia, porque minhas pernas estavam me levando de volta para a sala de projeção, e eu podia morrer, mas, não queria saber disso só queria ver se o Isack estava lá ainda, não sei porque mas isso me preocupava. A porta estava fechada, pensei muito antes de abri-la pois eu poderia morrer naquele exato momento – uma vez era sorte duas era muita sorte, e realmente eu não iria ter isso, vindo de um vampiro.
Então a abri, a sala estava sem nada, sem ninguém dentro dela vazia, a menina também não se encontrava lá, parecia que nada tinha acontecido naquele lugar, ou melhor que eu sonhei com tudo aquilo, eu chamei “Isack” Isack” mas nada, eu queria ajuda-lo eu queria tentar fazer algo por ele mesmo ele querendo me matar, o motivo era desconhecido mas o que me intrigava era o que um vampiro que mora na Ásia veio procurar em São Paulo.
Logo o sinal tocou e eu voltei para o pátio, assim que eu comecei a ver pessoas circulando pelo pátio, avistei o Luca, - pela cara que ele fez parecia preocupado-, e a Clara e a Bi estavam juntos fora os outros amigos do Luca o Miguel e o Plínio que era da mesma sala que a gente, assim que ele me viu, seu rosto ficou puro sorriso e lindo de novo como sempre, e corri para abraça-lo

-Que foi Meu amor? – quis saber ele, com o gesto inesperado
- Me abraça! Me abraça forte – era tão bom senti o calor dele, era com se ele me passasse a segurança que as vezes me faltava
-Manu esta tudo bem? – quis saber a Clara, vendo aquela minha atitude
-Sim – me recompondo depois de um minuto – Só estava com saudade do Luca – dando um beijo nele
-Hum... Então quero que você sinta saudade sempre heim amor – me beijando carinhosamente na testa
-O amor é lindo – a Bianca fazia graça com a frase
- Ô Manu porque você saiu correndo da sala? – o Plínio perguntou
-Eu... Tava passando mal, e quis vomitar, só isso – explicando
-Cuidado que depois de nove meses você vê o resultado heim – a Bianca disse tirando onda
-Hahaha Bianca, não tem nada a ver com isso, só estava meio indisposta
-Iai Bi vai aceitar meu convite?- Quis saber o Miguel, enquanto caminhávamos para a próxima aula.
-Que convite? Eu fiquei curiosa – eu disse com muita curiosidade será que esse ano o Miguel iria conseguir algo
-Vai Bianca faz um tempão que eu estou te convidando para sair comigo – a carinha dele era de cão pidão
-Se eu for você para de me encher? – disse a Bi de má vontade
-Isso é um encontro? – zuou o Luca
-Uma saída e só Miguel – disse a Bianca entrando e sentando na sua carteira
-O amor é lindo – eu disse passando por ela, pagando com a mesma moeda, ou melhor com a mesma piada.

O resto do dia passou assim com todos os meus amigos, matando a saudade das férias, todos dizendo o que fizeram e tal, mas as vezes eu ficava perdida no meu subconsciente, alguém tinha que me chamar a atenção, tivemos ainda algumas aulas mas bem mais curtas por era o primeiro dia então nada de muito importante.
Mais um nome sempre me fazia tremer, quando os professores chamavam o nome Isack, eu sentia meio que um aperto dentro de mim, que as vezes o Luca notava, e me perguntava se eu estava com algum problema e eu dizia que não, mas sim, eu tinha que vê-lo novamente, será que ele tinha desistido da escola, ou melhor do seu objetivo aqui depois de tudo o que eu vi. Eu queria perguntar muitas coisas para ele – mesmo sabendo que isso era muito arriscado, mas eu sentia que ele tinha muito a me falar.
Na saída da escola, umas pessoas entregavam uns panfletos que dizia:

