segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O pacto


Capitulo 11
Pacto


O cheiro do álcool entrou pelas minhas narinas como se me queimasse por dentro, isso me fez despertar de um sono com nuvens pretas em minha volta, quando abri os olhos eu o vi na minha frente, mais estava tudo embaçado na minha visão, só consegui reconhecê-lo por sua pele fria que pegava minha mão.

-Onde eu estou? – eu perguntei ainda meio tonta sentindo o cheiro de álcool
-Na enfermaria – Isack respondeu carinhosamente
-O que aconteceu? – eu perguntei, mas logo as lembranças de quase ter o sufocado e causado algo na Laura vieram à tona – Eu sou um mostro – falei mais minha voz parecia presa ao lembrar daquilo
- Manu... – ele tentava por sua expressão me mostrar que não, mas sim, eu fui um mostro fazendo aquilo
-E a moçinha está bem? – disse à enfermeira que trazia um copo com um medicamento
-Sim – respondi mais nem olhava para ela e muito menos para ele depois daquilo tudo
-Você não se alimentou muito bem hoje, seu namorado me disse, deve ser por isso que desmaiou – comentou a enfermeira enquanto pingava algumas gotas em um copo para mim
-É – eu disse sem muita expressão
-Aqui beba – disse a enfermeira simpática, mas eu não queria, não foi isso que causou o meu desmaio e eu sabia e o Isack também, mais ele sempre me safando de encrencas
-Bebi Manu – eu disse com um tom mais serio, e eu obedeci sem olhá-lo
-E a Laura? – eu perguntei para o Isack, sem tirar meus olhos do copo de plástico tentando esconder minha cara de remorso
-Esta bem, só foi uma paralisia momentânea a enfermeira disse – ele falou em pé me encarando, eu percebia
-Falta de esportes - ela disse pegando o copo da minha mão já que estava vazio – Bom esta liberada, a escola não achou necessidade de avisar sua família já que só foi um desmaio sem muita importância – a escola odiava se passar por irresponsável
-Obrigado – disse o Isack educadamente a enfermeira que deu um sorriso enorme para ele, mas ele não tirava os olhos de mim
-Cadê a Laura? – perguntei no corredor para o Isack olhando para o chão de madeira
-Foi embora, depois que você desmaiou – ele disse olhando para mim, mas eu nada em resposta

Quando cheguei à sala de aula, todos me perguntaram se eu estava bem, se eu havia batido a cabeça ou algo – bem que eu queria para poder esquecer aquilo – mas não, eu me lembrava de tudo, a Clara veio me abraçar e mal consegui abraçá-la, porque ainda estava em choque.
Não quis ir embora, assisti às aulas e o Isack me acompanhou a todo lugar que eu ia mesmo eu nem falando com ele – menos no banheiro que ele me esperava ao lado de fora – ele queria que eu comece algo mais eu rejeitava tudo, nada entrava e também nada saia – aquela sensação de poder ainda estava forte, mais tentei controlar esse meu outro eu que eu não conhecia, para não fazer mais nada a ninguém não por hoje.
Aquilo deixava o Isack inquieto eu via a preocupação dele por mim e não poder fazer nada para tirar aquela culpa de mim ele dizia “ Você não tem culpa” a toda hora para mim... Mas sim eu tinha culpa, pois deixei a raiva me dominar por uma coisa idiota por uma menina que não merecia uma cena daquelas – mesmo não gostando da Laura ela não merecia aquilo, não ela não merecia, mesmo sendo quem era, e muito menos Ele, ele nunca quis me matar, depois do primeiro dia, agora que era do bem, e eu quase fiz isso e logo a quem eu mais amava. Primeiro o Luca, depois a Laura agora o Isack... Eu realmente era um monstro.


As outras aulas nem sei do que foi, pois a única coisa que me vinha na cabeça era “ Eu sou um mostro”, assim que o sinal tocou da ultima aula eu disse tchau para o Isack e fui para o carro com as meninas – ele me levou até o carro e me disse “ Eu Te Amo”, foi um eu te amo tão profundo mas não consegui retribuir aquelas palavras que era muito verdadeira para mim, mas não dignas de mim agora.

Em casa pedi para as meninas não comentarem nada, não queria preocupar minha família por um diagnostico falso a meu ver, fome era algo que eu não sentia, então resolvi colocar uma roupa mais Sport e correr pelo parque Ibirapuera, aproveitar o dia, tentar fugir daquela situação mais era impossível. Corri. Corri. Corri. Até não agüentar mais e parar perto do lago, mas quando dei por mim as lagrimas rolavam, como águas de uma cachoeira sem cessar. Quem era eu realmente? Porque aquela semana era a mais maravilhosa e ao mesmo tempo a mais horrível de toda minha vida? O que tinha de errado comigo? – eram perguntas que eu queria e dava qualquer coisa por respostas... Até meu sangue... Samira! Isso eu iria procurá-la e diria que se ela me desse às respostas eu daria meu sangue para ela... Mesmo correndo o risco de morrer... Eu não iria agüentar ferir alguém que eu amava de novo...

Limpei as lagrimas do meu rosto e corri para casa , decidida do que eu iria fazer aquela noite, mesmo correndo o risco de ficar em Ele ... Sem meus amigos ...Sem minha família, mas certa das minhas origens. Assim que abri a porta da sala a Pepa tentou me avisar algo mais eu estava com tanta presa que nem a escutei até que...

- Vai apagar algum incêndio? - quis saber Ele, que sentava- se no sofá
-Isack... Você aqui... - eu disse meio perdida da escada porque não esperava por essa
-Vim ti ver – disse ele se levantando
-Porque você não faz a Manu comer alguma coisa, porque eu e a dona Glaucia cansamos de insistir – disse a Pepa me dedando
-Você ainda não comeu nada Manuela? – perguntou ele com raiva daquilo
-Eu to bem – e realmente eu não estava com fome, aquilo estava me enjoando
-Bom conto com você Isack – disse a Pepa para ele – Com Licença vou deixar vocês a sós – se retirando
-Chega Manuela – disse ele me buscando na escada – Agora a gente vai conversar - me disse seguro do que iria me falar.

Eu só afirmei com a cabeça – se era isso que ele queria tudo bem então – Continuei nas escadas e fui em direção para meu quarto e ele me seguiu, claro – poderíamos conversar em qualquer lugar, mais aquela conversa era melhor ser uma conversa sigilosa, pois sabia que o assunto não iria ser muito “normal”.

-Pronto – disse indo pra sacada, ainda estava me sentindo um lixo pelo que fiz
-Olha pra mim Manuela – ele disse com uma voz meio nervosa
-Eu não posso ti olhar depois de tudo o que fiz com você hoje... – eu disse com os nós já se formando na minha garganta
-Manuela, você não percebe? – ele disse em segundos bem na minha frente – Eu odeio te ver assim, se sentindo culpa por uma coisa que você não tem controle ainda – eu sentia a dor em sua voz
-Eu sou um monstro – eu dizia com a cabeça ainda baixa – Eu quase ti matei! – nessa hora as lagrimas vieram à tona como se elas falassem por mim
-Meu amor – ele simplesmente me abraçou, com tanto carinho que me sentia protegida de todas as coisas ruim até de mim mesma - Nós vampiros não moremos assim Manu, então sem sangue, sem morte – ele dizia sorrindo para mim, e eu molhando toda sua camisa azul com lagrimas
-Jura? – disse soluçando e o olhando finalmente, entre as lagrimas
-Clara, meu amor – disse beijando minha testa – Nós vampiros, morremos com estacas de pratas e não sufocado, eu só fiquei um pouco fraco só isso – contou-me
-Esse negocio de estaca é de verdade? – disse limpando as lagrimas
-Sim, temos nosso ponto fraco como todos – lembrou -me ele enquanto alisava meus cabelos
-No coração? – quis saber, mas com medo da resposta
-Exatamente, mesmo sendo vampiros, a raça do meu clã, todos temos sangue mas ele evapora e por isso precisamos de sangue dos humanos para sobrevivermos, mas o seu poder é algo fantástico e fiquei deslumbrado com tanto poder, a ultima pessoa que vi ser assim tão forte, foi.... – ele não terminou a frase e algo o arrepiou
-Você ta bem? – eu disse mais calma, mais assustada com aquele forte arrepio
-Sim – ele disse tocando em meus lábios com seus dedos
-Edgard – eu supus
-O que tem o Edgard? – ele queria saber, confuso
-Ele era quem você estava se referindo? – perguntei, mas sabia que era ele sim
-Você é boa nisso – disse Isack
-Eu queria conhece- lo – realmente tinha curiosidade de ver Edgard, para ver o porque que todos o obedecia tanto
-Nunca Manuela, nunca! – ele disse parecendo apavorado – Por mim Edgard nunca ira vê-la – Ele dizia como se fosse uma promessa e se enrrigecia todo
-Calma Isack, foi só uma curiosidade – eu dizia tentando acalma-lo
-OK – dizia ele respirando fundo de olhos fechados, quando abriu eles, ele estava mais calmo – Desculpa! Por essa reação – dizia Isack acariciando meu rosto
-Ta bem – eu dizia ainda intrigada por aquilo
-Mas moçinha eu não vim aqui para falarmos dessas coisas – ele disse ao me pegar no colo
-Isack! Eu vou cair! – eu dizia, alegre por ele ter ido na minha casa
-Nunca! – dizia ele todo convencido
-Convencido – eu disse o zuando
-Convencido? – disse ele ao me jogar na minha cama – Vai ver o convencido agora – disse ele mostrando os dentes pra mim e depois me beijando
-Isack! Isack! – eu dizia feliz da vida rindo daquele momento, que estava tão bom
-Bom, vou te falar o que quero de você Manuela – ele dizia a centímetros de meus lábios em cima de mim – Hoje você esta intimada a ir no meu prédio as 21:00 – Isack falava com se fosse uma intimação de verdade
- E se eu não for? – eu perguntei brincando
-Eu... te... seqüestro – ele dizia me dando mordidinha em meus lábios
- Então... Eu vou, porque se não minha mãe chama o FBI pra me procurar. Vai ser um encontro? – quis saber o derrubando para o outro lado
- Depende... Se você vai voltar... – disse ele me olhando – Se não te seqüestrar ...
- Então sim, vai ser um encontro – disse eu ao me olhar no espelho e vê-lo atras de mim em frações de segundos
-Posso ti esperar? – ele falou me olhando pelo espelho
-Deve – eu disse virando para ele
- Ótimo – ele dizia ao sair pela varanda
-Vem pela porta! – tentei falar mais ele nem ligou
-Não, isso é pra eu não perder o hábito, a e antes que me esqueça... coma! – ele sorriu me deu um ultimo beijo e foi embora


Era engraçado como Ele me fazia tão bem, em algumas hora já estava me sentido bem outra vez, apesar daquela sensação de ser invisível me deixasse meio boba por dentro, mais não iria usar aquilo para o mal, porque eu era do bem e machucar as pessoas que eu amava não era o que me fazia feliz, com certeza não. Um encontro! Com o Isack! Era tudo o que eu queria, só nos dois – lá eu iria poder fazer algumas perguntas que estavam entaladas na minha garganta e ele teria que responder a elas, seria uma noite muito linda, e o melhor eu estaria com Ele.

Logo comi alguma coisa pra a Pepa não pegar no meu pé, e disse a minha mãe que eu tinha um encontro – ela gostou muito da nova noticia, mas antes queria que eu visse meu vestido, mas com estava quase atrasada disse que amanha pela manhã viria, ela não gostou muita da idéia mais aceitou. Corri para meu quarto, e joguei umas cem peças de roupas na cama, porque a pergunta era “Com que roupa ir?”, porque realmente era difícil escolher, Vestido? Saia? Jeans? Ou outros? – fechei os olhos e apontei para um deles, o escolhido foi o Jeans, e blusa coloquei uma bege de renda e sapatos... decidi por uma sandália aberta, cabelos soltos com um leve detalhe, maquiagem – pronta! Eu estava pronta para ir ver o Isack, peguei minha bolsa e desci.

-Onde vai toda produzida filha? – disse meu pai que estava assistindo TV com minha mãe
-No cinema com o Isack - menti, não poderia dizer que era na casa dele se não meu pai ia ter um troço
-Bom. Bom cinema – disse ele se virando para a TV
-Valeu! – disse saindo correndo e ouvindo o tchau da minha mãe

Não quis ir de carro, preferi um taxai – ninguém iria me ver isso era bom – desci no prédio do Isack que não era longe de casa – o porteiro já pediu para que eu entrasse que ele me aguardava, subi o elevador até o 5º andar e havia um bilhete na porta assim:

“ Me encontre na cobertura do prédio, lá ira ter uma porta de emergência e entre”

Isack

Obedeci as instruções, e fui como estava pedindo no bilhete, o corredorzinho estava muito escuro só enxerguei a palavra “ saída” porque tinha uma luzinha vermelha piscado, caminhei – meu coração estava ansioso, com um pouco de nervoso mas não de medo, mas mesmo assim parecia um primeiro encontro. Assim logo abri a porta e entrei
Sabe quando agente vê aqueles encontros românticos em filmes e novelas – com luzes de velas, músicos, flores, tudo de romântico que existe? – era assim que estava lá, ele todo lindo me esperando com uma rosa cor de rosa na mão – ele não estava formal, estava lindo de jeans, mais que eu é claro.

-Pra você – disse ele vindo em direção ao um tapete vermelho que tinha para me dar a rosa
-Isack – eu estava sem palavras para tudo aquilo
-Gostou? – ele só me perguntou isso
-Ta lindo – disse com os olhos cheios d’agua de emoção
-Não – disse limpando meus olhos – Hoje a noite e para alegrias e não tristezas
- As lagrimas são de felicidade – expliquei
-Mesmo assim, eu não quero vê-la chorar nunca mais – disse ele me dando um beijo
-Prometo – disse logo depois do beijo
-Vem – disse ele me puxando para a nossa única mesa – Gosta? – perguntou ele
-Comida japonesa é minha favorita – eu disse sorrindo
- Que bom que acertei – eu disse me sentando

A musica, o jantar estava tudo perfeito , o clima – até ele comeu para me acompanhar – eu não acreditava no que eu via mas sim e comeu como uma pessoa comum, esta com ele era tão simples ser feliz, não precisava de nada ele dele, mesmo se eu fosse pobre e tivesse ele como marido, eu não me importaria com nada, ali percebi que o dinheiro não traz a felicidade e que a felicidade não é algo que compramos mais sim que acontece, como a nossa historia.

Logo ficou um pouco mais tarde os músicos foram embora, tiraram a mesa e ficamos nós dois naquele lindo cenário – nunca pensei que a cidade era tão linda a noite vista de 18 andares – eu olhava tudo aquilo deslumbrada e a lua linda com sempre.

