Tudo que é bom dura pouco definitivamente, as férias bom as tão merecidas férias da escola estavam com as horas contadas, só faltava o domingo e na segunda-feira de manha pow! Tudo recomeçava de novo a única diferença era que: 1º eu Manuela estava quase formada, só restava um ano, um único aninho e tchau tchau escola, 2º o meu irmão Tales não iria ficar me vigiando toda vez que eu tentava ficar mais a sós com o Luca – isso me dava uma raiva – mas o Luca já estava acostumado com o cunhado então... 3º Ano que vem eu finalmente iria poder viajar sozinha, e poderia dirigir o meu caro sem uma baba motorista ao meu lado.
Hoje foi um dia muito importante para minha mãe, a grife que ela lançou de outono/inverno foi um sucesso em um desfile que ela promoveu meu pai só faltou babar literalmente pela minha mãe quando ela estava agradecendo as pessoas que compareceram, eles realmente se amam muito, um dia eu quero poder ser tão feliz como eles são, infelizmente o Luca não pode ir comigo tinha que treinar no clube de futebol já que ele esta quase sendo contratado para ser jogador reserva do São Paulo – eu não entendo muito bem de futebol, me lembro que todas as vezes nestas férias que fui vê-lo jogar não entendi muito bem, mas sempre que ele me olhava sorria, isso pareceu dar muito mais animo a ele, porque quando se tem um namorado jogador de futebol, sempre temos que estar junto se não já viu não é?! Ano que vem pretendo fazer serviço social me sinto bem ajudando as pessoas mais necessitadas – isso é difícil de encontrar na minha escola, pois os alunos são de famílias de empresários ou até de pessoas famosas, então estão mais acostumados a seguir a profissão passada de pai pra filho – meus pais me apóiam muito, e me sinto muito feliz por isso. Minhas amigas vivem dizendo para eu virar modelo, porque me acham muito linda, dizem que se eu fizesse um teste para se tornar modelo ou até atriz eu passaria pelo simples fato de ser bonita – não me acho tão bonita, mas o mais engraçado é que eu não me pareço muito meus irmãos, eles são bem mais morenos que eu, e de olhos esverdeados, como o do meu pai, e os meus são castanhos como da minha mãe, mas quando fico nervosa fica mais meio mel, isso é engraçado, minha mãe vivi dizendo que sou especial por isso – a tal beleza que não vejo em mim, devo ter puxado da minha mãe, que é muito linda estilo a Camila Pitanga, deve ser por isso que meu pai é tão ciumento, por ela até hoje depois de dezenove anos de casados.
A minha família é muito unida e muito simples, apesar de sermos ricos, os meus pais sempre se lembram da onde vieram e de como conseguiram tudo o que tem hoje, eu me sinto uma garota muito grata por ter nascido nesta família.
-Posso entrar?
-Claro mãe!
-Estava dormindo? – vindo em direção a minha cama, com um sorriso lindo nos lábios, para me dar um beijo como toda a noite.
-Não! Pensando... – eu ainda estava perdida nos meus pensamentos, na minha vida.
-Em que poso saber? – a minha mãe era muito curiosa, sempre queria que contasse tudo para ela até os meus pensamentos, dizia que éramos Best Friends.
-Em nada de importante Dona Glaucia – me levantado para olhar fundo em seus olhos uma mania boba que tinha de encarar as pessoas – Na minha vida.
-Sua vida ou seu namorado? – zombando com minha cara que devia estar vermelha depois dessa.
-Ai mãe! – abaixando a cabeça e olhando para as minhas mãos – Na vida, em tudo, no Luca, nos meus amigos, no papai, no Tales que me enche o saco o dia todo – fiz careta, e disse sorrindo – e em como sou feliz.
- Eu também sou muito feliz por ter você o Tales e o Diogo – me abraçando e me jogando na cama e se deitando ao meu lado-. Sabe Manu, eu também me sinto muito feliz, por tudo que Deus me deu, principalmente por ter filhos que valem ouro...