Primeiro Baile de Boas Vindas aos Alunos

Tema : Mascaras
Será no dia 15 de fevereiro de 2010,

Próximo sábado
Traje Social
PS: Não esqueça a mascara, pois ela será fundamental



-Um “baile”? Que palavrinha mais velha – disse Bianca ao pegar o panfleto
-É realmente não se usa mais essas palavras... Mas eu gosto da palavra Baile acho meio “realeza” – retrucou Clara
-Tua cara Clara, brega e sem sal – Bianca disse pra Clara
-Olha Bianca... Se você é tão moderninha assim....
-Gente vamos parar, tá bem? – eu disse, eu não queria uma briga logo hoje, que tinha sido um dia tão conturbado, assim as duas se ignoravam por um tempo mas logo elas se entendiam novamente
-Vocês vão? – disse o Miguel olhando para a Bianca, a pergunta era para todas mas ele queria a resposta da Bi.
-Bom, eu realmente não sei ainda, porque tenho que ver se vou treinar até tarde, mas, vou fazer o possível – disse o Luca que me abraçava e olhava bem o panfleto
- Eu nunca fui numa festa assim de mascaras, acho que vai ser muito legal, se todos forem eu vou! – disse a Clara animadíssima
-A eu também vou sim – o Plínio também estava dentro
-E você vai Manu? -quis saber a Clara
-Bom, eu ainda não sei – nem sabia se estaria viva depois de hoje muito menos no sábado a noite da semana que vem
-Manu, vamos fazer um esforcinho ok? - disse o Luca me abraçando quando eu estava preste a entrar no carro para ir para casa
-Sim, então vamos –eu disse e o beijei, um beijo de despedida

Eu adorava o beijo do Luca, era muito bom, notei que as meninas já haviam entrado no carro, e os meninos também já tinha ido esperar o Luca mais para frente, “ Eu Te Amo” foi a única coisa que ele me disse antes de me soltar – ele era tão carinhoso que as vezes me sentia muito gelada.

-Eu também Ti... – logo a minha frase foi interrompida por um susto, O Isack estava perto de uma moto, prata e muito bonita, importada pelo visto, de óculos escuros e com outra roupa, e me fitava, e parecia que estava ali havia um tempo, pois, mesmo com óculos escuros não tirava os olhos de mim. Eu comecei a tremer, e fiquei feliz em ele não ter sumido ao mesmo tempo eram dois sentimentos: medo e felicidade
-O que foi Manu? – quis saber o Luca seguindo meu olhar, e vendo o Isack , a cara que o Luca fazia não era de muitos amigos
-O que aquele cara ta ti olhando Manuela, você o conhece? – disse o Luca bravo
-Sim, o conheço, é da nossa sala se chama Isack
-Mas eu não vi hoje – é mesmo ele num tinha entrado hoje, ai eu e minha boca
-É amor mais eu o conheci no parque Ibirapuera, e ai ele disse que iria estudar aqui também – eu estava toda complicada, e o Luca o encarava, mas o Isack ria, parecia que ele nos ouvia até, coisa que não duvidava depois de hoje.
-Tá rindo do que meu irmão? – quis saber o Luca indo pra cima do Isack
-Não encosta em mim – disse o Isack com a fisionomia totalmente diferente de um sorriso para uma cara nervosa – Não deixa ele se aproximar Manuela
-Pelo amor de Deus Luca, vamos! – ai meu Deus o Luca iria morrer, eu o puxava mais ele não estava me dando atenção e vi que todos pararam para ver o briga
-Você acho que eu tenho medo desse fracote ai? – fazendo pouco caso d o Isack
-Você não sabe o que esta dizendo playboy – ria ele agora da piadinha do Luca, que para ele soava assim pelo visto
-O que você estava olhando para minha namorada? – quis saber ele, e eu o segurava
- Bom, o que todos olham a beleza dela, que é evidente – disse ele encostado na moto, e me olhando rindo, e eu sem graça e vermelha
- Olha, você não tem medo de morrer não? – disse o Luca muito nervoso, porque ele nunca usa um tipo de expressão deste modo, mas realmente eu temia pela vida dele e não do Isack
-Vamos Luca! – puxando ele, finalmente ele me ouviu e foi embora, eu o olhei até ele se encontrar com o Miguel e o Plínio, mas seus olhos não saíram dos do Isack até ele entrar no caro dele.