-Gostou? – ele me perguntou me abrando por trás
-Sim, perfeito, tudo, assim como você – eu disse olhando para a cidade
-Linda a vista não é? – ele me perguntou
-Perfeita – eu disse
-Então jantar com um vampiro é algo agradável, quando não se é a presa? – perguntou ele beijando meu pescoço
-Sim, são os melhores anfitriões – eu respondi me arrepiando toda
-O que você queria me falar hoje cedo, antes da professora te interromper? – ele estava curioso
-Nada – eu não iria falar da proposta da Samira, eu não podia
-Olha Manu, eu entendo que você não queira me falar tudo mais... Confie em mim!- Pediu ele
-Eu confio é só que... – eu só não queria falar da Samira, ela me dava medo, mas tinha outras coisa que eu queria saber... – Quantas namoradas você já teve? – soltei
-Era isso que você queria saber? – ele me perguntou me virando para ele
-Sim – era verdade, mais não só isso
-Bom, antes de ser vampiro, eu tinha uma namorada que se chamava Zorar, antes da epidemia tomar contar de todos da minha cidade e só alguns sobreviverem, eu por sorte ou por azar sobrevivi e Edgard pegou os sobreviventes para fazer seu novo mundo – disse ele lembrando –Ela era a filha de uma amiga da minha mãe na época, era bailarina, e todos a adoravam, eu sempre gostei dela mais nunca tive coragem de falar, até que um dia ela disse que me amava e ficamos três meses juntos logo ela foi infectada pelo vírus muito forte e morreu como a maioria – ele dizia como se voltasse a cena – Eu fiquei inconformado com aquilo, tentei salva-la mas não consegui... e ela faleceu em meus braços, eu já até tinha comprado a aliança de casamento, que naquele época era muito diferente de hoje, ai jurei que nunca mais amaria ninguém, parecia que eu havia morrido com a Zorar, porque ela era minha vida e sem ela... Nada tinha sentido, até que Edgard me fez aquela proposta “ Ou morre ou Aceita” aceite e gostei daquilo da sensação de poder, matei muita gente inocente por sede de sangue por centenas de anos, e via os humanos como um simples alimento até conhecer vocÊ, e aquele sentimento que eu havia enterrado com a Zorar renascesse como uma Fênix, e ama-la tanto ou até mais que amei um dia Zorar – disse ele voltando ao nosso mundo saindo de seus pensamentos

-Eu... realmente não sabia ... – a Samira não tinha falado aquilo para mim
-Quase ninguém sabe, eu sou bem antigo – disse ele voltando com seu bom humor de sempre
-Essa Zorar se parecia comigo? – eu quis saber
-Não – disse ele rindo da pergunta – Ela era loirinha e você é morena – falou sentindo o cheiro do meu cabelo – mas o seu cheiro é parecido com o que ela tinha
-Foi por isso que você gostou de mim por lembrar ela em alguma coisa? – eu não estava com ciúme de uma morta só estava querendo saber algumas coisas
-Claro que não Manu, eu nunca te comparei com ela em nada, você e ela são muito diferentes, e hoje é você que eu Amo! – ele disse com toda paciência com minhas cismas mortais
-Fora ela? Nem uma vampirinha? – eu disse com um pouquinho de ciúme agora
-Manuela – disse ele balançado a cabeça
-Heim, fala – eu disse segurando seu lindo rosto com minha mão
-Sim , mais nunca chega a seus pés, posso dizer que foram fontes que me levaram até você – ele era bom de papo – E você foi só o boyzinho? – ele se referia ao Luca
-Sim, dês dos 14 anos namoro com ele com idas e vindas ... – eu disse m e lembrando das coisas com o Luca
-Vocês já... – eu sábio o que ele queria saber... e isso me deixou vermelha
-Não, pode parecer estranho mais eu via o Luca mais na escola porque ele nunca tinha muito tempo para mim nos fins de semana então... Até que um dia quase aconteceu... mas depois eu desisti... – eu disse vermelha - mais você ? – perguntei
-Sim – mais só com vampiras, nunca com a Zorar
-Posso ti fazer uma pergunta? – eu tinha que ouvir isso dele
-Eu vou envelhecer... e você não.. então ...- eu não sabia como fazer aquela pergunta não parecer medo
-Nunca! Nunca eu vou te abandonar nem você com 100 anos, pra mim vai continuar com toda essa sua beleza e esse carisma que você tem, eu te amo por você e não por seu corpo – essa frase foi tudo o que eu queria ouvir da boca dele, tudo!
-Obrigada – disse dando um beijo com toda a intensidade possível, eu não queria parar de beijá-lo,queria sentir seu corpo... sua pele, ele por completo e percebia que ele também queria me sentir por completo, era algo que nunca havia acontecido ...
Isack - eu dizia tentando parar de beija-lo
-O que? – ele dizia ofegante
-Não hoje! – eu pedia e me afastava de sua boca
-Porque? – ele queria saber, ele estava pronto eu sabia mas eu talvez não
-Eu também quero, mas não hoje, não acho que hoje seja o dia certo – eu falava toda vermelha de vergonha algumas meninas se matariam para esta aqui com ele e eu não quis...
-Tudo bem – ele disse me dando um abraço
- Vamos fazer um pacto? -Perguntou ele
Assim que eu perceber que eu estou preparada para ficar com você 100% , a gente faz amor, vai ser a primeira vez, que eu tento com alguém e quero que seja com você, porque eu te amo, eu sei que pareço uma boba... – eu estava com vergonha daquela atitude
-Você não é boba meu amor! Pode ter certeza, eu também tenho que ver se não vou te machucar... – ele dizia pensando na minha segurança fazendo amor com um vampiro
-Você não vai me machucar! – eu tinha certeza
-Eu aceito o pacto – disse ele me dando um beijo e me abraçando vendo o lindo sol nascer como se estivéssemos dentro de um livro de contos
-Hoje já é sábado – eu disse
-Hoje é o Baile de Mascaras – ele dizia mordendo minha orelha suavemente
-Não sei porque, mas sinto que hoje será um dia muito importante para mim, alguma coisa me diz – aquela sensação voltava e forte naquela hora, e vi que aquele sábado não iria ser um outro qualquer

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O outro eu

Capitulo 10
O outro Eu


No carro as duas a Clara e a Bianca só falavam em baile e tudo, tudo o que envolvia isso – eu estava quase vomitando baile pela boca, quando fui salva por ele...

-Meninas – o Isack cumprimentou a Bi e a Clara

Eles responderam me deram umas olhadas e entraram primeiro, que nós.

-O que estavam falando? – disse ele depois de me beijar
-Baile o assunto preferido delas – disse eu rindo
-Nos vamos não é? –ele quis saber
-Até você? – eu não tava acreditando nisso
-Vamos Manu, vai ser legal! – ele me incentivava
-Ai se é pro bem de todos e felicidade geral da nação... – brinquei me rendendo
-Ótimo! – disse ele – Só falta você aceitar um outro convite meu... –disse ele com aquele sorriso nos lábios
-Qual? – perguntei curiosa
-Ir pra Valaquia no próximo fim de semana – ele disse sorrindo

Um medo desconhecido, uma sensação horrível fez meu coração apertar, era como se algo me avisasse que aquilo eu nunca poderia aceitar, mesmo confinado no amor da minha vida...

-Não! – disse automaticamente... Sem saber o porquê direito
-Calma Manu, só foi uma opção... Não vou te seqüestrar não sua boba – disse ele assustado com minha reação
- Eu não entendo o porquê de eu ter reagido assim, desculpa! – disse passando a mão no seu lindo rosto,que se feria ao meu contato físico, e isso me deixava triste
-O que foi agora em meu amor? – ele me perguntava ao ver minha cara depois de tocá-lo
-É que ... eu gostaria tanto de poder te tocar, sem te machucar como um namorado comum... Mas toda vez que tento, acabo ti machucando – disse olhando a cicatriz que se fazia em sua bochecha
- Infelizmente eu nunca vou poder ser um humano... Uma pessoa normal sou um predador que acabou se apaixonando por sua presa – disse ele tirando os meus cabelos que caiam em meus olhos e sorrindo como se aquilo não o machucasse

De repente minha memória regrediu um pouco, e aos poucos tudo foi voltando... Até que me lembrei da noite passada... da Samira no meu quarto.. da Proposta... de tudo..., aquilo veio como se fosse um furação e me fez perder a noção de onde eu estava, as palavras, as coisas que ela me disse, tudo, estava dando muitas e muitas voltas na minha cabeça... “Imagina você toda velha e o Isack com cara de 18 anos pra sempre”, “Sabia que o Isack teve varias outras vampirinhas”, “Ai ele se cansa de você assim que nem as outras” – essas frases voltaram com tanta força, que parecia que eu voltava naquela sena novamente... eu a via com aquele rosto da Samira, lindo, que tentava me envenenar a cada palavra... – O Isack me olhava com uma cara de interrogação ao me ver, daquele jeito toda estranha novamente, mas eu não poderia contar tudo para ele – não sei se por medo da Samira fazer algo para minha família ou... Por medo der tudo aquilo ser verdade... A ultima coisa que me dei conta foi de o Isack se abaixar para pegar meu fichário que havia caído com tudo no chão.

-Ei – fazendo gestos perto dos meus olhos para ver se eu voltava – Terra para Manuela – disse ele ao me ver longe em meus pensamentos.
-Oi – eu disse assustada com tudo aquilo que eu havia lembrado
-Esta tudo bem? – quis saber ele preocupado
-Sim – menti, mas pareceu não colar
-Mentira, eu sinto que você esta inquieta por dentro Manu, tudo o que você senti eu consigo sentir também... – me relembrou ele
-São problemas bobos na minha família só isso, e também tem o baile de amanhã... – eu falava caminhando sentido a entrada da escola
-O que você tem contra Baile? – quis saber ele que caminhava frente a mim e de costas
-Nada, só não to muito a fim de ir... Desde começo – falei nada animada
-Já sei... não sabe dançar? – tentou ele
-Não, danço balé, tango, lambada, e outros rits – falei descartando esta possibilidade para ele
-Também deve cantar, ser ótima atleta, nadadora, atriz, não é? – complementou ele
-É... Como você sabe? – fiquei surpresa como ele sabia aquilo
-Palpite! – ele disse assim que subimos as escadas para a entrada, me dando um beijo nos cabelos e me abraçando, dando uma risada

Na aula de artes, era uma aula que eu gostava muito porque eu amava desenhar paisagens, viajava em meus desenhos e tudo o que envolvia eles, a professora pediu para que nós desenhássemos algo que nos chamava atenção, eu tinha varias coisas que me chamava a atenção ... Mas nos últimos dias o que mais me chamava a atenção era Ele o Isack... Então decidi desenhá-lo,sem que ele percebesse é claro, não queria que ele visse ainda, hoje havia sentado mais perto dos meus amigos, o que dava uma ótima visão para ele – ele era lindo cada traço do meu desenho era imperfeito comparado com ele, sua boca rosada e aquela pele branca como a minha... seus cabelos castanhos alinhados, olhos expressivos que estavam pretos..., até o uniforme tornava ele mais clássico e ao mesmo tempo mais bonito com o estilo social com jeans – as vezes ele me pegava o olhando mais não ligava e sorria para mim e é claro que eu retribuía com um largo sorriso nos lábios, todos nesta altura do campeonato sabiam que estávamos juntos mais as meninas mesmo assim não disfarçavam a cara de adoração por ele... o que me dava um pouco de ciúme mas ele nem as olhava, parecia que nem eu nem ele via ninguém á não ser um ao outro.

-O que você esta desenhando? – virou para mim a Bianca me perguntando, mas quando olhou meu desenho que estava quase acabado a não ser por uns detalhes, ficou boquiaberta com aquilo
-Você desenhou o Isack? – perguntou ela comparando o desenho com ele a todo o instante
-Sim, ficou ruim?- quis saber a opinião dela
-Nossa ta idêntico – disse ela com a folha na mão em direção a ele vendo a copia e o original
-Que bom então – eu disse tirando o papel de sua mão e acabando os últimos detalhes
-Você esta apaixonada mesmo não é? – disse a Bi ao me ver olhando para ele
-Muito – disse sem vergonha alguma por isso com um lindo sorriso
-Parece que ele também gosta muito de você, Manu, porque não é todos que eu conheço que se preocupa tanto com uma namorada como o Isack em pleno século XXI – falou ela brincando e depois seria – Eu queria muito encontra alguém assim um dia, mesmo sendo tão diferente como o Isack
-Você vai sim Bianca – eu disse dando uma esperança para minha amiga
Nem eu sabia que existia um amor assim tão forte... como o que sinto por ele, parece que se eu um dia perde-lo eu morro – eu disse nem conseguindo imaginar aquilo
-Nossa Manu, vocês estão juntos a uma semana e já esta assim, toda derretida? – ela disse me zuando
-Eu sei é estranho mais não é fogo de palha ti garanto – falei dando um ultimo retoque no meu desenho – Acabei – mostrando para ela
-Tá perfeito até parece 3D – ela falou rindo – Mas vai entregar esse para a professora?
-Não ainda tenho tempo de fazer outro para entregar pra ela, esse eu tenho outros planos - disse pegando outra folha

Acabei desenhando uma paisagem qualquer e entregando para a professora depois, e o meu desenho do Isack coloquei dentro de uma pasta.
Na aula de Sociologia a professora só falava do baile que iria ser magnífico, e tudo perguntou das mascaras e quase todas as meninas estavam preocupadas com roupa cabelo, e tudo, enquanto eu aproveitei para fazer algumas outras lições atrasadas.