-E também por ter um copo de dezoito néh ? – rindo da com conclusão da minha frase, porque realmente ela parecia uma adolescente com corpo e voz de adolescente.
-Manuela, Manuela – levantando-se e me observando deitada, se virando para ir embora.
-Mãe espera! – ela voltou a me olhar da porta – Me responde uma coisa... Porque não sou parecida com o Tales nem com o Diogo, eu sei que cada um é cada um, como você vivi dizendo, mas... Sou morena que nem você, mas a minha pele e mais branca sei lá... – olhando para meu braço.
-Isto é porque sua avó era assim também filha, já lhe disse quarenta vezes – apagando a luz e me dizendo – Boa Noite.
-Boa Noite.
Realmente meus avos eram mais brancos que nem eu, e todos diziam que eu era a cara da minha avo Julieta, mas com a determinação do meu pai, que era um ponto bem marcante na minha personalidade apesar de ser bem mais brincalhona que ele. Não sei por que mais as vezes viam estas perguntas bobas na minha cabeça, principalmente depois de uns tempos para cá, por causa de uns sonhos, que se tornavam cada vez mais recentes com um homem e uma mulher, os rostos eram muito difícil de se enxergar só ouvia o choro da mulher, e o homem tentando consolar a esposa, eu no sonho tentava conversar com a mulher para ver se ela se acalmava mas... Ela não me via... E cada vez o sonho estava ficando mais e mais claro, nunca tive um sonho assim todos eu esquecia, mas esse... Esse me intrigava, ate tinha conversado com o Luca sobre isso, ele disse que era por causa muitos filmes de terror que eu andava assistindo já que eram os meus favoritos, mas nunca fui medrosa e o mais estranho, os meus olhos quando eu acordava estavam com muitas lagrimas... Mas chega, vou parar de pensar porque amanhã tenho que acordar cedo para andar de bike no Ibirapuera com a Clara e a Bianca, ultimo dia antes da prisão novamente.
Pela manha o céu estava limpo apesar do frio que fazia dentro do meu quarto pude ver pela porta de vidro da minha varanda que o dia estava perfeito para andar de bicicleta e era isso que eu pretendia fazer. Pulei da cama colocando uma roupa bem apropriada para o meu passeio e fui tomar café da manha com toda minha família – todos estavam na mesa da copa exceto o Tales como sempre, isso já não era novidade.
Bom Dia! – disse a todos me acomodando ao meu lugar ao lado da minha mãe e do Diogo.
-Bom Dia filha – disse minha mãe e meu pai juntos.
-Cuidado porque no filme Se Eu Fosse Você, o casal troca de corpo por falarem juntos muitas vezes – tirando onda com a cara dos dois
-Manu se eu trocasse de lugar com sua mãe, eu acabaria com a carreira dela em um minuto, porque ela vivi dizendo que “ se não fosse ela todos desta casa se vestiriam que nem mendigos” – tentando imitar ela.
-Nunca falei isso João – fazendo beicinho para ele – só dou boas dicas de moda para todos – abrindo aquele sorriso lindo que só ela sabia dar.
-Não só dica Não é mãe? Um dia desses fui procurar meu vestido verde para sair, e a Pepa disse que você tinha doado todos, e reformado meu guarda- roupa – lembrando daquele santo dia que tive que correr no guarda – roupa dela para pegar algo emprestado já que o meu estava no zero.
-Ai Manu, você e minha única filha mulher se não usar os meus modelos quem vai usar? – tentando se fazer de ofendida mas num tava colando.
- Eu uso Glaucia!
-Bianca! Entra! Vem tomar café conosco. – minha mãe adorava a Bianca e a Clara, mas a Bianca era o couver da minha mãe, amava tudo que minha mãe fazia e desenhava, e o pior era apaixonada pelo Tales.
-Bom eu aceito – a Bianca não era muito de fazer cerimônia, principalmente quando ela sabia o que realmente queria.