Bom, pelo menos ele tinha ido embora com os meninos, se o Isack não estivesse controlado iria ter um massacre aqui na porta do colégio, - todos estavam voltando a fazer suas coisas, já que a briga estava acabada – e eu estava indo em direção ao meu carro quando ouvi :
-Tchau Manuela, até amanha – disse o Isack a uns dez metros de mim, com um sorriso no rosto, e sem os óculos escuro – seus olhos estavam que nem os meus, e o rubi havia desaparecido
-Tchau – foi tudo o que consegui dizer, diante daquele gesto inesperado.

Pela primeira vez na minha vida, não sabia o que me esperava o amanhã.

domingo, 4 de julho de 2010

Capitulo 2


Uma Descoberta


Cada passo que dava a neblina ficava maior... e maior... eu queria sair correndo mais não conseguia minhas pernas elas estavam paralisadas – pareciam que estavam presas sobre a terra daquele lugar estranho que eu estava, eu realmente não conhecia aquele lugar, não era familiar, mas desta vez eu ouvia um choro bem forte um choro de uma criança – ela chorava tão alto que o choro tomou posse do lugar inteiro-, e eu andava e andava mais ninguém aparecia até que... Eu vi o bebe, era lindo bem branquinho e com os olhos bem grandes e a boca bem rosada – mesmo chorando era o bebe mais lindo que eu já tinha visto até hoje – mas ele parecia estar desesperado porque o homem que o estava segurando não era o mesmo da outra vez com a mulher, parecia mais um guarda medieval pela roupa, e o pegava com umas luvas estranhas – parecia que não queria tocar na pele do bebe não sei por que, mas ele estava com um sorriso maligno nos lábios olhando para o pobre bebe, o homem andava bem rápido mais eu conseguia acompanhá-lo porem toda vez que eu o tocava era como se eu fosse invisível aos olhos dele, porque eu tentava pegar o bebe mas nada funcionava, eu estava desesperada com aquele situação, parecia que o bebe sabia o que iria acontecer com ele, porque haviam tantas lagrimas que eu chorava também. Até que a coisa mais impressionante aconteceu, o homem parou e o bebe o bebe começou a chorar mais e mais, - o que aquele monstro iria fazer com o pobre bebe? - dois dentes daquele homem começou a crescer, igual a de um vampiro e seus olhos estavam vermelhos como rubi e eu não via mais a alma daquele pessoa só o desejo pelo bebe, pela aquele simples criaturinha indefesa que estava em seus braços até que ele ia morder o pescoço do bebe...

-Pára Pará, pelo amor de Deus pára! – eu gritava alto, sem poder fazer nada
-Manuela? Manuela olha para mim Manuela – eu ouvia alguém me chaqualhando
-É sou um bebe!- continuava gritando, eu conseguia sentir cada lagrima saindo dos meus olhos e o desespero da cada uma delas
-Que bebe? – a pessoa me dizia agoniada com minha situação
-Salva ele... Eu tenho que salva-lo – não poderia deixar aquele mostro machucar o bebe
-Manuela – a pessoa gritava- Abra os olhos!
-Salva ele! – eu não conseguia voltar para o meu corpo real, e o homem aproximava-se mais e mais do pescocinho do neném...
-NÂO! – gritei abrindo os olhos com tanta rapidez que minha visão ficou embasada por um bom tempo
-Manu? Manu? –a voz era da Pepa e ela estava muito preocupada comigo, pela cara que ela fazia. – O que aconteceu? Que bebe era esse?
-Eu... – estava perdida, notei que meu corpo estava bem gelado, e suada, muito suada, mais meus olhos estavam inchados de tantas lagrimas que haviam se escorrido. – Não sei... – as lagrimas elas voltaram a encher meus olhos e não conseguia parar de chorar
-Manuela calma, pelo amor de Deus acalme-se – pudia ver o desespero no rosto dela e não conseguia voltar no meu estado normal. E ela me abraçou. –Passou, passou Manu, era só um pesadelo – beijando meus cabelos.
-Um sonho... – falava entre os soluços – Só um sonho... Mas a criança era tão real – a olhando nos olhos - e ela ia morrer , por um ....
-Um o que? – querendo me compreender, mas as palavras saiam sem sentido para ela
-Nada – era muita doidera falar de vampiros, era só um sonho bobo, parecia real mas era só um sonho.
-Vai pra escola ainda? – acho que ela estava muito preocupada com minha fisionomia porque pela voz dela não era uma boa idéia
-Sim, Claro, tenho que ir... – levantando para ir direto para o banheiro
-Tem certeza que esta melhor? – preocupada com tudo o que tinha visto
-Sim – mostrando um sorriso forçado - Um sonho... Pesadelo mais nada
-Qualquer coisa me chama ta?
-Claro e Obrigada Pepa.
-De nada meu amor – me dando aquele abraço que só ela sabia