-Um reino por seus pensamentos – disse o Isack que logo se sentou ao meu lado nessa aula
-Hum... Cadê o reino? – brinquei – Em nada só estou fazendo umas lições aqui... Onde você estava? – porque num tinha visto ele na troca de aula
- Resolvendo uns problemas ... –disse meio aflito
-Tá tudo bem? – quis saber por que eu também fiquei preocupada, mas pela cara dele... –Não, não posso saber não é?
-É não pode – disse ele olhando para a mesa – Desculpa, domingo eu não ti esconderei nada, prometo – disse ele tocando minha mão
-Confio em você – eu depositava minha confiança plena nele, mas aquelas palavras me atormentavam...
-Que foi? – ele me perguntou ao me ver mudar de fisionomia
-Meninas já tenho as indicações para princesa e príncipe do Baile – disse a professora animadíssima com aquilo, e as outras alunas também, todas torcendo por seus nomes estarem naqueles envelopes – As indicadas são: Laura, Clara e Manuela – disse a professora, a Clara eu fiquei muito feliz por ter sido indicada porque ela era muito bonita e simples, eu nem ligava mais, porque esse negocio de princesa não era pra mim,quando eu era pequena sim mais hoje não, agora a Laura só faltou soltar fogos de artifício, e reparei que era ela no dia da “do caderno do Isack” no dia nem tinha percebido mas hoje... E vi como ela o olhava, eu não queria ser princesa de nada, nem queria ir no baile, mas aquela garota não iria nem chegar perto dele, mesmo ele nem ligando para as olhadas dela.
-Parabéns! – ele disse no meu ouvido e isso me arrepiou toda – Não liga pra Laura, ela não me atrai em nada, nem no sangue – brincou ele
- É tem razão, tenho outras coisas em que me preocupar – eu disse pensativa
-No que por exemplo? – ele estava preocupado comigo de verdade
- Bom é que a... – eu ia dizer até que a professora me interrompeu ...
-Para os príncipes foram indicados: Isack, Luca e... Miguel – as meninas vibraram para todos principalmente pelo Isack, mas elas não me irritavam quem me irritava era a Laura porque ela sim o queria, eu via em seus olhos, ela era bonita, era modelo nas horas vagas, até mais que eu, eu diria uma Barbie, mas muito inteligente

-Viu Isack, nos dois fomos os primeiros colocados, será que é destino? – disse Laura que virou para a carteira dele
-Laura... É acho que não tem nada a ver... – ele tentou ser gentil com ela mais ela não se tocava que aquilo não estava me agradando em nada, ou gostava de me ver assim
-Laura... – eu disse e a raiva me dominava novamente e aquela sensação de poder, estava começando a me agradar...
-O que foi Manu? O Luca não teve muito bom gosto, mas o Isack pode ter desta vez não é? – disse ela me olhando enquanto eu fazia de tudo para não olhá-la - Você sempre foi toda estranha, não sei como os cara mais gatos do colégio se interessam por você – disse ela com um tom de desprezo
-Laura – o Isack chamou a sua atenção, mas ela ainda continuou
-Sabe Manu, acho que quem saiu fora foi o Luca, vendo o quanto você é esquisita... Por isso Isack, ainda ta em tempo – disse ela encarando o Isack que estava sem graça como nunca o vi
-Chega Laura! – eu gritei, a sala inteira ficou olhando para mim e pra ela, ela se assustou e seus lindos olhos verdes encontraram os meus, nessa hora ela não conseguia olhar para mais nada a não ser para mim, senti que podia fazer o que quisesse com aquela garota idiota, eu me sentia poderosa o suficiente e a raiva me dominava por completo, mas só a encarei

-Meninas o que esta acontecendo? - quis saber a professora por ouvir meu grito e a sala inteira também é claro
-Agora... Nada professora – eu disse rindo da cara que a Laura estava, parecia que ela estava com medo de mim mas não conseguia se mexer e eu me divertia com isso
-Professora! Socorro! Eu não consigo me mexer! – disse a Laura que estava quase tendo um ataque de tanto medo, muito diferente de minutos atrás
-E agora, quem é a estranha? – eu disse com um sorriso que parecia mais uma coisa ruim do que boa
-Manuela! – o Isack estava espantado com aquela sena que presenciava
- As duas levantem-se e vão à diretoria agora! – a professora se irritou e falou
-Claro professora! – eu disse com uma voz que não era minha, e ao mesmo tempo era dando gargalhadas
-Socorro professora eu não consigo me mexer! – Laura dizia chorando, porque não mexia nem um dedo se quer
-Para de ser boba levante-se !- disse à professora que não acreditava naquilo
-Levanta Laura- eu dizia como se aquilo fosse minha diversão particular
-Não consigo professora! – ela chorava que dava pena nas outras pessoas menos em mim
-Manuela pára, por favor, ela pode ficar com alguma seqüela, deixa ela se mexer – disse o Isack que parecia furioso com aquela minha atitude
-Você esta defendendo ela? – a raiva agora também, passou para o Isack que sufocava aos poucos por minha causa
-Manu... ela eu não cons...go res...pi...ra – disse ele quase caindo aos meus pés – Pára!

Foi a ultima coisa que me lembro de ouvir até desmaiar e apagar completamente na sala de aula


desculpA a demora é que to sem internet rs ai vim na visinhA hj pra não deixar vcs sem cap rs Até seg posto a cont.^^ eu aviso qualquer coisa

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A semente da duvida

Capitulo 9


A semente da duvida



- Olá Manuela, tudo bem com você? – disse Samira que me olhava fixamente

- O que você esta fazendo aqui? – eu disse enquanto percebia que minhas mãos tremiam e a raiva me dominava
-Se eu fosse você se acalmava moçinha – disse ela ainda calma e sem se mexer um centímetro sequer
-Saia da minha casa – eu disse a olhando com raiva, e vi que alguns objetos em meu quarto estavam flutuando
-Nossa! Meus parabéns Manu, eu to vendo que você esta bem mais poderosa do que eu pensava até então – disse ela olhando os objetos flutuando com uma cara de satisfeita
-Saia daqui – eu disse e logo meu abajur caiu no chão e se quebrou em mil pedaços
-Calma – disse ela se levantando – Olha que eu posso acabar com sua linda família – disse ela num tom de desdém
-Manu que barulho é esse? – Minha mãe perguntou da sala
-Nada não mãe, só derrubei um copo – eu disse, realmente eu não queria que a minha família se machucasse nesta historia
-Ótimo – disse ela com um sorriso muito bonito e ao mesmo tempo medonho no rosto – Acho melhor ninguém saber que estou aqui não é? – disse ela dando voltas no meu quarto lentamente – Agora se acalme que esses objetos vão descer ok?
-O que você quer aqui na minha casa? - eu disse mais calma mais com raiva ainda, e via que os objetos iam descendo mesmo
-Hum... Como posso ti explicar? – disse ela sentando novamente – Você deve saber que quero muito te matar, não é? – disse ela me olhando como uma presa – Mas infelizmente se eu fizer isso Edgard me mata – ela ria dessas palavras como se fosse uma piada, mais eu não via graça nenhuma
-Por quê? Por que eu? – eu tinha o direito de saber o porquê da minha morte pelo menos não é?
-Você já deve ter percebido que é um pouco... diferente – disse ela procurando uma palavra – Porque pessoas normais não podem matar um ex namorado só com a força do pensamento não é? E nem levitar objetos – ela disse isso me fazendo sentir mal pelo Luca novamente – Aaaa tadinha num fique triste meu bem – disse frente a frente a mim – Garanto que você é muito sortuda
-Não encosta em mim, se o Isack soube que você esta aqui ela ti mata Samira – eu disse indo para o outro lado mais ela estava lá no mesmo tempo que eu -
-Isack... um ótimo guerreiro, porém seu ponto fraco são os divididos ou melhor as divididas – disse ela enquanto segurava uma foto minha
-Divididos? – do que ela estava falando
-Seu sangue é muito raro Manuela, raríssimo – disse ela que observava minhas veias
-Como é se apaixonar por um vampiro sendo humana? – ela tinha muito interesse em sabe por que seus olhos que estavam vermelhos estavam cheios de curiosidade – Por que eu aqui quero ti matar, só de ti olhar, imagina um vampiro como o Isack que foi criado só para matar...
-Criado pra matar? – eu me arrepiei com essas palavras
-Seu novo namoradinho não ti contou isso? – ela me rodeada com uma velocidade fora do comum e eu não conseguia segui-la
-Não – eu disse
-Ele já esta encrencado por gostar de você, uma criatura tão vulnerável, tão inofensiva... Tão... Humana - ela disse a ultima palavra com um tom de nojo – Sabe o que mais gosto em um humano? – perguntou a mim e eu só balancei a cabeça assustada – O sangue – disse ela indo pra sacada rindo
-Eu amo o Isack do jeito que ele é Samira, mesmo nós dois sendo tão diferentes um do outro – eu disse assim que a alcancei
-Corajosa você – disse ela virando e me encarando – Mesmo ele tento tentado te matar...
-Sim – eu disse segura de tudo – Quem ama confia
-Um vampiro não é uma criatura muito confiável – ela disse pegando uma das rosas que eram germinadas na parede e a amassando
-Eu confio nele, ele é sincero comigo e isso é tudo o que eu preciso – disse eu olhando as pétalas se espalhando pelo chão
-Cuidado Manuela... Cuidado – ela disse meu nome de uma forma estranha
-O que você quer comigo em Samira? – eu perguntei já nervosa novamente
-Bom, vamos aos negócios – disse ela sentando em uma cadeira – Posso fazer com que você e o Isack fiquem juntos pelo resto da eternidade, porque você sabe que vampiros são eternos coisa que os humanos não são não é? Imagina você toda velha e o Isack com cara de 18 anos pra sempre? – ela disse continuando – Então quero o seu sangue em troca da sua eternidade – concluiu ela
-Ele nunca me abandonaria Samira, mesmo eu velha – eu disse mais nunca havia pensado nisso eu tinha 17 e nunca imaginei isso como seria daqui um tempo, com o Luca era normal, mais não queria ser a avó do Isack
-Que carinha de duvida é essa? – disse ela me observando – Sabia que o Isack teve varias outras vampirinhas – ela disse se lembrando - Ele era muito “querido” por elas e todas lindas e novas, uma coisa é certa você é linda, tem traços delicados uma pele que nem de princesa mesmo mas... é humana e envelhece... Ai ele se cansa de você assim que nem as outras – ela disse essas palavras com um peso muito maior do que elas tinham – Ou você volta com o humano que você namorava, simples
-Sai daqui – eu disse, mas muito balançada do que queria demonstrar
-Saio sim, agora eu vou, e olha como sou uma vampira boazinha vou te dar um tempo para pensar, e depois me responda, mais pense bem – concluiu ela que desaparecia no ar

Me sentei no chão onde estava e lá mesmo fiquei, sem ação – eu estava vivendo uma historia linda de amor, e com o Isack que era perfeito aos meus olhos, mas será que eu era perfeita para ele também?, ele me amaria mesmo velha ou me trocaria como um cartucho velho? A Samira poderia estar blefando para eu dar meu sangue para ela.... Ou ela estaria sendo sincera ? – a duvida era algo que me deixava muito mal, mas quem amava confiava e eu o amava e tinha que confiar nele! Eu ia confiar nele, eu aceitei ele dês do primeiro momento sendo um vampiro, e ele iria me aceitar mesmo quando tivesse de cabelos brancos não é? Ela só veio aqui pra plantar desconfiança na minha cabeça... e domingo eu teria uma conversa com ele, e ele iria me explicar tudo, e eu sei que ele vai ficar comigo pra sempre.

Eu tentava pensar assim mais sempre e mais difícil olha isso com bons olhos, eu tentava não pensar nisso aquela Samira deveria ser uma invejosa e uma cobra traiçoeira porque ela queria meu sangue – ela sabia o motivo deu poder levitar coisas e atirar pessoas a uma distancia enorme, mais mesmo assim ela não podia me contar o porque de tudo aquilo. Fui pro chuveiro tomar um belo de um banho pra ver se aquilo tudo ia embora como a água, que descia pelo ralo, mais não, por mais que eu tentava não pensar naquilo eu pensava e pensava, coloquei uma musica bem relaxante pra ver se eu dormia, demorei um pouco fui pegar no sono bem tarde, mais o sonho que tive não foi um sonho normal, eu me sentia no sonho, eu me via no sonho com se eu estivesse acordada
Eu estava em uma sala muito iluminada, toda de branco e havia outra pessoa na sala – era um homem, eu estava bem longe dele, mais via sua expressão feliz por me ver e me chamava com a mão para se aproximar dele, e fiz o que ele pedia- quando cheguei perto dele, vi que ele era novo, que tinha minha idade ou era um dou dois anos mais velho do que eu só, ele era muito bonito também, com a mesma cor de pele minha olhos pretos e cabelo preto meio ondulados, e seu corpo era musculoso mesmo estando todo de branco eu via que ele era mais musculoso do que o Isack, mais em beleza empatava com certeza - ele me olhava com felicidade, parecia que ele estava me esperando a anos, pela cara que ele estava, e fez um gesto para que eu sentasse a outro cadeira que tinha em para ficar frete em frente com ele.E me sentei.

-Oi tudo bem? – ele disse com uma voz que passava muita tranqüilidade ao meu coração
-Tudo – minha voz era um pouco tremula, pois ainda estava achando tudo estranho
- Calma –disse ele abrindo o seu sorriso bonito – Não precisa ficar com medo de mim Manuela
-Como sabe meu nome – fiquei surpresa com aquilo
-Eu ti conheço desde um bebe, sou seu guardião – me disse ainda sorrindo
-Guardião? – que historia mais pirada era essa agora
-Sim, quando você nasceu fui nomeado a cuidar de você e ensiná-la tudo – ele disse me olhando com felicidade
-Nossa ultimamente estou tendo cada sonho... – disse zombando de mim mesma ao me levantar
-Isso não é um sonho a mais Manuela, ou melhor, Stella – ele me disse quando eu caminhava para algum lugar naquele nada, o choque da ultima palavra me conteve e o encarei
-O que? – eu olhei assustada – Do que você me chamou? – era o mesmo nome daquele bebe... não não
-Stella seu verdadeiro nome Manuela – ele disse se levantando e caminhando em minha direção
-Isso deve ser brincadeira, cadê a porta deste lugar? – eu disse não acreditando
-É verdade sim, você é uma dividida metade vampira, e metade humana, um ser poderosíssimos, única filha da rainha Anelisse e do rei Felipe da Romênia, mais que foi roubada por um clã da Valaquia e mandada para o mundo dos humanos – disse ele lentamente mais minhas pernas caíram ao chão com tanta informação
-Não. Só pode... – eu num tava acreditando naquilo
-Ser verdade – disse ele se sentado ao meu lado e colocando suas mão em meu rosto, e isso foi como se toda a angustia que sentia fosse arrancada com o nervosismo
-O que ta acontecendo comigo? – eu num sentia mais nada nem raiva nem nenhum sentimento de ruim
-Eu também sou um dividido, e tenho uma porção de poderes como você Stella, mais já sei lidar com eles disse ele sorrindo que nem um príncipe porque ele sim parecia um príncipe
-Então tudo na minha vida é mentira? – eu quis saber mais agora com a calma que me dominava
-Não, o amor que você sente por seus humanos – ele me falou
-É por isso que sou tão diferente, minha pele, meus olhos, essa beleza que vêem em mim... – eu tentava raciocinar aquilo tudo
-Sim – ele disse simplesmente isso
-É os meus poderes que a Samira quer? – eu perguntei para o moço bonito
-Sim, porem não só ela, todos querem seus poderes.. porque sabem que você não sabe usá-los, todos do clã da Valaquia – ele disse me ajudando a levantar
-Não o ... – eu disse sentindo meu coração sentir punhaladas por aquele pensamento
-O Isack também Stella – ele me disse calmo
-Meu nome é Manuela, e o Isack nunca faria isso comigo – eu disse me soltando dele
-O Isack foi mandado para buscá-la por Edgard, e ti levar para a Valaquia para que a profecia se cumpra – ele me disse ainda do meu lado
-Como assim? – eu estava realmente sem chão com aquilo
-Isack é o encarregado de buscar a dividida mais poderosa que existe em todo o planeta que é você Stella, ou melhor, Manuela, para que seu mestre seja eterno, e o mais poderoso de todos os vampiros – contou ele
- Ele me ama – eu disse a o moço que me acompanhava
-Eu não posso ti falar que é mentira e nem verdade, porque tudo o que sei é isso, que ele e Samira estão lá para ti levar e matá-la – afirmou ele
-Eu não posso acreditar... – eu disse, eu estava arrasada com aquilo eu amava meu inimigo
-Seus pais verdadeiros estão desesperados por causa disso, porque descobrirão que eu a achei logo que acordar, hoje pela manha, e agora que sei onde esta, posso ti buscar e proeje-la – ele disse a mim tentando me acalmar
-Eu não vou pra nenhum lugar com um sonho estranho – disse ao meu guardião
-Você não vai ter escolha –ele me falou triste ao ver algo – Vejo que no futuro próximo você vai descobrir tudo pelo modo mais triste e num posso mudar o destino... É uma pena, mais estarei ti esperando na hora certa você saberá onde estou... – disse ele me soltando.
-Você vê o futuro? – disse assustada
-Sim, em breve descobriremos seus dons princesa Stella – ele falou educadamente a mim
-Eu não sou Stella – eu ainda rebatia isso com ele
-Tudo bem Manuela, como quiser alteza - disse ele se reverenciando a mim
-Pára com isso – o levantei daquela posição
-Bom, agora tenho que ir embora, e você tem que acordar para ir ao colégio, sei que parece tudo meio loco para você mais é pura verdade... Acredite, porque na hora certa tudo vira a tona e terá que ser forte – ele veio em minha direção colocando o dedo indicador na minha testa – Apagarei toda esta conversa só lembrará-se disso na hora certa, mas a sensação de algo a mais ficara com você Manuela – ele disse a mim
-Você só pode estar louco... – disse e desmaiei em seus braços foi ultima coisa que lembrei assim que fechei os olhos naquele sonho


