quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Sacrificio

Capitulo 24 O Sacrifício

- Manuela

Quando acordei, estava deitada em um colchão velho naquele porão, meus braços estavam vermelhos e marcados, mas bem menos doloridos, ainda estava muito fraca, mas via que as horas tinham passado, pois as frestas de luz passavam por buraquinhos.
Uma pessoa percebeu que eu havia acordado e abriu a porta – pensei que era a loca da Elizabeth, mais não era outra pessoa

-Oi – disse ela
-Oi, Samira – respondi, era engraçado mas não sentia medo
-Trouxe para você comer – disse me mostrando uma bandeja com frutas
-Para que? Se eu vou morrer mesmo. Querem me matar com estomago cheio? – perguntei ironicamente
-Coma – disse ela se sentando ao meu lado, só comi porque estava com muita fome – Eu nunca quis lhe fazer mau, Manu, eu só recebo ordens – disse olhando para o nada
-Até para um vampiro existe o livre arbítrio – disse mordendo uma pêra
-Você é muito novinha....
- Para entender o certo e o errado? – perguntei
-Eles me matariam se eu a ajudasse – disse ela triste, com seus olhos azuis vagos
-A vida é feita de escolhas Samira, escolhas.... – disse devolvendo a bandeja a ela
-Não quer mais? – perguntou
-Não, estou sem fome, sabe de uma coisa? – disse – Não ligo de morrer, de roubarem meus poderes, nada disso, só ligaria se as pessoas que eu amasse se ferissem por minha culpa, então... Que venha a morte – disse rindo ironicamente
-Como vocês humanos, são estranhos, se sacrificam por sua espécie – disse ela me fitando
-Isso chama amor... – disse com toda sinceridade
-Acho que nunca conheci isso – disse a mim
-É a coisa mais poderosa do mundo, nem a morte acaba com ele... – disse pensando no Isack
-Você ama Isack, não é? – perguntou como uma criança curiosa – E como é amar?
-Amo sim – eu algumas horas ou minutos antes da minha morte, falando de amor para uma vampira – É algo mágico, não sei explica, é como se fossem só um, senti o que o outro sente, amar como ele ama, e não importar com as diferenças, porque o amor supera tudo isso...
- Queria senti isso – desabafou ela
-Você pode, é só querer, todos podemos, o amor foi feito para todos – disse, mas lembrando de algo – Porque meus poderes estão paralisados?
-Porque, Edgard os deteve... Aqui você só é uma humana, não uma dividida... – disse a mim
-Ele deve ser muito poderoso, não? – perguntei
-Muito, é o vampiro muito poderoso, o mais poderoso que conheço – disse e senti um tremor dela, medo supus.
-E Elizabeth? – perguntei
- Não é muito forte... Mas muito bela como viu, e tem o dom de hipnotiza as pessoas e vampiros, menos Edgard, eles agora estão juntos ... – disse
-Mas ela não o ama, sinceramente ela não ama ninguém – falei
-Ela esta com ele para se vingar de Isack, esta com ódio dele – me explicou
-Isack – meu Deus! – Tomara que ele não venha!
-Mais virá, sei disso, e Elizabeth o aguarda... – disse


Isack –


Estávamos em um flat, perto do centro da cidade, a angustia me dominava, por mim eu já estaria lá com Ela, mas ele dizia que era burrice

-E é burrice! – disse no sofá de olhos fechados
-Viu alguma coisa? – perguntei aflito
-Sim! – disse levantando meio que feliz – Mudaram a hora do sacrifício! Será ao crepúsculo de hoje
-E vocÊ fica feliz com isso? – aquele estúpido do dividido
-Não! Vamos ter mais tempo... – disse Daniel
- Como vamos entrar lá sem ninguém perceber? – perguntei em pensamentos
-É meio arriscado, mas sei como... – disse Daniel
-Como? – que se dane os riscos! Quero a Manuela salva!
-Escuta!- disse a mim – Nunca tentei isso antes...mas acho que consigo... Vou ficar igual a Edgard, esse don só uma vampira tem, mas esta no Brasil, no lugar da Manu, mas ela me ensinou uma única vez, porem requer muito poder – disse
-Assim, eu estando com um manto preto sobre mim, ninguém o percebera, e com as ordens de “Edgard” nós entraremos.
- Até que para um vampiro você é esperto... – disse Daniel
-E você para um almofadinha até que tem planos bons – disse
-É isso então – se virando para pegar algo
-Daniel – falei...
-O que? – ele disse
-Sabe que podemos morrer... – falei
-E vou até o fim, por causa dela – ele completou - Agora vamos! Já esta ficando tarde