-E a Clara Manu, cadê? – a Bianca quis saber
-Deve estar no quarto dela e da Pepa, acabando de se arrumar.
-Viu o dia como esta hoje? – tinha algo por trás desta mera pergunta eu tinha certeza
-Sim, bem bonito não?
-É... Será que o Tales não quer ir conosco? – Se virando para o corredor para ir ate lá.
-Não! Não! Não! Bianca nem pensa em convidar – falando em voz alto e em pânico, eu já o agüentava 24hs e mais hoje meu ultimo dia antes das aulas? Não!
-Calma Manuela é só seu irmão – minha mãe tirando onda com minha cara.
-É mãe mas é o Meu saco que ele enche e não o seu – nervosa com as provocações.
-Tá ta não chamo então – zombando do meu mau humor instantâneo
-E eu posso ir? - Disse eu irmão casula
-Diogo, maninho eu prometo que sábado que vem só vai eu e você beleza? – eu que estava tentando passar um fim de semana com minhas amigas sem o Luca que era difícil e elas querendo colocar meus irmãos no meio.
-Beleza – com o Diogo era mais fácil era o menor, e o mais compreensível, por incrível que pareça.
-Otimo!
-Bom dia família!
-Falando da peste... – disse sussurrando e o Diogo riu.
-Falando comigo maninha? – bagunçando meu cabelo
-Não Tales – empurrando ele – você não é o centro das atenções, sabia?
-Pra mim é... – olhando o abdômen nu do meu irmão
-Bianca! – indignada com a infidelidade da minha amiga
-Oi Bi – dando aquele sorriso safado e ela se derretendo toda boba.
-Oi Tales... – nem piscava.
-Vamos? – me levantando e puxando ela novamente
-Mas a Clara...
-Oi gente – graças a Deus
-Oi clara vamos – puxando as duas
-Eu posso ir? – ouvi o Tales se candidatar
-Não!!! - La de fora gritei, e conseguindo só ouvir o seu sorriso de felicidade em me tirar do serio logo pela manha.
-Nossa Manu o que houve? Por que saiu fugida da copa? – quis saber a Clara, enquanto eu descia as escadas para entrar no carro o mais rápido possível.
-Pepa! – a Pepa era a minha segunda mãe, ela que me criou tecnicamente, porque meus pais sempre foram muito ocupados e só tinham tempo livre nos fim de semana, mas sempre entendi isso, e a para a Pepa eu era uma filha mesmo não sendo de sangue.
-Meu amor – me abraçando assim que eu a alcancei na porta do carro – O que houve com você? – não preocupada, deveria já estar a par de tudo, a Pepa era os olhos e ouvido da casa.
- O Tales me enchendo de novo – falando mais calma desta vez, pois já estava longe do meu irmão – E a Bianca ainda pra completar queria que ele fosse conosco, acredita? – indignada ainda.
- Ai Manuela sem drama é só seu irmão, não estou chamando nenhum Serial Killer para ir com a gente.
- Você diz isso porque gosta dele – a re-lembrando.
- Sim, não vou negar ele é T.U.D.O, moreno, olhos verdes, sarado... – pelo o que parecia ela estava bem longe do planeta Terra com aquela imaginação.
-O Bianca, deixa pra ter suas fantasias com o Tales quando tiver sozinha, esta bem? – Disse a Clara, ficando vermelha só com aquelas palavras.
- Gente vamos? – deviam se quase 10h00min da manha
-Bom aqui estão alguns sanduíches, e sucos para você, porque até o almoço irão sentir fome – disse a Pepa dando o cesto de comida para a Clara.
-Brigada Pepa! – disse dando um beijo na sua testa, e entrando no carro.
Chegando ao parque do Ibirapuera o motorista nos deixou bem perto da ponte, pois eu adorava a vista daquela ponte apesar de ter só carros e mais carros era bonita a paisagem, e ótimo lugar para tirar fotos, as meninas também adoravam pousar de modelo, então peguei minha maquina digital e comecei a tirar varias fotos desde a ponte até o meio do parque, delas, das flores, da paisagem que envolvia o verde daquele lugar, de tudo.