O despertador estava logo perto do m eu ouvido e a minha vontade era jogá-lo longe dali – que raiva me dava aquilo – eu estava meio zonza na hora que acordei, parecia que tinha bebido na noite passada, quando levantei da cama senti uma sensação meio estranha, mais não liguei, tomei um banho e me arrumei pro colégio, graças a deus amanhã era sábado! – ou era pior porque havia o baile

Todos tomaram café da manhã, quando cheguei ainda meio tonta e me sentei

-Tomo álcool logo de manhã maninha? – perguntou o chato do Tales
-Não só to meio tonta – falei
-Esta doente Manu? – minha mãe perguntou assustada
-Não, acho que não mãe – eu disse comendo uma torrada
-A mãe do Luca me ligou, agora e disse que ele esta bem, e daqui um dia volta pra casa – falou minha mãe felicíssima
-Ai que bom!- eu disse feliz
-Iai trocou o Luca pelo filho da gostosa ? – perguntou o Idiota do Tales
-Tales! – minha mãe falou
-Não troquei ninguém só num gosto mais do Luca – eu disse meia sentida por ele
-Esse Isack parece ser um bom rapaz, mesmo eu adorando o Luca – minha mãe disse
-É mãe ele é – eu disse
-Bom dia gente – disse a Clara que chegava
-Clara! – eu disse – tenho uma surpresa pra você! – peguei uma sacola que deixara ontem perto da mesa
-O que? – perguntou ela
-Aqui – dei o presente a ela
-O que é? –eu quis saber
-Abra – minha mãe disse

Os olhinhos da Clara ficaram iluminados pareciam duas lindas jóias azuis, de tanta felicidade, e eu fiquei feliz por vê-la assim

-Um vestido! – ela disse toda contente
-Gostou? – eu perguntei
-Claro é.... Lindo – ela tinha dificuldades para achar a palavra certa – Obrigada
-De nada, acho que o amarelo vai ti deixar linda, o penteado depois vemos pra você – eu disse
-E pra você – minha mãe falou
-Ai mãe... – eu ira ser obrigada a ir nesse baile mesmo – Eu to sem par... – quis me safar
- E o Isack – lembrou o Tales aquele intrometido
-É Manu chama ele! – a Clara me incentivou
-Vou ver... Mãe tchau, tchau pra todos! – e saímos correndo como sempre

No carro as duas a Clara e a Bianca só falavam em baile e tudo, tudo o que envolvia isso – eu estava quase vomitando baile pela boca, quando fui salva por ele...

-Meninas – o Isack cumprimentou a Bi e a Clara

Eles responderam me deram umas olhadas e entraram primeiro, que nós.

-O que estavam falando? – disse ele depois de me beijar
-Baile o assunto preferido delas – disse eu rindo
-Nos vamos não é? –ele quis saber
-Até você? – eu não tava acreditando nisso
-Vamos Manu, vai ser legal! – ele me incentivava
-Ai se é pro bem de todos e felicidade geral da nação... – brinquei me rendendo
-Ótimo! – disse ele – Só falta você aceitar um outro convite meu... –disse ele com aquele sorriso nos lábios
-Qual? – perguntei curiosa
-Ir pra Valaquia no próximo fim de semana – ele disse sorrindo

Um medo desconhecido, uma sensação horrível fez meu coração apertar, era como se algo me avisasse que aquilo eu nunca poderia aceitar, mesmo confinado no amor da minha vida...


Cap 10 postarei até quarta, desculpe a demora meninas!!!! Se ficar pronto antes aviso!!



terça-feira, 17 de agosto de 2010

A tristeza

Capitulo 8

A Tristeza


Quando vi o que tinha acontecido com o Luca no vestiário, não consegui mais raciocinar direito – eu não tinha encostado a mão nele... Mas a força que ele foi jogado para aquela parede não era possível ser feita por um humano... Assim que o avistei caído no chão eu fiquei perdida e com medo, de que isso tinha provocado a morte do meu ex namorado.
Quando olhei parta o Luca, ele me olhava com uma cara de espanto – mais não só de espanto, porque parecia que aquilo que eu tinha feito, tinha o fascinado – parecia que ele estava na frente de uma “feiticeira” e ele era o aluno. Mas eu não quis saber o porque daquela reação mais sim se o Luca estava vivo, -mesmo ele tendo provocado isso de algum jeito – eu nunca me imaginei matando alguém, principalmente sendo uma pessoa tão próxima de mim. Assim que me ajoelhei perto dele, - senti seu corpo quente e seu coração ainda batia – graças a Deus ele estava vivo.

- Luca, Luca!!! –disse o sacudindo - Abre os olhos pelo amor de tudo que é mais sagrado!!! – meu desespero era evidente e nesta hora nem reparei que o Isack já havia chamado alguém para ajudar – Me responde por favor!!!
-Mocinha pode nos dar licença – disse a enfermeira que ajudou um senhor o colocar em uma maca
-Manu, deixa eles ajudarem, vem – disse ele abrindo os braços para mim – Aii – vi ele reclamando baixinho
-Desculpa, eu não queria... – disse eu ao sentir suas queimaduras
-Não se preocupa – ele falou ao beijar meu cabelo – o mais importante agora é saber como ele esta – disse ele enquanto eu olhava o Luca naquela maca saindo pelo corredor

Todos da escola saíram da sala para ver o que estava acontecendo, porque não era normal uma ambulância sair da escola assim...

-Calma calma pessoal só foi um pequeno acidente – disse a diretora que acalmava todos, vi os olhos dos amigos do Luca que estavam preocupados como eu, enquanto eu acompanhava a maca até a ambulância
-Eu vo com ele – disse a diretora, que via a minha angustia
-Claro ele é seu namorado, é normal que você queira ir – disse ela me deixando subir na ambulância
-Eu também quero ir diretora – disse o Isack que me abraçava tentando me acalmar
-Não acho necessário senhor Isack – disse ela
-Por favor! Olha como a Manuela esta – disse ele que parecia que a angustia que eu sentia era a mesma que ele sentia – Me deixa ir
-Tudo bem – disse ela que parecia estar enfeitiçada por aqueles olhos

Na ambulância eu nem reparava o que ou quem estava na minha volta, só olhava para o Luca, - com aquela cara de dar pena, parecia que a dor ainda estava nele e isso me deixava muito mal – os enfermeiros diziam que ele iria fica bom, que não era de grave, mas mesmo assim eu me sentia péssima por ter sido a causadora daquilo tudo, mesmo não sabendo direito como e porque.

Assim que chegamos no hospital, não me deixaram entrar na sala de atendimento com ele, tive que ficar sentada na sal de espera, e essa era a pior hora, a de esperar o diagnostico – e se ele nunca mais acordar... e se ele ficar paraplégico por minha causa... e se ele morrer... – sentei em uma das cadeiras que lá havia e abaixei começando a chorar.

-Ei – disse o Luca que estava tão mal quanto eu, tentando levantar meu rosto – Ele vai ficar bem
- Você não precisava ter vindo comigo.. sei que o Luca não gosta de você e nem você dele... – falei ainda com as mãos tampando meu rosto
-Mas eu e ele gostamos de algo em comum... – disse ele ao colocar meu rosto em seu peitoral – Você, e pode ter certeza que a dor que você sente eu consigo sentir também
-Serio? – disse eu o encarando pela primeira vez depois do incidente com os olhos cheios de água
-Serio – disse ele dando um meio sorriso e limpando as lagrimas que caiam sem cessar - Quando os vampiros encontram a sua alma gêmea, eles conseguem sentir a felicidade, a tristeza e até a angustia que o outro senti, e é tão ruim vendo você sofrer e não poder fazer nada para que isso pare
-Ele vai ficar bem? – quis saber, mesmo ele não sendo medico
-Claro que vai o impulso que ele vou atirado não foi o bastante para matá-lo, mas iria ser se ele não a soltasse, Eu o jogaria – disse ele rosnando
-Como eu fiz aquilo? – porque será que eu sentia que o Isack tinha aquela resposta
- Acho que você não esta com toda essa moral não heim Manu – disse ele tentado me fazer rir
-Isack é serio! Você não foi... E quando eu disse para ele me soltar, ele voou longe... – disse me lembrando daquele sena horrível – Eu senti meu corpo gélido e um fogo ao mesmo tempo me dominava, parecia que eu poderia fazer tudo o que eu quisesse com aquela força...
-Uma mulher maravilha brasileira – disse ele tentando me deixar menos tensa
-Eu não to brincando – disse seria para ele mesmo estando quase sem voz por tanto chorar - Me fala!
-Manuela é que ... – ele ia dizer, eu tinha certeza, mas o doutor no mesmo instante chegou com o diagnóstico
-Vocês são amigos do Luca? - quis saber o medico
-Sim – eu disse dando um pulo da cadeira
-E os pais do jovem? – o medico perguntou
-Estão vindo, a diretora ficou de avisar a eles – pelo menos era isso que me pareceu
-Ok, bom o amigo de vocês, vai ficar bem – disse ele sorrindo – mas terá que engessar o um braço
-Ele ta bem então doutor? – disse eu me aliviando da angústia
-Claro que sim moçinha, querem vê-lo? – disse o medico para nos dois
-Claro, ele já acordou? – perguntei
-Sim, havia desmaiado, mas já sim, bom com licença – disse o medico que saiu para atender outros pacientes
-Vamos! – disse ao Isack quando puxei sua mão e ele não se mechei um centímetro – O que foi? – quis saber
-Manu, eu não vou com você, no quarto dele, ele pode se sentir mal com minha presença, mas se ele perguntar o que aconteceu diga que ele escorregou e caiu, não diga o que aconteceu de verdade tudo bem? – disse ele serio
-Porque? – eu queria saber, porque mesmo se dissesse ninguém iria acreditar
-Pode ter espiões aqui – ele disse num tom muito baixo
-Espiões? Como assim? – agora tinha ficado preocupada, vampiros espiões ...
-Domingo, lembra? Eu te prometi de ti contar tudo, mas só domingo ta bom? – ele não iria me responder nada ali, não sei o que era tão adiável assim para ser só domingo, e cada vez eu ficava bem mais curiosa
-Domingo, então – disse e me virei para ir ao quarto do Luca

Bom, vivo ele estava, mas e agora como iria fazer para encará-lo depois de quase matá-lo, será que ele iria se lembrar daquilo tudo? – mesmo sendo legitima defesa, eu não poderia ter feito aquilo com ele, eu estava na porta do quarto – mas sem mas coragem de abrir a porta – e a raiva dele será que tinha passado? Bom de duas uma ou eu ia embora ou entrava... Resolvi entrar mesmo sem ter muita certeza

Luca? – chamei e vi que ele estava de olhos fechados
-Manu- disse ele abrindo os olhos na mesma hora
-Você esta bem? – perguntei mais eu via que seu braço esquerdo estava engessado e sua cabeça estava com uma faixa, aquela sena me deixou péssima porque era eu a causadora
-Pára de me olhar assim... – disse sorrindo – Eu to bem num to, isso é o importante – vi a sinceridade saindo de seus olhos azuis
-É, tem razão – disse eu me sentando em uma cadeira do seu lado
-Nossa não me lembro de nada cara! – ele parecia confuso – Só que peguei você de um jeito que deve ter te machucado, me perdoa Manu? – disse ele segurando minha mão
-Claro – disse sem graça porque a errada era eu e não ele
-O que aconteceu você sabe? – me perguntou sem entender nada
-Você escorregou o chão estava molhado... Então.... – como o Isack saberia que ele não se lembrava de nada
-Ele esta ai com você? – quis sabe o Luca
-O Isack? Esta sim... – eu disse mais com medo de o que ele iria falar depois
-Hum – disse ele de mal humor – Manu me responde uma coisa... Como você pode gostar tanto de uma pessoa que você não conhece nem um mês? Enquanto eu você namorava a três anos?
-Eu não sei explicar isso Luca... – eu disse sendo sincera
-Você o ama tanto assim? – ele perguntou mas eu via que ele não queria ouvir a resposta mais necessitava dela
-Sim, eu o amo Luca, ele é como se fosse a outra metade de mim sabe... Como se fosse como este coração – apontei para minha gargantilha que o Isack havia me dado – sem a metade dele não existe nada, mesmo sendo tão diferente de mim – disse isso sendo leal a ele
-Hum... – foi só isso que ele me respondeu
-Mais você... – eu disse olhando bem em seus olhos – Foi um namorado perfeito que eu amei muito, e que ainda amo... Mas de outro jeito hoje, e sempre ouça bem... Sempre eu vou te querer bem, porque eu te adoro muito!
-Mas não ama – disse ele soltando da minha mão
-EU fiz algo de errado? –eu vi seus olhos se encherem d’água
-Não não que isso, claro que não, você foi perfeito mas hoje... Eu sei que eu não posso ti oferecer tudo o que você merece, é isso – eu disse
-Eu te amo Manuela e sempre vou estar aqui te esperando – ele disse mais antes de eu responder algo à enfermeira veio dizendo que os pais do Luca haviam chegado e eu teria que sair...