Logo que entrei no banheiro, aquela imagem não saia da minha cabeça, o bebe chorando e o homem querendo morde-lo com os dentes de vampiro, meus olhos estavam mel, porque eu estava muito nervosa até tremendo ainda, no espelho via meu rosto destroçado de preocupação – Mas por quê? – era só um sonho repetia a mim mesma, a água estava bem quentinha, mas meu corpo estava gelado – deveria ser pelo susto – tentei relaxar o Maximo no banho e assim que sair fui colocar o uniforme da escola que nunca mudava – com aquele saia pregada azul marinho e blusa social branca com tirar na saia para colocar nos braços, e o tênis branco e no blazer azul marinho o lindo nome da escola “Albert Aisten”- isso era Como se nós fossemos os bonequinhos daquele escola, e parecia até comercia de margarina, todos lindinho, e muito fúteis, por mim eu estudaria em uma escola publica mas isso era doidera para minha mãe , então... Depois do banho meus olhos desincharam, e o meu rosto voltou ao normal, mas minha mente ainda estava muito perturbada, logo que acabei de me arrumar fui tomar café.
Desta vez sentei-me à mesa sem dizer nada, a minha família não estava toda reunida, só havia eu e meus irmãos pois meus pais já tinham ido para o trabalho.

-Bom dia Piralha - disse o Tales tentando me tirar do serio como sempre
-Bom dia – minha cabeça vagava... e eu nem liguei para ele
-Você esta bem? – arregalando os olhos para mim, com aquela atitude inesperada que tive
-Sim, só estou cansada... -mexendo nos meus cereais
-Graças a Deus que não preciso mais colocar esse uniforme horrível – olhando para mim e o Diogo
-Tomara que você não desista do curso no meio do semestre sempre começa e nunca termina nada – tentando se animar de alguma forma mas nada, as palavras saiam automaticamente
-Ô Manuela eu sei o que quero ouviu... – eu nem ligava para aquele idiota - Seus olhos hoje estão claros de novo? – tentando enxergá-los
-É – baixando a cabeça
– Isso é muito estranho garota, toda vez que você fica nervosa isso acontece... Já passou num oftalmologista?
-Já .. ele disse que não é nada... Que é do meu organismo...
-Por que os gritos de hoje? Sonhou que o Luca estava te traindo? – tirando onda com minha cara
-Não, e isso não o interessa. –levantado da mesa, pegando minha mochila e o deixando lá na mesa, com o Diogo que iria depois pra escola em outro horário

Sai da minha casa bem rápido não estava a fim de aturar nada vindo do Tales hoje, então... sentei no batente que tinha na porta, esperando a Clara acabar de se arrumar porque ainda era cedo.

“Nossa ontem caio o maior pé d’água, tomara que hoje não aconteça novamente...”

Essa frase veia na minha cabeça – mas não era uma frase formulada por mim, parecia que meu cérebro tinha captado isso em algum lugar, até que vi o motorista olhando para o ceu meio cinzento.

-Você disse algo? – quis saber
-Não senhorita Manuela – me respondendo formalmente
-Não, eu ouvi – eu não estava ficando loca, agora
-Juro que não
-Você disse sobre chuva mais tarde não foi? - eu ouvi
-Não ... Só se pensei alto mas...
-Ontem... choveu não é? – a pergunta era idiota, mas eu tinha lembrado do menino, do Isack, ele tinha dito que iria chover
-É ... Sim – achando minha pergunta meio idiota
-Mas não deu nada na TV, pelo que me lembro, disse que o tempo iria ficar, nebuloso o resto do dia – como ele sabia se nem os meteorologistas sabiam?
-Acho que São Pedro decidiu desafiá-los ontem... – fazendo uma piada com a situação
-É ... tem razão... – era só conciedencia, como aquele cara maluco saberia que ia chover? Sem ver o jornal do tempo?