-Manu você deve ter registrado mais de 100 fotos na memória da sua maquina não é? – quis saber a Clara
-Sim, aqui deve ter mais ou menos isso – comecei a mexer na memória para saber o quanto tinha exatamente, enquanto continuávamos andando.
-Mas sua nenhuma – retirando a maquina da minha mão, e clicando na minha direção.
-Clara, eu já tenho umas 500 fotos minhas, num quero mais nenhum. – tentando pegar a maquina da Mao dela, mas, ela corria bem mais que eu.
-Vai Manu só uma!
-Você já tirou uma – tentando a alcançar
-Por favor, se não, não ti devolvo, e apago tudo – que chantagem barata
-Clara Rodrigues, se você fizer isso eu te mato literalmente. – começando a ficar nervosa
-Então deixa – todos que passavam nos olhavam, e tava começando a me dar vergonha, então era melhor ceder.
-Esta bem tira! – fazendo pose 3x4
-Ai credo Manuela! Sorria! Você é tão linda sorrindo, parece comercial de pasta de dente até.
-Aff Clara – revirando os olhos – Xis! – fazendo posse perto de uma arvore com flores rosa.
-Que linda! Nossa até parece modelo, olha só – me mostrando
-É – nada feliz com aquilo, e pegando minha maquina de novo.
-Vocês... Du...as... Me Pa...ga...m – era a Bianca, que nos alcançou e ofegava de tão cansada.
-Desculpa – falamos juntas e rimos.
-Bi respira pelo nariz e solta pela boca- tentando ajudá-la , e ela fazendo o que eu falei.
-Vocês... Sabem... – parando para pegar fôlego – eu ODEIO correr!
-Ai Bianca, poxa foram só uns 100 metros, e correr faz bem. – disse Clara ao continuar caminhando.
-Para Você faz bem, mas para mim NÃO – ainda com raiva da correria.
-Engraçado, você vive “correndo” atrás do Tales e nem se cansa hahahaha – jogando pesado.
-Melhor correr atrás do Tales do que ficar que nem freira – empatando o jogo.
-Gente calma! Vocês não vão começar a brigar aqui não é? – era tudo o que eu menos queria, que minhas duas melhores amigas brigassem, logo hoje. – Bom mais iai animadas para amanha na escola? – quis saber para tentar amenizar o clima.
-Hum será vão pintar alunos gatos? – quis saber Bianca novamente de bem com a vida.
- Eu só quero acabar logo o ensino médio e poder estudar fora do pais – disse a Clara com seu jeito CDF de ser.
-Mas e se você se apaixonar Clara?
-Verdade, e se você realmente se apaixonar, você vai mesmo assim? – queríamos saber eu e a Bi.
-Ai gente claro que não, isso não vai acontecer – começando a caminhas mais rápido do que nós – Vamos! Olha logo em frente é a onde se aluga as bicicletas – fugindo literalmente do assunto.
Andar de bicicleta era ótimo parecia que eu estava voando, a adrenalina me tomava por completo, parecia que o céu era o meu limite, e tudo eu podia tudo eu conseguia em cima das duas rodas, tentei ultrapassar a Clara, mas, ela era uma excelente esportista, e sempre me superava e isso me deixava com um pouco de raiva, mas em compensação a Bianca era a mais de vagar então segundo lugar era uma boa colocação vendo por esse ângulo. Andamos de bicicleta por mais de 1 hora sem para, tinha certeza porque meu estomago estava começando a reclamar, não só o meu, mas os das três porque logo que sugeri fazermos um lanchinho, todas concordaram.
-Cansei – me jogando na grama, e vi que a Bianca fez o mesmo antes de eu fechando os olhos.
-Vocês duas são duas fracas, nem agüentam uma horinha de pedalada – disse Clara nos olhando ainda em pé.