A mãe do Luca estava muito aflita quando eu sai, me cumprimento e foi direto vê-lo com o seu marido, eu até fiquei olhando uns instantes pela porta a cena bonita que lá estava, porque como eu o Luca era muito sortudo por ter pais que o amavam tanto... Quando cheguei na sala de espera o Isack não estava lá mais e havia deixava um recado para mim:

Manu,
Fui ao colégio explicar para a diretora o que ocorreu no vestiário, disse que você não estava muito bem e foi para a casa – espero que vá mesmo – então esta liberada das aulas hoje rs
Ps: Não sei se vou hoje a noite na sua casa, porque tenho que cassar ...
Te Amo ...
Isack



Logo peguei um taxi, e fui direto para casa, eu queria passar em algum lugar para espairecer e tudo – mais resolvi ir direto para casa, com o Isack havia pedido, porque ainda estava nervosa e triste.
Eu amava o Isack, mais não gostava de machucar o Luca assim, mesmo sendo sincera com ele...

Assim que coloquei o pé dentro de casa, minha mãe, meu pai, tudo mundo quis saber o que tinha acontecido com o Luca, se eu me machuquei, se o Isack também tinha sofrido algum acidente – respondi todas as perguntas, tudo, mais eu estava com muita fome, almocei com minha família e depois minha mãe me fez experimentar o esboço do vestido que ficaria pronto a 2 dias – não tinha clima pra festa depois disso, mas minha mãe via clima, depois desse dia tão tulmutuado. Até pensei que a Bianca não iria mais nem a Clara, mas mesmo preocupadas, elas não desistiram do Baile de sábado, a Bianca perguntou o que tinha acontecido no ateliê da minha mãe e eu disse a mesma coisa “ que ele tinha escorregado no banheiro” mas a Clara não se convenceu muito não.

Cansada, era a palavra que me resumia naquela hora do dia, pois era tarde da noite e subi para meu quarto quando chegamos do ateliê, fiz um lanchinho e subi para comer no meu quarto – o Isack não viria hoje mesmo me ver, então iria dormir cedo e recuperar o sono da noite passada.

Logo que entrei no meu quarto, e fechei a porta, fiquei paralisada – não sei se era de medo, de pavor, de raiva – mais a vi sentada como uma perfeita boneca de porcelana, com seus cabelos negros e enrolados soltos que se mexiam no mesmo movimento do vento e um sorriso no rosto ao me olhar

- Olá Manuela, tudo bem com você? – disse Samira que me olhava fixamente

Meninas desculpem não postar ontém é quesai o dia tdo!! Mas esta aki!! e até sexta posto o 9



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Novos POderes

Capitulo 7
Novos Poderes

Acordei logo cedo pela manhã, a felicidade inundava minha cabeça, pois tinha sonhado com o Isack, um sonho tão lindo, tão perfeito que todas as lagrimas que eu havia derramado ontem a tarde tinham valido a pena – o meu despertador começou a tocar no mesm0o horário de sempre, mas hoje havia algo de diferente, eu estava bem, lá fora poderia estar caindo granizo mas eu estava vendo o sol em todas as partes.Corri para o banhou e logo tomei um banho, parecia que não tomava um banho tão relaxante assim há meses, até que toco em algo no meu pescoço e vejo aquele colar... – o mesmo colar do sonho, o colar que o Isack havia me dado de presente, como prova de seu amor – na hora que percebi que o sonho não era sonho fiquei maravilhada, pois agora sabia que aquilo não era um sonho era real e eu tinha uma prova que estava no meu pescoço.

A caminho da escola a felicidade me dominava, mas então lembrei que o dia só estava começando e hoje antes de poder ficar realmente com o Isack eu tinha que acabar com o Luca...Mas como faria isso sem machucar ele? – essa era a grande questão agora...

-Manu você é muito esquisita sabia? – Clara disse me observando
-Por que? -Quis saber
-Ontem parecia que você iria morrer de tanto chorar... e hoje parece que ganhou na mega sena...
-É que estou apaixonada amiga, um amor que eu jamais pensei que existia ,existe – disse sorrindo
-Que bom, o Luca vai ficar feliz quando você disser isso a ele – disse ela feliz também
-Clara... eu gosto do Luca mas... – com eu iria contar para alguém sobre amar um vampiro?
-Mais o que Manu? – disse ela com um tom triste na voz pois sabia onde esta conversa iria chegar
- Não o amo mais, acho que nunca o amei, e eu tenho que dizer isso para ele hoje – eu disse triste sabendo que ele iria sofrer
-Então por que está apaixonada? – disse ela mas nem precisou deu falar – não... não... Não vai me dizer que é por aquele aluno novo? – disse ela fazendo uma cara de reprovação
-A gente não escolhe por quem se apaixona Clara, simplesmente acontece, e sei que o Isack sente o mesmo por mim – disse me lembrando das palavras que ele usara noite passada
-Será? – disse ela meio na duvida- Porque pensa comigo você só o conhece a três dias e o Luca você namora há três anos Manuela – seguindo a lógica
-Mas quando a gente ama, simplesmente ama e sei que o amo e ele a mim também – disse certa do que sabia
-Ele te olho de uma maneira tão estanha como se fosse te atacar a qualquer momento... – disse ela arrepiando-se – Que colar é esse no seu pescoço? – ela quis saber ao olhar minha blusa
-Eu ganhei dele... – disse olhando para minha linda metade do coração
-Que lindo Manu, realmente ele tem um ótimo gosto para jóias, mas não esqueça que a decisão que você tomar hoje não tem volta – disse ela com aquela cara de intelectual
-Eu sei... – eu estava apaixonada por um vampiro e sabia que isso era perigoso mais mesmo assim eu iria até o fim.



Quando a Bianca entrou no carro mudamos de assunto pois não queria comentar este assunto para a Bianca, porque sabia que a escola inteira ficaria sabendo,Bianca e Clara estavam animadas com o baile de daqui dois dias estavam falando de quem iria e de quem não iria, de roupas e tudo – Clara era a mais simples, tinha pedido para a Pepa fazer um vestido com um pano que minha mãe havia dado a ela, mas eu iria dar um presentinho para ela... , já a Bianca, estava super animada em pegar seu vestido na sexta com minha mãe a cor ela nem quis comentar pelo que consegui prestar atenção na conversa – porque meus pensamentos estão bem longe ou melhor bem perto no colégio em vê-lo novamente.
Os alunos do Aisten estavam quase todos no pátio quando cheguei, eu estava nervosa até parecia que eu era inexperiente em namoros – eu não sabia o que falar como cumprimentá-lo, nada disso – até que o vejo pelo retrovisor do carro encostado em sua moto de óculos escuro me olhando eu simplesmente sorri, e a Clara desceu puxando a Bianca para dentro do colégio me dando cobertura.

-Pelo visto suas amigas não gostaram da novidade não é? – disse ele quando me aproximei da moto
-Há... Elas não têm que gostar... eu gosto e pronto – disse com cumprimentando – com um beijo no rosto e pela cara que fez não gostou muito
-To vendo que o Playboy ainda não sabe da novidade não é? – perguntou ele tirando os olhos e me olhando, com os olhos mel
-Não inda não... Vou conversar com ele hoje – disse eu meio sem graça
-Você ainda pode pular fora Manuela, ainda esta em tempo – disse ele se afastando um pouco de mim e colocando os óculos novamente
-Eu nunca vou desistir de você –disse eu o emparedando na moto – Então sem chance – falei em seu ouvido
-Por que gosto de ouvir isso? Mesmo eu estando fazendo uma coisa imperdoável – disse ele com sarcasmo
-Eu não sou uma ameaça... Sou? – quis saber, brincando com ele
-Pra mim você é o ser mais poderoso do universo... Pois tem poder absoluto sobre mim – as vezes me achava meio seca com tantas coisas bonitas que ele dizia, mesmo de um jeito mais antigo
-Você me deixa sem graça – disse corando
-Só falo a verdade – ele falou ao subir na moto
-Onde você vai? – quis saber pois a roupa que ele se encontrava não era aquele uniforme ridículo do colégio – era um jeans com uma regata preta dando para observar toda sua estrutura física, que me deixou quase babando rs
-Dar um volta ... – disse ele ligando o motor – e você vai comigo
-Eu? – perguntei, porque não esperava por essa...
-Claro, vem sobe – disse ele batendo no espaço do passageiro – Ou quer que eu desça da moto e te pegue e ti seqüestre?
- Hum... – olhei em volta e algumas pessoas nos observavam – não sei...
-Por quê? – disse ele dando um sorrisinho – Ta com medo? – disse ele mostrando os dentes brilhantes dele e chegando perto do meu pescoço...
-Oi Isack você pode me emprestar algumas lições de ontem – disse uma menina da nossa sala, e pela cara dela, ela queria MUITO mais que um simples caderno
-Lição? – quis saber o Isack, admirado com a atitude da menina
-É a de ontem... – disse ela tirando o óculos escuro e sorrindo
-Porque você não pede para outra pessoa meu amor? – disse eu com uma atitude que eu me surpreendi
-Porque quero o caderno dele – apontando para o Isack que me observava curioso com aquela atitude – Vem cá Manuela, cadê o Luca? O seu namorado – ela disse as ultimas palavras como se estivesse soletrando cada letra
-Não Isack não te tenho medo – disse jogando meu longo cabelo castanho claro na cara daquela coisinha – Vamos – disse subindo na moto, ele me olhava de boca aberta e ela roxa de raiva – E peça a “lição” pra outra ta fofa – disse enquanto saímos daquele local, só vi a menina metida comendo fumaça
-Quem ela pensa que é pra pedir o seu caderno? – eu falava sozinha, comigo mesma
-Nunca pensei que você viria comigo só de pirraça – disse ele rindo da situação
-Eu não estou com ciúme – eu disse fazendo biquinho-só que não entendi qual a diferença que ela viu em você e não viu em 19 pessoas – disse
-Ciúme – disse ele balançando a cabeça e rindo
-Pra onde você esta me levando? – quis saber para onde eu estava sendo “seqüestrada”
-Eu gostei de ti ver com aquela carinha – disse ele encostado sua cabeça no meu no meu rosto – Mas você vai ver quando chegarmos, disse ele acelerando a moto


Até o nossa destino incerto nos conversamos sobre varias coisas sobre minha vida – parecia que ele queria saber tudo, das coisas que gostava de comer, da minha cor preferida, o que eu adorava, meus amigos, minha família - até que chegamos em um condomínio no Itaim, parecia muito bonito, entramos e subimos o elevador

-Ainda da tempo de desistir – disse ele com a chave na porta – Eu estou sozinho... se te matar ninguém vai ficar sabendo
-Eu não sou mulher de desistir – disse girando a maçaneta – Primeiro as damas – lhe perguntei
-Claro – disse ele fazendo um gesto com a mão

Seu apartamento era muito bonito, e muito bem decorado parecia coisa de novela, e com cores fortes em todo lugar, enquanto eu olhava o apartamento ele me olhava, quando me virei para ele

-Gostou? – perguntou ele jogando a chave em um pufe
-Sim de ótimo gosto, foi você que decorou? – quis saber
-Não comprei assim mesmo – ele falou se jogando no sofá
-Mas para que você me trouxe aqui? -disse sentando na beirinha do sofá
-Eu to trouxe aqui para te explicar um pouco mais do que eu vim fazer aqui - disse ele ao se sentar ao meu lado – Manu, eu tenho medo de quando você souber da verdade você não me queira mais ... – disse ele pegando meu colar e o observando
-Pára com isso seu bobo – eu disse sorrindo para ele – isso era impossível
-Mas antes – disse ele se levantado – vou ti mostrar tudo o que posso fazer, as coisas boas em ser um vampiro – disse ele me mostrando os dentes – a minha força é inigualável – disse ele levantando o sofá com uma mão só e comigo em cima – a minha velocidade também – disse ele e em segundos depois com um copo de suco de laranja na mao para mim, - e meus caninos- disse ele mostrando os dentes afiadíssimos – são perigosíssimos, quando não usados para bem - nessa hora eu fiquei um pouco nervosa mais ele não percebeu
-A Samira também é assim? – quis saber ao me levantar
-Sim todos temos os mesmos poderes, sendo desde meu clã ou o outro da Romênia – me falou ele tocando em minha pele, mas de luva
-Por que das luvas? – quis saber estranhando
-Lembra das queimaduras? – ele me perguntou – Na luz do dia, sua pele é incompatível com a minha – disse ele rindo da situação
-A Samira também mora aqui? – eu quis saber assustada e o medo me dominava
-Não, não – disse ele tentando me acalmar – Não fica preocupada com ela, ela não vai te machucar eu prometo e nem sua família – nós vampiros temos a nossa individualidade
- Legal –disse eu ainda tensa me lembrando as palavras dele ontem sobre a Samira
-Ei esquece isso, isso é um problema meu – parecia que ele tinha a obrigação de me defender
-Por que ela quer me matar? – quis saber o motivo da minha quase morte
-Pelo mesmo motivo que eu quis – disse ele baixinho
-Que motivo Isack? – eu estava ficando com raiva daquilo tudo
-Não é a hora Manu – ele disse se virando
-A então a hora vai ser quando a Samira der o bote? – disse friamente
-Qual é o segredo Isack? Fala-me agora! – eu falei para ele já nervosa
-Eu não posso Manu, não agora... – disse ele triste com aquela situação
-Abre a porta por favor – eu não queria discutir com ele não por isso
-Esta com raiva de mim? – ele quis saber triste
-Não... Só vou voltar pro colégio, mas isso me deixa intrigada ... e eu fico com raiva de você por não querer me contar, mas quanto mais você adia é pior pra você mesmo Isack – eu disse a caminho da porta
-Me perdoa... Eu nem deveria ter te arrancado daquele jeito do colégio... – disse ele se martirizando
-Você é bem mais velho do que eu mais, quando a gente junta problemas e não fala com ninguém sobre isso, acaba se aumentando e aumentando se tornando uma bola de neve – disse eu abrindo a porta – Eu já vou – disse dando um meio sorriso para ele porque apesar de tudo isso eu o amava
-Posso ir com você? – perguntou ele em segundos com o uniforme
-Claro que pode – eu corri para abraçá-lo – eu não quero discutir com você , por nada – falei triste
-Domingo, eu conto prometo só me dá uns dias pra escolher as palavras certas – ele disse me olhando com uma cara que dava dó – Caso contrario... Você pode... Acabar com tudo – ele imaginava aquela sena pela cara que ele fez
-Acabar com tudo? Como assim?- perguntei sem entender
-Domingo – disse ele me dando um selinho e me guiando para o elevador novamente