-Manuela

Samira me deixou só, porém logo voltou me levando a um corredor – muito luxuoso, cheio de quadros com detalhes em ouro, candelabros do século XVIII eu acho... que dava a um quarto

-Onde eu estou? Aqui num tem cara de matadouro – disse a ela
-Ai menina – disse virando os olhos – Tome um banho e vista-se – apontando para o vestido branco que havia na cama
-Isso tudo para morrer? – perguntei perplexa
-Obedeça Manuela! – disse seria para mim
-Para que toda essa palhaçada heim? – estava furiosa – Manda esse cara vim logo e para de me torturar assim – disse
-Vista-se – disse me trancando no quarto

Lagrimas de ódio caiam de meu rosto – o que fiz para merecer aquilo? Minha vida tinha mudado muito em dois anos, para a mais popular do colégio, a uma dividida, apaixonada por um vampiro, a saudade era enorme da minha vida humana sem criaturas das trevas, das minhas amigas, meus pais – estava cansada, mas hoje por fim, era o final dessa vida, a única coisa boa foi minha outra família, Daniel e Isack, o meu amor, morreria pensando em todos que amava a morte ia ser menos dolorida acredito...
Limpei as lagrimas e vi o quarto, lindo, azul em vários tons, bem fino, coisa de primeiro mundo, por mim pulava da janela, mas sentia presença de vários vampiros que me cercavam, decidi entra no jogo deles e peguei o vestido de seda branca – ele era longo passava um pouco de meus pés com alças finas e uma fita meia dourada um pouca acima da cintura, e também tinha uma sandália dourada perto dele, devia ser para usá-la também – era tudo muito ridículo aquilo para mim, aquele Edgard era louco!


-Isack


As pessoas circulavam nas ruas de Valaquia despreocupadas, mal elas sabiam que naquela cidade havia uma mundo de vampiros...
Em um dos becos da cidade tinha uma porta, parecia de um bar, mas não era, era a entrada para o refugio do clã de Edgard, e logo lá haviam dois guardas ou melhor vampiros...

-Então vamos lá – disse Daniel, a ponto de se transformar em uma casa abandonada
-Você sabe fazer isso mesmo? – perguntei desconfiado
-Consigo 5 minutos, tempo Maximo para passar – disse ele indo para trás


Seu corpo estremeceu todo, começando a tremer, e ficar vermelho, e uma luz surgiu de dentro para fora dele, parecia que ele ia é explodir e não se transformar...
Mas logo vi, sua voz, sua altura, seu corpo tudo igual a Edgard

-Idêntico ou não? – perguntou Daniel, de Edgard
-De mais, acho que para um meio a meio, você é até inteligente... – disse
-Sei que me inveja – disse com uma voz diferente – Mas vamos, não temos tempo
-E as roupas? – perguntei
-Ninguém vai reparar nisso – disse revirando os olhos


Os guardas olharam para “Edgard” espantado, e viram que vinha acompanhado de uma pessoa, e então disse:

-Liberem a entrada idiotas – Daniel era muito exibido
-O senhor não vai colocar a senha? – perguntou um dos vampiros
-Quero que abram! Então abram é uma ordem! – gritou ele
-Sim senhor, sim senhor! – disse os dois apavorados e entramos por fim.