Abaixei novamente minha cabeça, e tentei se acalmar mais, porque ainda tremia, e os meus olhos ainda estavam mel, mas da onde havia surgido aquela frase ? – eu devo estar ficando maluca não é possível... E aquele cara maluco como ele sabia que iria chover? – ele não tinha muita cara de assistir TV, estava deitado no meio da mata... Só se ele sentiu o cheiro pela mata... E o sonho ? – nunca havia chorando por um sonho que nem eu chorei, como se eu estivesse na sena, como se eu fosse parte daquele cenário...

-Bom dia Manu!
-Bom dia – disse a Clara que estava já arrumada para irmos para o sacrifício
-Que cara é essa? – quis saber, vendo meu rosto meio diferente
-Nada, só estou triste por ter que voltar a estudar – disse entrando no carro
-O dia vai ser ótimo você vai ver – disse ela sorridente
-Tomara – nada animada

Chegamos ainda cedo no colégio, só havia umas quinze pessoas no pátio central, a Bianca ainda não tinha cegado e logo a Clara correu para a biblioteca – o lugar mais maravilhoso do colégio – ela dizia, eu não quis ir, até gostava de ler, mas, não iria me concentrar.
Todos os rostos eram normais para mim, menos um o do menino sentado na sombra de uma arvore, apesar de todos usarem o mesmo uniforme naquela escola ele era o mais bonito, - olhava as pessoas como se todos fossem estranhos,- bom acho que as escolas da Valaquia eram diferentes, haviam varias pessoas que me conheciam no colégio, - todas me bajulavam, em algumas horas, por ser quem eu era – mas, naquele instante não queria que estes “ amigos” conversassem comigo, então resolvi ir até ele ao encontro do Isack.

-Oi – disse meio sem jeito, por ter caído de para quedas
-Oi? – disse ele tirando o MP3 dos ouvidos
-Lembra de mim?
-Sim – dando um sorriso e me olhando fixamente – A maluca que quase matei ontem – tendo um pouco de sarcasmo na frase
-Bom... Maluco foi você que quase tirou meus pulsos do lugar – eu estava começando a recuperar o meu humor conversando com ele, apesar dele quase ter me matado eu me sentia bem ao seu lado, era com se eu já o tivesse conhecido
-Machucou muito? – ele me pareceu espantado de preocupação – Desculpa é que as vezes não sei o quanto tenho de força
-Tudo bem, sem sangue sem morte – disse rindo para ele, que não me pareceu gostar da brincadeirinha – Falei algo que você não tenha gostado?
-Não – se retirando de seus pensamentos e voltando a tona
-Posso ver?
-Ver o que? – disse confusa
-Seus pulsos... Deve ter ficado uma marca muito fei... – ele não concluiu a frase, quando levantei os pulsos e mostrei. – Impossível! Deveria estar roxo seu braço, no mínimo quebrado, com a força que os segurei ontem – desacreditando no que via
-Não – abaixando os braços – Eu sou muito difícil de me ferir, quando eu era pequena eu caia e me machucava só que no outro dia o ferimento já estava cicatrizado – lembrando – Então não
- Manuela – ele ainda lembrava meu nome – Quantos anos você tem? – perguntando serio, meio que não com a intenção de saber a minha idade mais com um Q a mais
-17 anos – respondi sem entender
-Em que ano você estuda – balançando a cabeça, como se tudo aquilo fosse muita coincidência
-No 3º ano, por que? – já desconfiada das perguntas
-Nada – me olhou no olhos e perguntou , e ficou mais branco do que era – Seus olhos... –disse espantado - São mel... – logo que disse isso saiu correndo pela multidão que se formava no colégio, me deixando sozinha.
-Isack! – virando para tentar vê-lo mais já era tarde ele tinha sumido


Eu não entendia o motivo daquelas perguntas sem sentido, porque ele tinha dado um de “pesquisador “ agora? Eu sabia que meus olhos eram diferentes mais... Não ao ponto de fazer uma pessoa sair correndo, como se isso fosse a pior coisa do mundo – as pessoas adoravam quando os meus olhos ficavam assim, diziam que ficava mais bonita, e não um monstro como o que pareceu para ele – Eu mal o conhecia, mas senti algo forte que doeu no meu peito – tive que sentar – para conseguir respirar novamente – nunca tinha sentido aquela dor , mas era uma angustia muito grande, que me deu muita vontade de chorar.