Na escola, conseguimos entrar na segunda aula – era impressionante como o Isack usava a beleza dele a favor de tudo quando ele queria com as tias da escola – assim que chegamos lembrei-me do Luca, minhas pernas gelaram parecia que eu tinha cometido um crime e era uma fugitiva, o Isack não gostava daquilo, ele me amava a ponto de me deixar se eu quisesse, mas eu não amava mais o Luca, mais mesmo assim sofria com a situação – Quando entramos o Luca nem olhou para minha cara, a raiva e o ódio eram só um no seu rosto, e os seus olhos miravam apenas uma pessoa ou vampiro como queiram o Isack, e isso me preocupava o dobro
A aula passou rápido, fiz um trabalho em dupla com o Isack, mas ele tinha respondido tudo novamente para nois dois – a Clara me olhava com uma cara de dó, quando olhava o Luca, e toda hora ele olhava para o Isack mais para mim nada, parecia que eu era invisível aos olhos dele pelo jeito.
Quando queria que as drogas das aulas demorassem elas voavam, e a próxima era Educação Física, trocamos de roupas e fomos para a quadra o Isack nunca jogava sempre ficava em um canto, e hoje ficamos eu e a Clara – mesmo não gostando dele com ele – o Luca em campo estava tomando falta por tudo, ele não chutava a bola ele arrancava o gramado da quadra, até que aquele bola acerta bem em cheio o livro que o Isack lia enquanto eu a Clara conversávamos

-Iai cara não joga não, seu frocho? – disse o Luca rindo d o livro do Isack ter caído no chão, quando o profº foi Ao banheiro
-Luca, na saida a gente se fala, tudo bem – eu via o esforço que o Isack fazia para não o mata-lo
-Luca, para de ser idiota! Seu problema é comigo e não com ele – eu disse me levantando da arquibancada
-O nosso papo é mais tarde Manuela – disse ele com raiva para mim – Porque agora quero saber se o esquisito do seu amigo se é que é isso ... joga uma bolinha – disse ele sarcástico
-Ele não vai jogar Luca, paro com essas provocações – eu dizia mais nada dele me escutar
- Iai vai amarela? – disse ele rindo do Isack
-Em que time eu jogo? – disse ele saindo da arquibancada e indo para o campo
- No laranja – jogou o colete no rosto de Isack
-O Luca vai matar o Isack ali mesmo Manu – disse a Clara com os olhos arregalados

O Luca tinha a fama de ser o melhor jogador da escola por jogar no São Paulo, mas quando o Isack entrou todos pararam para ver como ele se movimentava no campo, era poderia estar selecionado para a copa e jogar sozinho e mesmo assim iria ganhar, toda vez que o Isack tentava provocar alguma falta, ele se esquivava sem ao menos tocá-lo – a cara de ódio do Luca se estendeu, e até o profº nunca tinha visto alguém jogar tão bem assim, pelo visto o Isack era muito bom também no futebol, o jogo acabou 5x0 para o time do Isack –todos os gols feito por ele – no fim do jogo todos foram cumprimentá-lo menos o Luca que saiu o fuzilando com o olhar e o Isack rindo da cara dele


-Porque você não disse que era tão bom assim no futebol? – quis saber no corredor do vestiário
-Você não perguntou... – ele disse me dando um beijo no cabelo
-Meu celular! – eu não o achava na bolsa de jeito nenhum – Devo ter deixado cair no vestiário, vou voltar lá correndo é dois minutos ta – eu não poderia ter perdido o meu cel. Lá era minha agenda eletrônica, corri para o vestiário e comecei ver atrás dos bancos, de tudo, nos armários até que...

-Tá procurando por isso? – disse o Luca ao fechar a porta e colocar a chave na calça
-Me dá meu celular Luca – eu disse ao vê-lo assustada
-Vem pegar – disse ele se aproximando de mim e eu indo para trás
-Olha Luca, eu sei que você esta com raiva de mim... Mas vamos conversar – eu disse com medo, pois seus olhos estavam vermelhos
-Você não poderia ter feito isso comigo Manuela, não você! – ele disse mostrando todo o rancor em cada palavra , frente a frente comigo e eu já estava na parece pra onde eu iria agora?
- Calma Luca... Eu estou apaixonada por ele Luca eu não tive culpa... – eu disse com medo dele porque parecia que ele estava fora e si
-Ele não te ama Manuela,eu sou o único que te ama! – gritou ele me segurando pelos braços me machucando
-Me solta Luca! Você esta me machucando – eu gritei porque estava doendo muito
-Solta ela agora – eu só ouvi um barulho da porta sendo arrobada e o Isack nervoso como nunca vi
-O que vai fazer? – disse o Luca, ainda me segurando firme
-Eu vou te matar se você machucar a Manuela – ele disse quase rosnando de raiva
-Você roubou ela e ela Me pertence! – disse ele me machucando mais ainda
-Ai! –eu gritei, e o ódio me dominou, eu sentia meu corpo estranho e gélido, e um fogo interno me dominava nesta hora eu não era eu - Me solta agora Luca!! – depois disso eu só vi o corpo do Luca sendo jogado para o outro lado do vestiário, batendo com tudo na parece e ele desmaiando

Ninguém tinha tocado no Luca, e a força com que ele foi jogado era impossível de ter acontecido, o Isack não havia tocado nele... Só restava eu... Eu tinha feito aquilo, mais como? Eu o tinha jogado a metros de distancia, sem ao menos me mexer, quando me dei por mim estava na ambulância sentido ao hospital da religião.






Capitulo 8 estara no blog segunda ^^ bom fds!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Meia Verdade

Capitulo 6

A meia verdade


Depois que li aquele bilhete eu tive que me sentar para não cair no chão porque minhas pernas elas pareciam duas varas verdes, a felicidade inundava meu coração enquanto a raiva tomava conta da minha razão– “Quem ele pensa que é para me fazer sofrer tanto assim e no fim do dia me da uma nova esperança?” – minha razão pensava assim, porque ele foi muito frio comigo no jardim, e agora me deixava um bilhete dizendo que eu estava certa sobre o amor??? – mas por outro lado eu estava muito feliz minhas mãos geladas como sempre soavam frio e parecia que havia borboletas em meu estomago de tanta felicidade por vê-lo novamente... – Mas será que ele queria se despedir de mim? Que ele iria embora amanha mesmo? – Não, pensamentos negativos eu não poderia ter neste momento, não agora, mas eu também não poderia demonstrar toda a minha felicidade por ele querer me ver... Assim que ele chegar, iria falar que ele não tem o direito de brincar comigo, não com o amor que esta aqui dentro de mim que chegava ser maior que todos os outros que tive (acredito que o único verdadeiro), eu iria ser bem seria com ele, primeiro o Isack iria me ouvir, depois ele poderia falar o que quiser... Mais ele iria me escutar á se iria.

-Posso entrar? – minha mãe perguntou
-Sim – disse com o tom de voz normal, mais um pouco mais agitado...
-Já vai dormir? – quis saber
-Sim – disse pulando para debaixo dos edredons – Boa noite
-Está me expulsando Manu?- minha mãe quis saber sentada ao meu lado
-Não mãe! – disse eu fingindo de ofendida – Claro que não, só estou com sono...
-Tudo bem então... Amanha nós duas conversamos melhor, também estou cansada, só vim dar boa noite – disse ela me dando um beijo na testa
-Boa noite... Mãe?
-Sim- virando para me olhar da porta
-Todos já foram dormir? – quis saber mais sem levantar suspeita
-Já, já sim, boa noite – disse ela ao sair
-Boa noite

Logo saltei da cama e fui direto para meu guarda-roupa trocar de roupa, não poderia ver o Isack daquele jeito que eu me encontrava de babydol, peguei uma calça jeans, uma regata e uma sapatilha, e logo estava vestida novamente, corri para o banheiro para me maquiar novamente porque, a cara que eu estava era das piores – acho que foi a primeira vez em toda minha vida que me arrumei tão rápido assim – logo estava pronta, entrei um pouco na internet, li meus e-mails e logo respondi todos, o tempo parecia eterno quando a gente espera alguém e essa pessoa não chegava, ouvi musica no meu IPhone até que eu não agüentava mais e olhei a hora, eram 00h30min da madrugada e nada dele aparecer, eu já o estava esperando a mais de uma hora e nada, minha família estava toda dormindo e nada do Isack, fiquei na minha sacada vendo o céu que por sinal estava bem bonito o céu de São Paulo havia muitas estrelas e a lua estava crescente – parecia que algo novo estava por vim, pelo vento que vinha em minha direção, eu não sei como mais era isso que sentia – Até que vi os guardas da minha casa, será que o Isack os viu e não conseguiu pular o muro? Só poderia ser isso... A demora dele deveria ser pelos guardas com certeza...
Acabei cochilando na cadeira da sacada, até que ouvi um assovio vindo do jardim, era bem suave mais meu sono estava bem leve, acordei assustada e fui ver o que era.... Era ele, olhando bem na direção que eu apareci, e dando aquele sorriso que só ele sabia dar

-Rapunzel, Rapunzel jogue-me suas traças! – disse ele lá de baixo para minha mim na sacada
-Pára com isso seu maluco! – disse com medo de alguém o ver – Como você vai subir?
-Se afasta um pouco para trás – disse ele com um tom baixo mais que só eu ouvia, e fiz o que ele me pediu, quando fui ver ele estava em cima de uma arvore perto do meu quarto e deu um pulo que uma “pessoa normal” quebraria todos os ossos possíveis e caiu com uma leveza incomum perto de mim.
-Você é... – eu estava passada com aquilo que vi, com ele conseguiu fazer aquilo?
-Esperto – completou ele com um ótimo humor, totalmente diferente de umas horas atrás
-Maluco – disse encarando ele ainda assustada
-Você fica tão linda ao luar sabia? – ele disse chegando mais perto de mim, meu coração quase saiu pela boa, mas fui firme e me afastei
-Você tem distúrbio de personalidade sabia? Há algumas horas estava aqui todo frio comigo e agora... Você vem aqui com essa cara lavada que você tem – dizia seria mais seu sorriso não sumia só aumentava, com minhas palavras – e me fala que eu to linda! Se você não fosse um vampiro, eu mandaria você passar em um psicanalista porque você só pode estar muito mal da cabeça Isack, e eu ainda só mais maluca por ter aceitado esse encontro na minha sacada com todos dormindo e...


Depois eu não sei o que houve a ultima coisa que me lembro foi que ele foi se aproximando e aproximando até que... Que ele me interrompeu com um beijo – um beijo cheio de carinho, ternura e muito amor, foi uma coisa muito diferente... Seus lábios foram delicados e ao mesmo tempo urgentes, parecia que ele esperava isso tanto quanto eu, e estava feliz em me beijar o tanto quanto eu estava, parecíamos duas peças de um todo que juntos éramos um só.

-Eu Te Amo Manuela – disse ele ao parar de me beijar
- Eu... Não posso confiar nas suas palavras – disse olhando para o chão – Por que toda vez que eu acho isso, você faz alguma coisa para me machucar... E eu não quero sofrer, apesar de eu ti amar mais do que amei alguém em toda minha vida...
-Manuela – disse ele levantando meu queixo levemente com sua mão gelada – Manu, desde o primeiro momento que ti vi naquele parque eu me apaixonei por você, eu vi que você era uma pessoa especial, eu consegui enxergar sua alma através de seus olhos... – passando os dedos levemente em meus olhos – vi que seu coração estava cheio de coisas boas, e até ali eu só conhecia as trevas, o mal, mas quando você me viu no outro dia quase matando aquela menina eu tive duas certezas... Mais agora só importa a primeira que eu não podia ti matar por que... Eu estava totalmente apaixonado por você, mas... Eu sou um monstro e você é tão delicada, tão frágil como uma flor, e qualquer movimento brusco eu posso ti destruir com minha força... – ele falava de olhos fechados roçando o nariz no meu – Mas quando vi que aquele sentimento que brotava em mim mesmo sem eu ter um coração rs, era o mesmo que brotava em você, eu quis fazer você se afastar de mim porque nosso amor é impossível, mas essa vontade de ti ter é muito maior do que a vontade de sugar o sangue humano, e eu não posso mais lutar contra isso Manuela, a única certeza que tenho é que ti amo. – disse ele abrindo seus lindos olhos e me olhando esperando eu falar algo.
-Eu nunca pensei em ouvir isso de você Isack... eu to sem palavras, a única certeza que eu tenho que é Te Amo também, e você não sabe o quanto eu to feliz –dizia isso e as lagrimas escorriam dos meus olhos – O amor que sinto por você chega doer quando eu to longe de você... é como se eu não fosse completa...
-Você esta triste? –perguntou ele enxugando minhas lagrimas com cuidado
-Não, eu to feliz – disse pegando em sua mão – Os humanos também choram por felicidade seu bobo – olhei sua mão perfeita segurando a minha e a soltei – Me desculpa! Você deve estar todo queimado com meus toques – disse olhando sua mão que estava normal – Sua mão não esta...
-Queimada? – ele completou a pergunta
-Sim – eu queria uma explicação para aquilo
-A luz do luar me da mais forças – disse olhando para a lua - então... Ao mesmo tempo elas fecham olha... – as feridas estavam todas curadas em menos de segundos – Por isso pedir para ti encontrar a noite, eu sabia que eu tinha poderes extras, mais você é novidade – disse me beijando novamente. – Como eu queria estar assim com você ti sentindo ti acariciando... Beijando-te – disse passando a mão em meus lábios
- Mais você assim tão perto de mim, não é mais difícil de você se controlar? – quis saber alisando seu cabelo
-Quer que eu vá embora? – disse ele fingindo-se de ofendido
-Não – disse o abraçando - Você entendeu o que eu quis falar
-Sim entendi – disse ele beijando minha testa e sorrindo – A vontade de te matar sumiu agora tudo o que quero é ficar com você assim... Juntos

Eu nunca tinha sonhado com uma noite tão perfeita, e muito menos com um vampiro, eu o amava e via em seus olhos o mesmo por mim – eu estava tão feliz por isso que parecia ser um sonho... Mas ainda restava algumas duvidas ...