Logo em seguida Daniel voltou a ser ele mesmo, e quase caiu no chão, mas o segurei

-Valeu – disse ele a mim
-Não foi nada, agora vamos achar a Manuela – disse indo a um corredor



-Manuela


-Já se arrumou? – disse uma voz por trás da porta, nada respondi - Manuela... – já ia me repreendendo, mas ficou paralisada – Esta linda! – disse Samira
-É só isso ou tenho que colocar mais alguma coisa? – perguntei, ela colocou um prendedor de cabelos pra prender um pouco e deixou meio de lado e a outra parte solto...
-Perfeita! – disse ela
-Pra que tudo isso pra morrer? – eu estava com muita raiva daquela palhaçada
-Vamos! – disse ela me pegando pelo braço e indo para outro lugar

Fomos quietas, sem dar uma palavra, uma com a outra, até chegarmos a um jardim bem grande, o crepúsculo se formava, e eu sentia que a morte o acompanhava – nesse lugar havia muitas tochas, e todos estavam de branco assim como eu acho que minha morte seria um ritual ou algo parecido – Havia um jovem que estava sentado em um cadeira parecia com um trono, muito bonito, de cabelo preto como a noite, e olhos verdes como se fossem duas esmeraldas – aparentava ter menos de 25 anos – mas com um jeito de um homem da idade media, ao seu lado estava Elizabeth, linda como sempre, vestida de branco como todos, porem com um vestido mais curto, sua cara de anjo virou ódio ao me ver, acredito, enquanto a do moço de olhos verdes, se abriu um sorriso e disse:

-Princesa – se levantou e veio beijar uma de minhas mãos – Você ficou linda nesse vestido – disse me olhando dos pés a cabeça, nada respondi – Não gosta de elogios? – perguntou ainda com um sorriso
- Não antes de morrer – respondi asperamente
-Manuela... – disse Samira
-Shiii, deixe-a Samira, eu gosto de pessoas com opiniões – disse ele me ainda me fitando – Não vai perguntar quem eu sou? – disse ele
-O Conde Drácula não é, certo? – o alfinetei, iria morrer mesmo
-Hahaha – começou a rir, estava de muito bom humor – Alem de bela, tens um humor inigualável, sou Edgard – disse curvando-se e nada respondi – Preferes que a chame de Stella ou Manuela?
-Tanto faz – respondi, para que tanta inrolação para morrer
- Seus pensamentos me divertem, posso lhe chamar de Stella? Significa estrela, e você com certeza brilha igual uma.
- Chega Edgard! – gritei já nervosa – Me mata! Anda me mata, sei lá, tira logo meus poderes, e pára de me matar aos poucos, não é isso que você quer? – disse pegando em seus braço e olhando dentro de seus olhos – Me mata!


Logo vieram três “homens” me pegarem para sair de cima de Edgard, mas ele simplesmente levantou uma das mãos fazendo um gesto “pode deixar” as lagrimas caiam de meus olhos, ali eu era uma gatinha cercada por tigres e leões.

-Deixe eu a matar Edgard – disse Elisabeth, se aproximando de mim – Vai ser bem prazeroso
-Stella morrerá quando Eu falar – disse ele olhando para minhas lagrimas
-Queres viver? – perguntou ele a mim
-Me deixaria ir? – perguntei com um pouco de felicidade
-Não, mas se você se juntares a mim, será a mais poderosa do mundo, terá tudo e todos a teus pés, minha querida – disse.
- A única coisa que quero é ir pra casa e ser normal outra vez – disse limpando minhas lagrimas – Me deixa ir, por favor – me ajoelhei e implorei
- Pareces com Anelisse, sabia? – disse longe de si – Eu amava Anelisse, ela era a mortal mais bela de todo o mundo, me apaixonei por ela, de verdade, mas ela quando viu seu pai – agora ele falava com fúria – nada mais importava, ele a roubou de mim – ele tremia, e eu não conseguia me mexer dali – o pai de Isack, me ajudou a se vingar deles sumindo com o seu bebe, a dividida mas poderosa que já existiu, você – disse me olhando – lhe mandando para o Brasil, com uma família normal, ia lhe matar assim que desenvolvesse seus poderes, porem Isack se apaixonou pela inimiga, que desperdício – disse ele calmo novamente – Se deixou segar por a sua beleza, a mesma beleza que deixei- me segar por Anelisse, mas agora! – gritou ele, e senti meu corpo se levantando sem minhas ordens - aqui esta a forma de me vingar de todos, VOCÊ, matando o que eles tem de mais precioso...O fruto do amor deles!