-Amor! Amor o que houve? – disse o Luca vindo se encontrar comigo, perto da arvore
-Não sei – disse chorando no seu peito
-Manuela, alguém brigou com você? Alguém te machucou? – tentando entender
-Não – chorando mais forte, que choro era aquele que tinha começado do nada? – Me abraça! Só me abraça!
-Eu to aqui com você – beijando meus cabelos
-O sinal da primeira aula vai tocar - tentando me recompor, limpando os olhos
-Se você não se sentir bem, a gente fica aqui a primeira aula
-Não – já melhor, a sensação já havia passado – Vamos

Logo o Luca me abraçou – ele era muito carinhoso, o namorado mais perfeito que existia, ele sempre estava comigo em todos os momentos – e fomos para a sala de aula, chegando lá não havia muitas pessoas novas – já que a mensalidade era tão cara, que uma sala de 3º bastava – por onde eu ia me diziam “Oi Manu, oi Luca” , o Luca até respondia mais eu nem atenção dei, estava me sentindo mal por dentro por um motivo que era desconhecido.

-O que esta acontecendo com você Manuela? – quis saber o Luca assim que chegamos na minha carteira
-Eu to... meio ... triste, deve ser TPM – tentando anima-lo mais sabia que não era isso
-Bom então logo logo passa né? – passando suas mãos no meu rosto
-É – afirmando, mas mentindo
-Mel de novo?
Você também? – olhando para baixo, só faltava ele sair correndo
-Por que eu também?
-Hoje varias pessoas me perguntaram isso – nervosa – Até parece que tenho culpa! – virando e pegando meus cadernos
-Calma Manuela! – pegando meu queixo e fazendo eu o olha-lo – Eu adoro seus olhos assim, você fica mil vezes mais linda do que é, e me encanta
-Ai desculpa – o abraçando – Nem perguntei como foi o Jogo
-Otimo, estou quase sendo titula – vi seus olhos brilharem com aquilo
-Fico muito feliz amor! – feliz de verdade por ele, eu era quem mais queria que tudo desse certo para ele
-Eu sei – me dando um Celinho
-Aqui não é pracinha para namoros senhores – disse a professora que estava na nossa frente
-Desculpa – disse o Luca, vermelho
-Volte para o seu lugar Luca a aula é de Português e não de “Como se deve beijar” – voltando para sua mesa e o Luca saindo a remedando,só assim eu ri.

A aula passou muito lenta, como sempre acontecia, o pior era que era o começo do ano letivo, e havia uns 300 dias de aula ainda, eu nem prestava atenção na aula, meus pensamentos iam além, daquela sala de aula como se tudo aquilo fosse diferente para mim, como se aquilo não me pertencesse mais, a sensação era horrivel, tive que sair da sala de aula, - dizendo que estava com vontade de vomitar – só assim a professora deixou eu sair, o Luca estava preocupado pela cara que ele fez quando pedi, mas, nem ele fez com que eu conseguisse ficar um segundo a mais naquele ambiente com tanta gente.
Fui da uma volta pelo colégio, - a escola era grande e antiga, dizia-se que tinha até passagem secretas lá mas nunca tinha visto uma – fui no refeitório tomei um suco de laranja, depois fui na quadra, até que parei na sala projeção, e vi que não estava sozinha, que havia mais duas pessoas comigo – era de dia, mas a sala estava bem escura por causa das cortinas – e ali estava ele, o Isack com uma menina no canto da parede, -pra mim ele estava beijando ela – mas quando fui ver direito a boca dele estava em seu pescoço e ela desmaiada meio entorpecida, meu coração quase saiu pela boca quando me deparei com aquela sena, - o pior ou o melhor – era que ele não tinha me visto, e logo veio a cena do meu sonho na minha mente e vi que aquilo era realidade que vampiros existiam e que Ele era um deles.