-Porque você não vira atleta profissional Clara se você gosta tanto? – quis saber Bianca.
-Bom, porque o que eu amo mesmo é a Física – se derretendo toda para falar daquela matéria que eu odiava.
-Tantas opções de carreira, e você quer ser logo física? – me sentando e a encarando.
Notei que as a Clara me olhava fixamente, e logo com todo aquele silencio Bianca também se virou para me olhar, continuei se entender nada até que a Clara voltou a falar.
-Nossa Manu, seus olhos estão mel, desapareceu completamente o tom castanho dele – ainda hipnotizada com as novas cores de meus olhos. – Toda vez que fica mel parece que você fica mais... mais... – sem conseguir completar a frase, e ainda me encarando
-Diferente – disse Bianca, completando a frase e me encarando também.
-Ai gente! – comecei a ficar vermelha – Não precisão de ficar com essas caras de bobas alegres me olhando néh? – me levantando e olhando fixamente para a lagoa. – O mais estranho é que quando isso me acontece... consigo sentir melhor o cheiro do mar, das flores, ouvir melhor, até falar melhor – respirando fundo e fazendo o meu coração voltar aos batimentos normais, logo em seguida percebi que os meus sentidos não estavam tão mais aguçados, e me virei para elas.
-Esta castanho! – disse a Bianca boquiaberta.
-Hã? – meio perdida.
-Seus olhos, estão castanho novamente Manu – me explicou a Clara.
-Há sim!eles voltam rápido, e questão de segundos, isso acontece quando estou nervosa ou com muita adrenalina acumulada.
-Você é estranha – disse Bianca ao pegar um sanduíche.
-Oba até que fim vamos comer! – Clara falou ao pegar um Ades e um sanduíche.
-Você não vai comer? – quis saber Clara que me olhava.
O pior daquela nova sensação que me ocorria quando meus olhos ficavam mais claros era que a fome sumia, aquela comida não parecia apetitosa com estava a algumas horas atrás, e tudo parecia nojento no meu ver,- me lembro que quando eu era pequena, uma vez eu fiquei sem comer por mais de um dia, por causa que na época o Tales tinha quebrado minha Barbie favorita, e isso me deu muito ódio – mas só de um tempos para cá que os meus sentidos começaram a ficar mais aguçados.
-Não, perdi a fome – tentando ser educada, e não dizendo que eu fiquei com nojo daquilo tudo. – É... Eu vou dar uma volta ok? - começando a andar novamente.
-Não vai de Bike? – Me perguntou a Bianca.
-Não. Quero ir andando mesmo – sorrindo e olhando fixamente para frente.
Tudo ao meu redor continuava igual, as pessoas, algumas com namorados, outras andando com seus animais de estimação, outras correndo ou vendendo algo, normal, mas eu estava gelada, e sentia que aos poucos meu corpo voltava ao normal, porque os meus olhos estavam normais, mas, o meu corpo ainda estava diferente – queria gritar, correr de pressa, medir a força que eu pensava que havia dentro de mim – mas aquilo era só sensação, eu não era normal, meu Deus não tinha como eu ser normal sentindo aquelas sensações – ouvi uns caras mexendo comigo, mas, nem dei bola e continuei andando, do nada aquele sonho veio na minha cabeça e um nome soou dentro da minha cabeça “ Stella”. Quem era Stella? Stella? Stella? E não conhecia nenhuma Stella, nem na escola nem nenhum tio ou tia, nada, mas a mulher chamava por Stella, era a voz dela, da mulher do sonho, mas porque eu tinha lembrado desse nome que não fazia nenhum sentido para mim? Na minha cabeça havia muitas perguntas mais nenhuma resposta, nada, até que eu reparei onde eu estava. Ainda era no parque, mas em uma parte que não havia ninguém a não ser eu e uns bancos de gesso com muitas arvores ao redor, como é que cheguei ali? Ou melhor, como é que eu iria sair dali?. Um barulho forte me assustou, e dei um pulo, parecia que alguém tinha caído de uma arvore sei lá, mais aquilo me deu medo porque poderia ser um estrupador, um louco, eu queria sair correndo mais algo disse para eu ir ver o que tinha acontecido, e eu fui.