-Você ainda vai embora? – perguntei olhando em seus olhos que me observava
-Só se você quiser... – disse ele brincando com meus cabelos – Mas eu vou ter que voltar para a Valaquia, porque toda escolha tem seu preço, e eu escolhi você Manu.
- Você não precisa dar satisfação para ninguém, você é bem grandinho não é? – tentei brincar, mas ele estava serio com este assunto
-Sim, mas no meu reino é diferente do dos humanos – ele disse lembrando-se de casa
-Reino? Como assim? – era uma palavra que eu não ouvia há anos
-Eu sirvo a um rei Manu, eu sou eu era –disse ele amargamente – o braço direito de um rei chamado Edgard – eu percebi que seu braço se enrijeceu com aquele nome – e ele confiou em mim à missão mais importante do reino, e eu falhei com ele, por um motivo que ele jamais vai perdoar
-Que missão é essa Isack? – eu queria saber, ele sempre me contava coisas pela metade – Manu eu te amo, nunca duvide disse está bem? Essa é a única verdade que nos interessa agora, porque quando você saber toda verdade... Talvez você nunca vá acreditar em mim de novo... Mas eu te amo e morreria no seu lugar sem pensar duas vezes
-Olha Isack – disse o soltando e indo para o muro de vidro da sacada – eu não to entendendo nada, você fala coisas as vezes que não tem nexo nenhum
-Por enquanto eu só posso te contar meia verdade, porque isso meche muito com você, e se você souber de tudo assim de repente, se você não conseguir se controlar vai ser horrível – disse atrás de mim com a mão no meu ombro – confie em mim você logo saberá
- A missão que você veio fazer aqui tem haver comigo? – eu disse ficando frete a frente a ele
-Sim – respondeu apenas isso
-E a Samira, ela é perigosa ou é como você? – quis saber lembrando seu desespero de hoje
-Muito perigosa Manu, não a deixe chegar perto de sua família, tenta afastar todos dela – ele disse apreensivo. – Agora chega de perguntas você deve estar com sono
-Uma ultima pergunta – disse tocando seu rosto e ele beijando minha mão – Ela quer me matar, foi por isso que ela veio hoje em minha casa? – quis saber, mas já com medo da resposta
-Sim – disse ele segurando minha mão – Ela é muito perigosa, uma vampira muito inteligente, sempre conseguiu o que quer das suas vitimas
- Desde o primeiro instante que a vi, eu senti um medo enorme como se algo fosse acontecer comigo, mais eu estou preocupada com minha família, porque se alguma coisa acontecer com eles por causa de mim... Eu morro Isack eu morro - disse o abraçando forte, eu não podia deixar que aquela vampira chegasse perto da minha família de novo, ela queria algo de mim e eu não sabia o que isso era o pior.
-Eu já disse que vou te proteger Manu, sua boba, não precisa ter medo dela, ela terá que me matar antes de tocar em você – ele disse isso como se a promessa fosse para ele mesmo
-Ela sabe que você esta aqui? – quis saber
-Não, ela nem sonha com isso, ela foi caçar por isso que vim aqui – ele disse tentando me acalmar
-Caçar... Humanos? – minha pele ficou gélida na hora imaginando aquelas senas de pessoas sendo mortas por ela
-Sim, humanos, mas ela é esperta e não deixa suas vitimas a deriva para contar a historia
-E você, também se alimenta de humanos? – quis saber mesmo não gostando disso se ele não sobrevivesse, ele morreria por falta de comida
-Desde daquele dia que você me viu naquela situação repugnante – lembrou ele com aflição – eu não caço mais humanos, mesmo o sangue humano sendo mil vezes melhor que o animal – disse ele retorcendo o nariz.
-Lá na Valaquia existe só o seu clã? – quis saber mais de sua historia
-Não, existe outro clã, perto do meu, na Romênia, de vampiros bonzinhos eu diria, que se alimentam de sangue animal e não humano, eles tentam se misturar com os humanos e viverem em “harmonia” – disse ele rindo da ultima palavra – Onde habita o rei Filipe e a rainha Anelisse.
-Eles são do bem então? – eu quis saber mais daquele novo mundo que eu estava começando a me integrar
-Sim, os vampiros do seu reino são todos bons, só o nosso da Valaquia que os odeia por tanta bondade - disse ele revirando os olhos
-Por que a Samira disse que eu lembrava uma princesa que havia na Romênia? – eu princesa? Fala sério – Mas vampiros não podem ter filhos ou podem?- aquele assunto me intrigava e logo veio o meu sonho
-É complicado Manu, esse assusto eu ti prometo que ti explico daqui uns dias – ele não queria falar disso eu sentia
-Tudo bem, mais e a Samira? – o medo me inundou novamente lembrando-se daquela vampira
-Ela não vai te fazer nenhum mal eu te prometo – disse me dando outro beijo, mas parecia que ele sentia o mesmo medo que eu, quando nossos lábios se encontraram
-Você esta com medo? – quis saber assim que ele parou de me beijar
- Só de te perder, mais não pela Samira – ele disse pensando em algo que eu não sabia por sua cara
-Você não vai me perder nunca, eu disse - o beijando novamente, mas desta vez ele só me deu um selinho
-Ei moçinha, vai pra cama que amanha tem colégio cedo – disse abrindo a porta para mim
-Eu não to com sono! – eu disse entrando para meu quarto - Queria ficar com você, conversando a noite toda – disse enquanto ele me cobria
-Sem chance porque amanha você não vai agüentar ficar de pé – disse ele rindo da minha idéia
-E você não esta com sono? – eu quis saber mais ele não parecia estar com sono
-Vampiros não dormem – ele disse
-Então... Fica aqui – eu disse fazendo biquinho
-A não... Sem biquinho – disse ele beijando minha mão – E porque quando a Samira chegar eu tenho que estar lá, porque se ela descobrir ...
-Mais você disse que não tem medo dela – eu o lembrei
-Não, tenho medo por você, porque você é o meu único ponto fraco agora Manuela – ele disse sentado ao meu lado – e se ela descobrir, ela saberá onde me ferir
-Amanha ti vejo na escola? – quis saber antes dele se levantar
-Sim, sempre até você se cansar de mim – disse com aquele sorriso lindo nos lábios
-Então nunca – eu falei feliz por sua resposta
-Eu tenho um presente pra você, antes que me esqueça – disse tirando algo do bolso
-O que? – disse curiosa
-Aqui – ele disse me mostrando uma caixinha prata
-O que é? – perguntei
-Abra – incentivou ele ansioso

Quando abri a caixinha, havia um colar de ouro amarelo e branco, era lindo, perfeito – parecia que ele tinha feito sobe medida – mas havia duas gargantilhas com duas metades de um coração, que juntas formavam um só.

-Isso é uma metade de mim que ficará sempre com você, e quando eu não estiver perto de você, olhe para a minha metade e lembre-se que sem a sua, nada se completa – disse ele colocando a metade de ouro branco em meu pescoço – e essa aqui – mostrando a metade do colar de ouro amarelo – é o seu amor, que sempre estará comigo também.
-Posso? – pedi para colocá-la em seu pescoço
-Claro – disse ele sorrindo enquanto meus olhos estavam cheios d’água
-Eu não sei o que falar... – as palavras não me saiam com tanta demonstração de amor – Eu te amo – eram três palavras, mas que haviam milhares de outras em seu redor
-Era tudo o que eu queria ouvir – disse beijando levemente minha testa e indo em direção a sacada – Eu não vejo a hora de chegar amanha para ti ver novamente, mas agora você deve dormir, que eu ficarei cuidando de você, eu prometo
-Boa noi...te – eu disse o olhando partir e o sono chegando com velocidade
-Boa Noite – ouvi ele dizendo e rindo de mim, mas antes de falar mais alguma coisa o sono havia me tomado por completa.

Capitulo 7 será postado quinta feira!!!BjOO!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Convidados Ilustris

Capitulo 5 cont.

Convidados Ilustres


-Você está linda flor! – disse a Pepa ao me ver, estava com o vestido preto, curto lindo, só faltava colocar o par de brincos de esmeraldas que eu havia ganho da vovó.
-Obrigada – disse eu sem animo nenhum
-O que você tem hoje Manu? Depois que voltou da escola a tarde parece que ao invés de escola você veio de um enterro – falou Pepa ao me olhar pelo espelho da minha penteadeira – É saudade do Luca? – quis saber ela
-É... Sim claro o que mais poderia ser não é? – eu disse ao levantar da penteadeira e caminhando em direção a minha sacada.
-Se vocês dois brigaram não fique assim, logo logo vocês se entendem – disse, me dando um abraço que só ela sabia
-Ele vai embora Pepa – falando sem pensar porque era só essa frase que vinha na minha mente “ele vai embora” inúmeras vezes.
-O Luca vai para onde? – quis saber ela surpresa, por que era do Luca que ela se referia e não do Isack
-Hã? Quem? – fiquei meio sem entender, depois que fui lembrar que não estávamos falando da mesma pessoa – O Luca claro! Talvez ele vá embora também – ai esse também não era para sair...
-Manu, se o Luca “também” vai embora, não é por causa dele que seus olhos em cinco e cinco minutos se enchem d’água desde que você chegou da escola não é? - disse ela tentando me encarar, mas meus olhos estavam enterrados no chão.
-Ai! – disse eu a abraçando – Não sei o que esta acontecendo comigo, Pepa! Eu adoro o Luca mais o Isack toda vez que chego perto dele eu me... Derreto, sinto um frio na barriga minha pele fica gelada até meus olhos ficam mel por que estou nervosa, eu só posso estar doente – eu tinha que desabafar com alguém e a Pepa era a pessoa ideal para isso
-Apaixonada, é essa sua doença minha querida! – disse ela levantando meu rosto que estava com lagrimas a ponto de transbordar novamente – E esse tipo de amor só acontece uma vez na vida Manuela, mesmo que as pessoas sejam bem diferentes uma das outras – falou tirando o cabelo do meu rosto.
-Mais do que você pensa... – ela nem fazia idéia de que eu uma humana estava apaixonada segundo ela, por um vampiro
- Mais sempre seja sincera com os terceiros, não deixe que sofram por você, ou pelo menos tente – a Pepa era muito sábia, eu conversa com minha mãe, mais não assim como a Pepa – Não deixe o Luca sofrer, seja sincera com ele, ele é louco por você Manu, e ele vai sofrer menor se você for sincera, ou melhor, leal a ele.
-O Isack vai embora, ele não gosta de mim – disse eu retocando a maquiagem por causa das lagrimas
-Ou... Ele ainda não demonstrou todo amor que ele tem ainda... – disse ela ao me dar um beijo na testa e ir em direção a porta sorridente – e não chore mais! Você esta linda, mais do que nunca hoje, minha flor, e não demore sua mãe esta na sala de estar louca por causa deste jantar – disse rindo ao sair
-Tudo bem – disse eu dando um sorriso em meio a tantas lágrimas, só a Pepa para me fazereu rir quando meu coração estava se apertando a cada minuto.

No espelho eu estava normal, parecendo que nem tinha derramado uma lagrimas sequer – as maquiagens importadas da minha mãe, me ajudavam muito nestas horas, pois eram melhor que da televisão – mas por dentro meu coração estava arrasado, e parecia que havia uma faca no meio do meu coração, eu nunca acreditei que existia amor verdadeiro, alma gêmea, essas coisas, mais estava começando acreditar, porque essa dor que eu sentia quando o Isack disse que ia embora era surreal – assim como ele, mais esta amando um vampiro é meio complicado, meio estranho, mais amor não se escolhia e sim acontecia – quando sai correndo hoje sedo para o portão da escola, meus amigos me olharam chocados, porque parecia que o Isack tinha me xingado de tudo pela cara que eles me viram e eu só sabia chorar, toda vez que tentava dizer que não era nada, os nós se juntavam na garganta e só saia choro e mais choro, o Plínio queria até ir lá tirar satisfação com ele, mas eu não deixei, não era culpa dele, eu estar chorando, ele não é nada meu só um “amigo” e não me devia lealdade eterna não é mesmo? – mesmo eu estando chorando por ele – nunca vi a Bianca me olhar daquele jeito assustada, pois eu tremia muito o meu choro era bem leve, bem sutil, mas meu estado emocional ficou quase incontrolável, a Clara me ajudou a entrar no carro até que as lagrimas cessaram por alguns minutos e logo voltaram com muito mais força. Lembro-me que quando eu olhei pelo retrovisor do carro, eu o vi pegando sua moto prata e ele olhava para meu carro, com um olhar de pena, eu vi que ele queria chorar também, mas algo o impedia e só vi o cesto de lixo ser jogado a metros de distancia e as pessoas o olhando com uma cara de espanto, e sua moto sair a mil por hora, quando cheguei em casa com a Clara entrei sem dizer nada, minha mãe estava no escritório do meu pai e ela notou que eu chorava muito e queria saber o que tinha acontecido mas eu não disse nada, para ninguém, me tranquei no quarto até o Tales veio me perguntar o que tinha acontecido mais eu só respondia a todos “ A noite eu estarei bem” – eu não podia arruinar o jantar do meu pai, por causa de problemas pessoais, fiquei a tarde inteira aqui trancada com essa tristeza que me faz companhia desde manha por culpa de um vampiro, eu queria esquecê-lo, tira-lo da minha mente mais eu só pensava nele e isso era o pior de tudo, não pensando bem ,iria ser amanha explicar esta situação para o Luca - mas chega de penar nisso daqui a pouco os convidados vão chegar e tenho que estar bem na frente deles é um ótimo negocio para meu pai e a mulher dizer que queria conhecer toda sua família para fechar negocio – estranho – mais o que era algumas horas? Eu até poderia me distrair não é verdade?

Na sala estava todos da minha família, o Tales estava de smoking - até parecia gente, se bem que ele era bonito, mais nuca dizia isso para ele porque ele se achava o próprio Narciso - o Diogo parecia um bonequinho loirinho e lindo de terno,meu pai elegante como sempre, era como se ele estivesse na empresa, minha mãe, ela parecia uma rainha toda delicada com seu vestido longo azul claro com muitas flores – eu queria ter puxado os traços da minha mãe com sua pele suavemente bronzeada e seus traços tão delicados, desenhados a mão, os meus era delicados também mais, mais “ perfeitos” nunca tive cravos espinhas nem nada do gênero, o Tales viva reclamando quando mais novo mais eu não, nunca, minha mãe dizia que ela era assim também, mas havia manchas na sua costas e em mim nada, eu me achava um pouco estranha mais todos diziam que eu tinha sorte de ser assim com essa pelo clara mais bonita na opinião deles.