Quando dei por mim, não conseguia me mexer, nem respirar, estava levitando e meu coração estava sobre os olhos de Edgard, só vi uma estaca de prata, a estaca do sacrifício, que me mataria

- Sabe como tenho tanta vitalidade Stella? – disse gritando – Porque sugo o sangue de todos os divididos e no sangue encontro o PODER, o poder que me sustenta – agora, não via mais o homem bonito de cabelos escuros, via um predador pronto para atacar sua caça e todos envolta assistindo o extermino, a cara de Elizabeth era de esta se sentindo vingada, assim como a cara de Edgard, pelo o que meus pais fizeram

O Crepúsculo estava no fim à estaca estava em suas mãos que ia direto para meu coração, era o fim, o fim de tudo, não havia outra saída, morreria pensando em todos que amava e a primeira imagem era a dele Isack, lagrimas escorriam de meus olhos e um sorriso se abriu assim que os fechei.




Nãaaaaaao! – ouvi uma voz, surgindo em meus sonhos era meu anjo me vinha me encontrar, pensei....

Senti meu corpo se chocar com o chão duro e percebi que não era o céu e nem o inferno, ainda....
Foi tudo muito rápido, Isack estava em cima de Edgard, lutando com ele, enquanto Daniel, deteve os outros muitos vampiros com seus poderes, menos uma Elisabeth que vinha para cima de mim, como uma leoa

-Vou te matar com minhas próprias mãos – disse vindo para cima de mim e me esquivei percebendo que me restava a velocidade, tinha a velocidade – Maldita! – gritou ela
- Eu não vou morrer por suas mãos Elizabeth – disse dando um golpe em suas pernas, fazendo-a cair
- Você vai me obedecer! – disse ela me olhando fundo nos olhos
- Não sei porque mas... estou imune a seus poderes – agora sou o caçador e você é a caça
- Vou matá-la – disse tentando me atacar, mas fui mas rápida e a segurei por traz, a prendendo
-Não vou matá-la, eu não seria tão fria assim – disse a ela, quando vi Samira estava com uma seringa em suas mãos e a penetrou em Elizabeth, aos poucos ela caiu no meu colo
-Obrigada – agradeci Samira
-Você não tem que agradecer, você é muito boa, a deixou viver – disse a olhando – Eu cuido dela, agora, seus amigos precisam de sua ajuda. Vá!
-Daniel! – gritei ao velo, ele parecia cansado, exausto, mas lutava bravamente, com muitos vampiros
-Vá ajudar Isack! Logo irei! Vai Manuela – gritou e eu nem olhei para traz e fui

Logo vi, Isack e Edgard, um confronto como nunca vi em toda minha vida, Isack ensangüentado, e Edgard sem nenhum arranhão, eu ia salvá-lo...

- Isack! – gritei prendendo por um instante a atenção de Edgard e Isack o atacou e o jogou longe, logo corri para perto dele
-Foge meu amor, foge! – disse ele para mim todo ferido
-Não! Nunca vou te deixar – disse segurando seu rosto e o beijando
-Ora que linda cena – disse ele limpando um pouquinho de sangue que havia em sua boca, mas logo não havia mais nada - Quem eu mato primeiro? Isack ou Stella? – disse mostrando seus dentes para nós.

Isack não tinha mais forças, as únicas forças que ele tinha ele usou para me empurrar, eu era mais rápida que Edgard, e vi aquela estaca de prata ali no chão, só pensei em SANGUE e antes de Edgard chegar perto de Isack... Eu cravei com toda minha força a estaca em meu coração, o sangue era um vermelho rubi, quase para ônix – era engraçado ver meu sangue em poças, minhas pernas não agüentaram em pé, cai no chão, de longe no fundo dos meus pensamentos ouvia um grito devia ser o de Isack, o silencio pairou por um instante, que para mim iria ser eterno o da minha morte...

-Te amo – foi a ultima coisa que disse antes de cair no chão e morrer...




Oiiie Meninas!! EU como sempre um atraso com os capítulos heim !! rs
Esse é o penúltimo capitulo... (triste)  rs, mas eu Amei a companhia de vcs...
Triste a morte da Manu neh? Rs
Mas temos um ultimo capitulo ainda... Não sei o que irei escrever ainda esta em branco, mas... tudo esta previsto rs ....