-Quem está ai? – gritei entrando no meio das arvores, mais nada respondeu.
-Quem esta ai? – gritei mais alto e ouvi um barulho e o segui, até que vi o que era o criador daquele em pacto tão violento com o chão.
Era um menino, um menino que estava todo de preto caído perto de um pinheiro enorme, parecia desmaiado-por que não se mexia – ele deveria ter no Maximo uns 19 anos, eu estava com medo, mas resolvi chegar um pouco mais perto, e vi que ele era muito bonito, com o cabelo loiro escuro, e pele clara um pouco mais clara que a minha, - quase a mesma tonalidade – os desenhos do seu rosto eram perfeitos, como se fosse feito a mão, e não tinha muitos músculos, eu me agachei e olhei bem para o seu rosto, e assim q fiz isso ele abriu os olhos e pulou em cima de mim com tudo.
-Socorro! Me solta! Me solta seu louco! – gritava, mas, ele era bem mais forte do que parecia.
-Quem é você? – ele me perguntou me olhando fixamente com os olhos mel iguais aos meus, segurando meus pulsos.
-Não te interessa me solta! – tentando me soltar usando todas minhas forças, mas parecia que não era nada para ele.
-Você é uma espiã não é? – ficando nervoso, e começando a me machucar de verdade.
-Ai! Ai! Você esta me machucando! – olhando em seus olhos e pedindo – Por favor, me solta, eu não sou nenhuma espiã, meu nome é Manuela – tentando manter uma voz normal, para toda aquela situação.
- Se você estiver mentindo... – voltando a ficar nervoso.
- Não é serio! Quer ver meu RG? – eu faria qualquer coisa para que aquele maluco saísse de cima de mim.
-Ok – me soltando – vou confiar em você menina – se levando em frações de segundo enquanto eu tentava controlar minha respiração sentada. Quer ajuda? – pela primeira vez sorrindo para mim, um sorriso inesquecível para qualquer pessoa.
-Você não vai me matar não é? – quis saber ainda um pouco desconfiada.
- Não. – me dando a mão, para que eu me apoiasse nele, e eu aceitei.
-Obrigada
-De Nada – disse se virando para o pinheiro e ficando de costa para mim – Desculpa, é que você é a primeira huma... – cortou a palavra e continuou – e que eu estava dormindo e você chegou sem avisar, então... – me olhando – fiquei sem saber o que fazer – tentando se explicar mas, num estava colando muito.
-Está bem – bom eu não iria acreditar nas lorotas deles então era melhor pular essa parte. – Qual seu nome?
-Isack – a voz dele tinha certo sotaque, apesar dele falar um português corretíssimo.
-Você não é do Brasil é? – quis saber mesmo sabendo a resposta.
-Não – olhando para o chão e rindo – Por que?
-Sotaque – eu estava bem mais tranqüila agora, conversávamos como se ele nem tivesse quase estourado meus pulsos. – De onde você é?
-Sou da...Valáquia - disse pensando que eu não saberia onde ficava
-Europa certo? – sendo mais esperta
-Sim – admirado – Pensei que vocês do Brasil já mais saberiam onde ficava a Valáquia.
-Bom... Eu sei – abrindo o meu sorriso para ele. – Romênia
-Você me parece bem mais esperta do que eu achava minha cara Manuela - sendo cordial comigo, mas essa frase tava muito século XVI.
- Você tem quantos anos? – curiosa para saber se meus cálculos estavam certos.
- 18 anos – sorrindo outra vez como se isso fosse alguma piada
-É imaginei, parece mesmo, mas você ainda estuda?
-Sim irei fazer o ultimo ano aqui no Brasil na escola Albert Ainsten.