- Estão todos muito elegantes – eu disse saindo da escada e descendo em direção a eles
-Obrigada amor! – disse minha mãe me dando um abraço – Está melhor? – quis saber ela com a preocupação nos olhos
-Sim – não mais eu ia sobreviver – E os convidados? – quis saber destes convidados ilustres
-Ainda não chegaram – disse minha mãe de mal tom abraçada comigo
-Glaucia! Nós já conversamos sobre isso, é para a empresa querida – disse meu pai a beijando
-Eu sei João, mais mesmo assim, não gostei bom... Mais prometo ser muito educada como sempre. – disse minha mãe retribuindo o beijo
-Eka! – disse o Diogo sentado no sofá fechando os olhos
-Pô Diogo! daqui uns anos é você dando um monte de beijo nas gatinhas – disse o Tales fazendo cosquinhas nele
-Manu a Bianca ligou pedindo para eu fazer um vestido para ela – disse minha mãe
-Que bom, ela queria muito que você fizesse isso- eu disse sem animo algum para aquele assunto
-E também para saber se você estava melhor – a angustia na minha mãe me matava por dentro
-Estou mãe, não se preocupa – disse eu pegando sua mão.
-Ai mãe, é só briga de namoradinhos, amanha ela esta fazendo coraçõeszinhos no fichário de novo escrito M&L com sempre – disse o Tales rindo da sua piada idiota
-Não seja bobo Tales – disse meu pai serio – Pelo que sua mãe me contou a Manu estava muito ruim pela manha – disse meu pai preocupado também
-Eu estou melhor pai, foi uma briguinha boba – pelo jeito todos achavam que era pelo Luca que eu estava assim.
-Com licença senhor João, o segurança da casa está interfonando perguntando se a senhora Samira pode entrar?
-Claro, mais é claro Pepa! – disse meu pai todo animados, e minha mãe nada contente

Ouvi um barulho de um carro parando perto da entrada da casa, mais o carro era muito silencioso, com certeza importado, porque não são todos que podem ter o luxo de comprar um helicóptero.
A Pepa abriu a porta, e todos olhamos curiosos para ver quem era os convidados do papai, quando eu vi o filho da mulher, eu quis morrer, eu quis sair correndo da sala da minha casa, e ao mesmo tempo eu queria correr para abraçá-lo e sorrir de tanta felicidade, era tantas emoções juntas que eu fiquei sem reação, eu só o olhava com uma cara de espanto e sem conseguir demonstrar nenhuma reação, enquanto ele me olhava e sorria para mim com aquela cara de anjo perfeito que ele tinha e parecia feliz em me ver novamente.

-Ola Dona Samira como vai? – disse meu pai cumprimentado-a
-Senhor João – a voz dela era bem doce e suave ela era linda, com cabelos pretos cacheados e olhos mel iguais aos meus também.
-Esta é minha família – apontando para nós – Glaucia minha esposa, meus filhos Tales, Diogo e Manuela
-Como vão vocês? – disse ela com um sorriso perfeito
-Bem obrigada – minha mãe respondeu meio cricri
-Melhor agora – Tales soltou e meu pai o olhou
-Oi – disse o Diogo sorrindo com aquele sorriso banguela dele, lindo
-Muito prazer em conhecê-la – eu disse mais desviando o olhar para ele todo instante
-Este é o meu filho Isack – o abraçando, ele estava lindo de smoking, parecia um galã de Hollywood, com o cabelo arrepiado como sempre e seu sorriso no rosto
-Ola com estão? Boa noite – disse ele educadíssimo
-Sejam bem vindos em minha casa – minha mãe falou – Por favor, queiram me acompanhar para a sala de estar

Todos se sentam nos sofás e cadeiras personalizadas da minha mãe, eu o olhava muito e vários pontos de interrogação havia em minha mente, e ele me olhava também mais com um leve sorriso no rosto.

-Desculpa a impertinência mais a senhora não é muito nova para ter um filho desta idade? – quis saber o Tales que quase babava
-Aaaa obrigada pelo o elogio – disse ela sem graça – Mas eu tenho 35 anos
-Muito... – minha mãe deu um cutucão nele para não falar o que pensava – Elegante a senhora
-Obrigada, mais me chame de Samira – disse ela ao meu irmão
-Seus filhos são muito bonitos e bem educados Glaucia – disse ela a minha mãe
-Obrigada, fiz o melhor – disse ela sorrindo falsamente, minha mãe era boa para isso
- O seu filho também me parece ser um Lord –falou minha mãe, Samira trocou um olhar com ele e respondeu – Ele é único mesmo
-Muito Obrigada, Dona Glaucia a Senhora é linda como a Manuela- disse Isack
-Vocês se conhecem? – minha mãe perguntou espantada
-Sim, estudo na mesma escola que ela não é Manuela? – me perguntou ele
-É... – eu disse sem raciocinar muito bem, porque eu não esperava ele e essa mulher aqui, ela era vampira também com certeza, mas eu estava feliz em vê-lo novamente
-Sua filha é muito linda meus parabéns! – disse ela me olhando meu corpo inteiro ficou gelado neste momento, e o Isack a olhou com ódio no rosto, quase ninguém percebeu mais eu vi isso – Não que os outros não sejam, mas a Manuela tem uma beleza mística – disse ela sorrindo e o Isack a olhando
- É todos dizem isso – disse minha mãe para ela

A Samira era muito simpática, uma verdadeira Laide, e aos poucos minha mãe foi começando a gostar dela e meu pai feliz com isso, já o Tales não tirava os olhos dela, mais ela não tirava os olhos de mim, parecia que me avaliava em tudo mais que os outros, o Isack não saia do lado dela nem um minuto e todos conversavam, até com o Tales ele conversou, mais comigo nada, nem uma palavra, todos beberam vinho – eu estava curiosa para saber o que iam fazer mais beberam como “Pessoas normais”. O Isack não trocou uma palavra a mais do que eu lhe perguntava até que parei de perguntar, e era só comigo que ele era assim porque com os outros até com o Diogo ele jogou PS3, acho que ele não sentia o mesmo por mim, eu que era tola de pensar isso.
Eu estava me sentido meio mal, naquele ambiente, eu sempre gostei de festas mais hoje não era um dia muito bom para mim, resolvi ir ao meu lugar favorito na minha casa- depois do meu quarto é claro – o jardim que meu pai tinha mandado fazer para mim, com todas as flores que eu gostava, mais a que eu mais tinha apego era a roseira de rosas cor- de- rosa, fazia uns dias que eu não ia lá e deixar tudo para os empregados não era o que eu gostava não para o meu jardim, ali estava mais tranqüila com tantas rosas, tantas flores, tulipas, girassóis fresias, eram tantas que me perdia ali no meu mundinho.

-Uma flor cuidando de outras flores? – disse uma voz que eu nunca me enganaria
- Você falando comigo sem eu perguntar? – eu disse olhando ele sentado em uma mesa de jardim que lá havia.
- Manuela, me desculpa eu não queria fazer você chorar, daquele jeito hoje – disse ele com a cabeça abaixada
-Eu também não entendi o que aconteceu então...- eu disse indo para a fonte olhar a água com pétalas de flores caídas
-Quando eu ti vi naquela situação eu queria tanto ti abraçar e dizer pra você não ficar assim porque eu não merecia seu carinho, eu não mereço... – disse ele segundos atrás de mim, com uma voz de choro sem lagrimas
-Por que? – eu disse com olhos cheio de lagrimas de novo – Por que você não me matou naquela maldita hora que você teve oportunidade, pelo menos agora eu não estaria sofrendo tanto, com o coração sangrando por dentro deste jeito – me afastando
-Eu nunca te mataria, se eu fizesse isso naquele instante eu iria me sentir o vampiro mais poderoso de todo o mundo – disse ele com um sorriso de desprezo com aquelas palavras – mas hoje Manuela... Se eu fizesse isso eu arrumaria um jeito de morrer, por que eu Te.. Te... – ele disse com tanta emoção vendo minhas lagrimas correrem como a água de uma cachoeira sem controle, mais não acabou a frase que eu esperava -Você vai ficar bem, você tem sua família,seus amigos e seu namorado que te ama de verdade e eu o que Eu posso ti oferecer? uma vida de amargura, incerteza, porque querendo ou não meu instinto animal pede para ti matar – ele disse se sentando e olhando para o chão novamente, eu via a força que ele estava tento para conseguir disser aquilo para mim
- E você acha que sumindo assim eu vou te esquecer? – eu quis saber, tocando em sua camisa social azul marinho, chorando
-E o certo – disse ele frio como gelo
-Mais nem sempre o Certo é o Certo a se fazer Isack – disse eu ao me levantar e olhar para o nada – Amanha vou acabar com Luca, eu não o amo, e ele não merece que e o engane mais
-Você vai o que? – ele se levantou de imediato e me olhou dividido entre ódio e felicidade da minha decisão
- O amor verdadeiro só aparece uma vez na vida, e mesmo que esta pessoa não ache o mesmo que eu, é a minha decisão – disse limpando as lagrimas e saindo do jardim e o deixando sozinho novamente como pela manha.
No jantar tudo estava perfeito – pelo menos com o clima que estava na mesa com minha família e a Samira, eles estavam se dando muito bem, assim que cheguei do jardim passei como um raio para o banheiro e arrumei minha maquiagem novamente porque com a cara de choro que eu estava eu arruinaria tudo o que meu pai havia planejado, assim que cheguei à sala o Isack estava sentado a mesa com o resto das pessoas e a Samira também, sorri para todos como se nada estivesse acontecido e me sentei frente a frente á ele, a Samira notou algo de estranho comigo porque me avaliava muito, mas a cara que o Isack a olhava, era de ódio, por ela me olhar tanto, sem querer acabei me sentindo mal por isso, mas se ele nem ligava para os meus sentimentos porque iria se importar com sua suposta “mãe” me olhando? Mais algo ficou martelando em minha cabeça, o que uma vampira queria com minha família? – lá fora eu não perguntei para o Isack, deveria ter perguntado isso, claro, mas cabeça de vento que nem eu era, acabei me esquecendo disso, mas toda vez que ela me olhava parecia que minha pele se enrijecia cada vez mais – minha mãe estava amando a Samira, e quando eu voltei do banheiro pareciam amigas de infância, mas desta vez o Isack não abriu a boca, igual a mim, ninguém notou a não ser a Samira pelos olhares que ela dava para ele.

-Gostou do jardim da Manu, Isack? – quis saber minha mãe, com outra cara
-Sim senhora Glaucia, muito bonito, combina com a Manuela – disse ele revirando o prato principal
-Sua mãe me disse que você vai voltar para Valaquia não é? – quis saber minha mãe
-É sim... – disse ele me olhando, e eu desviando o olhar
-É uma pena, um rapaz tão educado como você, não ficar conosco aqui – disse meu pai
-Uma pena – disse o Isack, querendo mudar de assunto, e eu também porque isso me matava, eu empurrava as lagrimas para elas não subirem até meus olhos
-Eu gostei muito de você Manuela, você é uma moça muito bonita, até me lembra uma princesa que tínhamos na Romênia... – disse ela bebendo uma taça de vinho
-Mãe! Deixa a Manuela, não faça esses tipos de comentários – disse o Isack educado, mas com um tom que eu saberia identificar de ameaça
-Você ganhou muitos premio não é querida? – quis saber Samira, ignorando Isack
-Sim – respondi – Eu sou muito boa em esportes, musica e dança
-Faz aula? – ela continuou a me perguntar
-Não, nunca fiz, minha mãe diz que isso deve ser algum dom – eu disse sorrindo timidamente para a moça bonita que me perguntava
- Eu gostaria muito de conversar com você as sós um dia desses, eu sou produtora... – disse ela com um sorriso largo, que me deu muito medo
-NÃO! – disse o Isack batendo com o punho na mesa de cristal da minha mãe, quase a quebrando e todos o olharam assustados, menos a Samira que gargalhava com a situação
-Calma filho, não é só você que tem talentos não acha? – disse Samira o olhando de um modo provocante
-Me desculpem – pediu ele sorridente para minha família – É que a minha mãe – disse ele com um tom diferente – as vezes se compromete e não cumpre as coisas... – disse olhando para ele, todos voltaram a conversar mais eu vi o olhar trocado dos dois
- Certas coisas faço questão de cumprir – disse ela a Isack que abaixou os punhos que tremiam muito
-Proponho um brinde – meu pai disse – Aos nossos novos amigos
-Claro! E a futura amizade – minha mãe completou – Um brinde!
-Um brinde – todos disseram, mas percebi que o Isack só levantou a taça por educação, eu via em seu olhar que o medo o corrompia, de um modo que nunca vi – como um vampiro tão forte poderia ter tanto medo assim de algumas simples palavras? – eu o olhava e ele me olhava agora mais o medo estava visível em seus olhos para quem o conhecia

Logo após o jantar todos voltamos para a sala de estar meu pai ainda acertou os últimos detalhes com a Samira, que adorou fechar negocio com ele, minha mãe não queria se despedir da nova amiga, mas ela tinha que partir, e o Tales babando por ela como sempre.
O Isack ficou toda hora por perto dela, mas teve uma hora que ele pediu para o Tales lhe mostrar o carro, mas não demoro muito, assim que eles voltaram a Samira o estava esperando para ir embora, ele se despediu de mim um pouco menos apreensivo, mas não entendia ainda o motivo, e Samira também e disse para complementar “Até Breve Manu” com seu sorriso perfeito e eu respondi igualmente.
Deixei minha família na sala comentando sobre o jantar e subi, pois amanha cedo teria colégio novamente – e eu estava muito cansava vivi muitas emoções que nunca pensei em ter vivido, a tristeza me dominava de novo longe dele, era pior pelo o que parecia – tirei o salto coloquei minha camisola rosa bebe que eu adorava usar quando eu estava me sentindo mal – mais assim que eu fui pegar minha escova para pentear o cabelo encontrei um papel dobrado escrito:

Para Manuela

Fiquei meio sem ação, pois reconheci a letra de imediato era do Isack, eu me lembro do trabalho que fizemos juntos e a letra era dele, mais eu estava com medo de abrir... E ansiosa também, mesmo com medo resolvi abrir, não era a toa que ele tinha deixado um bilhete para mim deveria ser importante, e dizia:

Perdoe-me por estar te fazendo sofrer, mas quero a sua segurança acima de tudo... Eu ainda não posso ti explicar tudo o que quero, mais tenho que te ajudar de algum jeito a enfrentar o que esta por vir... Espere-me hoje depois que todos dormirem, na sua sacada
Ps: Você esta certa, o amor verdadeiro só aparece uma vez na vida.. Mesmo para um vampiro que nunca sonhou em se apaixonar...