-Nossa eu também estudo lá – muita coincidência.
-Coincidência uma boa palavra – ele me olhava tão fixamente que se ele me perguntasse que dia eu nasci eu iria errar.
-Mas – desviando o olhar- o que foi aquele barulho? Parecia que alguém tinha caído de algum lugar
-Eu pulei da arvora – olhando para ela- ela é bem alta
-É acho que se fosse eu, eu tinha me arrebentado toda no chão.
-Ai meu Deus! – me lembrando da hora – Que horas são?
- São 13h30min da tarde – olhando para seu relógio, que parecia ser importado. –Você tem que ir não é?
-Sim, ta tão na cara? – ficando vermelha
-Não pelo seu tom de voz – rindo de mim
-É que tenho que ir almoçar com minhas amigas... Quer ir? – querendo que ele fosse, ele me intrigava e eu queria saber a verdade do barulho
-Não posso... Vou ter que sair... E logo vai chover... Então Obrigado – sendo gentio
-Então amanha a gente se vê? – querendo saber, só não entendia o por que.
-Na escola? – parecia que aquela palavra era meio estranha para ele.
-Sim na escola
-Claro – ele me olhava com se eu fosse uma presa, era muito estranho mas mesmo assim eu não tava com medo
-Como volto para o centro do parque? Você sabe? E que nunca vim para estes lados, então estou meio perdida... – ele era o gringo e eu que tinha que dar informações não ele.
-Caminhe reto até você ver uma arvore bem grande igual este pinheiro e vire a esquerda, logo estará perto do MASP.
-Obrigada – dei um beijo no rosto dele, e sai de lá correndo, porque estava atrasada, só percebi que ele se enrijeceu todo com aquele simples gesto, mas eu já estava na trilha e não tinha tempo para olhar para trás, porque estava muito atrasada.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Prefacio
As gotas d’água caiam sobre mim, com tanto peso que parecia que o céu estava desabando sobre minha vida, coisa que na realidade estava acontecendo de certo modo, minha família, minha identidade, tudo era mentira, à única coisa que sabia fazer era correr em meio daquela tempestade, mas como isso poderia ser real? Vampiros não existiam alias eram só lendas, lendas tolas, mas o Isack não parecia bem uma lenda tola, era bem real e aquele sentimento que brotava dentro do meu coração estava me deixando sem ação como se ele me dominasse por completo, como se eu fosse submissa a ele quando estávamos juntos, mais o pior –se tem como ficar pior- era que eu sabia que ele era meu inimigo, e que ele veio aqui para me matar.
As gotas d’água caiam sobre mim, com tanto peso que parecia que o céu estava desabando sobre minha vida, coisa que na realidade estava acontecendo de certo modo, minha família, minha identidade, tudo era mentira, à única coisa que sabia fazer era correr em meio daquela tempestade, mas como isso poderia ser real? Vampiros não existiam alias eram só lendas, lendas tolas, mas o Isack não parecia bem uma lenda tola, era bem real e aquele sentimento que brotava dentro do meu coração estava me deixando sem ação como se ele me dominasse por completo, como se eu fosse submissa a ele quando estávamos juntos, mais o pior –se tem como ficar pior- era que eu sabia que ele era meu inimigo, e que ele veio aqui para me matar.
O Preço Do Amor
Oi gente sou Nayara, sempre gostei muito de escrever então decidi fazer um Blog postando mais nova criação minha "O Preço do Amor" que irá relatar uma historia sobre vampiros, meio vampiros e humanos, me baseei muito em Crepusculo e sua saga, em Marcada, e em relatos de vampiros, não vou garantir que saira como os da Stephenie Meyer mas, irei fazer o possivel que seja tão interessante o quanto. Conto com a sinceridade de vocês e também nas dicas para cada capitulo, porque para mim é muito importante a opinião de quem esta lendo.
Desde já o meu Muito Obrigada e... Divirtan-se com essa historia.
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